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quinta-feira, 28 de junho de 2012

«A INQUISIÇÃO ESPANHOLA» - A. S. TURBERVILLE

                                                                       CAPA

«A INQUISIÇÃO ESPANHOLA»
  A. S. TURBERVILLE (1888-1945)
(Arthur Stanley Turberville)
Tradução: Cabral do Nascimento
Capa: João da Câmara Leme
Série «O Livro de Bolso Histórico» - n.º 22
Texto integral
PORTUGÁLIA EDITORA
LISBOA, s/d (1960?)
190 págs.

Título original: «THE SPANISH INQUISITION»
Direitos reservados para língua portuguesa
Portugal e Brasil
´Copyright` de Oxford University Press
Londres

A «Portugália Editora», bem como outras Editoras do fim dos anos 50 e início da dédada de 60, decidiu publicar, como já se fazia no estrangeiro, obras em formato de bolso com o conteúdo integral, traduzidas em regra de publicações estrangeiras! Lançou, assim «O LIVRO DE BOLSO» - ´Uma Biblioteca Completa`. Seria editada em ´Séries` , tais:

«Série o Livro de Bolso Contemporâneo»
«Série o Livro de Bolso Clássico»
«Série o Livro de Bolso Histórico»
«Série o Livro de Bolso de Viagens»

Nota-se bem que existia em quem dirigia estas ´Séries` um desígnio ´progressista` e ´neo-realista` , próprios da época da ditadura do Estado Novo com o fim de poder levar ao leitor uma visão da vida e do mundo que, caso a «Censura` o permitisse, sempre alcançaria uma elite! Em todo o caso é de realçar que havia em Portugal algumas Livrarias onde se conseguia comprar mesmo o proibido, tais: Barata e Brito (Livraria 111, hoje Lácio), no Porto a Divulgação, do Fernandes, em Braga a Livraria do Victor, etc.

A presente obra, da autoria de um Professor da Universidade de Leeds, que alcançara grande prestígio mais pelas obras de divulgação séria, do que pela sua obra de cariz científico, como refere o seu amigo e colega Professor David Douglas da Universidade de Bristol, como se pode constatar em «Notes and News».
Dado que esta obra data de 1932 e procura ser equilibrada nos seus juízos e apreciações, se bem que que é parca em referência bibliográficas, que surgem quase sempre no corpo do texto e raras vezes em pé de página. Além disso no fim do livro não vem referida qualquer lista bibliográfica!
Mas, como referíamos,  remontando a única edição original a 1932, ainda era de certo modo aceitável a sua
tradução e edição em Portugal quase 30 anos após o seu lançamento na Grã-Bretanha!
Pelo que me foi dado perceber quando fui à Internet, parece que a obra foi reeditada! Uma vez que esta edição se inicia com uma resenha biográfica de A. S. Turberville, de resto cheia de referências que pouco interessam ao leitor, tais o serviço militar cumprido na Grande Guerra (1914-1918) ou 1ª Guerra Mundial, e também de Instituições britânicas de prestígio, com designações que escapam ao leitor comum. É sem dúvida importante referir a sua presidência da «Historical Association», como certifica David Douglas!
Ora, reparei que a reedição em causa repete e divulga a parte final da referida resenha: « ...o leitor observará, um notável estudo, no qual não se sabe que mais admirar - se a profundeza da erudição, se o rigor da análise, se a magistral lição de imparcialidade. O público português, que tão pouco contacto tem mantido com os historiadores britânicos (no tempo da reedição ?!..), vai agora ter o ensejo de conhecer, em Turberville um dos mais significativos representantes.»
Acontece também que nessa resenha  apenas se referem a presente obra e «Mediaevel Heresy and Inquisition» (1920). O público interessado em conhecer este tipo de questões tem de ser informado através de livros de redacção mais recente, até porque depois da morte de Francisco Franco em 1975 foi já possível o acesso aos arquivos até aí impossíveis de consultar!
Procurarei deixar no fim deste despretencioso ´post`, alguns ´links` que se me afiguram de interesse! Pois a recente Hitoriografia tem de ser tida em consideração


                                                               CONTRA-CAPA

                                                               Foto de A. S. Turberville


http://en.wikipedia.org/wiki/David_Douglas
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1468-229X.1945.tb00886.x/abstract
http://www.goodreads.com/author/show/2094678.Arthur_Stanley_Turberville
http://en.wikipedia.org/wiki/Historical_revision_of_the_Inquisition
http://publishing.cdlib.org/ucpressebooks/view?docId=ft396nb1w0&chunk.id=d0e8553


terça-feira, 26 de junho de 2012

«INVENTAR O FUTURO» - Danilo Dolci (´A propósito da barragem de Assuão`)



«INVENTAR O FUTURO»
  DANILO DOLCI
Tradução: Maria Irene Frias e Gouveia
Capa: Mendes de Oliveira
MORAES EDITORES
LISBOA, 1971
Título original: «INVENTARE IL FUTURO»
Gius. Laterza & Figli, Bari, 1968

Quatro capítulos antecedem, outros três, incluindo o texto que dá o nome ao título da obra: «Inventar o Futuro»!
Lembrei-me deste livro que lera há já muitos anos (1971) a propósito da actual situação mundial e muito particularmente da chamada «Primavera Árabe» e, dentro desta denominação, das recentes eleições para a Presidência do EGIPTO! É um país que conheço, pois pela B.O.A.C. fiz escala no Cairo e quando em 1957 passei o Suez estive em Alexandria! Quem depois de 1970 teve o privilégio de sobrevoar o «assude» da «Barragem de Assuão» fica maravilhado!...
Então vou permitir-me dar espaço com a devida vénia a Danilo Dolci:

«O capítulo ´O que aprendi` foi publicado na revista americana ´Saturday Review` em Julho de 1967, numa série de artigos com o mesmo título, e reproduzido na ´Zanzara` de Milão. A ´Carta aos mais jovens`apareceu em Outubro de 1967, juntamente com outras páginas nos cadernos da Livraria Feltrinelli. Uma parte de ´Que é a a paz?` , apareceu em ´Saturday Review`em Abril de 1968, depois de ter circulado policopiado desde o Verão de 1967; discutimos também repetidas vezes o que vem contido em ´Das velhas às novas estruturas` , não só na América Latina, mas também com os participantes da Marcha da paz de Milão a Roma (Novembro de 1967). ...» D. D.

Seguem-se os seguintes capítulos:
- Para inventar o futitro
- Apontamentos (e variações) sobre a experiência da pressão de cinquenta dias
- A propósito da barragem de Assuão

Ora foi a memória da leitura desse último capítulo e a impressão que sobre mim causou, até porque o que neste livro vem escrito remonta a pouco depois da chamada «Guerra do Seis Dias»: «A propósito da barragem de Assuão»!

Mais uma vez peço vénia e licença e vou, de novo, dar a apalavra a D. D. :

pág. 193
«Chegou-me aos ouvidos que a barragem de Assuão pode ser atingida. Como a irracionalidade humana não tem limites, tendo sido convidado a ir ao Cairo como observador num congresso, aproveitei a oportunidade para ver o que isso significa.
....
pág. 194
«Uma guerra, hoje, seria diferente de tudo o que se entendia sobre guerra. Em várias partes do mundo, as grandes potências jogam o seu jogo: de fora vê-se alguma coisa, mas o resto não se vê. é um jogo de azar. Por vezes fazem ´bluff`. Os diversos povos são as cartas. Mas a coisa mais terrível é que os jogadores, muitas vezes, não sabem o que fazem.
...
A actual situação no Médio Oriente exemplifica, uma vez mais, como um complexo conflito - em que se fundem e chocam ideias e intrigas, velhos interesses e verdadeiras exigências, racismo confessional e desapiedado poder de destruição, má informação, espionagem e falsidade - não pode encontrar, decerto, a verdadeira solução na sanguinária violência.
....
pág. 196
«Que toda a vida do povo depende da água do rio (Nilo) é óbvio, sabendo que, se no Cairo chove cinco dias por ano, em Assuão podem conservar os tapetes sempre ao ar: nunca chove. Basta subir alguns metros acima do nível do Nilo para ver que a terra já não é terra mas sim rocha...
....
pág. 212
«Mas. para responder à pergunta essencial que, de início, pusera a mim próprio, se na verdade huvesse um bombardeamento das duas barragens o que aconteceria?
Destruídas as barragens, os (muitos) milhões de metros cúbicos de água (53 milhões) retidos destruiriam ou inundariam imediatamente toda a parte viva do país. ...Os sobreviventes da catástrofe, sabe-se lá em que condições e durante quanto tempo, voltariam a depender das secas e das inundações. E como reagiriam os sobreviventes de uma população que empenhou as suas melhores energias...?»

Todos nós que pertencemos ao chamado mundo Ocidental e nos reivindicamos da Democracia deveríamos estar atentos às advertências de um homem, que como D. D. , empenhou toda a sua vida ao serviço da Humanidade!

Confiemos no bom senso de todos e muito particularmente no responsável «Conselho Supremo das Forças Armadas do Egipto»!...






                                                           Barragem de  Assuão


                                                Foto da NASA: a bacia do Nilo e o Delta


                                                                          EGIPTO


                                                        Egipto e países limítrofes

                           
                                                        Os dois «SUDÕES»


http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Nilo
http://www.publico.pt/Mundo/conselho-militar-no-egipto-entrega-mais-poderes-a-si-proprio-1550865
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gamal_Abdel_Nasser
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mohamed_Hussein_Tantawi

«PENSAMENTO ACTUAL» - (VOLUME I)



«PENSAMENTO ACTUAL»
    VOLUME I
Direcção de Reinaldo de Carvalho
Capa de Dr. A. Ruivo
EDITORIAL CRISOS
Rua Samapaio Bruno, 14 B
PORTO - s/d (1956-1957?)
(N.º 1 de «ANTOLOGIA DO PENSAMENTO ACTUAL»)

Quis o acaso que, há já umas três décadas, encontrei num ´Alfarrabista` este exemplar que me chamou a atenção pelo primeiro tema referido na capa: «A Ciência Cibernética», por Albert Ducrocq! Ora era já um autor que lera nos anos sessenta exactamente numa obra escrita por Albert Ducrocq e denominada «A Ciência Atómica  e a História do Mundo», em tradução de Alberto Candeias na prestigiada colecção ´LBL- -Enciclopédia` , Editada por «Livros do Brasil»!
Na altura fiquei perplexo devido à vária temática abordada na Revista e decerto ter sido publicada em meados dos anos cinquenta! Além disso os autores eram todos figuras de topo da cultura!...
Procurei em vão durante anos os n.ºs seguintes! Pois na contra-capa refere-se que se trata de uma «ANTOLOGIA DO PENSAMENTO ACTUAL», que procura atingir o máximo de matérias proveitosamente culturais e essa seria a natureza da obra.
Indicava que seria posta em volumes, representando como que um substrato da investigação, da análise, da concepção científicas, literárias, artísticas: uma consequente filosofia do Conhecimento Contemporãneo.
Ambicionava assim suprir a insuficiência, em língua portuguesa, de publicações culturais com profundidade actual. Pretendia, em suma, conduzir o leitor à ´última cultura`.
Se bem que não periódica, previa-se-lhe a publicação dum número de volumes nunca superior, anualmente à dezena, numerados por tomos, e cuja totalidade era, para já, indeterminada.

Ora o facto de nunca ter encontrado a sequência de n.ºs e sendo eu um ´rato de biblioteca` e um ´bibliófilo` tudo me leva a crer que a iniciativa ficou pelo primeiro n.º , como infelizmente acontece em Portugal!

- «A CIÊNCIA CIBERNÉTICA» - Albert Ducrocq (da pág. 3 a 59)
    (O Autor define a cibernética como a ciência dos ´actos governados` , como já era por mim conhecido devido à leitura atenta de «A Ciência Atómica e a História do Mundo», que descreve esse conceito a página 178, remetendo um aprofundamento para «Découverte de la Cybernétique» (1955)!
Esta temática é desenvolvida em vários capítulos:
I- O Sentido da Cibernética
II- Percepção Natural e Artificial
III. O Cérebro do Homem e os Cérebros Artificiais
IV- Circuitos complementares e Memória
V- Retroacções, Hormonas, Biocibernética

- «A FAMÍLIA NO DRAMA MODERNO» - Arthur Miller (da pág. 61 a 82) - in «Preuve, n.º 67)
 (Trata-se de uma excelente tradução de «The Family in Modern Drama» (Atlantic) - 1956
De realçar:
´A Questão crucial` , ´Verso e prosa`,´Poesia e Verdade`, ´Retrocesso e Decadência`

- «A FORMA DAS CORES» - René Nelli (da pág. 83 a 98)
O Autor refere que todas as obras plásticas podem ser:
1- Realistas
2- Realistas-alucinatórias
3- Não-figurativas simbólicas
4- Não-figurativas estéticas

- «APRECIAÇÃO DA JUSTIÇA» - Maurice Garçon (da pág. 99 a 115)
I- A Imparcialidade do Juiz
II- O Erro Judicial
III- A Detenção Preventiva
IV- Os Dois Métodos
V- O Segredo na Instrução
VI- As Reformas Necessárias

«O MITO MODERNO» - Kostas Axelos (da pág. 117 a 139)

O Ensaio inicia-se com a seguinte citação:

       «O Bem e o Mal são uma única coisa. Os médicos, que cortam e queimam os doentes
 em toda a parte e os atormentam cruelmente, pedem-lhes ainda honorários, que não merecem
de maneira alguma, pois operem o bem e o mal».
                                                            (Heraclito o Obscuro, fragmento 58)

NOTA: Reinaldo de Carvalho é autor de obras editadas na Crisos e sei de um ´blog`que refere a tradução em dois volumes da obra de Dostoievski, «Crime e Castigo». Quanto a esta maravilha não encontrei qualquer referência na Internet!...


segunda-feira, 25 de junho de 2012

«AS FIGURAS JUDAICAS DE MARX» («LES FIGURES JUIVES DE MARX») - Marx na «Ideologia Alemã» - Elizabeth de Fontenay

«L'argent est le dieu de notre temps
et Rothschild est son prophète»
              Heine




«LES FIGURES JUIVES DE MARX»
´Marx dans l'Idéologie Allemande`
(«AS FIGURAS JUDAICAS DE MARX»)
´Marx na Ideologia Alemã`
Elizabeth de Fontenay
Éditions Galilée
Paris, 1973
150 págs.
ISBN-2-7186-0007-1
Nº de edição: 7186
D.L. : 2º trimestre de 1973




«O dinheiro é o deus do nosso tempo e Rothschild o seu profeta.»
                                                               Heinrich Heine


Os homens reclamam o direito de reler e de voltar a ligar (religar) aquilo que foi escrito com o que de facto veio a acontecer! Os aparelhos (aparatos partidários), a má consciência, a teoria será que podem por si próprios impedir a interrogação sobre se Marx, por infelicidade e azar, não seria anti-semita?!
Pois bem, se o problema pode parecer, a uma primeira abordagem, deslocado e, até deformado, necessário se torna voltar a colocá-la no seu lugar certo e, assim, restabelecê-la!...
Marx nessa ´Ideologia Alemã` na qual se detém e o retém, simultaneamente o faz com que dela se separe e até a rejeite!...
Desde logo é imperativo retornar aos textos a fim de destruir a patética alternativa que uma leitura imediata  e um discurso infligem aos ´filósofos alemães` de século XIX, quando estes se entregam a discursos ´cegos` e a ´cegas` confrontações e juízos sem apelo nem agravo...
Lutar contra o anti- semitismo, é antes de mais saber  contra o qual se luta e cessar, por exemplo, de confundir judeus históricos, judeus filosóficos e judeus retóricos.
Nesta obra a Autora, pretende não conduzir a um julgamento de Marx ou de o absolver, mas, antes de identificar as figuras judaicas do seu discurso e de explicar que para ele, Marx, a questão aí se podia ou não encontrar!

http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2008/11/o-silncio-dos-animais.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2010/05/reflexoes-sobre-o-racismo-reflexions.html



quinta-feira, 21 de junho de 2012

(III) «TEMAS CONCILIARES» (6 Vols.) - «CIRCULO DO HUMANISMO CRISTÃO»

«CIRCULO DO HUMANISMO CRISTÃO» - ´TEMAS CONCILIARES`
Textos publicados pelo
«DOCUMENTA CENTRUM CONCILE» (DO-C)

Volumes publicados pela Morais em 1966
Tradução: Fernando A. Monteiro




«NOVAS ESTRUTURAS DA IGREJA»
Temas Conciliares (IV)

- Perspectivas de novas estruturas da Igreja (D. Helder Cãmara)
- Episcopado e Colegialidade (L. Beauduin)
- Questões à volta do Primado (J. Groot)
- Os Legados Pontifícios 8P. Huizing)
- Os Bispos e a Missão Universal (R. Hoffmann)
- Notas eclesiológicas ao esquema sobre os Bispos (J. Ratzinger)
- Conferências episcopais (J. Hamer)
- Para uma Teologia da Paróquia (K. Rahner)
- Renovação e adaptação da vida religiosa (P. Optatus)
- As línguas vernáculas na Liturgia (J.H. Schmidt)




«IGREJA, FÉ E MISSÃO»
Temas Conciliares ( V )

- IGREJA E MISSÃO
  O uso da Bíblia na Igreja Católica (Van Iersel)
  Cristianismo e desmitização (Gonzalez Ruiz)
  O problema das provas da existência de Deus
- FÉ E TRADIÇÃO




«A IGREJA E O MUNDO» - II
Temas Conciliares (VI)

- Uma Constituição pastoral da Igreja (M. D. Chenu)
- A Igreja no Mundo, um problema ecuménico (Lukas Vischer)

(II) «TEMAS CONCILIARES» (6 Vols.) - «CÍRCULO DO HUMANISMO CRISTÃO»

«CÍRCULO DO HUMANISMO CRISTÃO» - ´TEMAS CONCILIARES`
Textos publicados pelo
«DOCUMENTA CENTRUM CONCILIE» (DO-C)

Volumes publicados pela Morais em 1965
Tradução: Fernando A. Monteiro




«O MISTÉRIO DA IGREJA»
Temas Conciliares ( I )

- O DEBATE CONCILIAR
   O Concílio e a Igreja de hoje (E. Schillebeeckx)
   Um Católico oriental face aos debates sobre o esquema «De Ecclesia» (N. Edelby)
- SOBRE O MISTÉRIO DA IGREJA
   O mistério da Igreja em S. Paulo 8S. Lyonnet)
   «Fora da Igreja não há salvação» (J. Ratzinger)
   O «Povo Cristão» na teologia ortodoxa (J. Grootaers)
   Tendências eclesiológicas na Igreja Católica (Le Guillou)
- HIERARQUIA E LAICADO NA IGREJA
   Clérigos e membros da comunidade eclesial para os Protestantes (H. Berkhof)
   Sacerdócio e Celibato (E. Schillebeeckx)
   Teologia do diaconado (H. Vorgrimler)
   Os leigos e o povo de Deus (E. Schillebeeckx)
   O leigo na Igreja Católica Romana (J. Grootaers)
- A VIRGEM MARIA NO MISTÉRIO DA IGREJA
   Algumas ideias sobre Mariologia actual (Von Geusau)
   Maria e a Igreja (R. Laurentin)
   Deve o capítulo marial do Vaticano II falar de mediação? (R. Laurentin)
 



«A IGREJA E O MUNDO» - I
Temas Conciliares (II)

- FUNDAMENTOS TEOLÓGICOS
  Fundamentos bíblicos de uma Teologia do Mundo (Gonzalez-Ruiz)
  A Igreja e o Mundo (E. Schillebeekx)
  Valor cristão das realidades terrestres (M. D. Chenu)
  Os Sinais dos Tempos (M. D. Chenu)
  A Igreja e a civilização do trabalho (M. D. Chenu)
- SOBRE A LIBERDADE RELIGIOSA
  A liberdade religiosa no Novo Tesatamento (Gonzalez-Ruiz)
  Conceito de verdade e problemas conexos (E. Schillebbeekx)
  O problema da liberdade religiosa no Concílio (C. Murray)
- IGREJA E ESTADO
  Igreja e Estado (A. Dondeyne)
  Alguns dados relativos à relação entre Igreja e Estado (L. von Geusau)
- UMA NOVA VISÃO ANTROPOLÓGICA
   Expressão e realidade na doutrina católica do Matrimónio (E. e L. Buelens)
   Normas morais da vida matrimonial (A. Hulsbosch)

http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2008/11/para-uma-teologia-do-trabalho-marie.html





«OS CRISTÃOS A CAMINHO DA UNIDADE»
Temas Conciliares (III)

- A IGREJA CATÓLICA E O MOVIMENTO ECUMÉNICO
   O ecumenismo na Igreja Católica Romana (Von Geusau)
   Sobre o conceito de «ecumenismo» e sobre o movimento ecuménico no seio da Igreja
   Católica (van der Linde - J. Witte)
   A oração pela unidade (M. D. Chenu)
   Que são os protestantes aos olhos dos católicos e em relação à Igreja Católica (J. Hamer)
- OS CAMINHOS DIFÍCEIS DA UNIDADE
- O ORIENTE CRISTÃO SEPARADO

- O ECUMENISMO NO MUNDO

(I) «TEMAS CONCILIARES» (6 Vols.) - «CÍRCULO DO HUMANISMO CRISTÃO»

Logo a seguir ao encerramento do «Concílio Vaticano II», a direcção da Livraria Morais Editora, 
composta de católicos progressistas, decidiu, dentro da famosa colecção «Circulo do  Humanismo
Cristão», publicar uma série de estudos sobre problemas debatidos no referido «Concílio», que
decorreu entre 1962-1965!
Na quase totalidade, os estudos a publicar pertencem ao «Centro Holandês de Documentação de 
Roma» (DO-C). Este Centro foi criado, como muitos outros centros nacionais, para informar e
documentar a imprensa holandesa sobre os trabalhos do Concílio. Na sua fundação entraram
organismos vários, entre eles a «Radiodifusão Católica», a Revista de documentação eclesiástica
«Katholik Archief», a «União de S. Vilibrordo», de objectivos ecumenistas. Com o decorrer dos
trabalhos conciliares, este Centro foi-se especializando em ´documentação teológica de fundo`. O
êxito das suas publicações foi enorme, devido à indiscutível competência da equipa de redacção,
onde entravam E. Schiiebeeks, C. Groot, Smulders e von Geusau e à diversidade e igual compe-
tência dos outros muitos colaboradores. Em breve, devido à insistência dos pedidos dos próprios 
padres conciliares (bispos que participaram na elaboração e aprovação dos textos conciliares!), o
Centro viu-se obrigado a traduzi-las para espanhol, francês, inglês, italiano e alemão. Na primeira 
sessão do Concílio foram publicadas apenas quarenta. Subiram para sessenta e cinco na segunda 
sessão  e na terceira ultrapassaram as setenta.
A finalidade destes estudos - informar e aclarar o debate conciliar - explica as suas características.
Expressão da melhor teologia, obras dos melhores teólogos, não se apresentam com o aparato
científico que seria obrigatório noutro contexto o que, aliás, facilita a leitura. Por vezes afloram
temas importantes de que o Concílio se ocupou. Seria grave esta deficiência se pretendessem dar 
uma informação completa sobre todos os os temas de importância, o que seria uma tarefa gigan-
tesca. O Centro preocupou-se, sobretudo, em contribuir para aclarar alguns problemas importan-
tes sobre os quais havia hesitações ou confusões.
Para além, do seu indiscutível valor científico, estes estudos são um documento histórico, pois 
contrbuiram sobremaneira para criar nos Padres e no ambiente conciliar determinadas correntes, 
algumas das quais o Concílio veio a sancionar.
A sua publicação, neste caso depois do aparecimento da Constituição Dogmática, tem um 
significado especial. Porque representam o esforço da teologia post-conciliar para ir procurando 
uma compreensão cada vez mais fiel e renovada, do momento conciliar.
O Concílio foi um momento rico e balizador, mas um momento apenas, no caminho da Igreja 
em direcção à melhor explicitação da verdade integral.
É interessante referir que o Brasil, segundo esta linha, teve o mérito de editar um «Dicionário de
Teologia» muito abrangente e que já referi noutro espaço!


O título original do referido Centro, que publicou os referidos textos é:


«DOCUMETATIE  CENTRUM  CONCILIE  (DO-C)


A redacção era constituída por:


Prof. Mag. Dr. Schillebeecks, o-p.
Prof. Dr. J. C. Groot
Prof. Dr. P. Smulders, s.j.
Prof. Dr. E. van Santvoort
Dr. L. G. Atling von Geusau
Rev. Th. Bours


A edição da ´Morais` compreende 6 volumes, todos eles traduzidos por Fernado A. Monteiro.
Cada volume trata de um «Tema», excepto os volumes II e VI que abordam a mesma temática!


Vou elencar os títulos e nouto ´post` darei a conhecer as respectivas capas e a matéria e
autores dos textos:


«TEMAS CONCILIARES»:


I - «O MISTÉRIO DA IGREJA»
II - «A IGREJA E O MUNDO DE HOJE» - I
III - «OS CRISTÃOS A CAMINHO DA UNIDADE»
IV - «NOVAS ESTRUTURAS NA IGREJA»
V - «IGREJA, FÉ E MISSÃO» 
VI - «A IGREJA E O MUNDO» - II


http://skocky-ocirculohermetico.blogspot.pt/2010/04/dicionario-de-teologia-de-adao-virtude.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2012/06/ii-temas-conciliares-6-vols-circulo-do.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2012/06/iii-temas-conciliares-6-vols-circulo-do.html



quarta-feira, 20 de junho de 2012

«O ESPECTRO DO CAPITALISMO» - ´O Futuro da Economia Mundial na Era Pós-Comunista` - WILLIAM KEEGAN



            «O ESPECTRO DO CAPITALISMO»
´O Futuro da Economia Mundial na Era Pós-Comunista`
                WILLIAM  KEEGAN
  Tradução: Luísa Rebelo
  Revisão: Joana Almeida
  Colecção SÃO JOÃO
Direcção editorial de João Marques de Almeida
Direitos para a língua portuguesa
   ACONTECIMENTO
     Estudos e Edições
LISBOA, 1995
Depósito Legal Nº. 89497 /95
ISBN 972-8011-19-9


O título da obra foi escolhido pelo Autor como uma glosa do «Manifesto Comunista» :
«Um Espectro ronda a Europa, o Espectro do comunismo»...


Não foi mero acaso esta obra ser incluída na Colecção SÃO JOÃO, pois o lema dessa Colecção
é o das seguintes palavras do Livro da Revelação:


«Bem-aventurado aquele que lê e os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nelas estão escritas; porque o
tempo está próximo»




http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/02/o-fogo-sagrado-manuel-de-seabra.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/02/o-quinto-cavaleiro-le-cinquieme.html



terça-feira, 19 de junho de 2012

«A CONVIVENCIALIDADE» - IVAN ILLICH - Ed. Europa-América



«A CONVIVENCIALIDADE»
   IVAN ILLICH
Tradução: Arsénio Mota
Publicações Europa-América
LISBOA, 1973
Edição n.º 4116/2148
137 págs.
Título original: 
«TOOLS FOR CONVIVIALITY»
Harper & Row Publishers, Inc.

NOTA: A tradução portuguesa foi feita sobre a versão castelhana, por sua vez feita a partir da francesa!

«LA CONVIVENCIALIDAD»
 IVAN ILICH
Versão de Matea Padilla de Gossman
Barral Editores, S. A.
Barcelona, 1973




«O presente volume faz parte da série ´World Perspectives` dirigida e apresentada por 
  Ruth Nanda Anshen.


  ´World Perspectives` é uma série que pretende pôr nas mãos do público livros verdadeiramente originais nos vários campos do saber, escritos pelos mais distintos pensadores contemporâneos e
dirigentes mundiais. É seu propósito revelar as novas tendências básicas da civilização moderna, interpretar as forças criativas que se manifestam tanto nos países de Leste (anos setenta!) como no ocidente e apontar para a nova consciência que pode contribuir para uma mais profunda
compreensão da inter-relação do homem com o universo, do indivíduo com a sociedade e dos valores comuns a todos os povos. ´World Perspectives` revela a comunidade mundial das ideias salientando o princípio da unidade na humanidade e da permanência dentro da mudança.
   ´World Perspectives adopta a tese segundo a qual o homem está em vias de desenvolver uma nova consciência que, apesar da sua aparente servitude espiritual e moral, pode eventualmente colocar a 
raça humana acima e além do medo, da ignorância e do isolamento em que hoje se debate. É essa consciência nascente, a este conceito de homem a nascer de uma visão nova da realidade. que ´World Perspectives` é dedicada»
  Conselho editorial de ´World Perpectives`: Lord Kenneth Clark, Richard Courant, Werner Heisenberg,
Ivan Illich, Konrad Lorenz, Joseph Needham, I.I. Rbi, Sarvepalli Radhakrishnam, Karl Rahner e C.N. Yang.




«Em Janeiro de 1972, Ivan Illich reuniu-se com um grupo de latino-americanos, pricncipalmente chilenos, peruanos e
mexicanos, no Centro Intercultural de Documentação (CIDOC), em Cuernavaca, para discutir a seguinte hipótese:
existem características técnicas nos meios de produção que tornam impossível o seu controlo num processo político. Só uma sociedade que aceite a necessidade de escolher um tecto comum a certas dimensões técnicas para os seus meios de produção tem viabilidades políticas. 


´A tese discutida tinha sido formulada num documento elaborado com Valentina Borremans durante 1971. Ivan Illich
articulou as linhas fundamentais deste ensaio sucessivamente em castelhano, inglês e francês; submeteu-as então essas
ideias a grupos de médicos, arquitectos, educadores e outros ideólogos; publicou-as em revistas sérias e em folhinhas atrevidas. Ficou grato a todos os que o criticaram, especialmente aos participantes no CIDOC nos anos 1971-1973. Estas
páginas estão em harmonia com as suas ideias e atá com as suas palavras. Isaac Rogel, directot do serviço de documen-
tação de CIDOC, reuniu em vários volumes os contributos do seminário (apartado 479 de Cuernavaca).´


Quanto ao presente livro, pode dizer-se que tomou forma definitiva a partir da apresentação que Ivan Illich fez para um grupo de magistrados e legisladores canadianos. O Autor utilizou pela primeira vez, o paradigma do direito comum anglo-saxão, que desde então passou a fazer parte da estrutura do ensaio.


«A versão castelhana do francês, entregue por Ivan Illich a Carlos Barral para publicação é devida a Matea Padilla de
Gossman.»







«LA CONVIALITÉ»
 IVAN ILLICH
Colaboração de 
Luce Giard e Vincent Bardet
Éditions du Seuil,
Paris, 1973
158 págs.


IVAN ILLICH escolheu o termo «convivencialidade» para designar o contrário de produtividade industrial! É esse o título da presente obra, que decerto foi o mais importante dos que até então escrevera. Nele faz a exposição mais ampla e ambiciosa do seu  pensamento, a muitos títulos original. 
A «Convivencialidade» pretende ser uma teoria acerca dos limites do crescimento da sociedade humana, uma  análise da situação em que vivem os habitantes dos países superindustrializados e
um programa do que poderia ser uma fase posterior da história humana. Que acontecerá depois deste período em que vivemos e no qual a produção industrial cria e multiplica necessidades, em que a medicina inventa doenças, a velocidade distâncias e a escola campos de conhecimento que acabam por se incorporar no mecanismo industrial da educação organizada?
Ivan Illich pretende estabelecer as bases sobre as quais há-de assentar a fase convivencial da
sociedade humana.


http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2010/06/civilizacao-uma-visao-pessoal-kenneth.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Ruth_Nanda_Anshen
http://www.angelfire.com/tv/emp/world.htm

domingo, 17 de junho de 2012

«ESCRITOS SOBRE A GUERRA DE ESPANHA» - LEON TROTSKI

                                                                              CAPA


                                                                         ROSTO








«ESCRITOS SOBRE A GUERRA DE ESPANHA»
´A REVOLUÇÃO ESPANHOLA` (1931-1939)
  LEON TROTSKI (TROTSKY)
Introdução: Pierre Frank
Selecção e revisão de textos: J. Cabral Fernandes
Tradução: P. Mendes
1ª edição em português - Fevereiro de 1976
Edição nº 660
DOCUMENTO E ENSAIO
EDITORIAL ARCÁDIA
LISBOA
321 págs.
Marguerite Bonnet (Copyright)




Logo no início, J. Cabral Fernandes, encarregado da selecção e revisão dos textos contidos neste livro adverte (Lisboa, 20 de Outubro de 1975):


«Os textos que hoje se reúnem em volume sob o título de ´Escritos sobre Espanha` , foram redigidos por Trotski entre 1930 e 1940, já no exílio. Uns foram publicados já no tempo de Trotski, sob a forma de artigos, em jornais trotskistas ou coligidos em brochuras. Outros ainda, escritos sob pseudónimo e com circulação muito restrita, principalmente em cartas ou boletins internos das organizações da Oposição Internacional de Esquerda e IV Internacional.
À excepção de um livro publicado em 1931, em S. Paulo, Brasil (Ed. Unitas), esta é a primeira obra em português com os principais textos consagrados por Trotski à Revolução Espanhola de 1931-1939.
Esta selecção não é de modo nenhum completa nem teve a preocupação de o ser, pois reúne apenas os textos que nos parecem mais importantes para a compreensão da Revolução Espanhola, as suas lições, o seu significado histórico e político.
A tradução dos textos foi feita a partir da edição americana com o título «Spanish Revolution (1931 -
- 1939»), publicada em Nova Iorque pela ´Pathfinder Press` em 1973.






«A Revolução Espanhola foi a grande esperança não só da classe operária espanhola como de todos os trabalhadores europeus. Viram a possibilidade concreta de por em xeque o «fascismo» e até de o obrigar a recuar...Alguns comunistas soviéticos e outros bateram-se em Espanha por não saberem como combater o «estalinismo»  na União Soviética...»


«A selecção e revisão dos textos aqui incluídos foi elaborada antes do 25 de Novembro de 1975, altura do fim do chamado ´Verão Quente` em Portugal e havia similitudes com a situação espanhola de então...de aí se considerar o seu interesse para os MARXISTAS REVOLUCIONÁRIOS PORTUGUESES!»




http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/01/lespagne-libre-espanha-livre-actualite.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2009/08/mourir-madrid-lhisroire-vecue-de-la.html

sábado, 16 de junho de 2012

«IRONIAS DA HISTÓRIA» - ´ENSAIOS SOBRE O COMUNISMO CONTEMPORÂNEO` (até 1966) - ISAAC DEUTSCHER



         
        «IRONIAS DA HISTÓRIA»
´Ensaios sobre o comunismo contemporâneo` (até 1966)
    ISAAC DEUTSCHER
Tradução de ÁLVARO CABRAL
PERSPECTIVAS DO HOMEM
Volume 43
Série História
Direcção MOACYR FELIX
EDITORA CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA, 1968
329 págs.




NOTA DO AUTOR:


A parte principal deste livro consiste de artigos e ensaios analisando as tendências sociais e políticas da URSS, da China e da Europa Oriental. Na realidade, trata.se de uma selecção feita de um número muito maior de trabalhos que devotei a esses assuntos nos últimos dez anos, aproximadamente. (Os
primeiros ensaios desta série apareceram em meu «Heretics and Renegades», do qual foi publicada uma edição inglesa em 1955, e em «Russia in Transition», aparecido nos EUA em 1957). «IRONIAS DA
HISTÓRIA» abrange um período significativo dos assuntos soviéticos e comunistas: a primeira parte
deste volume, ´Revisões e Divisões`, começa por um exame do ´discurso secreto` de Kruschev no Vigésimo Congresso e por uma exposição das inconsistências da sua ´destalinização`; termina por 
um ´post-mortem` sobre o kruschevismo. O ensaio aparece aqui na sua forma original, com as datas
em que foi escrito e de sua primeira publicação claramente indicadas. Os leitores que possam sentir-
-se confusos pelas veementes controvérsias despertadas por algumas das minhas opiniões acharão essa indicações úteis. Não reivindico a infalibilidade para os meus comentários ou para as predições
que ocasionalmente fiz, mas tenho o direito de ser julgado pela opiniões que expressei, não pelas que outros me atribuíram. 
Incluo na segunda parte uma retrospectiva sobre ´Vinte Anos de Guerra Fria` . Esse foi o tema de discursos que fiz recentemente nos EUA, em colóquios sobre a guerra do Vietnam. Tive a honra de ser
o único não-americano convidado pela Comissão Interuniversitária Americana para falar, como crítico da Administração do Presidente Johnson, no grande Colóquio Nacional de Washington, em Maio de 1965. Essas reuniões e debates foram repetidamente transmitidos na íntegra pela rádio e televisão e
deram origem a um amplo movimento de protesto contra a guerra do Vietnam e a uma demonstração
inteiramente sem precedentes de não-conformismo político nos EUA.


A terceira e a quarta partes contêm ensaios históricos, literários e biográficos directa ou indirectamente relacionados com o meu tema político principal. (Londres, 1966 - I.D.)




....


Em a «REVOLUÇÃO INACABADA», Isaac Deutscher procurou esclarecer o rumo dos acontecimentos sociais e políticos na União Soviética, que vai de 1917 a 1967. São cinquenta anos de revolução e de acção construtora do que foi o mundo socialista.
Isaac Deutscher foi, sem dúvida um dos maiores conhecedores da história da revolução de Outubro.
Conheceu também os homens que a conduziram à vitória e consolidaram o poder soviético. Gozando de absoluta independência, sem se sujeitar a nenhuma organização partidária, Isaac Deutscher foi um historiador que não se contentava com a narrativa dos factos. Procura examiná-los e interpretá-los
à luz da dialéctica materialista. Pode entregar-se a um longo e paciente trabalho de pesquisa, de exame e de análise das obras históricas mais importantes da nossa época, podendo ser considerado,
à época em que viveu e não só, o mais completo historiador da revolução russa.
A sua monumental trilogia sobre TROTSKY, acompanhada da biografia sobre ESTALINE e de vários outros trabalhos, constituem uma obra de dimensões gigantescas.
A «REVOLUÇÃO INACABADA» e as «IRONIAS DA HISTÓRIA» constituem um complemento da sua obra
atrás referida, pois ente ela existe íntima ligação!
ISAAC DEUTSCHER manteve-se fiel à interpretação materialista da história. Àqueles que o acusavam de ´marxista impenitente`, respondeu: «Sou marxista, decerto... O marxismo, para mim, não é uma teoria infalível...As pessoas que falam hoje sobre ´marxismo anacrónico`ainda não nos ofereceram
nada que lhe seja intelectual e politicamente superior».
Grande parte da obra é dedicada a Kruschev, desde a ascensão ao poder até ser substituído pela 
«Troika» - Brejhnev, Kossigin e Podgorny. No campo da vida literária, Isaac Deutscher examina
obras de Paternak, de Ehrenburg e de Evtuchenko.
A morte súbita de I.D. surgiu quando escrevia a vida de LENINE, que desejava formasse uma trilogia
com as de TROTSKY e ESTALINE.


....
NOTA: A minha geração está profundamente grata ao Brasil, pois o seu fundo editorial foi um precioso
           ponto de referência cultural!


http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2012/05/revolucao-inacabada-cinquenta-anos-de.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/01/trotski-trotsky-o-profeta-armado-vol-i.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/01/trotski-trotsky-o-profeta-desarmado-vol.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/01/trotski-trotsky-o-profeta-banido-vol.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2010/09/o-kremiln-sem-stalin-wofgang-leonahrd.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/05/relatorio-khruschtchev-krustvhev-dirige.html


«A HISTÓRIA DO MOVIMENTO MACNOVISTA» (1918-1921) - P. ARCHINOFF




«A HISTÓRIA DO MOVIMENTO MACNOVISTA»
                              (1918-1921)
P. (PIERRE) ARCHINOFF
Tradução: Campos Lima (?)
EDIÇÕES SPARTACUS
LISBOA, 1925
294 págs.




NOTA: Para aprofundar o tema, época e vicissitudes implicadas na narração que o Autor nos oferece 
              nesta obra, é imperativo conhecer a obra de VOLINE: 
              «LA RÉVOLUTION INCONNUE» - Russie 1917-1921 !




A ´macnovstchina`, repetidamente aqui referida é um movimento que tem origem em NESTOR
IVANOVITCH MAKHNOV (1889-1934)...


Existe uma nova edição em língua francesa, com prefácio de Voline!




DO PREFÁCIO DO AUTOR




A macnovstchina (movimento macnovista) é um facto colossal da actualidade russa. Pela profundidade e alcance das suas ideias. ela ultrapassa todos os movimentos naturais, espontâneos, das
massas trabalhadoras até ao presente. O vasto campo de factos de que se compõe este movimento é enorme. Infelizmente, nas condições da actualidade «comunista», não se pode pensar em recolher tudo o que poderia fazê-lo destacar à luz. Será isso a obra do futuro.
Quatro vezes comecei a história do movimento macnovista...Quatro vezes o trabalho foi destruído...
Foi principalmente em Janeiro de 1921, em Kharkow (Carcóvia-Ucrânia), que uma documentação
muitíssimo abundante e preciosa teve de ser destruída. Tudo o que se tinha podido encontrar na frente, no campo e nos arquivos pessoais de Macno: as suas memórias, assinalando uma grande quantidade de factos, a maior parte das publicações e documentos relativos ao movimento, a colecção completa do «Putek Svobodê» (O Caminho para a Liberdade), notas biográficas minuciosas
sobre os participantes do movimento, tudo isso ali se encontrava....Teve esta obra de ser escrita entre combates...foi-me necessário, para a poder realizar, empregar os mesmos processos dos prisioneiros 
das cadeias czaristas quando se escreviam, escondendo-se nos cantos por detrás duma mesa, com o receio constante de que o guarda de vigia os surpreendesse. ....
Esta obra não é definitiva. Ela não esgota o assunto, não é senão o início dum trabalho que virá a ter a sua ampliação....
Algumas palavras aos camaradas operários dos outros países: muitos deles, vindo à Rússia para assistir a qualquer congresso, só vêem a actualidade russa nos quadros oficiais. Visitam as oficinas 
de Petrogrado, de Moscóvia e outras grandes cidades, ficam a conhecer a situação segundo os dados do partido governamental ou dos grupos políticos da mesma tendência....
Para esclarecer e atingir a realidade russa, é indispensável ir ao campo na qualidade de operário agrícola, ou à oficina como simples trabalhdor, Tem de receber o «piok» (ração) económico ... e político atribuído ao povo pelo poder comunista. Tem de exigir os direitos sagrados dos trabalha-
dores, lutar para os obter quando lhos recusam, lutar revolucionariamente, porque a revolução é o direito supremo dos trabalhadores. Só então a realidade efectiva, verdadeira e não fictícia e simu-
lada, se revelará luminosamente a esse audacioso.
E então não o supreenderá a história contada neste livro. Com horror e indignação verá que actualmente na Rússia, como em toda a parte, a Verdade dos trabalhadores é crucificada. Compreenderá e admitirá o heroísmo dos macnovistas defendendo essa Verdade.


.....


CAPÍTULOS:


I- A democracia e as massa populares na Revolução russa
II- A Revolução de Outubro na Grande Rússia e na Ucrânia
III. A inssurreição revolucionária na Ucrãnia
IV- A queda do hetman. - A petliurovstchina. - O bolchevismo
V- A macnovstchina
VI- A macnovstchina (continuação), - A revolta de Grigorieff. Primeira agressão dos bolcheviques
      contra Gulaï-Polé (na Ucrânia - vide mapa «Google)
VII- A grande retirada do macnovistas e a sua vitória. - Execução de Grigorieff. - A batalha de
      Peregonovka. - Derrota de Denikine. - Era da liberdade
VIII- Os erros dos macnovistas. - Segunda agressão dos bolcheviques contra a região insurgida
IX- Acordo entre os macnovistas e o governo dos sovietes. - Terceira agressão dos bolcheviques
X- O problema nacional na macnovstchina. - A questão juadaica 
XI- Oproblema de Macno. - Notas biográficas de alguns macnovistas
XII- A macnovstchina e o anarquiamo




A MACNOVSTCHINA É CONSTANTE E IMORTAL!






       

sexta-feira, 15 de junho de 2012

«A ´VERDADE` sobre as RELAÇÕES GERMANO-SOVIÉTICAS de 1939 a 1941» - DEPARTAMENTO DE ESTADO (EUA)


«THE DEPARTMENT OF STATE»



    
   «LA VÉRITÉ SUR LES RAPPORTS 
 GERMANO-SOVIÉTIQUES de 1939 à 1941»
  («A VERDADE SOBRE AS RELAÇÕES
 GERMANO-SOVIÉTICAS de 1939 a 1941»)
Tradução de Jean Sendy
ÉDITIONS FRANCE-EMPIRE
PARIS, 1948
255 págs.


ORIGINAL:
«NAZI-SOVIET RELATIONS. 1939-1941»
Documents from the Archives of German Foreign Office
Edited by Raymond James Sontag and James Stuart Beddie







PREFÁCIO DA EDIÇÃO AMERICANA

Em 1945, os exércitos americanos e britânicos apoderaram-se dos Arquivos do Ministério alemão dos Negócios dos Estrangeiros, em razão de os alemães os terem retirado de Berlim em direcção à frente ocidental. A exploração e investigação destes Arquivos pelos Serviços do 2º Gabinete começou desde logo! Tornou-se imediatamente evidente que os documentos relativos aos objectivos e aos métodos da política estrangeira da Alemanha deveriam ser objecto de publicação a fim de prestar esclarecimentos á opinião mundial, incluindo a opinião alemã!
No mês de Junho de 1946, o Departamento de Estado e o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânicos acordaram em patrocinar conjuntamente a publicação de cerca de vinte volumes de documentos susceptíveis de ilustrar a política estrangeira da Alemanha de 1918 a 1945. O Governo francês tornou-se parte deste Acordo. Os documentos deviam ser publicados no texto alemão original e os mais importantes seriam publicados igualmente em tradução inglesa. Convencionou-se que a selecção e a edição deveriam ser efectuadas com a maior objectividade científica e que, com o objectivo de obter anais da política estrangeira alemã que apresentassem um carácter autêntico e científico, seria feito um apelo simultâneo ao concurso de sábios independentes e de sábios ao serviço do Governo. Cada Governo reservou-se o direito de publicar separadamente qualquer parte dos documentos. O Departamento de Estado decidiu publicar separadamente os documentos mais significativos respeitantes ás relações germano-soviéticas durante o período de 1939 a 1941. Esta selecção foi efectuada pelos editores dos documentos em Washington, Raymond Sontag e James Stuart Beddie, com a colaboração de Jean Brownell Dulaney.


ADVERTÊNCIA DOS EDITORES AMERICANOS

Os editores escolheram, tendo em vista a presente publicação, todos os documentos essenciais à compreensão das relações políticas entre a Alemanha nazi e a União Soviética, desde os primeiros esforços tentados para alcançar um acordo, na primavera do ano 1939, até à abertura das hostilidades, no mês de Junho de 1941. A publicação completa que será levada a cabo sob o patrocínio do Governo americano, britânico e francês terá na devida conta os pormenores complementares e os documentos que colocam de modo acessório à luz do público as relações germano-russas, porém o seu interesse principal terá na devida consideração outros problemas. Os fastidiosos acordos relativos à delimitação das fronteiras e o volumoso pormenor das relações económicas ficaram reservados para uma publicação mais completa. Todavia, certos documentos que resumem determinadas negociações económicas foram incluídos na presente obra. Todos os documentos foram integralmente publicados, sem cortes, nem alterações.
As traduções, salvo aquelas que são da responsabilidade do cuidado dos editores, foram efectuadas pelo Serviço Central das Traduções do Departamento de Estado e revistos pelos editores. Os editores operaram com total independência e assumem a responsabilidade da escolha dos documentos apresentados.

                                                         Raymond James SONTAG.
                                                                James Stuart BEDDIE.

PREFÁCIO À EDIÇÃO FRANCESA

O prefácio e o antelóquio da edição americana explicam amplamente o sentido e a finalidade da publicação dos documentos retirados dos arquivos secretos da Wilhelmstrasse.  O editor francês, decidiu deixar-se guiar pela única preocupação de apresentar rapidamente ao público francês uma tradução destes textos inéditos e necessários à compreensão da história contemporânea. Com esse cuidado de informação imparcial, não admitiu qualquer corte nos documentos publicados.
O tradutor, por seu lado, não hesitou em sacrificar por vezes a elegância do estilo à fidelidade do texto em inglês!

                                                              Jean SENDY
                                                           e
                                                        Editions France-Empire



                                                 ASSINATURA EM MOSCOVO DO ACORDO GERMANO-SOVIÉTICO




http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2012/05/embaixada-em-moscovo-embajada-en-moscu.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2008/11/homenagem-ao-espio-do-sculo-sorge.html

A «PEQUENA ENTENTE» e as consequências políticas do «EIXO ROMA-BERLIM» (25 de Outubro de 1936)







A reconstituição política, iniciada pela assinatura, entre a Itália fascista e a Alemanha nazi, do Eixo Roma-Berlim a 25 de Outubro de 1936, determinou, logo de seguida, reacções divergentes e independentes nos três Estados da «Pequena Entente» (Checoslováquia, Jugoslávia e Roménia).
O lema de Mussolini e Hitler consistia em «dividir para reinar», tendo produzido, como era de esperar,
os primeiros resultados de dissociação.
Há que assegurar que tudo está pronto!... Assim a Itália e a Alemanha repartiam a influência na Europa central, a Alemanha encarregava-se da Checoslováquia e da Roménia, e a Itália da Austria, da Hungria e da Jugoslávia. Em Viena tudo foi preparado! A Itália prepararia Belgrado, que faria a paz com Budapeste. A Alemanha trabalharia de seguida, para abrir um corredor que lhe iria permitir, no caso de um ataque à Rússia, uma via de acesso fácil!... Essa operação foi de imediato ´baptizada`
pelas ´chancelarias`: intitularam-na de «pequena revisão»...Um pedaço de território era retirado à
Checoslováquia e à Roménia com a finalidade do estabelecimento do ´corredor` desejado.
Para além dessas ´manipulações`, um acordo económico faria circular na Europa central todo o trigo da bacia do Danúbio, sendo que os acordos militares protegeriam os mais fracos e não teria de voltar
a pensar-se na restauração dos Habsburgos!




http://fr.wikipedia.org/wiki/Petite_Entente
http://www.dw.de/dw/article/0,,310513,00.html
http://hemeroteca.abc.es/nav/Navigate.exe/hemeroteca/madrid/abc/1936/04/05/039.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2012/06/b-mussolini-edition-definitive-des_09.html


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