Número total de visualizações de páginas

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

'Por Um Novo Humanismo' - Ensaios


 


  POR  UM  NOVO
H U M A N I S M O

    Nova Cultura

        Ensaios

  RODRIGO SOARES

       1917- 1982

Livraria Portugália

Porto - 1947

Imprensa Portuguesa

Rua Formosa - Porto

271 pgs


Nota:

Esta obra insere-se num conjunto de livros

  cuja 'Direcção Literária' foi de

Alberto Uva e Teixeira da Rocha


'Do Prefácio'

O mundo moderno fez surgir um novo tipo de humanismo, que representa a única saída para problemas que se apresentam insolúveis e que é a concepçao da vida que pode satisfazer o homem dos nossos dias - desde o trabalhador manual ao trabalhador intelectual, desde o habitante dos países «civilizados» ao nativo dos países coloniais e desde o jovem que deseja concretizar as suas energias ao homem feito que já tem razões de sobra para não acreditar em falsas soluções.

Este novo humanismo é a defesa e realização prática dos interesses reais, e não abstractos ou imaginários, do homem concreto e humano de todos os pontos da terra. Este humanismo consequente não pode contemporizar com a opressão racial, com o analfabetismo ou com a existência de escolas abandonadas e em ruínas. Condena a separação do pensamento e da acção, porque a «acção» sem a bússola da teoria é cega e a teoria desligada da prática é um aborto.

....

Este novo humanismo não é apenas mais uma concepção do homem, mais uma maneira de conceber o humano a juntar a tantas outras. é antes, a teoria e a prática da criação de tantas outras pelos seus próprios meios, da libertação da humanidadeda da «pré-história» do homem humano».

....

Reunem-se no presente volume a par de algumas páginas inéditas, críticas, artigos e comentários que o autor publicou em revistas e jornais, anonimamente e com diversos pseudónimos, de 1939 a 1947.


                                              ÍNDICE


PREFÁCIO


                                           I - AS IDEIAS E A VIDA


Narcisismo e humanismo

Conciderações sobre a cultura

A traição dos intelectuais

«Síntese da História Económicado Brasil» de Afonso

        Arinos de Melo Franco

Tecnocracia e cooperativismo

A cultura e a vida

Juízo sumário sobre Julien Benda

Um problema de orientação

Os intelectuais franceses e o novo humanismo (a pro-

     pósito de «L´Homme, Tecnique et la Nature»)

Uma iniciativa de divulgação cultural (os dois primei-

       ros cadernos de «Iniciação» de Agostinhio da Silva)

Reflexões sobre o nosso tempo

Henri de Man e o socialismo personalista

Significação do novo humanismo

«Experiência directa da vida» e «estreiteza de horizon-

      tes (resposta a Adolfo Casais Monteiro)

O Essencial da Economia» por um economista nazi

As «Cartas à Mocidade» de Jaime Cortesão

Uma cultura que seja do nosso tempo

Oliveira Martins (a propósito do centenário do seu

       nascimento)

Da necessidade de estudar os problemas concretos

      nacionais

O problema da cultura popular

A filosofia de Leonardo Coimbra (Breve Comentário

     a propósito de um livro de José Marinho)

«Por Tierras de Portugal» - Notas a Unamuno

Ciência e Filosofia

Os intelectuais e a imprensa da província

Os intelectuais de há dez anos que permanece actual («La

     Crise du Progrès» de Georges Friedmann)

A cultura e o povo


                                                    II - LITERATURA E ARTE


Cinema, arte do presente e do futuro

Um livro de crónicas de Renaud de Jouvenel

Pequena nota sobre Camilo Castelo Branco

Sobre o neo-realismo (Carta ao pintor Dominguez

        Alvarez)

A missão dos novos escritores

«Sinfonia da Guerra» de António Ramos de Almeida

O facto capital da nossa vida literária em 1939

Em torno do romance histórico

A literatura deve ficar no seu lugar

Antero, Eça, Ramalho, Oliveira Martins e as novas

        ideia sobre a arte e a literatura

José Régio e a juventude 

Biografia de José Agostinho de Macedo por Carlos

            Olavo

Perfeição estética e conteúdo humano (a propósito de

          algumas afirmaçoes de Gregório Marañon)

A lição de Walt Whitman

A decadência em André Malraux (a propósito do

 romance «A luta com o Anjo»)

Uma escritora actuante: Elsa Triolet

Jean de La Bruyére (250 anos depois da sua morte)

Desespero, pessimismo e decadência

NOTAS

                                                    

                                                                             



https://www.museudoneorealismo.pt/o-que-e-o-neorrealismo/rodrigo-soares

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

AOS MEUS IRMÃOS COMUNISTAS


 


AOS MEUS IRMÃOS

    COMUNISTAS

FÉLIX BERMUDES

LISBOA - 1949

Distribuidora Bertrand

142 pgs

      Composto e impresso na

IMPRENSA LIBÃNIO DA SILVA

Travessa do Fala-Só, 24 Lisboa


Estou seguro que esta obra, dividida em duas partes, a primeira parte dedicada à Filosofia Política, teve a preocupação com sua filha Cesina Bermudes, várias vezes presa pela PIDE. Note-se que a data de pulicação coincide com a campanha do Movimento de Unidade Democrática (MUD), para a eleição do General Norton de Matos à Presidência da República!

Todos sabemos que a espinha dorsal do MUD era o Partido Comunista Português (PCP), bem estruturado e com ramificações por todo o país!

Dêmos então a palavra ao autor, que na primeira parte se dedica às questões políticas e na segunda parte ao ocultismo, que irá ser desenvolvida em «O Homem Condenado a  Ser Deus»!


'Irmãos comunistas':

O título desta obra poderia dar lugar a um erro que me apresso a prevenir: não sou, nunca fui nem quero ser político e se alguma vez o fosse, combateria o comunismo. Não posso portanto invocar-vos como «camaradas», mas vou além tratando-vos como «irmãos».

É pela Fraternidade Humana e não pela comunhão de ideias políticas que me sinto estreitamente ligado a vós e a todos os que sofrem. O trabalho que vos dedico apenas aspira a difundir a convicção em que estou de que as actividades comunistas, longe de acelerar como pretendem a elevação geral do nível de cultura, de conforto e de liberdade, a estão, pelo contrário, retardando inexoravelmente.

Se tiverdes para comigo a mesma atitude fraternal, se procurardes compreender a minha boa vontade como eu compreendendo as vossas angústias e as vossas revoltas, alguma coisa teremos produzido, vós e eu, em benefício da Humanidade.

Se não posso, porém, conceder-vos o meu acordo, dou-vos contudo uma compensação: não aprovo tão-pouco os governos autoritários que se julgam dispensados de consultar a opinião pública e de escutar o que diz a alma das nações. Mas, ainda nestes casos de governos anormais que tiranizam os povos, é minha opinião imparcial e sincera que a culpa é mais vossa do que a deles. É o «comunismo», ameaçando os povos com a ferocidade da sua ditadura, quem alimenta as outras ditaduras que procuram opor-se-lhe, neutralizando o medo que vós espalhais pelo medo que elas espalham. Como ides ver, o que venho propor a uns e outros é uma simples trégua de boa vontade, única esperança de libertar o mundo das malhas em que se enredou.

É minha aspiraçao fundamental não ofender seja quem seja, respeitar a dignidade de todos e abster-me de qualquer expressão que possa melindrar os meus semelhantes. Se o não consegui é porque falhei lamentavelmente na construção da obra que projectei. Disso me penitencio desde já, pedindo perdão àqueles com quem não tenha sabido conservar-me fraternal e cortês.

FB


Nota:

A segunda parte contém a tradução do poema 'If' de Rudyard Kipling. Félix Bermudes dá-nos uma tradução segura e adaptada à língua portuguesa, tal com em «O Homem Condenado a Ser Deus», nos oferece uma excelente tradução adaptada à língua portuguesa de «Os Versos Dourados do Pitagirismo», respeitando o cristianismo ao em vez de Zeus usar a palvra Deus!

                                                               ÍNDICE

                                                               I PARTE

                              O DRAMA DA VIDA PRESENTE

                           ENSAIO DE FILOSOFIA POLÌTICA


Advertência

O grande equívoco

Entraves à  Fraternidade Humana

Extremismos fatais

A saída do Labirinto

Batendo a outra porta

Fontes do mal

Um esforço sincero

Armistício

«Credo político»


                                                    II PARTE

                                   O POEMA DA VIDA ETERNA


Advertência

O Governo Interno do Mundo

Os homens não são iguais

...mas são irmãos

Os nossos corpos

Matemos a morte!

A Lei da acção

O Inferno e o Purgatório

Se...

A Alma errante

Bibliografia

https://wwwimitacaodavida.blogspot.com/2011/04/felix-bermudes-e-melhor-traducao-de-de.html

https://soscapvert.blogspot.com/2009/01/flor-de-ltus-branco.html

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

A Poesia do Espírito - Félix Bermudes


 

      A POESIA

   do ESPÍRITO

             Este livro de

  «A POESIA DO ESPÍRITO»

      foi composto e impresso

      nas Oficinas Gráficas da

IMPRENSA PORTUGAL . BRASIL

        Venda Nova  - Amadora

               Distribuidores:

      LIVRARIA  BERTRAND

              LISBOA - 1958

                    71 pgs


Desta edição fez-se uma tiragem de

50 exemplares, numerados de 1 a 50,

fora do mercado. 

Rubricados pelo Autor


INTRODUÇÃO

Justificação

'A Poesia e as Artes representaram em todos os tempos o nível mais alto em que pode exprimir-se o que de divino existe no homem; por isso todas elas serviram sempre para embelezar o culto que a Humanidade presta a Deus. Entretanto, é de notar que o contributo da poesia para o esforço de religar as criaturas ao seu Criador é muito mais escasso do que o da Arquitectura, da Pintura, da Escultura e da Música.'

F. B.

OFERENDA

'Ao seleccionar os trechos englobados no presente volume, não pensei apenas em oferecê-los às pessoas de tendências espirituais, antes foquei mais objectivamente, no pensamento e no coração, aqueles que se refugiam numa atitude de reserva, em face das soluções correntemente apresentadas para os problemas da Alma'

F. B.


Índice dos textos

Prece

O Natal 

No Jardim da Vida

O Voo para o Divino

As Ilusões (tríptico)

Saudade

Para Sempre!

O Amor Eterno

L´Éternel Amour

Conserve o seu sorriso!

Prece do Natal

A Cruz Vermelha

Lótus Branco

Antero

Veneza

Se...

A Alvorada do Espírito

Salteador arrependido

A Jornada Imortal

A Mãe do Mundo

A Roda dos Expostos

Os juros duma Vida Santa

Versos Doirados

A Carta dos Deveres do Homem


NOTA


Este exemplar comprado por mim num alfarrabista, além do interesse do conteúdo da obra, traz a referência  de quem o possuiu, bem como um excerto de jornal que pretende comemorar os 15 anos do falecimento de Félix Bermudes!


                                                                EX - LIBRIS

                                                            C. Xavier da Costa


                                                                             




 




                             

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Buda Instruindo os Discípulos - Félix Bermudes


 


                          BUDA  INSTRUINDO

                     OS  DISCÍPULOS

       ESTUDO DA FILOSOFIA DO SENHOR DA COMPAIXÃO


LISBOA - 1959

Ditribuidores 

Livraria Bertrand

Lisboa  

88 pgs

                                                     Este livro

                            «BUDA  INSTRUINDO  OS DISCÍPULOS»

                                          foi composto e impresso

                                          nas Oficinas Gráficas da

                                 IMPRENSA  PORTUGAL - BRASIL

                                          Venda  Nova - Amadora


O intuito desta obra é contribuir para a fraternidade religiosa, que os representantes das Grandes Religiões estão criteriosamente promovendo e hão-de alcançar. É urgente que os homens compreendam que as Religiões não foram instituídas para os separar em hordas rivais, mas para a todos os religar a DEUS. Cada uma delas trouxe á Humanidade uma mensagem sempre oportuna, sempre a mais necessária no local e no tempo em que floriu.

A doutrina 'pura' que nelas se contém foi difundida por Grandes Instrutores, iluminados por Luz Espiritual que descia do Alto, como uma benção. Acrescentá-la, diminui-la, afeiçoá-la, ao sabor de quasiquer interesses, é uma profanação a que os erros dos homens não pouparam nenhuma. Sem a triste influência desses erros não haveria cismas, não haveria ateus, não de teriam abatido sobre a humanidade as provações tremendas, de que ela não parece ter colhido os salutares ensinamentos que seria mister.


Xâkya-Muni, o principe Siddârta Gautama, o primeiro indivíduo da nossa humanidade que havia de alcançar o grau de BUDDHA a que corresponde a 8ª. Iniciação Cósmica; o Santo-Sábio que trocou o palácio real e o trono que lhe estava destinado pela túnica de monge peregrino; o Auêxa-Auatara que abandonou poderes e riquezas para vir ensinar aos homens a sua lição de piedade e de amor; o Senhor de Sabedoria, Instrutor dos homens e dos anjos, meditava sentado numa esteira, sob o peristilo das leves colunatas da sua baniana favorita, a árvore que ficou para sempre sagrada. 

A legião extasiada dos seus discípulos contempláva-O com enlevo, maravilhada de que tamanha e tão inacessível, tão alto e insondável saber - de que as suas almas nem se atreviam a calcular a imensidão - pudesse baixar até eles, tornar-se acessível ao seu contacto próximo e explicar com palavras tão claras aquelas ideias sublimes! E tão límpidos eram os singelos dizeres que até os ouvintes de menos agudo entendimento compreendiam e sentiam o Mestre!


                                                        ÍNDICE


Buda instruindo os discípulos

        O guerreiro desiludido da glória

        O drama de um agricultor

        Os remorsos de um mercador

        O sábio que perdeu a fé

        O aventureiro

        O contrutor de sonhos

        O maharajah


Esclarecimentos:

        Reformadores

        Buddhi e Nirvana


O Grande Sermão de Buda


Uma Nova Mensagem

        A Carta dos Deveres do Homem


A Alma Errante

Vocabulário


                   OBRAS  DO  AUTOR

LITERATURA

CINZA E NADA  - Novelas.

AOS MEUS IRMÃOS COMUNISTAS - Ensaio de filosofia

política, reprovando os extremismos.

O HOMEM CONDENADO A SER DEUS - Estudo da

posição do Homem no Universo. Evolução da matéria;

evolução da forma; evolução da vida; evolução da cons-

ciência.

À MULHER PORTUGUESA - Colectânea poética.

A POESIA DO ESPÍRITO  - Colectânia de poesias místicas.

LA CONQUÊTE DE L'ÉTERNEL - Adyar - Paris.


TEATRO

O CONDE BARÃO - Comédia erm 3 actos.

O AMIGO DE PENICHE - Comédia em 3 actos (também reali-

zada em filme).

O POÇO DO BISPO - Opereta em 3 actos.

A PÉROLA NEGRA - Opereta em 3 actos.

O JOÃO RATÃO - Opereta em 3 actos (também realizada

em filme).

Num total de 105 peças, representadas nos teatros de Portugal

e Brasil, das quais só foram inpressas as indicadas. Estas em co-

laboração com Ernesto Rodrigues e João Bastos.


terça-feira, 29 de setembro de 2026

Concepções Helénicas de Felicidade no Além


 

                                   A MEUS PAIS

Maria Helena Monteiro da Rocha Pereira


            CONCEPÇÕES  HELÉNICAS

            DE  FELICIDADE  NO ALÉM


                  DE HOMERO A PLATÃO

  

           DISSERTAÇÃO DE DOUTORAMENTO

               EM   FILOLOGIA   CLÁSSICA  

            NA  UNIVERSSIDADE  DE COIMBRA


                               COIMBRA

                               M C M L V

                                 240 pgs


Composto e Impresso na 

Empresa Industrial Gráfica do Porto, Limitada

Edições Marânos, 178


   PUBLICAÇÃO SUSIDIADA PELO 

    INSTITUTO DE ALTA CULTURA


              

                                                                    Da Nota Preliminar


É sabido que os helenos nunca tiveram um corpo de doutrina estabelecida acerca do destino das almas e do modo da sua sobrevivência. Este mesmo facto fez que diversos mitos se formassem e coexistissem durante séculos, e por vezes o mesmo autor se tornasse intérprete de mais do que uma tradição escatológica.

........

Foi sobretudo a literatura que nos preservou os documentos que permitem reconstruir estes mitos. O elemento emocional que entra nestas concepções - o poeta tornava-se arauto da esperança humana - e o aspecto puramente estético de que facilmente se revestia - concretizando-se em visões deleitosas - faziam delas um tema de eleição, que quse todos os escritores aproveitaram. Deste modo, um estudo desta feição da religião grega facilmente se volve em ensaio de estética literária.

Porém a anásise de uma obra de arte deve compreender todos os aspectos, desde o problema das fontes ideológicas às minucias da crítica textual. Só depois de conhecer o fundo comum da tradição, é possível apreciar o aproveitamento que dela fizeram os autores, assim como é necessário estabelecer um texto, sobre o qual se baseie a consideração do seu estilo.

.........

Antes de concluir esta breve nota, não quero deixar de agradecer a todas aquelas entidades ou pessoas que tornaram possível este trabalho, em especial às Universidades de Coimbra e de Oxford, a quem devo a minha preparação. através dos seus mestres ilustres, dos quais é justo que saliente, pelo papel que desempenharam na minha formação clássica, o Prof. Doutor Carlos Ventura e o Prof. E. R. Dodds, D. Litt., a cujo vasto saber e nunca desmentida afabilidade não recorri nunca em vão; e ao Instituto de Alta Cultura, que, concedendo-me bolsas de estudo e outras facilidades, por duas vezes me proporcionou longas e proveitosas estadias na mais antiga universidade britânica.


Coimbra, Janeiro de 1955.


                   MARIA HELENA MONTEIRO DA ROCHA PEREIRA.


https://www.e-cultura.pt/artigo/22038

https://imprensanacional.pt/in-memoriam-maria-helena-da-rocha-pereira/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Helena_da_Rocha_Pereira


      «A concessão de subsídios por parte do Instituto de Alta Cultura

não envolve juízos de valor sobre a doutrina contida nas publicações

subsidiadas nem aprovação da forma por que essa doutrina é exposta».


                                                                        




domingo, 27 de setembro de 2026

Primeiro Encontro Nacional de Gerontopsiquiatria


 


Primeiro Encontro Nacional

    de Gerontopsiquiatria

       Organizado pela 

  Merck Sharp & Dhome

     Coordenador: 

     Dr. Paes Sousa

       Hotel Altis

         Lisboa 

          1977


O 'Encontro', foi realizado com a finaliadade de homenagear o Senhor Professor Barahona Fernandes no ano em que se jubilou!

De pé, o saudoso Dr. Paes de Sousa, eminente Psiquiatra e Prof. de Histologia do Sistema Nervoso, na Faculdade de Medicina de Lisboa!

A presidir, o Senhor Professor Barahona Fernandes, ao centro da mesa! Sua figura mal se vê, dado estar sentado à direita de Paes de Sousa!

Podem ver-se muitos Psiquiatras de alto nível, quer nacional quer internacional!

          

sábado, 19 de setembro de 2026

Chile - Reformismo ou Revolução?


 


                Chile

    Reformismo ou Revolução

Ficha

Publicações Dom Quixote

Capa: Feranando Felgueiras

Fotografia: Associated Press

DOCUMENTOS
DOM QUIXOTE -3

Lisboa - 1970

24 pgs

Edição 3 S 158


Perfil do Chile

Cronologia

A experiência Frei

Alcance e limites de uma experiêcia

Novo Caminho

Para a América Latina?

Para onde, Allende?

As Eleições de 1970

Glossário


As Eleições de 1970

        O sufrágio directo, para a eleição do Presidente da República do

Chile, efectuou-se em 4 de Setembro, com os resultados seguintes:


Salvador  Allende                                  1 075 616 votos (36,3 %)

(candidato da Frente Popular)


Jorge Alessandri                         1 036 278 votos (34,9 %)

(conservador)


Radomiro Tomic                            824 819 votos (27,8%)

(democrata- cristão)


Número de eleitores inscritos: 3 539 747.  Votantes: 2 962 743


Como nenhum dos candidatos atingiu a maioria mínima (que era de 50% dos votos mais um), foi necessário, ao abrigo da Constituição, recorrer ao Parlamento. Este devia sancionar a escolha já feita pelo eleitorado ou preferir o segundo candidato com maior númer de votos. Reunido o Paralamento expressamente com esse objectivo, registou-se a votação:

                    ALLENDE                                153

                   ALESSANDRI                             35

                   Votos em branco                            7         


Ficou assim definitivamente estabelecida a eleição de Salvador Allende como Presidente da República do Chile, tendo sido decisivo o apoio que o candidato da Frente Popular recebeu do Partido Democrata-Cristão.   


Glossário

Alessandri, Jorge - Candidato conservador às eleições presidenciais de 1970. Foi Presidente de 1958 a 1964. Tem 74 anos

Allende, Salvador - Novo Presidente do Chile. Candidatou-se pela quarta vez. Na sua qualidade de médico, trabalhou para a Assistência Pública, tendo chegado a ministro da saúde, no governo de Frente Popular dirigido por Aguirre Cerda (1938-1942). Foi co-fundador do Partido Socialista e deputado. Era senador desde 1952.

Anaconda - Anaconda Cooper Mining Corporation. Principal companhia americana proprietária e exploradora de minas de cobre no Chile.

A. P. I. - Accion Popular Independente. Pequeno agrupamento político dirigido pelo senador Rafael Tarud. Pertence á Frente Popular.

Chilenização - Associação do Estado chileno com as principais companhias americanas (Anaconda, Kenncott, etc.), que exploram o cobre do Chile, associação que se manifesta pela criação de uma companhia em que o Estado é o principal accionista. As companhias estrangeiras co-accionistas têm de reinvestir os lucros em percentagem superior à do Estado, que passa a ser o maior beneficiário. Foi um dos princípios em que assentou a política interna de Frei.

Chonchol, Jaques - Jovem engenheiro agrónomo chileno com prestígio internacional. Pertenceu à F. A. O. Formou-se também em Ciências Políticas pela Universidade de Paris. Esteve três anos em Cuba.

Frei, Eduardo - tem 59 anos Formou-se em Direito. Depois de dirigir o diário 'El Tarapacá', leccionou Direito do Trabalho e Filosofia do Direito na Universidade Católica de Santiago. Foi um dos fundadores do P. D. C. em 1935. Dez anos depois é ministro das Obras Públicas. Senador em 1949. Delegado do Chile nas Nações Unidas em 1950. Senador em 1957. Presidente do Chile de 1964 a 1970.

Frente Popular, - Associação de partidos (P.S., P.C. e P.R.) e pequenos agrupamentos políticos (A. P. I. e M. A. P. U.), dirigida por Allende, com o objectivo de assumir o poder.

M.A.P.U. - Movimento de Accion Popular Unitária. Dirigido por Jacques Conchol. Faz parte da Frente Popular.

M.I.R. - Movimento da Izquierda Revolucionaria. Orientado por Victor Toro, é um agrupamento pró-castrista de guerrilha urbana.

O.L.A.S. - Organização Latino-Americana de Solidariedade. Fundada em Cuba, no decurso da Conferência Tricontinental de 1967.

P.C.C. - Partido Comunista do Chile. Luis Corbalan é o seu secretário-geral. Faz parte da Frente Popular.

P.D.C. - Partido Democrata-Cristão. Presidido pelo senador Benjamim Prado.

P.R - Partido Radical. Dirigido pelo deputado Raul Morales. Participa na Frente Popular.

P.S. - Partido Socialista. Aniceto Rodriguez é o seu secretário-geral. Faz parte da Frente Popular.

SCHNEIDER, general René - Era o comandante das Forças Armadas, desde Outubro de 1969. Vítima de um atentado, acabou por falecer em Outubro de 1970.

TOMIC, Radomiro - Dirigente da ala esquersa do P.D.C.. Foi embaixador nos EUA. Candidatou-se à presidência do Chile em 1970.

UNIDAD POPULAR - Designação por que é conhecido no Chile a Frente Popular de Allende.

VIAUX - Roberto - General reformado. Chefiou uma insurreição em Outubro de 1969. Em 4 de Novembro de 1970, foi-lhe instaurado um processo em tribunal marcial sob a acusação de participar no assassínio do General René Schneider. São conhecidas as suas ligações com a extrema-direita chilena.



                                              Eduardo Frei - Presidente Cessante


https://skocky-alcyone.blogspot.com/2009/09/vida-e-morte-do-chile-popular-alain.html

Pesquisar neste blogue