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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

«A PALESTINA UM NOVO MUNIQUE?» ( ´A PALESTINE MUNICH? ` ) - H.S. CROSSMAN e MICHAEL FOOT





«A PALESTINA UM NOVO MUNIQUE?»
      H. S. CROSSMAN e MICHAEL FOOT
         (Menbros do Parlamento Brtânico)
PREFÁCIO DE ANTÓNIO SÉRGIO

TRADUÇÃO: MARIA MARGARIDA BRANDÃO


CADERNOS DE POLÍTICA INTERNACIONAL Nº 1
EDITORIAL ´INQUÉRITO`LIMITADA
LISBOA - 1946

TÍTULO ORIGINAL: ´A PALESTINE MUNICH? `


Em 1946 a «Editorial Inquérito Limitada», editora que resistia pela suas publicações ao ´Estado Novo`, lançou uma nova série de cadernos, com um sugestivo título «Cadernos de Política Internacional», tendo escolhido para livro inaugural. por sugestão de António Sérgio, o livro editado havia pouco tempo na Inglaterra: «A Palestina, outro Munique?» (´A Palestine Munich?´) , da autoria de dois Deputados Trabalhistas, Membros do Parlamento Britânico. António Sérgio escreveu para apresentar a obra um substancial prefácio! Nesse prefácio, Sérgio abre com uma citação de Samuel Usque, tirada da obra «Consulação  às tribulações de Israel»; o nosso distinto compatriota, seguindo na esteira dos autores (H.S. Crossman e Michael Foot), faz um apelo ao Governo, do Partido Trabalhista, para abandonar o «Livro Branco» de 1939 e permitir a emigração judaica até ao máximo da capacidade de absorção do território. Em suma, a condenação de toda a política oficial britânica até aí seguida com os judeus, decididos a criar, de vez, o seu «Lar Nacional», como lhes fora prometido pela «Declaração Balfour».
«A Palestina um novo Munique» foi, sem dúvida, uma obra indispensável para quem, na época desejasse conhecer, nas suas reais linhas, o problema nacional hebraico!
Acontece que, em desespero de causa, o Governo inglês anunciou na Primavera de 1947, exigir a inscrição da «questão palestiniana» na ordem do dia da O.N.U. !...Ao contrário do que esperava a U.R.S.S. e os E.U.A. colocaram-se, por uma vez, de acordo no «Conselho de Segurança», o qual recomendou à «Assembleia Geral» um plano de partilha que foi adoptado a 29 de Novembro de 1947. A Grã-Bretanha reconheceu-se então vencida e decidiu evacuar o território a 15 de Maio de 1948.
Os judeus aceitaram o plano de partilha e os árabes rejeitaram-no. A 14 de Maio de 1948, poucas horas antes da partida do último Alto-Comissário Britânico, David Ben Gurion proclamou em Telavive, a independência do «Esrtdo de Israel», reconhecido ´de Jure`pelos E.U.A e pela U.R.S.S., tendo a última permitido a constituição da ponte aérea que, a partir da Checoslováquia, forneceu ao jovem Estado Judaico a possibilidade de resistir à invasão dos 5 exércitos árabes: Iraque, Síria, Líbano, Egipto e Jordânia, dispondo esta última da famosa «Legião Árabe», formada por Lawrence!
Os combates foram ganhos por Israel e levaram os Árabes a pedir um armistício, que foi celebrado em 1949! Porém, em vez de ajudar a formação de um Estado Árabe ´Independente`, anexaram os territórios que ocupavam, cabendo a maior parte à Jordânia (Trans.Jordânia) com a designação de «Cisjordânia», sendo a ´Faixa de Gaza` anexada pelo Egipto!...
Existe hoje um «Estado de Israel», com um Parlamento, no qual estão representadas todas as matizes do espectro político. Só quem andar distraído ou, pior; seja portador de intenções inconfessáveis, pode querer confundir o conjunto dos territórios da chamada «Terra Santa», com Palestina...título dado à Judeia pelo Imperador Adriano, para se vingar da resistência «zelota» e assim punir os Judeus!...







                            Documento de indicação por ANTÓNIO SÉRGIO?, do interesse e novidade do livro aqui referido,
                                                      aconselhando a sua tradução e publicação!








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