«Origem da Tragédia»
Frederico Nietzsche
Guimarães Editores-Lisboa 1958
Tradução: Álvaro Ribeiro
1ª Edição
179 págs
Nota: nesta 1ª Edição. o nome próprio do autor vem em português.
Era hábito de Álvaro Ribeiro, expoente da «Filosofia Portuguesa»,
evitar o alemão: Friedrich ...
Nota: nesta 1ª Edição. o nome próprio do autor vem em português.
Era hábito de Álvaro Ribeiro, expoente da «Filosofia Portuguesa»,
evitar o alemão: Friedrich ...
(...) Lembremo-nos de que a
palavra prestígio pertence à nomenclatura da goécia e significa o artifício
pelo qual o espírito de violência pretende imitar o milagre de Deus, num
ilusionismo que apenas dura o tempo bastante para a tentação; (...)
A. R.
Da Anotação do Tradutor
A tradução portuguesa do primeiro livro de Frederico Nietzsche, anunciada e esperada há já muito tempo, vai enfim dar satisfação à curiosidade do grande público. Nota-se, efetivamente, que de ano para ano foi aumentando o número de leitores das obras de Frederico Nietzsche, mas parece insoluto o problema que resulta dessa anotação: o de determinar as causas mais profundas de tão singular movimento cultural. Há várias hipóteses que, válidas para o estrangeiro e para a actualidade, não explicam a já antiga pedilecção dos escritores e artistas nacinais. Em Portugal, de há muito que, válidas para o estrangeiro e para a actualidade, não explicam que, por traduções francesas, espanholas e portuguesas, os intelectuais procuram conhecer o pensamento do solitário de Engadine e reflectir sobre as audaciosas teses que ele propôs e defefendeu em livros admiráveis. Alusões à obra de Nietzshe e citação de muitas das suas frases, cometáriosa provativos e reprováveis, exegeses tímidas e interpretaçõs tendenciosas aparece com frequência em livros que aliás, não costumam citar Goethe nem Schiller ou Novalis. Ao historiador da cultura poortuguesa não competirá somente redigir verbetes bibliográficos, porque lhe cumpre explicar os motivos por que a tradução das obras de Niexshe precedeu a obra de Fichte, Schelling e Hegel.
...a reacção da filosofia portuguesa perante a cultura alemã é tão explicável como a oposição da natureza e violência, mas para compreender é ter lido as obras de Aristóteles...
A interpretação dada por Schopenhauer ao véu de Maia é uma interpretação diabólica, no sentido rigoroso do termo e, portanto, interpretação incompatível com as doutrinas orientais. Maia deixa de ser a Natureza para ser a Violência e o homem volúvel é enganado por prestígios. Lembremo-nos que a palvra prestígio pertence à nomenclatura da goécia e significa o artifício pelo qual o espíroto de violéncia pretede imitar o milagre de Deus, num ilusionismo que apenas dura o tempo bastante para a tentação...
.....
A. R.
Dia de São João Evangelista
Ano de 1953
ÍNDICE
ANOTAÇÃO DO TRADUTOR
TENTAME DE AUTO-CRÍTICA
A ORIGEM DA TRAGÉDIA
PREFÁCIO A RICHARD WAGNER

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