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terça-feira, 19 de junho de 2012

«A CONVIVENCIALIDADE» - IVAN ILLICH




    «A 
Convivencialidade»
   Ivan Illich

Tradução: Arsénio Mota
Capa: estúdios P. E. A.
Publicações Europa-América
1973, Ivan Illich
Editor: Francisco Lyon de Castro
Fevereiro - 1976
Edição n.º 4116/2148
137 págs.

Título original: 
«Tools for Conviviality»
Harper & Row Publishers, Inc.

NOTA: A tradução portuguesa foi feita sobre a versão castelhana, 
              por sua vez feita a partir da francesa!

«La Convivencialidad»
 Ivan Illich

Versão de Matea Padilla de Gossman
Barral Editores, S. A.
Barcelona, 1973

Versão francesa
La Convivialité
Essai


«O presente volume faz parte da série ´World Perspectives` dirigida e apresentada por  Ruth     Nanda Anshen.


  ´World Perspectives` é uma série que pretende por nas mãos do público livros verdadeiramente originais nos vários campos do saber, escritos pelos mais distintos pensadores contemporâneos e dirigentes mundiais. É seu propósito revelar as novas tendências básicas da civilização moderna, interpretar as forças criativas que se manifestam tanto nos países de Leste (anos setenta!) como no ocidente e apontar para a nova consciência que pode contribuir para uma mais profunda compreensão da inter-relação do homem com o universo, do indivíduo com a sociedade e dos valores comuns a todos os povos. 

´World Perspectives` revela e apresenta a comunidade mundial das ideias salientando o princípio da unidade na humanidade e da permanência dentro da mudança. ´World Perspectives' adota a tese segundo a qual o homem está em vias de desenvolver uma nova consciência que, apesar da sua aparente servitude espiritual e moral, pode eventualmente colocar a  raça humana acima e além do medo, da ignorância e do isolamento em que hoje se debate. É essa consciência nascente, a este conceito de homem a nascer de uma visão nova da realidade, que ´World Perspectives` é dedicada»

Conselho editorial de ´World Perpectives`: Lord Kenneth Clark, Richard Courant, Werner Heisenberg, Ivan Illich, Konrad Lorenz, Joseph Needham, I.I. Rabi, Sarvepalli Radhakrishnam, Karl Rahner, SJ. e C.N. Yang.


«Em Janeiro de 1972, Ivan Illich reuniu-se com um grupo de latino-americanos, principalmente chilenos, peruanos e mexicanos, no Centro Intercultural de Documentação (CIDOC), em Cuernavaca, para discutir a seguinte hipótese: existem características técnicas nos meios de produção que tornam impossível o seu controlo num processo político. Só uma sociedade que aceite a necessidade de escolher um teto comum a certas dimensões técnicas para os seus meios de produção tem viabilidade política. 

´A tese discutida tinha sido formulada num documento elaborado com Valentina Borremans durante 1971. Ivan Illich articulou as linhas fundamentais deste ensaio sucessivamente em castelhano, inglês e francês; submeteu-as então essas ideias a grupos de médicos, arquitectos, educadores e outros ideólogos; publicou-as em revistas sérias e em folhinhas atrevidas. Ficou grato a todos os que o criticaram, especialmente aos participantes no CIDOC nos anos 1971-1973. Estas páginas estão em harmonia com as suas ideias e até com as suas palavras. Isaac Rogel, director do serviço de documentação de CIDOC, reuniu em vários volumes os contributos do seminário (apartado 479 de Cuernavaca).´

Quanto ao presente livro, pode dizer-se que tomou forma definitiva a partir da apresentação que Ivan Illich fez para um grupo de magistrados e legisladores canadianos. O Autor utilizou pela primeira vez, o paradigma do direito comum anglo-saxão, que desde então passou a fazer parte da estrutura do ensaio.

«A versão castelhana do francês, entregue por Ivan Illich a Carlos Barral para publicação é devida a Matea Padilla de Gossman.»


Ivan Illich escolheu o termo «convivencialidade» para designar o contrário de produtividade industrial! É esse o título da presente obra, que decerto foi o mais importante dos que até então escrevera. Nele faz a exposição mais ampla e ambiciosa do seu  pensamento, a muitos títulos original. 

A «Convivencialidade» pretende ser uma teoria acerca dos limites do crescimento da sociedade humana, uma  análise da situação em que vivem os habitantes dos países superindustrializados e um programa do que poderia ser uma fase posterior da história humana. Que acontecerá depois deste período em que vivemos e no qual a produção industrial cria e multiplica necessidades, em que a medicina inventa doenças, a velocidade distâncias e a escola campos de conhecimento que acabam por se incorporar no mecanismo industrial da educação organizada?

Ivan Illich pretende assim, estabelecer as bases sobre as quais há-de assentar a fase convivencial da sociedade humana.


http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2010/06/civilizacao-uma-visao-pessoal-kenneth.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Ruth_Nanda_Anshen
http://www.angelfire.com/tv/emp/world.htm

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