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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

«ÚLTIMO RELATÓRIO SOBRE A SITUAÇÃO GERAL DO PAÍS DO EX.MINISTRO DO INTERIOR PARA A EX-PIDE-DGS» - GOVERNO FASCISTA PORTUGUÊS


«ÚLTIMO RELATÓRIO SOBRA A SITUAÇÃO GERAL DO PAÍS DO EX-MINISTÉRIO
DO INTERIOR PARA A EX-PIDE/DGS.»
´SECRETO`
GOVERNO FASCISTA PORTUGUÊS
colecção: ´Documentos
EDIÇÕES AFRODITE - Maio de 1974
FERNANDO RIBEIRO DE MELLO
( in MEMORIAM)


A RIBEIRO DE MELLO COM SAUDADE!...


NOTA PRÉVIA OU
LÁPIS VERMLHO

(Fernando Madureira)

...para nós portugueses- digo eu- só agora acabou a última guerra mundial. Exactamente. Como o séc. XX começou ... aí por 1918. Se isto afirmo, deve-se ao facto de que em Portugal subsistia ainda uma organização ... que fora montada pela GESTAPO: a PIDE/DGS - congénere à portu-
guesa.
...O documento que agora se publica é o sumáro de todos os ´delitos caçados`por todas as organizações policiais durante o período de 6 a 13 de Abril (1974). Deu entrada na PIDE/DGS a 24 de Abril e. portanto, deve ter sido o último. Corresponde a um documento de rotina, obrigatoriamente do Ministério do Interior, e dele se encarregava o chefe do gabinete, Duarte
Guedes Vaz.
.....
O processo está aberto, mas a PIDE/DGS ainda não acabou...

Fernando Madureira (extractos da Nota Prévia)


NOTA: obviamente que o corte dos nomes mencionados nos documentos confidenciais é da nossa
responsabilidade (AFRODITE).
A Fernando Madureira agradece-se o ter facultado para publicação o documento que constitui a presente edição.
o editor

`
Concepção e arranjo gráfico: Fernando Ribeiro de Mello/ Edições Afrodite
...
nota: Foram utilizados os arquivos fotográficos do ´Diário Popular` e de ´O Século`.



« A Morte à Pide» - Fotos de Abril de 1974 (de L'Express)



Detenção de um ´Pide` depois da ´secreta` ter feito vítimas...





quarta-feira, 29 de setembro de 2010

«A CRISE POLÍTICA DO ESTADO» - PRIMEIRA PARTE - ´AS DITADURAS` - Manuel Busquets de Aguilar



«A CRISE POLÍTICA DO ESTADO»
PRIMEIRA PARTE
AS DITADURAS

Manuel Busquets de Aguilar
Licenciado em Direito e Professor de Ensino Secundário

LISBOA - 1930

Tomamos a liberdade de apresentar algumas passagens da obra em questão, referindo que o Autor preparava a 2ª parte de ´A CRISE POLÍTICA DO ESTADO` (Tese de doutoramento)!

´Todos os govêrnos são baseados na força.
Com as palavras não se governam os
estados. De resto fôrça é consentimento.
Não pode haver força senão com con-
sentimento e o consentimento não
existe senão com a fôrça.

BENITO MUSSOLINI - ´La Nuova Plitica
Dell Italia - Milão- 1926

O Autor dedica a obra à memória de seu Tio:
Conselheiro MANUEL FRANCISCO VARGAS

ADVERTÊNCIA PRÉVIA
´A brevidade deste estudo é motivada pela rapidez da sua confecção. Sirva isto de linitivo aos muitos erros que se lhe encotrarão...
Neste ligeiro esbôço encarei o problema palpitante das ditaduras exclusivamente no aspecto jurídico, afastando-me de considerações políticas...
Esbodei este estudo quando a velha Europa procura uma nova forma de representação nacional, abandonando o ruinoso parlamentarismo, que da Itália surge possivelmente a ordem nova da futura organização política dos estados...
A ditadura diz Mussolini, não é um princípio nem um fim, é um sistema que corresponde a certas necessidades. Não há senão uma forma de julgar, se uma ditadura é um bem ou um mal, é aguardar os seus resultados (António Ferro - ´Viagem à Volta das Ditaduras - Lisboa 1927
- pág. 72).

....
Ditadura, etimologicamente, significa ditar, ordenar. variadas têm sido as significações que se
têm dado a esta palavra...
...Deve-se entender por ditadura, no conceito moderno, o conjunto de actos que o poder executivo pratica assumindo especialmente as funções do poder legislativo e por vezes as do poder judicial.

.....As causas das ditaduras são sempre as mesmas.É que há nos povos um sentimento inato da conservação e quando os ditadores colocam em primeiro lugar o interesse da nação, a ditadura é benéfica, agora quando é exercida para fortalecimento dum partido como acontece quase sempre entre nós, os seus resultados são prejudiciais e inúteis. Casos há em que a necessidade da ditadura é evidente como em ocasião de guerra ou para a resolução dum problema que não pode esperar pelas delongas do órgão representativo. Assim entendo que as constituições não devem dar ao poder judicial a faculdade de conhecer da constitucionalidade das leis pela inutilidade e perigos que representa nos casos graves em que haja necessidade absoluta de fazer ditadura.

- ´Como a ditadura floresceu no passado, escreve Joseph Viaud, o futuro a conservará, porque não poderá eximir-se às mesmas necessidades que a fizeram nascer...(Dr. Joseph Viaud -
A Ditadura - trad. portug. - Guarda 1907- pág. 7.)...

Dos nove capítulos da obra são , sem dúvida, os Capítulos Sétimo e Oitavo, que tratam res-
pectivamente de ´O Constitucionalismo Monárquico`e ´O Constitucionalismo Republicano`...






terça-feira, 28 de setembro de 2010

«EL MISTICISMO LATENTE EN LA LITERATURA MODERNA» (´The Hidden God`) - Cleanth Brooks - (´O Misticismo Latente na Literatura Moderna`) - ´O Deus Oculto`



«EL MISTICISMO LATENTE EN LA LITERATURA MODERNA»
Cleanth Brooks
(Hemingway, Faulkner, Yeats, Eliot e Warren)
Tradução: Estela M. Hechart
Edotora Nova
Buenos Aires
Argentina, 1970
marca de lei 11.723

Título Original: ´The Hidden God`
Yale University, 1963


´...toda a religião que não afirme que Deus
está oculto, não é verdadeira...`
PASCAL, pensées

As cinco conferências que este livro contém representam, no essencial, as que o Autor pronunciou em Julho de 1955 no Congresso de Teologia para Professores Universitários, em
Trinity College, Hartford. Em 1961 Cleanth Brooks submeteu a uma revisão completa
a segunda e quinta conferências.
Incluiu deliberadamente escritores cuja concepção da realidade não fosse ortodoxa, nem sequer cristã.
O Autor crê que é mais útil ao público a quem são dirigidas estas conferências fazer por incluir
uma visão mais ampla, um conjunto mais abrangente e sejam estudados alguns dos casos mais interessantes e problemáticos-casos cujo interesse resida talvez no facto de serem problemáticos- . Porém se pode pôr-se em causa a ortodoxia e mesmo o cristianismo de qualquer dos cinco autores escolhidos, não é possível, em contrapartida, questionar a importância de cada um deles como artistas.
Na generalidade é oportuno que estes escritores, se bem que representem gerações literárias diferentes, contudo estejam entre os melhores produtos dos países de língua inglesa do século XX. As percepções que têm da natureza do mundo em que vivemos são importantes para qualquer leitor, quer seja ou não seja cristão!
Brooks, acredita que haja o que houver para falar sobre a Humanidade, o Cristianismo ou a cultura em geral, é mais significativo expor servindo-se da arte, e devido a essa razão o crítico
lida nesta área com a característica literária de cada autor, de modo mais eficaz de que o faria
através da Teologia ou da Filosofia!

É de reter que Cleanth Brooks (1906-1994) foi um eminente Teólogo, de Confissão Metodista!







segunda-feira, 27 de setembro de 2010

«A NAVE DOS LOUCOS» - KATHERINE ANNE PORTER





«A NAVE DO LOUCOS»
KATHERINE ANNE PORTER
TRADUÇÃO: LEONEL VALLANDRO
REVISÃO (Para Portugal): JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
CÍRCULO DE LEITORES (cortesia de ´LIVROS DO BRASIL`, SARL)
1973 (Novembro)

O título deste livro é a tradução do alemão ´DAS NARRENSCHIFF`, alegoria moral de Sebastian Brant (1458?-1521) publicada pela primeira vez em latim sob o título ´Stultifera Navis`em 1494.
Li-o em Basileia no Verão de 1932, quando ainda tinha bem vívidas as impressões da minha primeira viagem à Europa. Quando comecei a pensar no meu romance, apropriei-me dessa imagem simples e quase universal da nave do mundo na sua jornada para a Eternidade. Não tem ela nada de novo, pois já era bastante velha, usada, familiar e muito querida quando Brant a adoptou, e serve exactamente ao meu propósito. Eu própria sou uma passageira dessa nave.

K. A. P.


(Foto de MIAU. PT)




domingo, 26 de setembro de 2010

«PANORAMA DAS IDEIAS CONTEMPORÂNEAS» - DIRECÇÃO GAËTAN PICON - ´PANORAMA DES IDÉES CONTEMPORAINES» - NRF



«PANORAMA DAS IDEIAS CONTEMPORÂNEAS»

SOB A DIRECÇÃO DE GAËTAN PICON
TEXTOS ESCOLHIDOS POR: ROLAND CAILLOIS, MAURICE ENCONTRE, GAËTAN PICON,
FRANÇOIS ERVAL, RENÉ BERTELÉ, JACQUES MERLEAU-
-PONTY, ANDRÉE TÉTRY

TRADUÇÃO: ALBERTO CANDEIAS, AUGUSTO ABELAIRA, JOÃO PEDRO DE ANDRADE,
JOEL SERRÃO, JOSÉ DA SILVA PAULO, NATANIEL COSTA, RUI GRÁCIO

EDITORIAL ESTÚDIOS COR, LDA (665 Págs.)
1958 (A EDIÇÃO AQUI REPRODUZIDA, REFERE OUTUBRO DE 1961)

TÍTULO ORIGINAL:
´PANORAMA DES IDÉES CONTEMPORAINES`
COLECÇÃO: ´LE POINT DU JOUR`
LIVRARIA GALLIMARD, PARIS (NRF)


O espírito contemporâneo não cessa de dar, em todas as direcções, provas de uma fecundidade, de uma audácia e de uma novidade surpreendentes. Assistimos por isso, desde o pós-2ª Guerra Mundial, à proliferação dos balanços de uma actividade cujos resultados modificaram profundamente a nossa visão do mundo e a consciência que tomamos de nós mesmos.
A obra aqui apresentada tem sido praticamente esquecida apesar do seu imenso valor! Não foi intenção de quem concebeu esta ´preciosidade` fazer um dos ´balanços`acima referidos! Num número de páginas estritamente avaliado, pode falar a quem o lê, simultaneamente, do pensamento filosófico, do pensamento religioso, das ciências do homem, das ciências da natureza, das matemáticas e - também - das nossas experiências políticas, artísticas e morais, é porque o seu propósito não e de modo algum recensear - mesmo da maneira mais esquemática - os novos dados do nosso conhecimento e os resultados até então (1957 acabados de descobrir, nem as formas acabadas de criar, mas evocar o próprio espírito no qual esses factos fora procurados e estabelecidos, e inventadas estas formas. Este livro é um panorama das ideias contemporâneas (até 1957) e, por ´ideias`, devem ser entendidas as grande linhas de força que constituem a antecipação. os projectos, as escolhas do espírito que conhece e age; e ainda as grandes formas
que reúnem, interpretando-os, os factos assim descobertos, os efeitos assim obtidos.
Mais do que o próprio mundo, foi a grelha através da qual o nosso mundo aparece e se elabora foi o que os responsáveis por esta ´obra`tiveram a intenção de reconstruir. Não se trata de uma qualquer recensão tentada através dos vários capítulos, antes o próprio retrato desse mesmo espírito!


CAPA DA EDIÇÃO ORIGINAL:
´PANORAMA DES IDÉES CONTEMPORAINES`
24ª Edição
LIBRAIRIE GALLIMARD (NRF) , PARIS, 1957


«PROJECÇÃO» - MARGARIDA OLIVEIRA


Lamento ter eliminado o texto publicado da minha amiga MARGARIDA OLIVEIRA,
que ainda hoje me visitou e me autorizou a publicação do magnífico trabalho:

A PROJECÇÃO - FUNCIONAMOS AINDA EM ESPELHOS NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

O texto ficou deformado, pelo que terei de utilizar os meios técnicos próprios!

De seguida fica a prova de que o post estava autorizado!

Dr. Ferreira
A nossa conversa deu-me esperança e alegria. Há muito que estava anunciada, mas só agora parece ter chegado o momento.
Envio-lhe o que ando a escrever sobre este assunto. Se tiver algum tempo para ler e me puder dar alguma reacção, seria para mim de extrema utilidade.
Aí estarei no sábado às 15 horas. Se não puder ir a essa hora (por causa das consultas) dir-lhe-ei atempadamente.
Os meus melhores cumprimentos.
Margarida


sábado, 25 de setembro de 2010

«O ROMANCE DO NOSSO MEIO SÉCULO» (6 Vols.) - Direcção de Gilbert Guilleminault




«O ROMANCE DO NOSSO MEIO SÉCULO» (Séc. XX)
Direcção de Gilbert Guilleminault
Tradução: I e II vols: Ana Maria Rabaça e
Maria Helena Albarran de Carvalho (que é a única tradutora
dos vols. III, IV, V, e VI.
PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA
1970

TÍTULO ORIGINAL: ´LE ROMAN VRAI DU DÉMI-SIÈCLE`
ÉDITION DENOËL
1959


«O ROMANCE DO NOSSO MEIO SÉCULO (SÉC. XX!) VEM RELEMBRAR, EM PÁGINAS DE INOLVIDÁVEL FRESCURA, OS GRANDES DRAMAS E AS FRÍVOLAS LOUCURAS DE 50 ANOS DE PERTURBANTE ENCANTO».







1º Volume: ´DO TERROR EM SÃO FRANCISCO AO NASCIMENTO DO JAZZ» - Janeiro de 1970
Edição nº 24 001/1463


2º Volume: ´DA GUERRA DAS SUFRAGISTAS À NOITE SANGRENTA DE EKATERINBURG`-Fevereiro de 1970
Edição nº 24 0002/1472


3º Volume: ´DA MARCHA SOBRE ROMA DOS ´CAMISAS NEGRAS`AO CASO
SACCO-VANZETTI ` - Maio de 1970 - Edição nº 24003/1494


4º Volume: ´DOS DEZ ANOS DE AL CAPONE À MARCHA DO SAL DE GANDHI` - Junho de 1970
Edição nº 24004/1507


5º Volume: ´DO MISTÉRIO DO INCÊNDIO DO REICHTAG AOS DEUSES DO ESTÁDIO` - Julho de 1970
Edição nº 24005/1525


6º Volume: ´DA ABDICAÇÃO DE EDUARDO VIII (1936) AO ASSASSINATO DE LEÃO TROTSKY, O HOMEM PERSEGUIDO (20 deAgosto de 1940) - Agosto de 1970 (Nota à foto da direita: trata-se de Kalinini e não de Trotsky)
Edição nº 24006/1534




sexta-feira, 24 de setembro de 2010

«O KREMILN SEM STALIN» - Wolfgang Leonhard (´Kreml Ohne Stalin`)


                                                        Capa  da Encadernação


                                                                 Sobre-Capa


«O KREMLIN SEM STALIN»
   Wolfgang Leonhard
Tradução: Anton Hanna
Capa: Celestino Piatti
´Homens & Factos`- 2
Editora Meridiano
Lisboa, 1964

Título original: ´Kreml Ohne Stalin`
Kiepenneuer & Witsch, 1959

«Esta obra apresenta-nos uma imagem da evolução da Rússia Soviètica desde a morte de Stalin até à estabilização da ditadura do Partido, desde a direcção colectiva até à incontestada chefia de Kruchov. O que, em consideração superficial, se mostrou ao Ocidente como um resultado de lutas pessoais pelo poder, surge em contexto mais amplo como uma manifestação consequente de tendências contraditórias que caracterizaram a sociedade industrial soviética após a morte de Stalin. O autor investigou nesta obra, tanto cronológica como objectivamente, uma fase decisiva da política russa, da medida e dos limites das reformas pós-estalinianas. Discute-se a questão, várias vezes levantada, se seria possível falar-se de uma democratização da União Soviética e como pôde Kruchov arrebatar sem resistência o poder aos seus chefes mais eminentes.
A resposta, que não parte de opiniões preconcebidas, toma forma numa interpretação possível ou provável dos factos. Leonhard acredita num sentido autenticamente criminalista quando, por exemplo, esclarece os meses anteriores à morte de Stalin, durante os quais o ditador preparava a sua última grande purga, ou quando descreve os dramáticos acontecimentos que se seguiram. Esta obra constitui, deste modo, o documento mais pormenorizado, à época, mais rico em informação, e mais interessante que até aí se escrevera sobre o tema.»

Wolfgang Leonhard viveu a sua infância na URSS, porque a família pertencia à resistência anti-nazi! Escolheu, ainda criança viver na Rússia Soviética, lá estudou e veio a ingressar no Partido em 1943, precisamente quando Stalin dissolveu a III Internacional, mais conhecida por Internacional Comunista (Komintern)!
Decidiu ir viver para a Alemanha de Leste, mas percebeu desde logo que o regime era tão duro ou pior que o da URSS, pelo que decidiu fugir para a Jugoslávia de Tito! Em 1947 foi criado o Kominform, que só incluía os países comunistas, contrariamente ao que vem referido em certas informações da Internet, que afirmam ter este Organismo substituído a III Internacional, o que releva de um desconhecimento do Comunismo! Tendo Tito aceitado auxílio americano e dado sinais de rebeldia, a Jugoslávia foi expulsa do Kominform! Wolfgang Leonhard decidiu ir viver na República Federal da Alemanha, país onde se dedicou ao jornalismo e a escrever livros! Trata-se por conseguinte de alguém que conhecia o ´sistema` por dentro, o que confere a esta obra a segurança da informação!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

«LE MARXISME ET SON OMBRE» - ´ROSA LUXEMBOURG` - André Nataf (Autor de várias obras Esotéricas) - («O Marxismo e a sua sombra»)



«LE MARXISME ET SON OMBRE»
      ´ROSA LUXEMBOURG`
          André Nataf

«O Marxismo e a sua sombra»
       ´Rosa Luxemburgo`
André Balland 
Paris, 1970
240 págs.
Depósito Legal: 2º Trimestre 1970


Através da personagem de Rosa Luxemburgo e tirando partido da psicanálise e do esoterismo, este livro é, de facto, uma reflexão sobre a face oculta do marxismo!

«´É um facto incontestável que sem uma liberdade ilimitada na imprensa, sem uma liberdade
absoluta de reunião e de associação, a dominação exercida por largas massa populares é inconcebível.

´As tarefas gigantescas a que os bolchevistas meteram ombros com coragem e decisão, neces-
sitam da educação política a mais intensiva possível das massas e uma acumulação de experiências que não é possível sem liberdades políticas. A liberdade reservada apenas aos
partidários do governo ou só aos membros do Partido - mesmo que fossem tão numerosos como se desejaria - não é a liberdade. ´A Liberdade é sempre a liberdade daquele que
pensa de modo diferente.`

´...abafando a vida pública em todo o país, é fatal que a paralisia chegue aos próprios sovietes...
A vida pública entra pouco a pouco no sono. Algumas dezenas de dirigentes do partido de energia
inesgotável, de idealismo sem limites, dirigem e governam... , uma elite da classe operária é de tempos a tempos convocada para aplaudir os discursos dos chefes, votar por unanimidade as resoluções que lhe apresentam - é portanto, no fundo, um governo de força, uma ditadura por
certo, mas não a ditadura do proletariado e sim a de um punhado de politiqueiros, isto é, uma ditadura no sentido burguês do termo, no sentido jacobino de dominação...»

Rosa Luxemburgo, ´Sobre a Revolução Russa`

  ´A quella luce cotal si
diventa, che volgersi da lei
per altro aspetto
   é impossilbili che mai si con-
tenta.`

   ´A esta luz, torna-nos
de tal modo
    Que jamais é impossível
  Desviarmo-nos dela`

Dante , ´A Divina Comédia`
                                O Paraíso,
                           XXXIII, 100-102.

Este ensaio entrega-se ao desejo de escrever... , isto é de se entregar a uma ´OPERATIO` de
tipo alquímico. Transmutar o aborrecimento em prazer.

Uma série de ´banalidades` que se não forem controladas conduzem à resignação...
Uma multidão de problemas cresce vertiginosamente.
Gravitam todos em torno da interrogação de Rosa Luxemburgo:
´Socialismo ou Barbárie` (?)

....
O Autor propõe uma leitura completamente ´inédita`... uma leitura do «Marxismo: Rosa Luxemburgo- a ANIMA ; Karl Marx - o ANIMUS...

Quem decidir ler esta árdua obra sairá agraciado pela oportunidade de ver o Marxismo a uma
´Luz´ totalmente transfigurada e transfiguradora! ...


http://skocky-alcyone.blogspot.com/2010/08/rosa-luxemburgo-viva-antologia.html
http://ocirculohermtico.blogspot.com/2010/09/os-mestres-do-ocultismo-andre-nataf-les.html






«A INDÚSTRIA DA CULTURA» - OBRA COLECTIVA



«A INDÚSTRIA DA CULTURA»

DWIGHT MACDONALD, DANIEL BELL,
EDWARD SHILLS, CLEMENT GREENBERG,
LEO LOWENTHAL, PAUL F. LAZARSFELD
e ROBERT K. MERTON

INTRODUÇÃO POR ´UMBERTO ECO`

TRADUÇÃO: PEDRO LOPES DE AZEVEDO
CAPA: SEBASTIÃO RODRIGUES

´O HOMEM E O MUNDO`
EDITORA MERIDIANO, LIMITADA
LISBOA, 1971


A polémica sobre a sociedade de massa e a sua cultura industrializada é culminada, nos anos sessenta, pelas formulações opostas de Marcuse e de McLuhan.
Ora, as teorizações de Marcuse e de McLuhan não nascem do vazio, mas nutrem-se de uma longa discussão crítico-sociológica desenvolvida nos anos quarenta e cinquenta.
Desta discussão são por nós notados os exemplos constituídos pela crítica alemã, e menos notados os mais especificamente americanos, a propósito dos quais podemos distinguir grosso modo, três filões.
Um é o dos críticos ditos radicais, o segundo o daqueles que de uma maneira ou de outra, actuam integrados no sistema da indústria cultural e tentam uma racionalização crítica da mesma, o terceiro  o dos verdadeiros sociólogos académicos, que elaboram ainda métodos de realce (sem que, contudo, estes realces pareçam completamente inutilizáveis pelas hipóteses operativas, políticas e pedagógicas). Esta obra oferece uma resenha destas tendências.
Há uma ampla panorâmica problemática de Daniel Bell; uma defesa optimista do sistema por Edward Shills; o esplêndido e vasto panfleto de Dwight Macdonald (o já famoso texto sobre Medicultura e Massicultura); outro tão famoso ensaio de Clement Greenberg sobre as relações entre vanguarda e Kitsch; dois textos basilares da sociologia académica, o de Leo Lowenthal e o trabalho de Robert Merton e Paul Lazarfeld sobre problemas sociais das comunicações de massa. Os textos aqui propostos não representam uma antologia completa da produção americana sobre este tema; representam, sim, uma das escolhas mais significativas. Cada um destes ensaios foi discutido, citado, utilizado.
Cada um deles constitui uma leitura excitante que atinge, no caso de Macdonald, uma qualidade que o emparceira com a maior literatura crítica de todos os tempos. Todos, em qualquer caso, trazem em si, explícitos ou implícitos, os elementos básicos de contestação.


FONTES E TÍTULOS ORIGINAIS:

DANIELL BELL, ´Modernity and Mass Societ`: on the ´Varieties of Cultural Experience`, in
´Studies in Public Communication`, 4, 1962
DWIGHT MACDONALD, ´Masscult & Midcult`, in ´Partisan Rev.`, 4, 1960 (ora in ´Against the American Grain`, New York, Random House, 1962
EDWARD SHILLS, ´Mass Society and Its Culture, in ´Daedalus`, 89-2, 1960 (ora in AAVV, ´Culture for Millions`, New York, Van Nostrand, 1961)
CLEMENT GREENBERG, ´Avant-Gard and Kitsch`, in ´The Partisan Review`, Dial Press, 1939
(ora in B.ROSENBERG e D.M. WHITE ed., `Mass Culture`, THE Free Press, Glecoe, 1960)
LEO LOWENTHAL, ´Historical Perspectives of Popular Culture`, in ´The American Journel
of Sociology`, 55, 1950, The University of Chicago Press (ora in Mass Culture, cit. )
PAUL F. LAZARSFELD e ROBERT K. MERTON, `Mass Communication, Popular Taste and Organized Social Action, in LYMAN BRYSON ed., ´The Communication of Ideas`, N.Y., Hasper & Brothers, 1948 (ora in Mass Culture, cit.)
UMBERTO ECO, ´Introduzione, in ´L'industria della cultura`, 1969, Valentino Bompiani






quarta-feira, 22 de setembro de 2010

«CARTAS AO PAPA» - ´Sobre alguns Problemas do nosso Tempo Eclesial` -Bispo Resignatário do Porto` - ANTÓNIO FERREIRA GOMES




«CARTAS AO PAPA»
´Sobre alguns Problemas do nosso Tempo Eclesial
pelo Bispo Resignatáro do Porto`
2ª Edição
Editor: MÁRIO FIQUEIRINHAS PINTO
Fotocomposição e Montagem: FOTOMECÂNICA MABREU
Impressão: RAMOS DOS SANTOS, LDA.
Arranjo gráfico: ARMANDO ALVES

FIGUEIRINHAS
Depósito legal: 14253/83
2ª Edição / Jan. 87


D. Anténio Ferreira Gomes, já falecido ( 13 de Abril de 1989 ), bispo resignatário do Porto, nasceu em S. Martinho de Melhundos (Penafiel) a 10 de 1906. Recebeu a ordenação
presbiteral em 22 de Setembro de 1928, após estudos filosófico-teológicos em Roma.

A 15 de Janeiro de 1948 foi nomeado Bispo de Rando e Coadjutor de Portalegre. É Nomeado
para a Diocese do Porto em 13 de Julho de 1952. Forçado a ausentar-se do país, devido à in-
transigente defesa da doutrina social da Igreja, perante o regime do Estado Novo, retomou o
governo da Diocese de que a Santa Sé nunca o exonerara (o Papa era o Corajoso Paulo VI!),
em 2 de Julho de 1969, , permanecendo no trabalho pastoral até atingir o limite de idade (1981).

A sua obra, quase sempre motivada por oportunidades fornecidas pelo governo pastoral da Diocese e pela obrigação de ensino que cabe à função episcopal é constituída por cerca de 400 títulos, entre conferências, homilias ou comunicações mais especializadas.

Visto por alguns como um bispo político, o que cabe pensar é que em todos os escritos de
D. António está sempre e só o homem da Igreja que assumiu a totalidade da sua função de
bispo: mestre, pastor e homem de Deus.

´Cartas ao Papa`, é o título sugestivo, com que D. António Ferreira Gomes, resolve continuar, desde o silêncio da sua residência da Quinta da Mão Poderosa, em Ermezinde, aquele diálogo com a realidade sócio-cultural e eclesial, que constituiu sempre o cerne da sua vida e da
sua doutrinação.

A mesma lucidez e a mesma cultura de sempre, ainda aqui assumida e quase diríamos despoletada pelo estímulo de acontecimentos que vão balizando a história.

Com alguma, discreta, memória dos tempos e dos homens que rodearam a sua passagem pela cena da vida, neste país marcado, em seu tempo e responsabilidade, pelo desmoronar do Corporativismo de Estado, pelo fim da guerra colonial e pelo começo obscuro mas quase conseguido, de uma nova forma de convivência.

Cartas, na temática e estilo está na sequência lógica e quase linear duma reflexão sempre feita do encontro e da discrepância da fé e da Igreja com o mundo. Na fidelidade ao
rosto conciliar da Igreja, cuja missão não se limita a comunicar ao homem a vida divina; mas espalha sobre o mundo o reflexo da sua luz, sobretudo enquanto cura e eleva a dignidade da pessoa humana, consolida a coesão da sociedade e dá sentido mais profundo à quotidiana actividade dos homens (GS, 10).

Na limitação imposta pelo género epistolar que para este livro escolheu, mais se faz ver aquela tensão entre o rastreio da realidade vivida e as suas brechas e a figura do sentido que em tudo
se busca, como luz dessa realidade.

Na memória que traz da coisas e da responsabilidade assumida ou enjeitada. ou no acontecimento que acaba de chegar pela notícia do dia, é sempre a mesma, a intenção de procurar o sentido novo, ou da permanência do entretanto esquecido.



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

«O CARDEAL NEWMAN» - ´PRECURSOR DO VATICANO II` - CHARLES STEPHAN DESSAIN


«O CARDEAL NEWMAN»
´PRECURSOR DO VATICANO II`
CHARLES STEPHAN DESSAIN
TRADUÇÃO: MANUEL MORUJÃO S.J.

COLECÇÃO FIGURAS ILUSTRES
LIVRARIA APOSTOLADO DA IMPRENSA
BRAGA - 1990
ISBN: 972-571-402-4
Depósito legal: Nº 28.822/89

TÍTULO ORIGINAL:
´JOHN HENRY NEWMAN` ( Third Edition )
THE OXFORD UNIVERSITY PRESS
THE BIRMINGHAN ORATORY, 1966, 1971, 1980.




A grande autoridade intelectual do CARDEAL NEWMAN, tanto na IGREJA CATÓLICA ROMANA como na ANGLICANA, influenciou profundamente o pensamento ecuménico. No
´CONCÍLIO VATICANO II`, ABOTT BUTLER chegou a afirmar que a sombra de NEWMAN pairava dobre o CONCÍLIO. As teses que ele há um século acerrimamente defendeu, estão
agora a vir à superfície. Este estudo sobre a personalidade de NEWMAN é uma síntese de toda a sua obra como pensador religioso, e como campeão da RELIGIÃO REVELADA. O P. DESSAIN
serve-se de imensas citações dos sermões e escritos de NEWMAN, que conhece a fundo, , para demonstrar a sua gradual assimilação da verdade cristã, e descrever a heróica renúncia que ele fez à posição de comando sem rival que exerceu em OXFORD, na IGREJA ANGLICANA, a fim
de abraçar a IGREJA CATÓLICA. A tarefa de toda a sua longa vida como apologista do CRISTIANISMO, as renhidas lutas pela elevação cultural do laicado na IGREJA CATÓLICA da
INGLATERRA, e por lhes fundar uma UNIVERSIDADE e colégios, e a defesa da racionalidade
da fé, são descritas com a autoridade do Autor, que não tem rival entre os NEWMANISTAS da
actualidade!


domingo, 19 de setembro de 2010

«CARDEAL NEWMAN» - ´ECUMENISMO E FIDELIDADE` - Christopher Hollis (No dia da Beatificação pelo Papa BENTO XVI)




«ECUMENISMO E FIDELIDADE»
     Cardeal Newmann
Christopher Hollis ( 1902-1977 )
Tradução: Aureliano Sampaio
Capa: Fernando de Sá
Colecção Habitat
Livraria Civilização- Editora
Porto - 1969
Título original:
´Newmann and the Modern World`
The Bodley Head L.td
Londres

A figura de John Henry Newmann é apaixonante. E na sociedade Pós- Concílio Vaticano II, mais se recorta o extraordinário perfil cheio de personalidade, simplicidade e fé de que esse homem à custa de fidelidade a uma razão rectamente formada, acabou por reconhecer na Igreja Roma a Igreja fundada por Cristo. Não é de admirar tanto o aspecto da sua vida, mas fundamentalmente a sua atitude depois  de ´convertido` .
Encontrara uma Igreja perfeitamente equipada com um conjunto de verdades que se lhe afiguraram basilares e continuadas na História, a partir de Cristo ( ´Essay on the Development of Christian Doctrine, 1845`, porém apenas li a excelente tradução francesa: ´Essai sur le Développement de la Doctrine Chrétienne, Éditions du Centurion, Paris, 1964 ).
Mas esse contacto com a História, tinha deixado marcas que de algum modo, deformaram o rosto divino dessa Igreja. 
O ´Povo de Deus`não se dava conta da sua responsabilidade da cristianização das estruturas temporais, a partir de dentro.
No ambiente do Catolicismo Inglês, desprezava-se a atitude intelectual de muitos que viam a necessidade de acudir ao mundo da cultura, da educação, da vida comum dos outros homens.
O que agrada ver em Newmann, é a maneira como compagina uma fidelidade perfeita à Igreja que aceitou como divina e o exercício recto dum espírito crítico construtivo.
Se alguns ainda consideram no tempo actual como obstáculo para a Fé certas atitudes humanas da Igreja de Roma, que razões teria então Newmann para se lamentar!
Outros Autores, outras obras debruçam-se sobre aspectos variados do Cardeal Newmann: a sua espiritualidade (era ´Oratoriano`!), os seus escritos, as suas ideias sobre educação.
Christopher Hollis centrou esta obra sobra a actualidade do pensamento de Newmann. Actualidade de pensamento e de vida!

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