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terça-feira, 31 de agosto de 2010

«A INTRODUÇÃO DO MARXISMO EM PORTUGAL» - Alfredo Margarido



«A INTRODUÇÃO DO MARXISMO EM PORTUGAL»
(1850-1930)
Sociologia e Política
Guimarães & C.ª  Editores


A maneira como se processaram a introdução e a difusão do marxismo, são questões fundamentais, para o esclarecimento da teoria e da prática sociais.
Tais questões têm sido disfarçadas, a ponto de ser impossível ainda há pouco definir as linhas fundamentais da relação entre o marxismo e o proletariado.
Este texto não pretende esgotar a questão, mas quer definir os marcos essenciais da introdução do marxismo, tanto na relação com a ideologia dos universitários e dos intelectuais, como na maneira como o proletariado o reconheceu e o integrou.
Ressalta, entre o mais, a maneira como o proletariado anarco-sindicalista assegurou a tradução e a circulação dos principais textos marxistas.

Alfredo Margarido, estudou na Escola de Belas-Artes do Porto e expôs obras de cerâmica no Porto e em Lisboa, em 1954, bem como esculturas em Luanda - Angola em 1956. Após alguns anos em África, onde trabalhou na produção agrícola em São Tomé e Príncipe, transferiu-se para Angola, onde foi responsável pelo Fundo das Casas Económicas, corporação que pretendia resolver o problema de habitação da classe média ascendente. Todavia a sua intervenção na imprensa provocou uma reacção violenta do Governador-geral, Horácio José de Sá Viana Rebelo, que ordenou a sua expulsão. Exilado em França desde 1964 instala-se em Paris, é investigador na Ecole des Hautes Etudes, tendo-se integrado nos movimentos de extrema-esquerda. Criou e co-dirigiu a revista ´Cadernos de Circunstância`, entre 1966 e 1970. Ensinou em Paris I (CRA), Paris II (Lógica matemática), Paris VII (Jussieu) - (História e Antropologia) , Paris VIII ( Vincennes, mais tarde St. Dennis) - ( Introdução aos Territórios africanos de língua portuguesa, tendo ensinado também na Universidade Júlio Verne e no Institut D'Art, ambas em Amiens ( Sociologia do Conhecimento e Sociologia do Cinema ). No Brasil ensinou nas Universidades de S. Paulo (USP), Campinas, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade da Paraíba do Sul (João Pessoa). Dedicou-se especialmente à sociologia da literatura e aos problemas africanos. Poeta cuja obra apresenta elementos surrealizantes, bem como ensaísta e ficcionista, foi um dos introdutores do Nouveau Roman francês em Portugal. Teve uma intervenção activa e importante na ´Casa dos Estudantes do Império`, dissolvida pelo regime da ditadura!


«SEMIOLOGIA - POÉTICA - EPISTEMOLOGIA» - Roman Jakobson





«SEMIOLOGIA - POÉTICA- EPISTEMOLOGIA»
 Roman Jakobson
Tradução: Maria Clara Machado Grácio
Supervisão de Manuel Barreto 
(Universidade do Minho)
Capa e Plano Gráfico : Alberto A. Peixoto
Copyright para os países de língua portuguesa:
António Manuel Correia
Edições Espaço
Braga
1ª Edição - 1978 (2.000 ex. - Janeiro de 1978
Título original:
Roman Jakobson
L'ARC nº 60, 1975

NÓTULA PREAMBULAR À EDIÇÃO PORTUGUESA

O nº 60 da L'ARC dedicado a Roman Jakobson veio a público em Françaem 1975. O espaço de tempo daí decorrido até à edição portuguesa em aspecto algum reduz o interesse, a importância e a oportunidade das suas páginas e o facto é tão real que se tem como certo vir esta tradução prestar um útil serviço a quantos, entre nós, se dedicam à linguística ou a ela recorrem como ciência piloto que se projecta noutros campos
....
A acção desenvolvida por JAKOBSON é por demais conhecida e respeitada nos meios linguísticos e nos que se tomam como seus afins: na verdade não haverá, aí, quem quer que não deva alguma coisa ao seu magistério, mesmo quando o reticenciam - circunstância que apenas dignifica e torna mais prezável o mesmo magistério. Porém atribuir à obra jakobsiana, como insinua Nattiez, a conceituação e a formulação do estruturalismo parece um gesto francamente desmesurado e que o próprio linguísta rejeitará.
...
...este volume da L'ARC, para além do seu indiscutível mérito como documento relativo ao estruturalismo e sua história, oferece ainda uma aspecto que particularmente o valoriza: é que se trata de uma obra de polémica.
...
Sejam, ou não, disputáveis alguns aspectos do seu pensamento científico, Roman Jakobson é
uma figura proeminente no panorama não só da Linguística Contemporânea como no dos saberes onde ela tem influído. Conhecer este mestre é um imperativo elementar, em especial num meio como o nosso, já tocado e confundido com desordenadas extrapolações de ´escolas` e onde muitos são os que discreteiam sobra Linguística, mas poucos os que a ela verdadeiramente, se dedicam.

Manuel Barreto  
(Universidade do Minho)
....

Nota de estima:
Ao António Manuel Correia  (´Tó`) que teve a coragem de, num momento de confusão social, discernir e assumir a responsabilidade de editar textos tão fundamentais, através de `Edições Espaço`, hoje quase caídos no olvido...

Bem hajas!!!


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

«MEMÓRIAS DUM COMUNISTA» ( ´O RETRATO` ) - OSVALDO PERALVA



«MEMÓRIAS DUM COMUNISTA»
     (´O Retrato`)
Osvaldo Peralva
Colecção «Memória e Documentos» - 2
EDITORIAL ASTER
LISBOA - s/d
NOTA: ´Esta edição da obra de Osvaldo Peralva, que saiu no Brasil com o título de
«O Retrato», foi aurorizada pela Agência Literária Universal 
Belo Horizonte (Brasil)


A maior parte dos livros que os fugitivos do Leste têm publicado sobre o mundo e o sistema comunista devem-se a autores que nunca simpatizaram com o marxismo e que, por isso, não viram o partido por dentro. Outros são simples romances, de cores fortes, baseados com certeza na realidade, mas romances apesar de tudo. Outros, ainda, são testemunhos vivos de excomunistas, às vezes bons escritores, mas membros de pouca importância dentro do partido.
Em todas estas obras nós temos a sensação de que alguma coisa está incompleta, de que uma suspeita não é uma certeza, enfim de que o testemunho não é totalmente autêntico.
Algo inteiramente diferente sente o leitor ao percorrer as primeiras páginas de ´Memórias dum Comunista` . Aqui, sim, trata-se de um dirigente superior do partido em toda a América do Sul, de um homem que entrou no comunismo para sofrer se necessário (e assim foi) por uma doutrina, de um homem de confiança que o partido chegou a propor à Presidência da República do Brasil, de alguém que teve uma demorada formação na Escola Revolucionária de Moscovo.
Osvaldo Peralva escreve, portanto, com pleno conhecimento de causa. Como dirigente superior tinha acesso a todos os documentos, como jornalista do partido, recebia todas as ordens de propaganda, como ´activista` tomava parte em todas as acções. Quem poderá duvidar do valor do seu depoimento?

.....

«Depois de dissolvida a Internacional Comunista (IC), em 1943, o Partido Comunista  Brasileiro achou-se na situação de um jovem tutelado, que ouve abruptamente a proclamação de sua maioridade. Colando a orelha ao chão, como os índios, procurávamos então ouvir e interpretar qualquer ruído oriundo da longínqua Moscovo, para servir-nos de orientação.
Especialmente depois da guerra, passámos a ver cada vez mais no Partido Comunista da União Soviética (PCUS) o ´orientador e guia` indiscutível, e repetidamente afirmámos nossa fidelidade ´incondicional` e ´sem limites` ao PCUS e à URSS. Abdicando da faculdade de pensar, deixámos de olhar com espírito crítico tudo o que provinha de Moscovo, e fomos decerto um dos partidos mais exagerados nessa atitude de servilismo político e teórico em face da União Soviética e do seu Partido Comunista. »

OSVALDO PERALVA, I. P. - 4 / XI / 1956


« O RETRATO»
«O ESPIÃO DE COLÓNIA»

CAPA DA REVISTA «PROBLEMAS» nº 13 - REVISTA MENSAL DE CULTURA POLÍTICA,
DIRECTOR: CARLOS MARIGHELLA. COM UM TEXTO ENORME DE OSVALDO PERALVA,






OSVALDO PERALVA, À DIREITA, ACOMPANHADO POR AMIGOS, EM VISITA A O JAPÃO.

BIBLIOTECA VIRTUAL DE CIÊNCIAS HUMANAS
O RETRATO
Osvaldo Peralva
[PDF]

O RETRATO





Re: [gl-L] OSVALDO PERALVA - O jornalista que o Brasil esqueceu.

Fabricio Augusto Souza Gomes
Sun, 01 Aug 2010 18:36:46 -0700
OSVALDO PERALVA
O jornalista que o Brasil esqueceu
Por Sergio Paes da Motta e Albuquerque em 6/7/2010



domingo, 29 de agosto de 2010

«O ANO VERMELHO» - ´A Revolução Russa e seus reflexos no Brasil` - Moniz Bandeira, Clovis Melo e A. T. Andrade


«O ANO VERMELHO»
´A Revolução Russa e seus reflexos no Brasil»
Moniz Bandeira,
Clovis Melo
e A.T. Andrade
Prefácio de Nelson Werneck Sodré
Exemplar Nº 0605
Desenho da capa: Marius Lauritzen Bern
Supervisão gráfica: Roberto Pontual
Retratos de Brasil
Direcção de
Nelson Werneck Sodré
Volume 64
Editôra Civilização Brasileira S. A.
Rio de Janeiro 1967 ( 1ª Edição )


O ´Ano Vermelho`, da autoria dos jornalistas Moniz Bandeira, Clóvis Melo e A. T. Andrade, é o documento vivo da repercussão que a revolução socialista russa teve no Brasil, em 1917. Realizando um amplo trabalho de pesquisa e coordenação, os autores traçam um quadro o mais completo possível das reacções provocadas e da influência que exerceu aquela revolução sobre a vida do país, não só nos meios operários e na imprensa, , como nos sectores mais diversos da política e do governo.
Nele, aparecem as personalidades e os órgãos de informação mais importantes da época, avultando desde logo, pela importância do trabalho que realizaram, as figuras de Astrojildo Pereira, Everardo Dias e Edgard Leuenroyh.
Livro rico de material informativo, mas também dotado de inestimável valor analítico, constitui o maior acervo de dados já reunidos organicamente sobre o assunto, o que o torna, indubitavelmente, fonte obrigatória de estudo.



«Em novembro de 1917, as massas de operários, camponeses e soldados, sob o comando de Lênin, implantaram na Rússia o primeiro regime socialista. Os dez dia que abalaram o mundo provocaram logo, depois do abalo, violenta reacção. O jovem governo soviético, a braços com seríssimos problemas internos, iria enfrentar e vencer a ira do mundo capitalista, em campanhas heróicas e terríveis pelo sacrifício de vidas humanas que exigiam.

Como repercutiu tudo isso em nosso país? Que atitudes tomaram governo e povo? Como reagiram as classes dominantes, as forças armadas e o clero? Que encorajamento tiveram as massas trabalhadores em sua luta por melhores condições de vida?

Neste fascinante livro que é
O Ano Vermelho os autores nos dão o documentário vivo do que se passou aqui, em todos os terrenos políticos e sociais, a partir da tomada de poder pelos soviéticos.»



2ª Edição
Edição posterior


«MARX CRÍTICO DO MARXISMO» - Maximilien Rubel




«TUDO O QUE SEI, É QUE ´EU`NÃO SOU ´MARXISTA`
«Tout ce que je sais, c'est que ´moi` je ne suis pas ´marxist` »

KARL MARX, Num encontro em PARIS


                                                             Capa


«MARX CRITIQUE DU MARXISME»
                        ´ESSAIS`
        «MARX CRÍTICO DO MARXISMO`
                        ´Ensaios`
        MAXIMILIEN RUBEL
CRITIQUE DE LA POLITIQUE
( collection dirigé par MIGUEL ABENSOUR )
PAYOT, PARIS - 1974
Nº de impressão: 525
Depósito legal: 4º trimestre de 1974



                                                               Contra-capa


«Por muito diversos que sejam os temas, uma intenção fundamental presidiu à elaboração da presente recolha de textos: reunir os elementos com o objectivo de uma demolição intelectual, a qual - disso o leitor não terá dificuldade em o constatar - o verdadeiro autor nada mais é que o próprio Marx. É ele que retoma e avança aqui com a sua obra crítica, pois a ele e só a ele, cabe a tarefa de denunciar e de pregar na estaca aqueles que, reclamando-se do seu combate e do seu pensamento, se fazem cúmplices do sistema de exploração e de opressão que ultrapassam em crueldade e desumanidade tudo o que se pode entrever observando e estigmatizando os malefícios e as taras da civilização burguesa e capitalista.

Marx crítico do marxismo, é, decerto, Marx crítico do verdadeiro capitalismo, mas é antes de mais, Marx crítico do falso socialismo, de uma impostura ideológica, que é de tal modo uma ironia trágica arrogar-se o direito de apelar para o primeiro crítico científico das ideologias. Obscurantismo da nossa época, o marxismo que serve o Estado-Partido e o seu capital planificado é sujeito da crítica de Marx do mesmo modo que as ideologias burguesas que se prestam a justificar o capital burguês e seu Estado-liberal. Irmãos inimigos, até mesmo irmãos sem dar lugar a dúvida, o verdadeiro capitalismo e os falsos socialismos estão unidos na conspiração universal que mantém a humanidade num estado de barbárie permanente e transformou a causa comum ao socialismo científico e à utopia socialista ´num tecido de mentiras, num ópio para o povo, ao serviço dos novos senhores e dos seus exércitos de luxo, os seus mísseis atómicos e os seus sputniks`(Max Horkheimar).»

Nota: O conteúdo da presente obra poderá ser encontrado no ´blog` seguinte!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

«OS PRESSUPOSTOS DO SOCIALISMO E AS TAREFAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA» - Eduard Bernstein



«OS PRESSUPOSTOS DO SOCIALISMO E AS TAREFAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA»
EDUARD BERNSTEIN
TRADUÇÃO:
ÁLVARO DE FIGUEIREDO e MARIA CECÍLIA COLAÇO
UNIVERSIDADE MODERNA
PUBLICAÇÕES DOM QUIXOTE
LISBOA - 1976
TÍTULO ORIGINAL:
´Die Voraussetzungen des Socialismus und die Aufgaben der Sozialdemokratie`
Verlag J. H. W. Dietz Nachfolger GmbH - Berlin - 1976
Éditions du Seuil - 1976
PREFÁCIO DE DIETER SCHUSTER
PREFÁCIOS DO AUTOR:
PRIMEIRA EDIÇÃO: 1899
SEGUNDA EDIÇÃO: 1902
TERCEIRA EDIÇÃO: 1908
EDIÇÃO DE 1920

Discípulo preferido e executor testamentário de ENGElS, EDUARD BERNSTEIN ( 1850-1932 ) começa, logo a seguir à morte do seu mestre, a pôr em causa um certo número de teorias de MARX. No plano filosófico, dirige os seus ataques contra o método dialéctico e torna-se o principal defensor de um regresso a KANT, regresso este que encontrará a sua expressão no ´NEOKANTISMO` de todo um sector da ´INTELIGENTZIA` social-democrata. À luz dos mais recentes desenvolvimentos do capitalismo na sua época, BERNSTEIN contesta as teorias do valor, da mais-valia e da pauperização. Finalmente, no plano político, apoiando-se na prática real do partido alemão, o REFORMISMO, convida os social-democratas a «emanciparem-se de uma fraseologia ultrapassada pelos factos e a apresentarem-se como aquilo que na realidade são: um partido de reformas socialistas e democráticas.
Condenado por REVISIONISMO pela social-democracia internacional, BERNSTEIN tinha todavia interpretado pertinentemente uma corrente muito profunda existente no movimento socialista. Proclamando-se oficialmente marxista, esta corrente vai dominar os partidos da II INTERNACIONAL combinando um certo marxismo teórico com uma prática política essencialmente parlamentar em que os objectivos revolucionários estão longínquos ou mesmo ausentes.
´OS PRESSUPOSTOS DO SOCIALSMO E AS TAREFAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA` reúne
precisamente os artigos de BERNSTEIN que estão na origem da crise aberta pelo REVISIONISMO na SOCIAL-DEMOCRACIA.
As repercussões e o significado histórico da obra tornam desnecessário salientar a importância desta sua primeira edição portuguesa.

«TRÊS TÁCTICAS MARXISTAS» - Stanley Moore




«TRÊS TÁCTICAS MARXISTAS»
STANLEY MOORE
TRADUÇÃO: WALTENSIR DUTRA
DIVULGAÇÃO CULTURAL - POLÍTICA
ZAHAR EDIRÔRES
RIO DE JANEIRO - 1964

TÍTULO ORIGINAL:
«THREE TATICS - THE BACKGROUND IN MARX»
MONTHLY REVIEW PRESS
NOVA YORK - EUA - 1963

Esta obra é uma análise em profundidade das dissensões sobre táctica que têm dividido o movimento socialista, desde a sua fundação por Marx e Engels, e que se reflectiu na disputa entre os comunistas russos, chineses e jugoslavos. Trata-se, portanto, de um estudo sobre o problema do revisionismo.
Mostra o autor que existem em Marx três modelos alternativos, ou contrastantes, para a transição do capitalismo ao socialismo: o da revolução permanente, o da miséria crescente e o da competição entre sistemas. Depois de caracterizar e comparar esses modelos, o Autor estabelece relação entre eles a as lutas tácticas que dividem os marxistas, focalizando de passagem vários outros temas de interesse, como, por exemplo, a posição dos socialistas frente à hipótese de guerra nuclear.

Stanley Moore, teórico marxista e professor universitário nos EUA, foi o autor do mais completo e minucioso estudo que se conhece sobre a ´Teoria do Estado` em Marx e Engels.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

RICARDO PASEYRO e o tema ´DA ALFABETIZAÇÃO TOTALITÁRIA À INCULTURA LETRADA`



´Ninguém se preocupou em que as pedras se
transformassem em seres pensantes, mas
muitos tiveram interesse em que os homens
se transformassem em pedras.`
CHESTOV


RICARDO PASEYRO foi viver em PARIS desde 1953. Foi o representante diplomático do
URUGUAI em FRANÇA de 1960 a 1974, antes de ter sido destituído desse cargo pelo
regime saído do golpe de Estado militar. Nessa altura , nacionalizou-se cidadão francês.
A sua obra consta de vários livros de poesia em espanhol, de ensaios ( LE MYTHE NERUDA,
L'ESPAGNE SUR LE FIL ), de poemas e artigos publicados na ´NOUVELLE REVUE FRANÇAISE` ( NRF ), LES TEMPS MODERNES, LES NOUVELLES, etc.

ELOGIO DO ANAFABETISMO, deve ser vista como uma obra na sequência de outras aqui
postadas:


«ELOGIO DO ANALFABETISMO» - ´Ensaio Sobre a Incultura Letrada...` - Ricardo Paseyro




«ELOGIO DO ANALFABETISMO»
´ENSAIO SOBRE A INCULTURA LETRADA ou de
como foi usurpado o lugar dos depositários de verdadeiro saber.
RICARDO PASEYRO
TRADUÇÃO de PAULO RAMOS
ESTUDOS E DOCUMENTOS
PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA
Edição nº 104257/5264
Depósito legal nº 42459/90

TÍTULO ORIGINAL:
«ÉLOGE DE L'ANALPHABÉTISME À L'USAGE DES FAUX LETTRÉS»
ÉDITIONS ROBERT LAFFONT, S.A.
PARIS - 1989

´Nem todas as pessoas são violentas por sensibilidade às ideias`
JULIEN BENDA

´O que opino é também para declarar a medida da minha visão
e não a medida das coisas`
MONTAIGNE

Por todo o lado aumenta, cada vez mais, o número de pessoas alfabetizadas, mas quantas serão as realmente cultas?
Para que serve saber ler e escrever se a leitura e a escrita já não têm por base qualquer espírito crítico, qualquer rigor nem qualquer gosto pelo autêntico? Além disso, o grau de cultura de uma sociedade não se mede pelo número dos seus leitores-escritores mas sim pela grandeza do seu génio.
Numa obra polémica que é simultaneamente um grito de revolta contra a massificação que se abate sobre todas as modernas sociedades, RICARDO PASEYRO afirma que os actuais detentores da incultura letrada usurparam o lugar dos artífices, dos contadores de histórias e dos artistas, que eram outrora os depositários do verdadeiro saber.

´No fim, a verdade desaparecerá do mundo ( pois a verdade é uma personalidade ) e a única coisa que se poderá ouvir será a ventriloquia da espécie humana`
KIERKEGAARD

DO PRÓLOGO:
...
A biblioteca sem livros é o símbolo ideal de um mundo sonâmbulo. Nunca se editaram tantos livros e talvez nunca tenham sido tão mal lidos. ´O processo de educação do género humano é um processo de individualização`, escreveu Kierkegaard. Os órgãos de informação e ensino já não se dirigem à pessoa , ao indivíduo: visam as Grandes Impersonalidades ( Aldous Huxley ) - o sedimento fisiológico e psicológico da espécie humana.
...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ASSEMBLEIA GERAL DA ONU PRATICAMENTE VAZIA DURANTE O DISCURSO DE AHMADINEJAD


O Presidente Iraniano, MAHMOUD AHMADINEJAD, deu-se conta de estar a falar para uma
ASSEMBLEIA GERAL da ONU, praticamente vazia, enquanto falava sobre o «REGIME SIONISTA» !....

AMERICAN MUSLIM LEADERS VISIT NAZI CAMP SITES; CONDEMN HOLOCAUST DENIAL


18 August 2010

Eight Muslim American leaders, who visited the sites of former Nazi concentration camps and met with Holocaust survivors earlier this month, have signed a statement condemning Holocaust denial and anti-Semitism. The trip, intended to teach the participants about the Holocaust, featured visits to the Dachau and Auschwitz camps.

“We stand united as Muslim American faith and community leaders and recognize that we have a shared responsibility to continue to work together with leaders of all faiths and their communities to fight the dehumanization of all peoples based on their religion, race or ethnicity,” the statement read. “With the disturbing rise of anti-Semitism, Islamophobia and other forms of hatred, rhetoric and bigotry, now more than ever, people of faith must stand together for truth.” Marshall Breger, a Jewish former member of the Reagan and Bush administrations, launched the trip to educate those who may not have had the opportunity to learn the history of the Holocaust. Breger said this would help combat Holocaust denial among Muslims.

The leaders on the trip were five imams – Muzammil Siddiqi of California; Muhamad Maged of Virginia; Suhaib Webb of California, Abdullah Antepli of North Carolina, and Syed Naqvi of Washington DC – along with Sayyid Syeed of Washington, Sheikh Yasir Qadhi of Connecticut, and Laila Muhammad of Illinois. US government officials, the State Department’s special envoy to monitor and combat anti-Semitism, and an official from the Organization of the Islamic Conference also participated in the trip.

According to the ‘Forward’ weekly newspaper, several of the leaders had a history of anti-Semitic comments. Laila Muhammad is the daughter of American Muslim leader W.D. Muhammad and granddaughter of Elijah Muhammad, leader of the controversial Nation of Islam. The trip was co-sponsored by a German think tank and the New Jersey-based group Interreligious Understanding.

WJC and the Legacy of the Holocaust


DIRECT PEACE TALKS BETWEEN ISRAELIANS AND PALESTINIANS


Israeli and Palestinian leaders are to resume direct talks in Washington at the beginning of September, with the goal of reaching a peace agreement in one year. "I have invited Israeli Prime Minister Netanyahu and Palestinian Authority President Abbas to meet on 2 September in Washington DC to re-launch direct negotiations," US Secretary of State Hillary Clinton said. The goal of the talks was "to resolve all final status issues which we believe can be completed within one year," she said, referring to issues like borders of a future Palestinian state, the future of Palestinian refugees, and the fate of Jerusalem.

Clinton said Egyptian President Hosni Mubarak and Jordan's King Abdullah II would also join the talks, which have been suspended since December 2008. She added that US President Barack Obama would hold one-on-one meetings on 1 September with Netanyahu, Abbas, Mubarak and King Abdullah, followed by a dinner bringing all five leaders together. Clinton said she that Netanyahu and Abbas are invited for trilateral talks the following day at the State Department.

Netanyahu welcomed the American invitation to start direct talks with the Palestinian Authority. "We are coming to the talks with a real desire to achieve a peace agreement between the two peoples, while safeguarding Israel's national interests, foremost security," he said at the weekly Israeli Cabinet meeting on Sunday. "We are seeking to surprise the critics and the skeptics, but in order to do this we need a real partner on the Palestinian side. Security, recognition of the national state of the Jewish people, and the end of the conflict: these are the three components that will ensure us a real and lasting peace agreement," Netanyahu declared.

He added: "We are discussing a peace agreement between Israel and a demilitarized Palestinian state. This state, if it should be established after this process, is due to end the conflict and not to be a façade for its continuation by other means."

Chief Palestinian negotiator Saeb Erekat warned Obama that Palestinians would immediately pull out of the peace talks if Israel ends its settlement construction moratorium. Erekat said President Mahmoud Abbas had sent a letter to Western leaders stressing that any renewed Israeli settlement construction would spell the end of the talks. The Israeli moratorium is supposed to end in late September.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

DA DITADURA DA MICROSOFT // WINDOWS, ÀS OFERTAS QUE, NO MEU CASO, ´LIMPOU`O QUE PÔDE DO i GOOGLE !!!!


HÁ DIAS DENUNCIEI A ´DITADURA`DA MICROSOFT // WINDOWS, CUJOS PRESTIMOSOS SERVIÇOS TENTARAM LOGO DA ABERTURA DO ´WINDOWS` INTERFERIR COM O MEU GÔSTO E DESEJO DE TER O GOOGLE CHROME COMO MEU BROWSER PRÉDEFINIDO!

POIS AINDA NÃO REFEITO, SURGE A OFERTA DO:

Ashampoo WinOptimizer 6 GRÁTIS!

ALÉM DE NÃO SER GRÁTIS, POIS É UMA OFERTA DE ´EXPERIÊNCIA`, CONSEGUIU ´LIMPAR` O QUE MAIS ME INTERESSAVA DO i GOOGLE...

ATENÇÃO ÀS OFERTAS!


domingo, 22 de agosto de 2010

«ROSA LUXEMBURGO, VIVA!» - ´Antologia` - Coordenação e prefácio de César Oliveira




«ROSA LUXEMBURGO, VIVA!»
           ´ANTOLOGIA`
Coordenação e Prefácio de César Oliveira
Revisão literária e tipográfica de César Oliveira
Capa: João Machado
Edição do coordenador
Edição concluída e impressa
em Fevereiro de 1972
Porto-1972
156 págs.


Por muito que pese às antigas e novas ortodoxias, Rosa entreviu desde 1918, de um modo quase profético, as consequências da prática política que a articulação partido-massas estava a tomar na Rússia. O problema residia, para além das especificidades da contextura económica e social de um país onde, ao mesmo tempo se realizavam duas revoluções (os rurais contra o feudalismo agrário e o proletariado urbano contra a burguesia), e do cerco capitalista que era movido à revolução, no controlo das massas, e, mais concretamente, do proletariado sobre os caminhos e processos da sua revolução.

...................................................................
Rosa Luxemburgo teve um mérito enorme: o de restituir, na obra e na acção, ao proletariado o papel de sujeito activo da própria história, no caminho de Marx, ´revendo-o` numa metodologia acertada com a sua época.

.....A construção desta antologia gira à volta dos textos de Rosa Luxemburgo: «Centralismo e Democracia», «Democracia e Ditadura» e «Liberdade da Crítica e Liberdade da Ciência»

.......................
´A mais implacável energia revolucionária e a mais generosa humanidade, eis aquilo que inspira o verdadeiro socialismo. Um mundo deve ser arrasado, mas a mínima lágrima vertida que pudesse ter sido impedida é uma acusação`

Rosa Luxemburgo



«REFORMA, REVISIONISMO E OPORTUNISMO» - Rosa Luxemburg



«REFORMA, REVISIONISMO E OPORTUNISMO»
ROSA LUXEMBURG
(TEXTOS DE COMBATE)

TRADUÇÃO: LIVIO XAVIER
CAPA: P. BRETON

EDITORA CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA, S.A.
RIO DE JANEIRO
CENTRO DO LIVRO BRASILEIRO, LDA - 1975


Este é um livro de crítica de Rosa Luxemburg, mulher talentosa, activa militante e heroína da Social-Democracia Alemã, que muito jovem ainda, o escreveu para pulverizar com talento, graça e ironia, as reformas sociais preconizadas por certo número de professores alemães que faziam ´Socialismo de Cátreda`; e, entre os quais se destacavam Schmoller, Wagner, Brentano, Schaeffle e outros que objectivavam fornecer ao Estado os meios de intervir com eficácia entre o Capital e o Trabalho.
Rosa Luxemburg, sempre no seu brilhante estilo, ataca também o ´Revisionismo` de Bernstein que depois de ter sido - até cerca de 1890 - um dos principais teóricos do Partido Social-Democrata Alemão e da II Internacional, depois da morte de Engels levantou a bandeira de uma ´Revisão` completa das concepções fundamentais do marxismo em geral.
Mas a sua crítica não se limita ao panorama alemão. Analisa de passagem a política do ´Trade-Unionismo` inglês, que «tem por representante clássico o Operário -´Gentleman`bem alimentado, correcto, estreito, limitado, pensando e sentindo ´Burguêsmente`. para situar a sua crítica no Partido Socialista Francês e nos vários aspectos do seu oportunismo.
Analisa a situação do grupo liderado por Jaurès (´Petite Republique`) apoiando a política do ministério Waldeck-Rosseau na ´acção de defesa republicana`e fundamentalmente a política de reformas sociais do ministro Millerand. Penetra nas divergências dos socialistas em França. O ´CasoDreyfus` - que abalou a França e interessou o mundo - tomado como exemplo de concessões oportunistas. Aborda e analisa as concepções francesas influenciadas pelo socialismo utópico de Proudhon.







sexta-feira, 20 de agosto de 2010

«SOCIALISMO EVOLUCIONÁRIO» . Eduard Bernstein




«SOCIALISMO EVOLUCIONÁRIO»
EDUARD BERNSTEIN
TRADUÇÃO: MANUEL TELES
CAPA de ÉRICO

DIVULGAÇÃO CULTURAL
ZAHAR EDITÔRES
RIO DE JANEIRO - 1964

TÍTULO ORIGINAL:
´Die Voraussetzungen DES sozialismus und die Aufgaben der Sozialdemokratie` ( 1909 )
Traduzido da edição americana publcada em 1961
pela Schoken Books, New York,
intitulada «EvolutionarySocialism»

O ´Revisionismo` refuta o postulado fundamental do Marxismo- a teoria do colapso inexorável do Capitalismo - afirmando que a passagem do CAPITALISMO para o Socialismo não será necessariamente autocrática e revolucionária, podendo ser democrática e evolucionária ( doutrina defendida também pelo Professor Mazarik, da Universidade de Praga ).
Pensava-se que as constantes modificações ´para melhor` experimentadas pelo capitalismo diminuiriam a severidade das crises nas relações entre o Capital e o Trabalho, as lutas de classe se tornariam menos agudas, sendo que o Proletariado iria aos poucos conquistando posições importantes. A necessidade da Revolução Socialista, desapareceria, portanto, frente à possibilidade de eliminação pacífica e gradual dos males do Capitalismo.
O movimento Revisionista está no centro do debate que se trava hoje no Pensamento Socialista mundial, e nenhum estudioso do problema, desejoso de de conhecer-lhe as Raízes (a traição da ´Social-Mediocracia`), poderá deixar de ler este livro, que apresenta os aspectos básicos da Teoria do Revisionismo.










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