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quarta-feira, 29 de junho de 2011

«A CONTRA-REFORMA» - e a Reforma Católica nos Princípios da Idade Moderna Europeia - MICHAEL MULLET




«A CONTRA-REFORMA»
´E a Reforma Católica nos Princípios da
Idade Moderna Europeia`
MICHAEL MULLET
TRADUÇÃO: J. SANTOS TAVARES
REVISÃO DE TEXTO: MANUEL JOAQUIM VIEIRA
Panfletos Gradiva
GRADIVA
LISBOA, 1985
TÍTULO ORIGINAL: 
«THE COUNTER-REFORMATION»
MICHAEL MULLET, 1984


A maior parte dos ensaios tradicionais sobre a Contra-Reforma aceitam conclusões que este caderno vai pôr em causa. Os historiadores costumavam partir do princípio de que a Contra-Reforma teve origem mais ou menos na mesma altura em que a Reforma Protestante - isto é cerca de 1517, quando o reformador protestante Martinho Lutero iniciou a sua separação da igreja católica romana -  e terminou entre 1600 e 1650. 
Um outro aspecto do tratamento antigo do assunto consistia em acentuar o papel na Contra-Reforma dos seguintes factores: uma série de papas reformadores; o Concílio de Trento; os Jesuítas; a Inquisiçao e o ´´Index` dos livros proibidos. Contudo, nos últimos anos notou-se a emergência de uma nova maneira de ver a Contra-Reforma. O propósito deste caderno é apresentar essa nova visão do assunto.
Este caderno adopta uma visão diferente. Em primeiro lugar, as origens da Contra-Reforma são situadas aquém do século XVI, ainda na Idade Média. Em segundo lugar, a Contra-Reforma é apresentada como um processo de longa duração que não estaria terminado, decerto, por volta de 1600 ou 1650. A vitalidade da Contra-Reforma sobreviveu a uma série de papas reformistas. O Concílio de Trento foi indispensável para a Contra-Reforma, embora a maior parte das pessoas não conseguissem compreender as suas extensas resoluções acerca da doutrina; mas a sua legislação necessitava de implementação, o que levou longo tempo, por vezes mais de um século, nas diversas regiões da Europa católica.
Quanto a outros aspectos da Contra-Reforma que receberam um extenso tratamento na maior parte dos livros escolares, o ´Index` dos livros proibidos não deverá merecer grande importância; foi composto, muitas vezes desajeitadamente, por censores intelectuais e compunha-se de um grande número de obras que a maioria dos católicos europeus não podiam ou não deveriam ler. Um outro subtópico favorito e tradicional da Contra-Reforma, a Inquisição, também não merece grande atenção; a sua autoridade era reconhecidamente aterrorizadora nos domínios espanhóis e papais, mas foi, no máximo, um instrumento negativo da Contra-Reforma.


http://skocky-alcyone.blogspot.com/2008/12/martinho-lutero-e-as-95-teses-de_07.html


http://skocky-alcyone.blogspot.com/2010/09/martinho-lutero-um-destino-lucien.html


segunda-feira, 27 de junho de 2011

«DOSSIER COIMBRA 1969» - António da Cruz Rodrigues, José Maria Marques e Joaquim Maria Marques



«DOSSIER COIMBRA - 1969»
´A crise de Coimbra vista por observadores
 estranhos aos acontecimentos`
´2ªEdição`
ANTÓNIO DA CRUZ RODRIGUES
JOSÉ MARIA MARQUES
JOAQUIM MARIA MARQUES
COLECÇÃO FACTOS E DOCUMENTOS
LIVRARIA SAMPEDRO EDITORA
LISBOA, 1969




Que levou os autores a fazerem o presente inquérito aos acontecimentos académicos de Abril-Julho de 1969 em Coimbra? 
Confessam os autores que, em primeiro lugar, os moveu uma sentimento de curiosidade e o desejo, mais, a necessidade de compreender.
Querem perceber precisamente o que aconteceu? E como? E porquê?
Dizia-se, confessam, que um ´processo` contestativo tivera curso em Coimbra segundo os princípios, o método e as regras internacionalmente experimentadas.
Acrescentam saber-se como a ideia espalhada por toda a parte, relativamente aos movimentos estudantis estrangeiros dos últimos anos, é de que se trata de movimentos subversivos, de contestação geral da sociedade e não apenas académica - aproveitando a «nova classe» dos estudantes como plataforma revolucionária, esgotadas que estariam as possibilidades subversivas do proletariado.
Seria assim em Coimbra, perguntam?!
Acreditam que dos factos apurados sobressaem as regras da estratégia e da táctica reivindicativas ali aplicadas, aliás com talento acrescentam... Talvez não seja possível de ora em diante ignorar o que apuraram, como após outras crises (1962?: ...)
Isso impressionava-os: que só a memória efémera dalguns registasse idênticos acontecimentos de 1962 e 1965, para não falar de outras crises. Estão seguros de que, por não haver sido estudada sistematicamente, as lições possíveis se tivessem perdido completamente ou quase, e, dos mais ou menos interessados em estar prevenidos com o conhecimento rigoroso das leis que eventualmente presidam a este tipo de acontecimentos, poucos fossem capazes de pronunciar-se sobre os últimos, desde o princípio, com alguma segurança e aquela independência que uma informação adequada sempre permite. Sabem, aliás, que talvez por isso a desorientação de muitos, dos mais responsáveis até, foi nessa altura impressionante.
Do que estão convencidos é de que os mais surpreendidos com a profunda unidade e coerência da crise revelada, qualquer que tenha sido o seu lado na barricada, hão-de ser muitos dos que participaram ou estiveram presentes nos acontecimentos - mas por isso mesmo, mergulhados na sua rápida sucessão, não chegaram a ter notícias completas nem uma visão de conjunto dos mesmos.
Reconhecem não supor ter feito o melhor que era possível e que o seu trabalho esteja isento de lacunas. 
Formaram equipa, para que o risco da visão unilateral fosse menor fosse menor e menor também fosse a probabilidade de lhes escaparem aspectos importantes dos acontecimentos.
Estão certos de não terem forçado as conclusões, Apesar de os documentos publicados pelos dirigentes associativos, muito abundantes, eram quase os únicos conhecidos e a dificuldade principal do inquérito terá estado, por isso, em conseguir completar a visão que esses documentos atestam com outras perspectivas e diferentes ângulos de análise, com outros testemunhos, em suma.
Dirigem-se agradecidos a todos quantos, autoridades, professores e alunos de todas as tendências,
facilitaram à equipa, esses testemunhos e não regatearam a sua contribuição ao esclarecimento; o menor ou maior mérito do trabalho em muito lhes é devido!
Tendo-se esgotado  a 1ª edição deste livro em menos de dois meses, os autores procuraram alguns aperfeiçoamentos, não muito numerosos mas de certa importância, e novos documentos em apêndice, além das abundantes correcções gráficas.
A crítica à 1º edição visou o facto de a equipa não ter feito o estudo sociológico e exaustivo de todas as causas da crise universitária Quer dizer, foram criticados por não terem sabido manter-se limitados ao tema a que se propuseram - que era o exame do «processo» utilizado, da mecânica montada para fazer funcionar a contestação. 


CAPÍTULO I - ECLODIR DOS ACONTECIMENTOS: A inauguração do edifício das Matemáticas.
CAPÍTULO II - DESENROLAR DA CONTESTAÇÃO: O boicote das aulas.
CAPÍTULO III - NOVA FASE DA CONTESTAÇÃO: O boicote dos exames.
CAPÍTULO IV - A EVOLUÇÃO DO BOICOTE DOS EXAMES


APÊNDICE: 11 Documentos




NOTA: Esta obra foi feita por opositores de direita ao Governo do Professor Macello Caetano e estão na origem da EDITORIAL RESTAURAÇÃO e da publicação da revista ´RESISTÊNCIA` .









sábado, 25 de junho de 2011

«PASCAL » - ´FILÓSOFO CRISTÃO` - EDUARDO ABRANCHES DE SOVERAL



  «PASCAL»
´FILÓSOFO CRISTÃO»
PROFESSOR DOUTOR
EDUARDO ABRANCHES DE SOVERAL
da Faculdade de Letras do Porto
LIVRARIA TAVARES MARTINS
PORTO, 1968
Na sobrecapa (frente): Máscara mortuária de Pascal


Em «PASCAL, FILÓSOFO CRISTÃO» é feita uma exposição crítica da filosofia pascaliana, considerando quer a sua gnosiologia, quer os elementos mais importantes que ele oferece para uma antropologia e uma ontologia culturais.
Para o efeito o Autor seguiu o método mais adequado à natureza do tema: utilizou o conhecimento objectivo e seguro, que era possível ter sobre a vida e a personalidade de PASCAL, como um meio auxiliar, mas de muito interesse, para a interpretação da sua obra.
Ao mesmo tempo procedeu à inventariação e crítica de todos os textos com carácter filosófico nela contidos.
Isto permitiu chegar a algumas conclusões novas, designadamente no que se refere à dialéctica pascaliana; ao seu bi-substancialismo mecanicista; ao valor cognitivo e apologético do argumento da ´Aposta` ; e ao plano e significado dos ´Pensamentos` .
No respeitante à biografia de BLAISE PASCAL, tiveram-se em conta os resultados das mais reentes investigações que lançaram uma nova luz sobre o teor das relações do filósofo com ´Port-Royal` e sobre os últimos tempos da sua vida breve mas intensa.
Também neste campo se propõe algo de novo: uma diversa interpretação do ´Memorial` e do testemunho do Padre Beurrier.
Deverá anotar-se ainda a forma como as ´Cartas Provinciais` são interpretadas e criticadas, designadamente quanto às críticas que nelas se fazem à ´Companhia de Jesus`.

NOTA: Existe uma 2ª edição, datada de 1995, da Editora Elcla (Portugal).


                                                  Assinatura de Pascal no seu Testamento

«SITUAÇÃO DA ARTE MODERNA» - JEAN CASSOU




«A SITUAÇÃO DA ARTE MODERNA»
  JEAN CASSOU
TRDUÇÃO: MARIA VIRGÍNIA DE AGUIAR
CAPA: DORINDO CARVALHO
COLECÇÃO ´ESTUDOS E DOCUMENTOS`
PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA, 1965
Edição n.º 4/30/1218
TÍTULO ORIGINAL: «SITUATION DE L'ART MODERNE»
COLECÇÃO «L'HOMME ET LA MACHINE»
LES EDITIONS DE MINUIT




Vivemos num mundo novo: que mudança produz tal facto nas vontades da criação artística e na inteligência e prática das coisas da arte?
À nossa época coube o privilégio de ver as formas e os estilos sucederem-se com rapidez e violência tão nítidas que se podem discernir no seu seguimento uma necessidade e uma lógica internas, como se se tratasse de um único e mesmo criador que. ultrapassando a longevidade outorgada às gerações, tivesse sucessivamente proposto e utilizado todos os meios possíveis oferecidos à arte da pintura, da escultura, da música, da poesia. Estes meios, estas hipóteses de trabalho, estes sucessivos princípios e sistemas estéticos, numa palavra, estas formas e estes estilos, ligam-se, quer por via de exaustivas consequências, quer por via de contrastes, bem como a par de fugas e contrafugas.
O actual triunfo do maquinismo e o nascimento de uma civilização técnica é um dado essencial. Dado, esse, que nos obriga a examinar  a condição da evolução das formas num ambiente que muda, numa sociedade que se revoluciona. 
Este exame é de enorme importância para o artista, obstinado em métodos de uma simplicidade imemorial, quando se encontra em presença de uma sociedade doravante munida de uma aparelho industrial cada vez mais complicado. A máquina introduz-se em certos domínios da arte, chegando mesmo a criar outros novos domínios!
No entanto,  a arte continua sendo arte e o artista permanece artista. Difícil é, por conseguinte, não abordar o problema da situação da arte na nossa época de um ponto de vista o mais largo possível...
Necessário é, registar constante e atentamente o carácter específico da arte, carácter que foi incompreendido e desconhecido ao ponto de se apresentar a arte moderna como um ´monstro` !...


JEAN CASSOU, arguto estudioso dos problemas estéticos contribui de maneira decisiva para esclarecer, neste seu brilhante ensaio, a pergunta que apaixona o homem culto hodierno!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

«O PAPA» - PAUL POUPARD



«O PAPA»
PAUL POUPARD
(Presidente emérito do Conselho Pontifício para a Cultura e
 do Conselho Pontifício para o Dálogo Inter-Religioso)
´Criado` Cardeal em 1985
TRADUÇÃO: MARIA CREMILDE AMARAL
CAPA: A. PEDRO
COLECÇÃO VIDA E CULTURA
EDIÇÕES ´LIVROS DO BRASIL`
LISBOA, 1990
TÍTULO ORIGINAL: «LE PAPE»
PRESSES UNIVERSITAIRES DE FRANCE
PARIS, 1980




O Autor defende nesta obra que o poder do Papa é um poder singular e misterioso que lhe vem de fonte divina!
Como é do conhecimento geral, a história do Papado está intimamente ligada à história da Civilização Ocidental, desde as primeiras comunidades cristãs até à sociedade contemporânea.
O prestígio do Papado ao longo da sua história bimilenária é, na opinião do Autor, fruto de uma continuidade espiritual que vence os obstáculos levantados pela vida terrena e política.
Como se constituiu a Igreja, como são eleitos os Papas, quais os limites do poder espiritual do Papa, qual a definição de infalibilidade pontifícia; qual o papel do ministério pastoral, do governo do papado. da diplomacia do Vaticano; qual o significado do apostolado do Papa peregrino, João Paulo II nos longos anos do seu pontificado?
A estas questões procura responder com clareza e coerência o Cardeal Paul Poupard!


NOTA:
As fronteiras confessionais de comunhão das Igrejas que se reclamam de JESUS CRISTO, a luta pela dignidade humana e libertação de regimes opressivos, a batalha por um planeta limpo onde se possa viver em paz, são um imperativo do nosso tempo. Para que esses fins sejam atingidos é essencial o Diálogo Ecuménico humilde e sincero!

terça-feira, 21 de junho de 2011

«HISTÓRIA DAS IDEIAS SOCIAIS» - KURT SCHILLING





«HISTÓRIA DAS IDEIAS SOCIAIS»
  KURT SCHILLING
TRADUÇÃO: FAUSTO GUIMARÃES
398 Págs.
ZAHAR EDITORES
RIO DE JANEIRO, 1966
TÍTULO ORIGINAL: «GESCHICHTE DER SOZIALEN IDEEN»
ALFRED KRÖNER VERLAG
STUTTGART, 1957
República Federal da Alemanha




A civilização e a técnica humana desenvolvem-se constantemente desde a utilização do primeiro instrumento pelo homem de Neandertal até à época da Máquina.
Os problemas da formação das comunidades ajustam-se a essa evolução à medida que se modificam as tarefas a ser executadas. A passagem da caça e simples colheita de frutos à agricultura e à pecuária transforma radicalmente o carácter do homem, estabelecendo definitivamente a diferença entre o grupo humano e a horda animal. O homem transforma-se também no plano intelectual, desejoso que está de conservar e proteger, de dominar e apropriar-se da natureza.
Quase toda a história humana é ocupada pelas grandes civilizações: egípcia, babilónica, chinesa, indiana, grega, latina, árabe e ´ocidental` , cujas premissas espirituais SPENGLER e depois TOYNBEE, descreveram morfologicamente nas suas origens, prosperidade e decadência... Na última dessas civilizações a ´ocidental` surge na Europa, a era industrial na qual vivemos (até à edição da presente obra) cujos problemas sociais apareceram pela primeira vez há mais de duzentos anos!
Este livro não se limita ao relato dos acontecimentos ocorridos ao longo do tempo ou das concepções que floresceram nas diferentes épocas. A ´história` a que se refere o título deste livro é vista dentro do fluxo do acontecer, do fluxo no tempo, procurando sempre voltar à origem real dos factos e das ideias, examinando e descrevendo a problemática que está na origem desse desenvolvimento!
Para analisar os contextos históricos concretos, KURT SCHILLING, autor desta obra e à época professor da matéria na Universidade de Munique, edificou um esquema conceptual para permitir, num primeiro momento, a clara compreensão dos factos e das ideias, para de seguida, serem definidos em função da problemática em que se originaram.
A edição brasileira é mais completa que a original alemã ou a tradução francesa, acrescida que foi de um capítulo ´inédito` sobre a integração política das massas, no qual o Autor analisa o fascismo italiano, o nazismo alemão, o comunismo russo-chinês e o industrialismo americano.


INTRODUÇÃO


1ª PARTE - A ANTIGUIDADE
                  A Formação dos Primeiros Grupos Humanos
                  Os Gregos
                  Primeiras reflexões dobre a Sobre a SOCIEDADE
                  Definição de Comunidade e Sociedade
                  SÓCRATES
                  PLATÃO - ´A REPÚBLICA` e ´AS LEIS`
                  ARISTÓTELES
                  Fim da Antiguidade
2ª PARTE - CRISTIANISMO E IDADE MÉDIA
                  Origem da Ideia Social Cristã
                  SANTO AGOSTINHO
                  Os Germanos
                  SANTO TOMÁS DE AQUINO
                  Decadência da Ideia do Cristo- Rei (Luta entre o IMPÉRIO e o PAPADO - 
                 -GIBELINOS contra GÜELFOS)
3ª - PARTE - OS TEMPOS MODERNOS
                  Premissas
                  Prelúdio Utópico: A ´UTOPIA` , ´A CIDADE DO SOL` . ´A NOVA ATLÂNTIDA`
                  MAQUIAVEL e BODIN
                  ALTHUSEN e GROTIUS
                  HOBBES e ESPINOSA
                  A Comunidade Religiosa: MILTON
                  LOCKE e MONTESQUIEU
                  ROUSSEAU
                  Visão Retrospectiva e Perspectivas
                  KANT, FICHTE e HEGEL
4ª - PARTE - A ERA INDUSTRIAL
                   Premissas
                   SCHOPENHAUER
                   A ´ECONOMIA POLÍTICA` INGLESA
                   O SOCIALISMO PRÉ.MARXISTA (UTÓPICO)
                   KARL MARX
                   NIETZSCHE
                   A Integração Política das Massas no Século XX : FASCISMO - NACIONAL-SOCIALISMO - 
                   - COMUNISMO RUSSO-CHINÊS  -  INDUSTRIALISMO AMERICANO.


                  
                   
                  

sábado, 18 de junho de 2011

«A CULTURA DO CAPITALISMO» - ALAN MACFARLANE




«A CULTURA DO CAPITALISMO»
  ALAN MACFARLANE
TRADUÇÃO: IVO KORYTOWSKI
JORGE ZAHAR EDIROR LTDA
RIO DE JANEIRO, 1989
ISBN: 85-7110-064-0 (JZE, RJ)
TÍTULO ORIGINAL: «THE CULTURE OF CAPITALISM»
BASIL BLACKWELL LTD
OXFORD, 1987
INGLATERRA
ISBN: 0-631-13626-6




O capitalismo é mais que um sistema económico: é uma cultura que afecta as bases não apenas económicas, mas também sociais, familiares e até mesmo espirituais da existência. Esta é a essência do que discorre neste livro ALAN MACFARLANE, eminente historiador inglês, autor de ´FAMÍLIA, PROPRIEDADE E TRANSIÇÃO SOCIAL` (A ORIGEM DO INDIVIDUALISMO INGLÊS). 
Este livro acima indicado, causou grande polémica, logo foi lançado, principalmente na INGLATERRA e no meio historiográfico em geral. Defendia, na história inglesa, uma visão de continuidade, em oposição à visão revolucionária que atingira o seu ápice, de modo sintomático, nos anos 60. Além desta apreciação sustentava a ideia de que nunca houve, propriamente, um ´campesinato`na INGLATERRA!
As implicações de tais afirmações eram contundentes: demonstravam que o ´rei , ou antes, uma enorme quantidade destes reis vão nus`, entre os quais TOQUEVILLE, DURKHEIM, TONNIES e - por último, mas não menos importantes - MAX WEBER e KARL MARX. É de calcular que o efeito da obra tenha sido o de uma bomba. Por um lado suscitou resenhas e comentários dos mais elogiosos e entusiásticos, por outro lado deu lugar ao levantamento de iras tremendas e ataques violentos através da imprensa.
Aprofundando ainda mais as suas pesquisas, com a finalidade de ripostar aos ataques mais relevantes, MACFARLANE deu início a uma série de artigos que, no decorrer de dez anos, iriam resultar neste livro, «A CULTURA DO CAPITALISMO», obra que responde a questões sobre a natureza e origem da primeira sociedade plenamente industrial e capitalista - a inglesa - e os ensaios que compõem este livro mostram alguns dos resultados desse empreendimento.
Quer como historiador, quer como antropólogo, o autor  tem oportunidade de analisar a sociedade capitalista a partir de um grande número de perspectivas originais. Considera, por exemplo, a natureza do mal, as atitudes em relação ao amor e à família, o fenómeno da violência, as mudanças na população e a revolução. Ora estas sua investigações conduziram-no a respostas a duas questões cruciais e torturantes: De onde vem o capitalismo e qual a sua causa?!
Baseado em novos dados de pesquisa, gerados por estudos pormenorizados das comunidades
históricas e da literatura sobre as sociedades não-ocidentais, este livro oferece-nos uma visão nova sobre as origens da civilização moderna. Informado por grande erudição, espirituoso e de deliciosa leitura, «A CULTURA DO CAPITALISMO» reforça certamente a reputação do seu autor como um dos mais estimulantes e consistentes historiadores ingleses!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

«DICIONÁRIO DO LIVRO»




«DICIONÁRIO DO LIVRO»
´Terminologia relativa ao suporte, ao texto, à edição
e encadernação, ao tratamento técnico, etc.`
MARIA ISABEL FARIA
MARIA DA GRAÇA PERICÃO
Prefácio: JOSÉ V. DE PINA MARTINS
GUIMARÃES EDITORES
LISBOA, 1988




Este dicionário, fruto da ciência e da experiência de duas distintas bibliotecárias da Universidade de Coimbra, vem preencher uma lacuna. Fazia-se há muito sentir, na bibliografia portuguesa, a falta de um ´vade-mecum` terminológico que fosse válido adjutório para todos quantos têm de ocupar-se directa ou indirectamente da disciplinas que se relacionam com o Livro, tanto pelo que diz respeito ao seu conteúdo como à sua forma material.


Neste ´Dicionário`, encontra-se, se não em desenvolvimentos exaustivos, pelo menos em múltiplos sucintos esboços, um elenco opulento de conceitos retóricos e de figuras do estilo, como a sugerir o que é já hoje uma conquista cognitiva reconhecida por todos os investigadores mais informados a linguagem da escrita, como meio de fixar e de comunicar o pensamento, está profundamente conexada à linguagem figurativa. Ambas estas áreas são redutíveis a uma única, através de um tratamento crítico de pesquisa.


É com obras como esta, instrumentos ágeis e modernos de pesquisa, que será possível alcançar um melhor apetrechamento e um mais rigoroso conhecimento metódico das nossas fontes originais do
Saber.




NOTA: Tendo-se esgotado esta edição, as distintas autoras escreveram um ´Dicionário` com o mesmo  título, revisto e aumentado (´DICIONÁRIO DO LIVRO`), editado vinte anos após a edição aqui referida (2008), pela ´ALMEDINA` , de COIMBRA!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

«O ASSASSINATO DE TROTSKY» - NICHOLAS MOSLEY



«O ASSASSINATO DE TROTSKY»
  NICHOLAS MOSLEY
TRADUÇÃO: FANI BARATZ MOREIRA DA COSTA
DISTRIBUIDORA RECORD 
RIO DE JANEIRO - SÃO PAULO, 1972
TÍTULO ORIGINAL: «THE ASSASSINATION OF TROTSKY»
JOSEF SHAFTEL PRODUTIONS, 1972




É hoje ponto assente, o eminente papel de TROTSKY, que o tornou uma figura incontornável do século XX, na História, quer da Revolução Bolchevista Soviética, quer na História Geral! Essa história seria incompleta com a omissão desse seu relevante papel, haja a opinião ideológica que houver...
O que avulta e fica para a posteridade não são só as suas doutrinas, antes a personalidade histórica de um dos dirigentes da Revolução Russa e da espantosa organização militar do regime Bolchevista, na sua qualidade de COMISSÁRIO DO POVO PARA A GUERRA, que em teve como resultado levar à vitória sobre o inimigo Branco e sobre a intervenção estrangeira, na chamada guerra civil.
O seu valor histórico aumenta com o conhecimento das peripécias e agruras por que passou quando se travou na U.R.S.S. uma luta sem quartel pelo poder, que vai levá-lo ao exílio em ALMA-ATA, em 1928 e à expulsão em 1929! Depois de passar por França,... Noruega, (´O PLANETA SEM VISTO`), foi recebido no MÉXICO a convite do Presidente L. CARDENAS, em 1937!
Foi o MÉXICO o único país do mundo a oferecer asilo a L. TROTSKY, perseguido pelo ódio ilimitado do ditador ESTALINE e pelas terríveis maquinações da sua polícia política a ´O.G.P.U.` !
Baseado em fontes até aí inexploradas, este livro conta a extraordinária história dos últimos meses de TROTSKY no subúrbio da Cidade do México, COYACAN. A partir da primeira tentativa de assassinato chefiada pelo pintor mexicano ALFARO SIQUEIROS, esta obra reconstitui todos os sombrios factos, motivos e personagens que levaram ao assassinato de TROTSKY  atingido no crâneo por um golpe dado com uma picareta de alpinista de cabo serrado, assassinato levado a cabo por Ramon Mercader, a 21 de Agosto de 1940, tendo a vítima enfrentado o criminoso apesar da massa encefálica que estava a perder!


Esta obra é um relato fidedigno e desapaixonado, que se pode ler como um documento histórico do mais alto valor. Prova disso foi o pedido ao Autor da parte do Realizador JOSEF LOSEY para escrever o ´script` do filme «O ASSASINATO DE TROSTSKY!




                      RICHARD BURTON NO PAPEL DE TROTSKY E ALAIN DELON NO DE ASSASSINO
                     SÃO OS PRINCIPAIS ACTORES DA PRODUÇÃO E A. LOSEY, COM ´SCRIPT` DO AUTOR DO LIVRO.


http://skocky-alcyone.blogspot.com/2010/05/da-noruega-ao-mexico-leon-trotsky.html






      

«A REVOLUÇÃO PSICANALÍTICA» - MARTHE ROBERT



«A REVOLUÇÃO PSICANALÍTICA»
  MARTHE ROBERT (1914-1996)
TRADUÇÃO: JOSÉ M. LEBRE DE FREITAS
CAPA: ALDA ROSA e DUARTE NUNO SIMÕES
´PSICOLOGIA E PEDAGOGIA`
MORAES EDITORES
LISBOA, 1968
(410 Págs.)
TÍTULO ORIGINAL: «LA RÉVOLUTION PSYCHANALYTIQUE»
PAYOT
PARIS, 1964






A Autora, MARTHE ROBERT, foi uma consumada e excelente germanista, de quem se publicaram traduções de KLEIST, BÜCHNER, NIETZSCHE, GÖTHE e KAFKA.
Consagrou vários estudos a KAFKA tendo escrito um ensaio sobre LITERATURA, «L'ANCIEN ET LE NOUVEAU», que lhe valeu o prémio ´FÉMINA-VACARESCO`. Colaborou em várias revistas e na RÁDIO-
-TELEVISÃO FRANCESA, para a qual «A REVOLUÇÃO PSICANALÍTICA» foi originariamente concebida para uma série de emissões.
A presente obra é constituída por essa série de emissões radiofónicas que foram difundidas pelo canal nacional (França III) da RADIOTELEVISÃO francesa de 1 de Dezembro de 1962 a 30 de Julho de 1963. A
autora decidiu conservar-lhe a forma de apresentação e desenvolvimento exigida pelo seu destino original, completando-a porém com notas e as indispensáveis referências bibliográficas. 
O texto em si não foi alterado, mas umas quantas vezes acrescido de citações. Os textos de FREUD e de certos autores alemães inéditos em FRANÇA foram traduzidos por MARTHE ROBERT.


Por conseguinte no presente livro, aborda a obra de FREUD, menos como especialista e ´técnica` do que com a sensibilidade de escritora e crítica. Consegue deste modo, expor claramente as ideias-
-mestras da teoria psicanalítica, reintegrar o grande sábio no meio intelectual da época e mostrar um novo aspecto da sua obra ao rever as influências literárias que lhe modelaram o estilo e formaram o pensamento.


A obra de FREUD, cujos volumes foram, na expressão do poeta KURT TUCHOLSKY, outros tantos ´dias que abalaram o mundo`, deve ao seu alcance revolucionário e à influência nunca vista que exerceu e exerce ainda hoje nos espíritos o lugar singular que ocupa na ciência.

terça-feira, 14 de junho de 2011

«GRANDES DERIVAS DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA» - MANUEL ANTUNES



«GRANDES DERIVAS DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA»
     ´LOGOS E PRAXIS`
  MANUEL  ANTUNES
EDIÇÕES BROTÉRIA
LISBOA, 1972


Esta obra do PROFESSOR MANUEL ANTUNES assinala, já em 1972, o facto de vivermos submersos numa torrente de informação. Em cada dia e mesmo em cada hora os chamados meios de comunicação social vão debitando nessa torrente novos caudais. Canalizar as águas, separá-las segundo os seus diversos graus de pureza e impureza, auscultar, com o ouvido no chão, de onde vem o rio e qual a sua direcção, eis aí tarefas indispensáveis mas nada cómodas de realizar.
Porque - nunca o podemos esquecer - a informação é uma indústria, é um comércio e é uma função social. Condicionada e condicionante, ela é-o sempre mas sobretudo em certos meios. É nestes que o ofício de triagem se torna particularmente árduo e difícil.
Reler aquilo que se leu, escutar aquilo que se ouviu, rever aquilo que se viu são imperativos para quem quiser conservar os seus dois primeiros sentidos acima da linha das águas.
Os ensaios que o Autor reuniu neste livro foram escritos com essa intenção pedagógica. Antes de mais, do autor para com o próprio autor. Depois, do autor para com o seu potencial leitor. Factos, representações, teorias. Eis o que estes ensaios pretendem apresentar, levar à compreensão e, na medida do possível, explicar.
Os materiais aqui coligidos, foram redigidos e publicados ao longo dos dez anos que precedem a data da publicação em livro - 1972; não são nem ´história` nem ´crónica` : o Autor pretende que sejam um pouco menos do que história e um pouco mais do que crónica.




1ª Parte: ´LOGOS`


2ª Parte: ´PRAXIS DOS GRANDES AUTORES`


3ª Parte: ´RETROSPECTIVA E PROSPECTIVA`



segunda-feira, 13 de junho de 2011

«FUTUROLOGIA» - Ciclo de conferências proferidas no Instituto Alemão em Lisboa



«FUTUROLOGIA»
Ciclo de conferências proferidas no
Instituto Alemão de Lisboa
por
GEORG  NEES
HARTMUT  BOSSEL
WOLFGANG  WIESER
ROGÉRIO MARTINS

´EDIÇÃO PATROCINADA PELA SIEMENS`
 LISBOA, 1973

ÍNDICE

- EMERGÊNCIA, COMPLEXIDADE TÉCNICA E AS POSSIBILIDADES DA FUTUROLOGIA, por
  GEORG  NEES

- FUTURO: A ARTE DE NÃO SUCUMBIR, por
  HARTMUT  BOSSEL

- ESTRATÉGIAS BIOLÓGICAS FRENTE AO FUTURO, por
  WOFGANG WIESER

- A NOVA SOCIEDADE, por
  ROGÉRIO  MARTINS

BIBLIOGRAFIA

GEORG NEES nasceu em 1926. Estudou matemática e física. As suas primeiras obras gráficas datam de 1964 («Gráfica de Computador Generativa»). Seguiram-se esculturas por meio de computador e a película
«Vestígios significativos» . Em 1969 doutorou-se em Filosofia junto do Prof. MAX BENSE. Tornou-se catedrático de Informação sobre a Estruturação de Dados.

HARTMUT BOSSEL nasceu em 1935. De 1955 a 1961 estudou engenharia industrial aeronáutica. De 1961 a 1972 foi engenheiro de ensaios e investigações na indústria aeronáutica e na aeronáutica americana.
Professor em BERKELEY e SANTA BÁRBARA, CALIFÓRNIA.
Trabalhos e publicações científicas sobre: investigação de turbulências, matemática numérica, técnicas de medição por lazer, aproveitamento de detritos, e simulação dinâmica de processos sociais.

WOLFGANG  WIESER nasceu em 1924. Estudou zoologia, antropologia e botânica. Douturou-se em 1951; esteve 3 anos na Suécia e 4 nos EUA, fazendo trabalhos sobre ecologia, fisiologia e cibernética.
Desde 1967 é catedrático de zoofisiologia. Ocupa-se da investigação das regulações de metabolismo e temperaturas. Entre outra obras, publicou «ORGANISMOS, ESTRUTURAS, MÁQUINAS» (1959).
«TEIA DA VIDA» (1959), «COSTAS» (1971), etc.

ROGÉRIO MARTINS nasceu em 1928. No IST, formou-se em engenharia electrotécnica. Aí exerceu docência de matemática e electrotécnica. De MARÇO de 1969 a Agosto de 1972 foi Secretário de Estado da Indústria.
Tem publicado vários trabalhos sobre temas de engenharia, administração de empresas e economia. Enquanto membro do Governo compilou em livro, intitulado «CAMINHOS DE UM PAÍS NOVO» , parte dos discursos proferidos.

domingo, 12 de junho de 2011

«HISTÓRIA DA LITERATURA ALEMû - Fritz Martini (2 Vols.)

                                                            ´Das origens ao Classicismo`




                                                          ´Do Romantismo à actualidade`









«HISTÓRIA DA LITERATURA ALEMû
  Fritz Martini
Tradução e prefácio:
Manuela Pinto dos Santos
Ideias e Formas
Estúdios Cor
Lisboa, 1971
Vol I - (296 págs.)
Vol. II - (327 págs.)
Título original: 
«Deutsche Literaturgeschichte`



Ninguém contesta o valor formativo da literatura alemã, tal como a pluralidade dos géneros cultivados pelos seus mais notáveis autores.
A acção orientadora , designadamente a partir da época clássica de Göthe e Schiller, exerceu uma 
grande influência sobre a cultura dos outros povos devido à expressão igualmente superior na lírica, na epopeia, no drama e no romance.
Para isso contribuiu a significativa coincidência da sua posição geográfica no centro da Europa e do seu génio centralizador de influências do norte e do sul, do leste e do oeste.
Assim logrou, mercê de uma sábia conjugação de originalidade e de receptividade, realizar a síntese fecunda dos valores culturais e possibilidades expressivas que caracterizam a civilização ocidental!
O autor, ao escrever esta História, teve o propósito de orientar o estudioso a partir de alguns centros temáticos e característicos que vai revelando ao longo da obra. É uma visão de conjunto, mas aprofundada, que propicia a compreensão de directrizes estéticas e estilísticas, procurando condensar o máximo de informação em espaço relativamente pequeno, oferecendo deste modo, com invulgar penetração, uma descrição do fenómeno literário que constitui a língua alemã!...


«HISTÓRIA DA LITERATURA LATINA» - Enzo V. Marmorale (2 Vols.)

                                                     ´Das origens à época de Augusto`




                                                  ´Da época de Tibério à literatura Cristã`








«HISTÓRIA DA LITERATURA LATINA»
  Enzo V. Marmorale
TRADUÇÃO: João Bartolomeu Júnior
História das Grandes Literaturas (3 e 4)
Estúdios Cor
Lisboa, 1974
Vol. I - (271 págs.)
Vol. II - (195 págs.)
Título original:
«Storia della Letteratura Latina
  dalle origini a VI Secolo»
Luigi Loffredo Ed.
Nápoles



A História de Roma é, sem restrições, a história da civilização moderna, que na latina encontra a sua base mais sólida. As experiências das civilizações anteriores, incluindo a grega, teriam soçobrado em grande parte no esquecimento se Roma as não tivesse recolhido, completado e coordenado, fundindo-as ao calor do seu génio próprio.
Poderá de igual modo dizer-se que a história da literatura latina não é apenas a expressão literária dum povo, mas a história da literatura do mundo antigo que encontra nos escritores latinos admiráveis intérpretes e continuadores que imprimem no entanto um cunho específico às obras que produzem.
A querela sobre a originalidade da literatura grega e a falta de originalidade da literatura latina vai perdendo o sentido, na medida em que estudos recentes têm mostrado que também a Grécia, à semelhança dos outros povos, assimilou e aperfeiçoou formas e aquisições anteriores.
Deste modo como as civilizações orientais foram matéria de experiência para a Grécia, assim a Grécia foi matéria de experiência para Roma.
É precisamente o alto valor e as características da literatura latina que Enzo V. Marmorale, põe em relevo, ao estudar circunstaciadamente a sua evolução desde as origens até à época cristã!


sábado, 11 de junho de 2011

«HISTÓRIA DA LITERATURA GREGA» - ´No Pensamento e na Arte` - Augusto Mancini (2 Volumes)

                                              Dos poemas homéricos aos historiadores da idade ática


                                                    Dos filósofos da idade ática ao período helenístico






«HISTÓRIA DA LITERATURA GREGA»
    ´No Pensamento e na Arte`
       Augusto Mancini
  Versão do Italiano 
e Apêndice Bibliográfico do
Professor Dr. Giacinto Manuppella
2 Volumes
Vol I - (261 págs.)
Vol. II - (284 págs.)
História das Grandes Literaturas (1 e 2)
Estúdios Cor 
Lisboa1973
Título original:
«Storia della Letteratura Greca 
     nel Pensiero e nella'Arte»
Soc. Ed. G. C. Sansoni
Florença





Se à literatura grega fornecem o seu contributo as múltiplas populações da Hélada e das colónias disseminadas pelo Mediterrâneo e, a partir de Alexandre Magno, os países helenizados do Oriente, a verdade é que ela constitui o primeiro grande antepassado da literatura moderna do Ocidente.
O ´milagre grego` não significa uma criação a partir do nada, mas uma criação cuja originalidade reside na maneira como a Grécia soube incorporar na sua própria civilização, dando-lhes feição nova, os elementos que as outras lhe forneceram. E é nesta ´originalidade` que a Europa primeiro se reconhece. 
O espírito da literatura grega só voltará a revelar-se em pleno Humanismo; e, depois de séculos de um suposto esquecimento, tornará a viver com o livre afirmar-se de um novo humanismo, não apenas literário, e com a renovação da investigação científica em base filológica e histórica.
Esta «História da Literatura Grega» fornece-nos um panorama completo rico e claro das grandes criações do espírito grego, da poesia à oratória, da história à comédia, da filosofia à tragédia!


«A CIVILIZAÇÃO GREGA» - André Bonnard (3 Volumes)


                                                            Vol. 1, ´Da Ilíada ao Pártenon`



                                                         Vol. 2 ´De Antígona a Sócrates`



                                                       Vol. 3 ´De Eurípedes a Alexandria`




«A CIVILIZAÇÃO GREGA»
       André Bonnard
1.º Volume: ´Da Ilíada ao Pártenon` (280 págs.)
2.º Volume: ´De Antígona a Sócrates` (364 págs.)
3.º Volume: ´De Eurípedes a Alexandria` (396 págs.)
Tradução de José Saramago  (Prémio Nobel)
Ideias e Formas - 2 - 4 - 7 (Volumes 1 - 2 - 3)
Estúdios Cor
Lisboa - 1968 e 1972
Título original: «Civilisation Grecque»
                      ´De l'Iliade au Parthénon
                      ´D'Antigone à Socrate`
                      ´D'Euripide a Alexandrie`
La Guilde du Livre et Éditions Clairefontaine
Lausanne
Suisse



Uma singular panorâmica dos séculos prodigiosos da vida helénica e uma ´explicação` do  nosso tempo. Nesta obra, de um dos maiores helenistas do século XX, temos ocasião de saborear a satisfação intelectual de ver ressuscitar a Grécia antiga diante dos nossos olhos deslumbrados; veremos transformarem-se em homens vivos o que era figuras de museu, veremos ganhar cor e movimento aquilo que parecia ressequido pela fria erudição e, acima de tudo, e por mais inesperado que pareça, iluminados alguns dos mais graves problemas hodiernos. 

O autor elabora uma agudíssima análise da tragédia ´Antígona de Sófocles` , e para fechar faz um admirável estudo sobre a vida de Sócrates. Entre uma e outro, André Bonnard traça o quadro fascinante de um esplendoroso período da história grega: os escultores do mármore e do bronze, o nascimento da ciência, com Tales e Demócrito, a luta com o ´destino` , representada por Sófocles em ´Édipo` , a poesia de Píndaro, as viagens de Heródoto, os primeiros passos da Medicina e o grande Hipócrates, o riso ora jovial, ora amargo de Aristófanes. 
Entre a ´Medeia`de Eurípedes com que começa a despedir-se o fulgor da tragédia clássica, e ´Dáfnis e Cloe`, anunciador do filão romanesco que chegou aos nossos dias, desenvolve-se o volume final.
Num derradeiro momento, como quem descobre ter ficado por dizer a palavra definitiva, André Bonnard  consagra o último capítulo do livro a Epicuro, como homenagem a um grande espírito para quem a salvação terrena dos homens representava a tarefa quotidianamente realizada e começada desses mesmos homens!

Distante no tempo, mas actual no interesse que desperta no homem de hoje, a civilização grega é um dos mais puros ´lugares` de convívio humano...

No melhor e no pior, os GREGOS antigos trazem até nós a sua parte de responsabilidade!...

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