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sexta-feira, 30 de julho de 2010

«ECONOMIA INTERNACIONAL» - Bernard Guillochon



«ECONOMIA INTERNACIONAL»
      BERNARD GUILLOCHON

ADAPTAÇÃO, ACTUALIZAÇÃO E
COMPLEMENTAÇÃO ANALÍTICA E PEDAGÓGICA DE
´FRANCISCO CORRÊA GUEDES`
PROFESSOR CATEDRÁTICO DE «ECONOMIA INTERNACIONAL» DA UAL
TRADUÇÃO: FRANCISCO CORRÊA GUEDES
CAPA: ESTÚDIOS PLANETA
REVISÃO: GLÓRIA RIBEIRO ( com franqueza que ´revisão`poderia esta sra. fazer...a um
TRADUTOR DA CATEGORIA DE FRANCISCO CORRÊA GUEDES???!!!... )
PLANETA EDITORA - 1995

TÍTULO ORIGINAL: ´OMISSO`
DUNOD, 1993, PARIS
Depósito legal nº 92347 / 95
ISBN 972-731-036-2

Este livro analisa o conjunto de questões de economia internacional, que se ligam com o comércio
de mercadorias e os problemas monetários e financeiros.

Obra útil, destina-se particularmente aos estudantes dos cursos de Ciências Económicas e Empresariais, Gestão e a todos que desejem compreender os mecanismos das relacões económicas internacionais contemporâneas.

O original foi adaptado, actualizado e complementado com vários desenvolvimentos...

.......

Já tivemos oportunidade de neste espaço referir obras do eminente Prof. Francisco Corrêa Guedes,
aqui tradutor e adaptador...





quarta-feira, 28 de julho de 2010

«A ORAÇÃO DA COROA» - DEMOSTHENES (DEMÓSTENES ) - TERCEIRA EDIÇÃO - LISBOA - IMPRENSA NACIONAL - 1914



«A ORAÇÃO DA COROA» - DEMOSTHENES

VERSÃO DO ORIGINAL GREGO
PRECEDIDA DE UM ESTUDO SOBRE
´A CIVILISAÇÃO DA GRECIA` - POR

LATINO COELHO

TERCEIRA EDIÇÃO - PUBLICADA PELA
ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA
LISBOA - IMPRENSA NACIONAL - 1914


«A ORAÇÃO DA COROA» - DEMÓSTENES

VERSÃO RECENTE COM PREFÁCIO DA EMINENTE
HELENISTA - MARIA HELENA DA ROCHA PEREIRA

ESTUDOS GERAIS - SÉRIE UNIVERSITÁRIA

IMPRENSA NACIONAL - CASA DA MOEDA

LISBOA - FEVEREIRO DE 1987

CÓD. 215 013 000
ED. 12.610. 160




sexta-feira, 23 de julho de 2010

"As Dores do Tempo" por Nuno Nabais

AUTORIA DA FOTOGRAFIA: SARA MATOS



Segunda-feira, Novembro 12, 2007
"As Dores do Tempo"

Foi nas Jornadas do ESCA "Escola e Clínica (Pro)motores de Bem-Estar: Como lidar com a Depressão e Exclusão na Criança e no Adolescente", que pude assistir à comunicação do Prof.º Nuno Nabais. Neste espaço coube o pensamento filosófico, um contributo fundamental. Absorvi, ou pelo menos tentei absorver o máximo desta comunicação.

A doença é uma experiência do tempo, existindo uma dimensão histórica: as doenças têm a sua história própria: o seu início, desenvolvimento e desfecho. Introduzir o tempo como constituinte significa simbolizar o tempo como o modo como nós inscrevemos instantes nele da eternidade.
O sofrimento tem uma condição temporal, o que torna possível retirar às dores do tempo a dimensão temporal para a considerar parte da condição humana.

Na experiência temporal podemos caracterizar os seguintes tempos:

- Tempo binário: tempo do antes e do depois, tempo da espera/tempo do demasiado tarde

- Tempo ternário: é um tempo complexo; tempo onde se distingue o passado, o presente e o futuro; pressupõe a construção de duas experiências completamente novas: processadas através da memória e da imaginação (o futuro sendo aquilo que está para fazer).
Para uma criança, o tempo do passado e a imaginação do futuro são difíceis de construir.
Por sua vez, o tempo ternário supõe o tempo a um tempo ou tempo unário – tempo do presente – que se manifesta exuberante, onde só o presente está, monótono, que não tem ritmos, onde não há oscilações, nem antecipações/nem o demasiado tarde. O tempo do presente é o mais paradoxal, o único tempo real, o único tempo que existe é o tempo dos encontros, das partilhas. O tempo do presente remete-nos ainda para qualquer coisa de gratuito, é-nos oferecido, estamos sempre neste tempo, sendo a única forma de tempo que habitamos e em que estamos sempre lá. O tempo presente com presente é ainda ambivalente, tem uma dimensão espacial, opondo-se ao ausente. O presente é ainda aquilo que já foi (passado) e o que ainda não é (futuro). Por último, o tempo presente também comporta o eterno, p.ex quando queremos designar o eterno e o divino utilizamos o presente do indicativo como tempo do verbo (Deus é eterno), assumindo aqui uma conotação de ambivalência, pois o que é intemporal revela-se no presente, que portanto, se conjuga com o eterno.
O tempo binário e o tempo ternário são formas do tempo, como se de uma moldura se tratasse e onde se inserisse o tempo.

- Tempo a quatro tempos ou tempo quaternário é o tempo do conteúdo do tempo. Neste tempo podemos distinguir os acontecimentos que nos acontecem, admitindo tais conteúdos três dimensões: dimensão do possível, dimensão do necessário, dimensão do impossível.

Estas quatro tempos ajudam-nos a pensar “as dores do tempo”.

A fenomenologia do tempo introduziu um tema novo na Reflexão do Homem. Só temos para além do corpo uma alma porque somos seres do tempo, uma vez que se só vivêssemos num ritmo biológico seríamos somente corpo. O que faz do corpo uma existência “almada” (com alma) é o facto do corpo se produzir e apreender no tempo, o nosso corpo tem psique. Adquire-se o sofrimento da alma, as dores do tempo.


Podemos mencionar quatro dores fundamentais do tempo:

No tempo unário, tempo do presente inscreve-se a experiência do aborrecimento, do tédio.

No tempo binário, tempo do antes e do depois inserem-se as experiências da espera infinita, do desespero (deixar de esperar, deixar de ter expectativas, incapacidade de investir na ocasião: certamente ter chegado demasiado tarde e desistir da acção).

No tempo ternário, temos a dor como arrependimento, o remorso, fixação num passado que alastra a nossa alma e a cristaliza numa instância do passado que invade o presente e o futuro.

O tempo quaternário confronta-se com os conteúdos possível, necessário, impossível – dor da impotência, tudo acontece sob o registo que escapa à nossa vontade; as coisas acontecem na conversão do impossível, do inevitável necessário, da incapacidade do agir e da incapacidade da resposta – experiências de irritabilidade; permanente resposta à frustração.

Podemos dizer que as “dores do tempo” são os lugares da invenção da condição do tempo naquilo que somos. Mas podem também ser lugares de descoberta e de felicidade.

A nossa aprendizagem do tempo não opera por alargamento, não havendo derivas de um tempo para o outro, a forma da sua constituição ocorre em paralelo, isto é, nem sempre é sistemático.

O tempo da narrativa, a arte de contar histórias, é o lugar onde as quatro dimensões do tempo acontecem em simultâneo na experiência da narrativa. Aliás a história pode mesmo estar condensada na estrutura ternária da frase: sujeito, predicado, complemento do verbo, constituindo só por si este facto o paradigma da relação agente/oponente. Na mais simples aprendizagem de uma frase, uma criança p.ex. depara-se com conflito e desfecho, estando todos nós a apreender um enredo.

Uma segunda dimensão do tempo feliz é a experiência da exuberância do presente – a dimensão da reinvenção do presente. O presente tem nele contido o dom, aparece-nos como oferta. Há quem possa argumentar que oferta estabelece uma relação de troca (expectativa e obrigatoriedade da retribuição), de consumo de bens e, no fundamental a troca não é o paradigma.
Em que medida é que podemos transformar o presente em lugar de dom de oferta, ou seja, em oferta gratuita e partilha autêntica? O que é que constitui o ponto de base de vinculação entre os seres humanos?
Sem dúvida que a experiência fundadora da comunidade humana é a do dom. No dom aquilo que damos é tempo, é o momento entre o momento de dar e o de receber. O que constitui a experiência do dom, em oposição à troca, é o tempo que o outro tem para pensar naquilo que nos vai dar, é o tempo de espera. Não se trata do objecto mas sim do tempo. E desta forma, o presente assume um lugar de dádiva.

A terceira e última dimensão do tempo é a dimensão da reinvenção do possível. Vivemos rodeados de factores que não podemos controlar, inclusivamente não podemos controlar o Outro.
O Outro é aquilo que se está a introduzir na minha vida, a presença do Outro na minha vida. A pluralidade de Outros fazerem parte da existência de cada um. Aquilo que torna possível o meu possível, como acontece na experiência de enamoramento, o Outro passar a ser parte da minha vida, da minha casa, dos meus dias introduz e confere uma dimensão “almada” e feliz.

Texto de Resumo da Intervenção do Prof.Doutor Nuno Nabais na Jornada Organizada pelo ESCA sobre "Depressão". Texto realizado por Maria João Pingarrilho, em http://como-aguarela.blogspot.com











Nuno Nabais no RCP e no dia das mentiras


quarta-feira, 21 de julho de 2010

«CONTRA A PROVOCAÇÃO» - VICTOR SERGE - DA SOCIALDEMOCRACIA À SOCIALMEDIOCRACIA!...


Pena foi que aqueles manifestantes que apuparam Vital Moreira tivessem caído na ratoeira que lhes foi armada.
Porque foi disso que se tratou: Vital Moreira foi ao 1º de Maio da CGTP à espera que acontecesse o que aconteceu - ou mais ainda, se possível...
E quando saiu do Martim Moniz e se dirigiu para as comemorações da UGT, ia certamente
satisfeito e com o sentimento de tarefa cumprida.
Imagino os jornais de amanhã...

Como é sabido, não é esta
a primeira vez que o PS recorre a este tipo de provocações: idêntica armadilha foi montada por Mário Soares, então candidato à presidência da república, na Marinha Grande.
E também nessa altura houve quem caísse na
ratoeira, o que muito agradou ao provocador e grandes benefícios lhe trouxe.

Entretanto, recordamos hoje, aqui, uma outra
provocação montada pelo PS há 34 anos, precisamente no 1º de Maio de 1975, dia escolhido por Mário Soares para - como sublinhou Álvaro Cunhal - «iniciar as provocações de grande espectáculo, que culminariam na ruptura e saída do Governo» («A verdade e a mentira na Revolução de Abril . a contra-revolução confessa-se»)
Soares - que rejeitara participar na manifestação e recusara aceitar que o primeiro-ministro Vasco Gonçalves interviesse no comício - organizou uma operação provocatória que tinha como objectivo provocar confrontos no Estádio 1º de Maio e ir à tribuna «exigir a demissão de Vasco Gonçalves e a saída dos comunistas do Governo».
Não o conseguiu, obviamente - mas imagine-se o que teria acontecido se lograsse concretizar os seus intentos...
Em todo o caso, conseguiu que a imprensa nacional e internacional o apresentasse como
«insultado»,«agredido» e, naturalmente, «vítima dos comunistas», «os verdadeiros culpados de tudo o que aconteceu» - e ele próprio produziu relatos lancinantes das maldades antidemocráticas que os comunistas lhe fizeram...
Provavelmente, jornais de amanhã dirão o mesmo a propósito deste 1º de Maio, e a «vítima» Vital repetirá o paleio da «vítima» Soares.

Voltando à provocação do
1º de Maio de 1975, vale a pena lembrar as confissões feitas por Mário Soares a Maria João Avilez, em 1995 - portanto vinte anos depois da ocorrência e quando a contra-revolução vitoriosa já lhe permitia falar à vontade e com a arrogância de vencedor.
Confessou ele, impante:
«Estragámos a festa. Entrámos (no Estádio 1º de Maio) de roldão, em puro confronto físico, (...) abrindo caminho ao empurrão, ao soco e aos encontrões.(...) Quando lá chegámos (à tribuna) fomos impedidos de entrar pelos elementos da Intersindical (...) Impossibilitados de entrar e de usar da palavra».
Palavras bem reveladoras de uma incontestável vocação provocatória - tão forte e tantas vezes utilizada por esta gente do PS que dela se pode dizer que está-lhes no sangue.

Lotte Lehmann, Wien, du Stadt meiner Traume, July 14 1941, piano Paul Ulanowsky.



This is the most nostalgic record of my collection. Recorded in the USA four months before the US declared war on Japan, Germany and their allies.

Lotte Lehmann (February 27, 1888 August 26, 1976) was a German soprano opera and Lieder singer who was especially associated with German repertory. She gave memorable performances in the operas of Richard Strauss; the Marschallin in Der Rosenkavalier was considered her greatest role.

Lehmann was born in Perleberg. After studying in Berlin, she made her debut in Hamburg Opera in 1910 as a Page in Wagner's Lohengrin. In 1914, she sang for the first time in, and in 1916 joined, the Vienna State Opera, where she sang in the premieres of a number of Strauss's operas, Ariadne auf Naxos (1916), Die Frau ohne Schatten (1919), Intermezzo (1924), and Arabella (1933) as well as Vienna premieres of several operas of Puccini. Lehmann made her debut in London in 1914, and from 1924 to 1935 she performed regularly at the Royal Opera House, Covent Garden.
She also appeared regularly at the Salzburg Festival (1926-1937), performing with Arturo Toscanini, among other conductors. She also gave recitals there accompanied at the piano by the conductor Bruno Walter. In 1936, while in Salzburg, she discovered the Trapp Family Singers (of 'the Sound of Music' fame) and persuaded them to their first public performance.





PARA A MADALENA...À GUISA DE ESCLARECIMENTO!









IUDEA CAPTA (JUDEIA CATIVA)
A PALESTINA ROMANA ENTRE AS DUAS GUERRAS JUDIAS ( 70 - 132 )

Entre 132 e 135 d. C. aconteceu um levantamento de revolta (a última!) de um grupo de judeus dirigido por Bar Kochba...
Era então Imperador de Roma (o contrário de «Amor») Adriano...
Irritado decretou a expulsão de todos os Judeus da Judeia...
Para se vingar mudou o nome da Província Romana para Philistina - Palestina...e Jerusalém (Hieroshaloïm) - Sion - Monte Mohriah (Abraão - Isaac - Melquisedeque) passou a chamar-se Aelia Capitolina!
O Jusaísmo já endurecido pela queda de Jerusalém e Massadá, tornou-se ainda mais duro... Judaísmo que sempre tolerara os «Apócrifos»...
Depois de muita humilhação...caiu a gota que fez transbordar o copo...«O Caso Dreyphus»...
A derrota francesa em Sédan em 1870...e a humilhação francesa de assistir à proclamação por Bismarck na «Galeria dos Espelhos» do «Palácio de Versailles» do II Reich, proclamando Guilherme I da Prússia, Imperador...
Dreyphus, brilhante oficial do «Corpo do Estado Maior» foi degradado na parada, sendo-lhe arrancadas as «Dragonas» e quebrada a Espada... e «Ilha do Diabo» ...como ´bode expiatório`...um judeu!...
Seguiu-se uma campanha que passados anos conduziu à reabilitação do oficial...nomeadamente devido ao artigo de Émile Zola, «J'Accuse», publicado no «L'Aurore»...
Mas o que se tornou imparável e «irreparável!» foi a criação do movimento Sionista, que tem o seu I Congresso em 1897 em Basileia...
Entre os descendentes dos que para cá ficar tiveram de renunciar à sua «Fé« ( «Emunah - Amen ) está este teu amigo cindido (ça déchire!)...
Como Yeoshua na cruz,é preciso, é imperioso, mesmo na cruz, unir o céu e a terra...abraçando simultaneamente...de braços bem abertos, o homem, o  humano)!
Confesso-te que apesar de andar de coração desfeito...nunca me arrancarão uma palavra de condenação...pois sempre...«no próximo ano em Jerusalém»!
Se certas pessoas entendessem que internamente nos confrontamos...não vá o diabo tecê-las...e, em desespero de causa, possa ser tentado a carregar no «Botão do Mandarim»!...
Então teriam lugar concreto as visões de «Garabandal» (agar ban lad)...
Fátima era filha de Muhamad e mulher de Ali...mas Agar escrava de Sarah, deu um filho a Abraão: «Ismael»...pai dos Árabes e expedito no arco e flecha!
Mas os descendentes de Isaac reunem as qualidades de «especuladores e especulativos»!
Um beijo de quem é apenas «amicus in partibus infidelis»

Alberto  (Alcyone)

KARL MARX



«Tragédia do destino»
"A menina está ali tão reservada,
tão silente e pálida;
a alma, como um anjo delicada,
está turva e abatida...
Tão suave, tão fiel ela era,
devotada ao céu,
da inocência imagem pura,
que a Graça teceu.
Aí chega um nobre senhor
sobre portentoso cavalo,
nos olhos um mar de amor
e flechas de fogo.
Feriu-a no peito tão fundo;
mas ele tem de partir,
em gritos de guerra bramando:
nada o pode impedir".

KARL MARX ( jovem )


«O LIBERALISMO EUROPEU» - Harold J. Laski




«O LIBERALISMO EUROPEU»
Harold J. Laski
Tradução: ávaro Cabral
Revisão: Yara Schramm
Capa de Plano: Palnejamento E promoções, Lda.
Biblioteca de Sociologia sob a direcção do
Prof. José Jeremias de Oliveira Filho
Editora Mestre Jou
São Paulo - 1973
1ª Edição em inglês - 1936
1ª Edição em espanhol - 1953
3ª Edição em inglês- 1958
1ª Impressão desta edição em inglês - 1962
1ªEdição em português - 1973
Título original: 
«An Essay in Interpretation»
George Allen & Unwin, Lyd
Ruskin House Museu Street
London, W.C. I


O liberalismo tornou-se, por excelência, a doutrina da civilização ocidental e o produto ideológico da ascensão ao poder de uma nova classe social: a burguesia. Da Reforma à Revolução Francesa, desenvolveram-se mudanças radicais, na vida económica da Europa, que tiveram como resultado tendências opostas às que imperavam nos tranquilos anos dos senhores feudais.
A partir do século XVI fortalece-se a evolução de conceitos e instituições que haviam sido considerados imutáveis, e tanto as bases jurídicas como o monopólio religioso sofrem profundas transformações. De outro lado, enquanto a ciência substituía a religião e a doutrina do progresso se impunha à inveterada crença no pecado original, o individualismo alcançava, progressivamente, a sua expressão máxima face ao indiscutido controle que, apenas por virtude do nascimento ou da crença, haviam exercido certos grupos sociais.
Harold J. Laski estuda magistralmente o desenvolvimento dessas correntes ideológicas em suas relações com a economia, a posse da terra e as contradições políticas da época, e analisa a participação de alguns notáveis pensadores que contribuíram para consolidar as novas normas directrizes. Porém ante a crise que hoje atravessam essas doutrinas, passado o esplendor que alcançaram no século XIX, faz destacar a necessidade de que sejam efectuados reajustes e criadas normas de maior justiça que tragam, em consequência, ´uma nova ordem social baseada em uma nova relação entre os homens`.


terça-feira, 20 de julho de 2010

«O MANIFESTO COMUNISTA DE 1848» - Harold J. Laski - ´Apêndice` de Joseph A. Schumpeter





«O MANIFESTO COMUNISTA DE 1848»
 Harold J. Laski
Tradução: Regina Lúcia F. de Moraes
Em Apêndice
´A Significação do Manifesto Comunista 
 na Sociologia e na Economia`
de Joseph A. Schumpeter
Tradução de Cássio Fonseca
Capa: Érico
Atualidade
Zahar Editores
Rio de Janeiro - 1967
148 págs.
Título original:
«Communist Manifesto - Socialist Landmark»
Traduzido da quinta impressão, publicada em 1961 por
George Allen and Unwin
Londres- Inglaterra


Escrito em 1848, a pedido do ´Comité Central` da ´Liga Comunista` fundada um ano antes, destinava-se o ´Manifesto` a servir como um programa de partido. Marx e Engels, entretanto, preferiram dar ao texto um carácter histórico mais amplo, transformando-o numa análise global da situação operária no mundo. Com isso, produziram um dos documentos políticos mais importantes jamais escritos, no consenso unânime dos historiadores políticos.
Afirma Paul Sweezy que a publicação do ´Manifesto`marca um verdadeiro ponto decisivo na história do Socialismo. Todas as formas de socialismo já haviam, muito antes, desaparecido; a forma marxista , cujas origens podem ser encontradas no ´Manifesto`, gerou um movimento de âmbito mundial, maior e mais poderoso do que nunca. Para ele, a contribuição mais importante do ´Manifesto` foi ter transformado o socialista de pregador em cientista da revolução.
Na ´Introdução`escrita especialmente para esta edição, declara Harold Laski que o ´Manifesto` trouxe á ´Filosofia Social` quatro perspectivas fundamenteis: relacionou a necessidade de uma mudança inevitável com as causas que a provocaram; ligou tal mudança aos estratos da ordem social, cujo antagonismo recíproco é a origem principal do conflito entre os homens; explicou porque era lógico supor que o conflito entre o tipo de vida do capitalismo decadente e o do socialismo nascente seria o último estágio desses conflitos causados por distinções sociais, e porque, com o seu fim, começaria uma relação nova e mais rica de homem a homem, uma vez que haveria, finalmente, a destruição dos grilhões de produção entre a humanidade e o domínio da natureza; por último, mostrou como os homens podem tornar-se conscientes da posição histórica que ocupam, deduzindo a partir daí o necessário conhecimento do próximo passo efectivo na via do seu longo caminho rumo à liberdade.
Além da introdução de Harold Laski, a presente edição do ´Manifesto Comunista` vem acrescida de um trabalho de Joseph Schumpeter sobre o seu significado na sociologia e na economia, permitindo, portanto, uma apreciação a mais completa possível de seu significado histórico, político, filosófico e social.


«FÉ, RAZÃO E CIVILIZAÇÃO» - ´Ensaio de Análise Histórica`- Harold J. LaskiI




«FÉ, RAZÃO E CIVILIZAÇÃO»
´Ensaio de An´lise Histórica`
Tradução de Vivaldo Coaracy e Guido Coaracy
Livraria José Olympio Editora
Rio de Janeiro - 1946
Título do original inglês:
«Faith, Reason and Civilazaton»


O eminente Professor de Ciências políticas na Universidade de Londres e ex-presidente do Partido Trabalhista Inglês, aponta , nas páginas deste livro, escrito ainda a guerra se achava em curso, que a vitória proporcionaria às democracias condições para estabelecer uma nova forma de liberdade ( ! ). A liberdade, porém só assentaria sobre o encontro de uma fé comum. Chama-nos então a examinar os elementos espirituais que serviriam para construir o edifício da civilização do após-guerra ( !!! ).
Chegáramos ao fim de uma era. O mundo encontrava-se na mesma posição em que se achava por ocasião da queda do Império Romano. Naquela época, a humanidade necessitava de uma nova ´Fé` e encontrou-a no Cristianismo. Laski, interrogava-se, então, onde encontrar essa solução. Não souberam os escritores e pensadores desses dias sugeri-la como Laski demonstra, em brilhante incursão alargada pelos domínios da crítica literária. estudando personalidades como as de Eliot, Joyce e Huxley.
Não enxergava ele, no mundo do seu tempo, nenhum espírito reanimador, a não ser na doutrina de cooperação para o bem-comum que transfigurou a Rússia. Não afirma Laski que esta deva ser a solução definitiva ( ! ). Está longe de insinuar que a experiência russa prometa ao resto do mundo uma solução pronta e fácil para os seus problemas, ou mesmo que a prática da Rússia não apresente erros e falhas ( ! ). Neste volume, que é um ´ensaio de análise histórica`, limita-se a indicar o paralelo com uma situação anterior, pela qual passou o mundo ocidental, e a perguntar-se se não é na Rússia que poderemos encontrar a nova ´fé` de que precisamos ( ! ).
A geração que então se encontrava no poder, a geração a que pertence o próprio autor, comparecerá diante do ´Tribunal da História` com a responsabilidade de graves pecados. Só pode ser absolvida, diz-nos o eminente autor, se souber orientar a juventude para uma concepção em que, de novo, os homens ´concordem em relação aos grandes objectivos da vida`.


(Hoje sabemos como Saíram Goradas as expectativas de tão alto nível !!!)



É impressionante a rigorosa dedução que permitiu ao autor esboçar o quadro que a realidade da época oferecia. Pode discordar-se da solução proposta para os problemas do mundo de então; mas não se pode deixar de reconhecer a precisão da análise das causas profundas, de origem psicológica, quase se poderia dizer espiritual, da crise angustiosa por que passou e ainda mais acentuadamente passa hoje a humanidade.
Nenhuma exposição do ponto de vista do socialismo avançado poderá ser mais honesta e sincera do que a formulada, então, por Laski nas páginas deste livro. O seu conhecimento é necessário para uma imparcial interpretação da época analisada.

(Do Prefácio dos tradutores)


domingo, 18 de julho de 2010

«DECLÍNIO DO CAPITALISMO OU DECLÍNIO DA HUMANIDADE?» - Jacques Camatte




«DECLÍNIO DO CAPITALISMO OU DECLÍNIO DA HUMANIDADE?»
(Estes textos foram traduzidos da revista «Invariance»»
Jacques Camatte, B.P.  133. 80 170
Tradução:
Miguel L.
João C.
Telma Costa
Capa: António Miguel
António Manuel Correia / Edições Espaço
Braga, 1976
142 págs.

INDÍCE:

I - O ERRAR DA HUMANIDADE (Jacques Camatte, Maio de 1973)

1. Despotismo do capital
2. Crescimento das forças produtivas, 
    domesticação dos seres humanos
3. Consciência repressiva
4. Comunismo  

II - DECLÍNIO DO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA
      OU DECLÍNIO DA HUMANIDADE? (Jacques Camatte, Maio de 1973)

III - SOBRE O VIETNAM (Danièle Voldman, Maio de 1973)

IV - CONTRA A DOMESTICAÇÃO (Jacques Camatte, Maio de 1973)



«(...) No seu estado acabado, o capital é representação.Os momentos de acesso a esta residem na sua antropomorfização,que é ao mesmo tempo capitalização dos homens(...) Isto pressupõe a integração dos homens no processo do capital e a integração do capital no cérebro dos homens. (...) Autonomização do capital pela domesticação dos homens;depois de ter analisado-dissecado-parcelado o homem,ele reconstrói-o em função do seu processo. O corte sentidos/ cérebro permitiu transformar este último num simples computador que é possível programar segundo as leis do capital. É precisamente por causa das suas capacidades cerebrais que os seres humanos são, não só submetidos, mas se tornam escravos consentidos do capital.(...) Toda a actividade dos homens é explorada pelo capital, e podemos retomar a frase de Marx:«Ao acrescentar um valor novo ao antigo, o trabalho conserva e eterniza o capital» (Grundriss-Fondements,t.I,p. 317) , da seguinte maneira: toda a actividade dos homens eterniza o capital. (...) (...)A sociedade burguesa foi destruída, e temos o despotismo do capital. Os conflitos de classe são substituídos por lutas entre bandos-organizações, outras tantas modalidades de ser do capital. Como consequência da dominação da representação, toda a organização que se quer opor ao capital é reabsorvida por ele: é fagocitada. É o fim real da democracia: já não é possível afirmar que haja uma classe que ´represente` a humanidade futura, ´a fortiori` nenhum partido,nenhum grupo; o que implica que também já não pode haver delegação de poder. O capital é representação e perdura porque existe como tal na cabeça de cada ser humano (interiorização do que fora exteriorizado), eis o que aparece cruamente na publicidade.A publicidade é o discurso do capital. Aí tudo é possível, toda a normalidade desapareceu. A publicidade é a organização da subversão do presente a fim de impor um futuro aparentemente diferente.(...) O que Hegel intuíra: a autonomização do não-vivente, triunfa. É a morte na vida que Nietzsche percebeu, Rainer Maria Rilke cantou, Freud quase institucionalizou (o instinto de de morte) , que Dada exibiu sob uma forma burlesca, e que os« fascistas» exaltaram: «Viva la muerte»! Nunca a sociedade capitalista conheceu um período tão crítico como o que vivemos. Todos os elementos da crise clássica existem em estado permanente(...) Assiste-se a uma decomposição das relações sociais e da consciência tradicional. Cada instituição, para sobreviver, recupera o movimento que a contesta (a Igreja Católica já não tem conta do número dos seus ´aggiornamenti`) ; a violência e a tortura, que deveriam sublevar, mobilizar, todos os homens, estão florescentes e em estado endémico à escala mundial; face à tortura praticada actualmente, a «barbárie» nazi aparece como uma produção artesanal, arcaica. O Homem está completamente morto. Os seres humanos contemplam as figuras do capital, que se sucedem frente aos seus olhos, exactamente como, na caverna de Platão, os homens contemplavam as sombras... ( ... ) O capital tornou-se a representação absoluta. Estão reunidos todos os elementos para que haja uma revolução. O que inibe os homens, o que os impede de utilizar todas estas crises para transformar os distúrbios devidos à nova mutação do capital em catástrofe para este? A domesticação que se realizou quando o capital se constituiu em comunidade material recompôs o homem, que no início do processo, tinha destruído-parcelado. Recompõ-lo à sua imagem, como ser capitalizado; o que constitui o complemento do seu processo de antropomorfose. Um outro fenómeno intimamente ligado ao precedente vem acentuar a passividade dos homens: o escape do capital. Há perda de controle dos fenómenos económicos, e aqueles que estão colocados de modo a ter uma influência sobre eles dão-se conta de que são impotentes, que são completamente ultrapassados. À escala mundial, isso traduz-se pela crise monetária, a sobre-população, a poluição, o esgotamento dos recursos naturais. Estes dois fenómenos explicam que aqueles que professam a revolução e crêem poder intervir para acelerar o seu curso recitem, na realidade, papeis dos séculos passados (nomeadamente até 1956); a revolução escapa-lhes. Quando há um abalo, faz-se fora deles (...) Os seres humanos estão no sentido estrito, ultrapassados pelo movimento do capital, sobre o qual há já muito tempo não têm qualquer mão (daí em parte o sucesso do que se chama «New Age»)... »

J acques Camatte (in «Invariance»)

sábado, 17 de julho de 2010

«REFLEXÕES SOBRE A REVOLUÇÃO DE NOSSA ÉPOCA» - Harold J. Laski



«REFLEXÕES SOBRE A REVOLUÇÃO DE NOSSA ÉPOCA»
HAROLD J. LASKI

TRADUÇÃO DE
ISA SILVEIRA LEAL E
ENIO SILVEIRA

FORUM POLÍTICO - Nº 1

COMPANHIA EDITORA NACIONAL
SÃO PAULO - 1946

DO ORIGINAL INGLÊS:
«REFLECTIONS ON THE REVOLUTION OF OUR TIME»

1ª edição inglesa - 1943
2ª edição inglesa - 1944
3ª edição inglesa - 1944
1ª edição brasileira - 1946

Líder do PARTIDO TRABALHISTA BRITÂNICO, escreveu esta obra que pode ser considerada, à época, sem exagero algum, como fundamental para todos os leitores que desejem ter um golpe de vista preciso sobre os acontecimentos políticos que então se desenrolaram. O autor, analisa o sentido da revolução dessa época tumultuosa da história universal, valendo-se dos princípios já
conhecidos da sua honestidade científica, da probidade a que a sua posição de professor o obrigava a ter, dos vastos conhecimentos acumulados no decorrer de anos e anos de estudo. O discernimento com que a análise é feita facilita a leitura e a compreensão das suas conclusões particulares.
Considerado comunista pelos democratas temerosos de toda e qualquer linha de pensamento de esquerda, considerado quase um reaccionário pelos comunistas exaltados, o PROFESSOR LASKI não foi nem uma coisa nem outra. Era nada mais nada menos que um sincero democrata, cujo perfeito conhecimento da teoria MARXISTA e profunda convicção da marcha inevitável para o socialismo, o autorizavam a escrever com toda a segurança sobre o que os extremistas tanto da direita como da esquerda são capazes de gerar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O «CURSO DE FILOSOFIA», do Cardeal D. F. Mercier.




«O ENSINO DA FILOSOFIA EM PORTUGAL»
  Eduardo Fey
´Constituem este volume os artigos publicados nos números
1 a 5 (Julho a Novembro) da revista BROTÉRIA.
Volume 107. Lisboa . 1978
Lisboa - 1978
104 págs.










BIBLIOTHÈQUE DE L'INSTITUT DE PHILOSOPHIE (LOUVAIN)
COURS DE PHILOSOPHIE
VOL. I - LOGIQUE,
VOL. II - MÉTAPHYSIQUE GÉNÉRALE OU ONTOLOGIE,
VOL. III - PSYCHOLOGIE, T. I
T. II
VOL. IV - CRITÉRIOLOGIE GÉNÉRALE OU TRAITÉ GÉNÉRALE DE LA CERTITUDE,
VOL. V - LES ORIGINES DE LA PSYCHOLOGIE CONTEMPORAINE.
( Estes volumes do Cardeal Mercier foram objecto de várias edições, por parte do «INSTITUT SUPÉRIEUR DE PHILOSOPHIE» ( LOUVAIN) e de «FÉLIX ALCAN» (PARIS) ).

Tudo isto porque em 1978 foram publicados vários artigos na Revista BROTÉRIA (nºs. 1 a 5 -Julho a Novembro ), Volume 107, assinados por ÉDUARD FEY, que os reuniu e publicou em conjunto (104 págs.), com o título: « O Ensino da Filosofia em Portugal», Lisboa, 1978.
Na pág. 14 pode ler-se: «Como exemplo das dificuldades em estabelecer contacto com a literatura filosófica europeia actual, chama-se a atenção para o facto de os escritos do Cardeal D.F. Mercier (1851-1926), que teve uma intervenção decisiva na introdução da neo-escolástica fundando em Lovaina o «Instituto Superior de Filosofia», terem sido traduzidos em espanhol mas não em português».
Mais adiante, na pág. 80, reitera: «Já dissemos que a obra do Cardeal D.F. Mercier foi traduzida para espanhol mas não para português»
Ora aqui é que errou o investigador estrangeiro!... Bastava ter ido à «Biblioteca Nacional», para se dar conta da obra ter sido integralmente traduzida para português e editada em Viseu em 6 vols. pela Empreza Editora da «Revista Catholica», nos anos 1903-1904.
Em Viseu, nos anos 1903-1904, o Presbítero Miguel Ferreira D'Almeida tomou a iniciativa de mandar traduzir, rever e editar o famoso «Curso de Filosofia» do Cardeal Mercier, Director do «Instituto de Filosofia de Lovaina». Dada a importância cultural desta iniciativa corajosa, feita a expensas do referido Padre Miguel Ferreira d'Almeida, damos de seguida a listagem dos volumes que compõem a obra:

EMPREZA EDITORA DA «REVISTA CATHOLICA» ( VIZEU )

CURSO DE PHILOSOPHIA
VOL. I - LOGICA (versão de PEDRO MARIA DANTAS PEREIRA; revisão de MIGUEL FERREIRA D'ALMEIDA); 406 PÁGS. ,

VOL. II - ONTOLOGIA ou METAPHISICA GERAL ( ibidem ); 618 PÁGS. ,

VOL. III - A PSYCHOLOGIA -Tomo I ( ibidem ); 388 PÁGS. ,

VOL. IV - A PSYCHOLOGIA - Tomo II ( ibidem ); 412 PÁGS. ,
VOL. V - CRITERIOLOGIA GERAL ou THEORIA GERAL DA CERTEZA ( versão de MIGUEL FERREIRA D'ALMEIDA ); 496 PÁGS. ,

VOL. VI - AS ORIGENS DA PSYCHOLOGIA CONTEMPORANEA ( ibidem ); 366 PÁGS.
A versão portuguesa é prefaciada pelo autor;o prefácio é reproduzido no original, seguido da tradução em português.

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