
«HISTÓRIA DO
LIVRE-PENSAMENTO»
ALBERT BAYET
PROFESSOR HONORÁRIO NA SORBONNE
TRADUÇÃO:
JOSÉ LOPES DE AZEVEDO
ORIENTAÇÃO GRÁFICA DE:
MENDES DE OLIVEIRA
BIBLIOTECA ARCÁDIA DE BOLSO
SECÇÃO II -
FILOSOFIA E PSICOLOGIA
BAB - 143
ARCÁDIA - 1971
177 PGS:
TÍTULO ORIGINAL:
«HISTOIRE DE LA LIBRE-PENSÉE»
Colecção:
QUE SAIS-JE? `
PRESSES UNIVERSITAIRES DE FRANCE
O termo «livre-pensamento» teve frequentemente, no decurso do século XIX, ásperas ressonâncias. Hoje mesmo, ele conserva qualquer coisa de agressivo. Uns lançam-no mais ou menos como um desafio. Outros acolhem-no com uma ironia hostil. No entanto, ele nada tem em si que justifique tais sentimentos. Todos os homens, quaisquer que sejam as suas opiniões, concordam em reconhecer, como Pascal, que a nossa dignidade consiste no pensamento. Todos estão de acordo ao proclamar que a desão do espírito a uma opinião, qualquer que ela seja, não tem valor a menos que seja forçada. Portanto, pode perfeitamente sustentar-se que, cada vez que um ser humano «pensa», ele está livre ou liberta-se, que isso é igulamente verdadeiro tanto para aqule que entrega o seu pensamento a Deus, como para aquele que toma unicamente como guias a observação, a experiênsia e a razão. Daí resultaria que o termo «livre-pensamento», longe de suscitar divisões e controvérsias, deveria ser um princípio de união.
ÍNDICE
Introdução
Capítulo I-O livre-pensamento no mundo
grego
Capítulo II-O livre-pensamento no mundo
romano
Capítulo III-O livre-pensamento e o cristianismo
Capítulo IV-O livre-pensamento na Idade
Média
Capítulo V-O livre-pensamento . A Re-
forma. A Renascença
Capítulo VI- O livre pensamento no sé-
culo XVII
Capítulo VII-O século XVIII: triunfo do
pensamento livre
Capítulo VIII- O livre-pensamento e a Revo-
lução francesa
Capítulo IX- O século XIX. A laicidade ao
combate
Capítulo X-O século XX. Do livre-pensa-
mento à laicidade
Bibliografia sumária
Carmina Burana In Taberna
´Goliardo, do antigo francês, 'Gouliard', 'Clérigo que levava uma vida irregular', vem por alteração do baixo latim, 'Gens Goliae'. isto é, 'Gente do Demónio, do Latim Golias, 'O Gigante Goliat', O Demónio.
O termo usou-se durante a Idade Média, para se referir a um certo tipo de Clérigos vagabundos e aos estudantes pobres pícaros, que proliferavam na Europa, com o atingir do auge da vida urbana e o surgimento das Universidades no Século XIII.
Parece que o termo deriva de 'gula' (guloso), crê-se que terão chegado a criar alguma forma de confraria. Mas o que mais interessa nos Goliardos, é a sua afeição pela leitura!
As 'Carmina Burana', serão talvez os poemas goliardescos mais célebres. Estão escritos em língua latina e baixo alemão. Neles , Carl Orff foi buscar inspiração par compor a sua «Carmina Burana», decerto aquela que é mais conhecida do público
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