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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

«O FOGO SAGRADO» - MANUEL DE SEABRA

        «A alma humana meu caro Fedro, possui um
          poder profético»
                                                          PLATÃO




«O FOGO SAGRADO»
                        romance
MANUEL DE SEABRA
COLECÇÃO DÉDALO 2
DÉDALO
1ª Edição: 1961
Edição e propriedade do Autor
(NOTA: A Colecção Dédalo, teve a sua primeira referência como
              Rua Heróis de Dadrá, 7, 1º-Esq. , a indicação da obra aqui referida é
              Rua Emília das Neves, 27, 2º-E
Para quem o desconheça, DADRÁ e NAGAR-AVELI, eram dois enclaves do território de
DAMÃO, anexados em 1954, após invasão, ao território da então UNIÃO INDIANA; o
que me levou a mencionar este facto deve-se à referência da WIKIPÉDIA em português
das dificuldades com o regime da ditadura e de menção da data de 1954 dizendo que
a partir desse ano o Autor vive intermitentemente em Barcelona - onde hoje está radicado .
e Lisboa - esta ´nota` não indica certeza, mas antes mera presunção...)




O ´post`anterior referia-se ao romance «O QUINTO CAVALEIRO», porque quando o li me causou viva impressão! Quanto à obra notável de MANUEL DE SEABRA (de seu nome completo, Ernesto Manuel
de Seabra Ferreira Bértolo), tendo-a adquirido e lido em Moçambique, quando ainda tinha 20 anos,
maior impressão me deixou!
A criação literária, refere factos, acontecimentos, personagens, circunstâncias aparentemente sem
nada ter a ver com a vida real ou com o decurso da História. Não comungo dessa opinião e tenho para mim que o verdadeiro artista, qual vidente, pode antecipar-se por vezes ao curso da vida e, se os
factos não forem bem assim ou não tenham a ver com as datas referidas, merecem respeitosa e até
religiosa atenção!


MANUEL DE SEABRA, autor de uma vasta obra de escritor, ensaísta, tradutor e jornalista, vive e escreve em Barcelona, onde se fez ´exilado` . Editor, ele próprio, responsável por algumas antologias que animaram os anos da brasa portugueses, MANUEL DE SEABRA é sobretudo como escritor, que tem marcado um percurso de decidida e por vezes complexa originalidade. Dominando várias línguas
(como o russo e o chinês, donde traduz directamente) , é um escritor de muitas pátrias, surpreendentemente quase desconhecido em Portugal, onde a parte mais significativa da sua obra
está por conhecer.


Quanto a «O FOGO SAGRADO», o Autor, por precaução, antes do início do Romance, escreve:


                                                    AVISO    IMPORTANTE


Todas as personagens, situações políticas, económicas e mesmo algumas científicas deste livro são imaginadas e não correspondem à realidade. Pelo menos à realidade de hoje, dia 7 de Abril de 1961.
Trata-se de um romance de antecipação. Situei a acção num futuro indeterminado, mais ou menos próximo consoante a imaginação, a consciência ou o estado de espírito do leitor,. Enquanto o escrevia,
pensava no ano de 1970, mas se o leitor tiver outra ideia, pode situá-lo já no próximo mês. Ou na próxima semana.




----
´Porque todas as nações beberam do
vinho da ira da sua prostituição: e os
reis da terra se corromperam com ela,
e os mercadores da terra se fizeram 
ricos com o excesso das suas delícias.`
                   APOCALIPSE, XVIII, 3




.....
O FOGO SAGRADO


No ano de 1970 a situação internacional e a guerra fria, que se prolongam desde o fim da II Guerra
Mundial, atingem una tensão insustentável. O poder nuclear escapou das mãos dos políticos (é de ter em conta que na tomada de posse de J.F. KENNEDY, o GENERAL EISENHOWER, referiu o poder a
que chamou ´COMPLEXO MILITAR-INDUSTRIAL`) e caiu nas dos generais. Que acontecerá? Na iminência de uma deflagração atómica, em todos os países do mundo, incluso Portugal, efectuam-se
exercícios de defesa civíl que corroem os nervos da população. O descalabro moral e filosofias hedonistas campeiam. «Viver enquanto é tempo» - é o lema desesperado de homens e mulheres. Os
alicerces da Civilização vacilam, e as velhas tradições do Homem são esquecidas ou deprezadas. Não
se sabe se conscientemente se em virtude de um engano técnico (o complexo mecanismo militar consente-o) a guerra desencadeia-se. Lisboa é atingida por uma bomba atómica. A população, aterrada, evacua os campos. Ninguém conhece a extensão do desastre. Mas no grupo de sobreviventes de que ´Bernardo` faz parte, começam a nascer crianças disformes, taradas, simiescas. A radioactividade afecta os cromossomas humanos? Já não haverá esperança para o Homem?


Um livro inquietante, que é uma acusação e um grito de alarme, pela pena de MANUEL DE SEABRA, 
um dos maiores escritores da então ´nova geração` .




              


O Autor a meio da obra, para dar maior realce à trama do romance, coloca em várias páginas notícias como se vêem nos jornais...como são várias apenas  ficam duas para não abusar do espaço!


http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_de_Seabra
http://en.wikipedia.org/wiki/Manuel_de_Seabra
http://cultura.gencat.net/ilc/qeq/FitxaAutors.asp?idregistre=3235


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

«O QUINTO CAVALEIRO» - (´Le Cinquième Cavalier`) - DOMINIQUE LAPIERRE e LARRY COLLINS



«O QUINTO CAVALEIRO»
DOMINIQUE LAPIERRE
LARRY COLLINS
Tradução: Armandina Puga
  3ª Edição
Colecção AUTORES UNIVERSAIS
BERTRAND EDITORA, 1986
Depósito Legal nº 10 465
Título original: 
´LE CINQUIÈME CAVALIER`
 Larry Collins and Pressinter SA, 1980






   ´E quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do 
  quarto vivente dizer: « Vem!»
    Olhei e vi um cavalo esverdeado; e o que o
  montava tinha por nome Morte; seguia-o o In-
  ferno. Foi-lhe dado poder sobre a quarta parte
  da Terra, para fazer perecer pela espada, pela
  fome, pela peste e pelas feras da Terra.`
                                     Apocalipse  VI, 7.8




Domingo, 13 de Dezembro uma carta é entregue na Casa Branca.
Começa então a mais fantástica chantagem de todos os tempos, que 
irá envolver Carter, Begin, Giscard, Brejnev, Kadhafi; os ases de FBI,
a Polícia de Nova Iorque, os carteiristas de Manhattan, os agentes do
SDECE e da CIA; os colonos ´selvagens` da Samaria, os cientistas nu-
cleares de Los Alamos, três terroristas palestinianos, a nata dos psi-
quiatras americanos, o satélite ´Óscar` ...


Nos agradecimentos os autores referem que a preparação e a redacção d'«QUINTO CAVALEIRO»
foi eminentemente um trabalho de equipa. E adiantam ter tido a sorte e o privilégio de ser acom-
panhados durante essa longa tarefa por um grupo de colaboradores excepcionais.


....


Domingo, 13 de Dezembro o coronel Kadhafi, em carta entregue na Casa Branca, afirma que em 36
horas uma bomba termonuclear destruirá Nova Iorque se os Israelitas não devolverem as terras ocu-
padas após a Guerra do Seis Dias (1967)...


´A trama deste livro de «ficção», um prodigioso «suspense» de trinta e seis horas, onde se joga o destino da maior cidade do mundo.` ....


Na noite de terça-feira, 15 de Dezembro, o engenho termonuclear construído por Whalid Dajani para
Maummar Kadhafi foi transportado de avião para Los Alamos para ser submetido a um exame aprofundado.
Quatro dia depois, Harold Wood, o director do Laboratório Atómico, confirmava, num relatório confidencial ao presidente do Estados Unidos, que o engenho era rigorosamente conforme ao esquema
e às indicações juntas à ´cassette` que havia sido depositada na Casa Branca no Domingo, 13 de Dezembro. Tratava-se realmente de uma bomba de hidrogénio de três megatoneladas, ou seja, cento e
cinquenta vezes a potência da bomba de Hiroshima. Quanto à maleta do contactor, a sua desmontagem demonstrou que os técnicos de Tripoli tinham igualmente previsto um sistema infalível para provocar a explosão à distância.
Para evitar um suicídio colectivo em caso de conflito, desde à trinta anos, e devido ao facto de possuírem armas de destruição atómica, os EUA e a URSS, mantinham um equilíbrio de terror.
Devido a isso a primeira reacção de americanos e israelitas, após a neutralização da bomba foi uma vontade desenfreada de arrasar a Líbia e o seu chefe...A rede de mísseis nucleares que o chefe do Estado líbio possuía ao longo da sua fronteira leste poderia permitir terríveis represálias contra Israel.
No dia de Natal, o presidente dos EUA, convidou secretamente Menahem Begin e Muammar Kadhafi
para Camp David, a fim de procurarem uma solução definitiva para o conflito israelo-árabe...
Após várias e incríveis peripécias que envolvem personalidades e a Lei Americana, vai caber ao 
prefeito Bannion e ao inspector Angelo Rocchia, a responsabilidade de fazer reverter a situação.
A última palavra desses terríveis dias de Dezembro seria dirigida ao polícia nova-iorquino Angelo Rocchia no decurso de uma pequena recepção na Câmara Municipal...a recepção  da mais alta condecoração da Polícia, ´The Legion of Honor` ...


http://fr.wikipedia.org/wiki/Le_Cinqui%C3%A8me_Cavalier






  

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

«LE JUDAÏSME ANTIQUE» - MAX WEBER




«LE JUDAÏSME ANTIQUE»
      MAX  WEBER
Tradução do Alemão por: FREDDY  RAPHËL
RECHERCHES EN SCIENCES HUMAINES - 31
Études de sociologie de la religion 
  TOME TROISIÈME
LIBRAIRIE PLON
PARIS. 1970
615 PÁGS.


Título original: 
´Gesammelte Aufsäze zur Religionssoziologie, Band III
       (Tübingen, Mohr, 1920)


O ´Judaísmo Antigo` é o terceiro tomo da edição francesa dos ´Études de sociologie de la religion` de MAX WEBER. O primeiro tomo ´L'étique protestante et l'esprit du capitalisme'  (há tradução portuguesa!), foi igualmente publicado nesta colecção.


Foi no outono de 1916 que MAX WEBER (conhecido como o ´MARX do capitalimo`), mergulhou no estudo do Judaísmo antigo e que releu com imensa atenção a TORA, os PROFETAS e os ESCRITOS,
(TANAKA), que já tivera ensejo de analisar no decurso da redacção de ´Economia e sociedade` (Wirtschaft und Gesellschaft), editados neta mesma colecção da PLON, na Série Vermelha!. Em 1917e 1919, publicou nos seus ´Archiv` primeiros resultados do seu estudo sobre o judaísmo antigo. Weber propunha-se analisar ainda os Salmos, o Livro de Job e o judaísmo Talmúdico, porém a morte impediu-o de levar acabo o seu projecto! Um desprendimento soberano e uma impassibilidade serena do seu destino caracterizavam MAX WEBER ao mais alto grau. Talvez dissesse ainda hoje, como era seu hábito: ´Aquilo que não posso fazer, outros o farão!»


MAX WEBER aborda de modo ´sui generis` - ´O Problema sociológico da história religiosa do povo judaico`: 


-É por referência ao sistema de castas do hinduísmo que chegamos a melhor compreender o que há de específico no judaísmo antigo. Tanto no plano da história religiosa como da sociologia. Pois quem eram, por conseguinte os judeus, sociologicamente falando? Pura e simplesmente um povo ´pária`. , ou dizendo de outro modo, como nos mostra a índia, um povo-hóspede (Gastvolk), vivendo num meio estrangeiro do qual é separado ritualmente, formalmente ou efectivamente. Daqui decorrem o seu ´guetto` voluntário, que precedeu de longe a reclusão que lhe foi imposta.
Ora: 
1) O judaísmo era, ou antes tornou-se, um povo pária num mundo que ignorava o sistema de castas.
2) As promessas de salvação, das quais era inseparável a singularidade ritual do judaísmo, diferem de um modo absoluto das castas indianas. Para os párias da Índia, a recompensa depende de aceitar a sua condição, para haver uma ascensão na reencarnação seguinte. Portanto a aceitação de algo imutável!
Para os judeus a promessa era precisamente o inverso: a ordem social do universo é a oposta à verdadeira ordem que será restabelecida no ´fim dos tempos`, e um dia, no seguimento de uma como que mutação, a ordem real será substituída por esta ordem espiritual na qual os judeus reencontrarão a sua posição de povo superior (Herrenvolk).
3) É a estrita observância dos ritos, e a segregação que resulta no que respeita ao meio social ambiente, consistia e derivava dos mandamentos que indicavam ao povo judaico manter-se como um povo ´separado`!
O judaísmo como religião revelada, impõe ao povo eleito ensinar a verdade da TORA e levar os ´povos` à situação de assimilação e entrada na verdade que conduz ao reino!



       

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

«ISRAEL DAS ORIGENS ATÉ MEADOS DO SÉCULO VIII a.c.» - ADOLPHE LODS



«ISRAEL DAS ORIGENS ATÉ MEADOS DO SÉCULO VIII a.c.»
ADOLPHE LODS
Tradução: Maria Isabel Castro Henriques
Revisão: Horácio Francisco Camilo
BIBLIOTECA EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE
EDITORIAL INÍCIO - s/d
LISBOA (662 págs.)
Título original: 
´Israel des Origines au milieu du VIIIe siècle`
Éditions Albin Michel
PARIS, 1970




O que confere ao povo de ISRAEL um lugar único, de importância igual ao da GRÉCIA e de ROMA na história da Humanidade, é a sua religião, mãe do cristianismo, do judaísmo e do islamismo.
Nesta obra pode seguir-se a história das tribos hebraicas, até ao momento em que, fixadas em Canaã,
se transformaram num povo sedentário. Podemos saber como se formou a sua religião e como se deu a difícil adaptação a um novo género de vida. Para isso, o Autor teve de levar-nos numa viagem ao 
passado para que o meio geográfico, histórico e social de toda esta região do antigo Oriente fosse
compreendido!
A primeira parte estuda Canaã, antes da fixação dos Hebreus nessa região; a segunda parte procura definir quem eram esses hebreus nómadas antes da sua instalação em Canaã; finalmente, a terceira parte descreverá a história de ISRAEL, desde a sua entrada em Canaã até meados do século VII a.c. ,
portanto até à invasão e conquistas assírias.

«DJIBOUTI ET LA CORNE DE L'AFRIQUE» - VIRGINIA THOMPSON et RICHARD ADLOFF - ´DJIBOUTI AND THE HORN OF AFRICA`



«DJIBOUTI ET LA CORN DE L'AFRIQUE»
VIRGINIA THOMPSON et RICHARD ADLOFF
Traduit de l'américain par:
Robert de Saint Véran
Translated and published by arrangement with 
STANFORD UNIVERSITY PRESS, 1968
Traduzido da obra «DJIBOUTI AND THE HORN OF AFRICA»
e publicado com a autorização da STANFORD UNIVERSITY. 
STANFORD, CALIFÓRNIA (EUA), 1968, pelo tradutor,
3 rue de Beaulieu, Cagnes-sur-Mer, 1972


À época da publicação original e tradução francesa, os autores consideravam que o ´DJIBOUTI` constituia uma sobrevivência colonial! A França passou a designar o território, hoje de cariz político misto, como
´TERRITOIRE FRANÇAIS DES AFARS ET DES ISSAS (T.F.A.I.). De facto, na opinião dos autores as dimensões limitadas e a fraca densidade da população da SOMÁLIA FRANCESA (em abreviatura TFAI) bem como a mediocridade dos recursos económicos, acharam que um estudo pormenorizado deste território
apesar de poder parecer de fraco interesse no plano da pura erudição.
O poder relativo das forças armadas não se traduziria provavelmente num recurso viável a um teste imposto
por um conflito aramado!


Hoje talvez a conclusão fosse diferente dada a ´pirataria` vinda da SOMÁLIA, com capital em MOGADIXIO!...


A obra é dedicada a GEORGINA STEVENS.


SOMMAIRE


Introduction
Ière Partie: La population et la politique
I - Rétrospective historique
     L'arrivé des Européens
     La colonie de la Somalie Fançaise
     Les Italiens et la Somalie Française
     La deuxième guerre mondiale
2 - Les nomades et les sédentaires
     Les nomades
     Les sédentaires
3 - Les structures du gouvernement
      Le gouvernement territorial
      Les Cercles
      L'administration
      La justice et les tribunaux
      Les forces armées
4 - La scène politique
5 - Les relations extérieurs
     L´Éthiopie
     La republique de Somalie
     Les pays arabes
     L' Égypte


2ème Partie: Le plan social et le plan économique
6 - Le développememt social 
     La religion
     L'enseignement




http://books.google.pt/books?id=ohakAAAAIAAJ&printsec=frontcover&dq=djibouti+and+the+horn+of+africa&source=bl&ots=gAxvX7ZVqK&sig=uwinxm2QXgr_8tRojlbrMe4_aKo&hl=pt-PT&ei=x01PTaGCJMLAhAevs-z5Dg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=5&ved=0CEAQ6AEwBA#v=onepage&q&f=false



domingo, 6 de fevereiro de 2011

«ENQUÊTE SUR L'ANTICOLONIALISME» - «INQUIRY ON ANTI-COLONIALISM» - ´ESTUDOS DE CIÊNCIAS POLÍTICAS E SOCIAIS` - 1957



         MINISTÉRIO DO ULTRAMAR
JUNTA DE INVESTIGAÇÕES DO ULTRAMAR
     Centro de Estudos Políticos e Sociais  


ESTUDOS DE CIÊNCIAS POLÍTICAS E SOCIAIS
                                   I I


«ENQUÊTE SUR L'ANTICOLONIALISME»


                            ................
      «INQUIRY ON ANTI-COLONIALISM»


                                 1957
    
  


Trata-se de uma coletânea de ´notáveis estudos` como lhes chama o falecido Vice-Almirante Sarmento Rodrigues, que cumpre a tarefa de fazer a Introdução!
Nesta obra colectiva,  foi   utilizada a língua inglesa na ´INTRODUCTION` , a cargo de SARMENTO
RODRIGUES, pelo que não é correcto afirmar-se que foi escrita em inglês!...
As línguas utilizadas foram: inglês, francês e castelhano.
É de realçar a comunicação do malogrado EDUARDO MONDLANE, ´assassinado` por uma explosão
em DAR-ES- SALAM, quando procedia à abertura de algo que lhe fora enviado pelo correio...operação
sinistra de que pode muito bem ter sido responsável a ´sinistra` ´AGINTER PRESS` , uma espécie de 
´GLÁDIO`  que actuava em PORTUGAL!


O livro abre com uma INTRODUÇÃO do  então COMODORO SARMENTO RODRIGUES, que dá um
grande realce aos potenciais perigos dos países Comunistas, não deixando de fazer uma severa crítica aos EUA, nomeadamente acerca da crise do SUEZ! Afirma: ´Al action tending to detach Africa from Europe, will have pernicious consequences for all, save the enemies of the West.`
Afirma a necessidade de os EUA, como aliados preferenciais, deverem respeitar os direitos de soberania e não procurar quebrar esse ritmo em favor de ideologias, tais como independência, democracia, etc. (como não ter presente a actual ingerência nos assuntos internos da grande nação Egípcia...).


INDEX:
INTRODUCTION: M.M.SARMENTO RODRIGUES (Comodoro da Marinha de Guerra e ex-Ministro
                               do Ultramar e ex-Governador Geral de Moçambique.)  
LE MOUVEMENT D'EMANCIPATION DANS LES COLONIES:  por J. ROUSSIER (Director do        Centro de investigações do Direito Comparado, Professor na Faculdade de Direito - 
Encarregado do Ensino do Direito Muçulmano na Universidade de Argel.)    
LES CAUSES DES MOUVEMENTS D'AUTONOMIE EN AFRIQUE DU NORD: pelo Professor R. LE
                                                                                      TOURNEAU (Faculdade de letras de Argel)
LAS DEPENDENCIAS ESPAÑOLAS: pelo Catedrático José Cordero Torres (Instituto de Estudos  Políticos - Secção de Estudos Africanos e Orientais - Madrid.)
DEVELOPMENTS TOWARDS SELF-GOVERNMENT IN 
DEPENDENT TERRITORIES OF UNITED STATES: pelo Professor HENRY WELLS (Departamento
                                                                                de Ciências Políticas, Universidade da Pensilvânia.)
ANTI-COLONIALISM IN THE UNITED STATES: por EDUARDO MONDLANE (New York)
SELF-GOVERNMENT MOVEMENTS IN AUSTRALIA AND
NEW ZEALAND IN THE NINETEENTH CENTURY: pelo Professor C.H. CURREY M.A., L.L. ,R.A.H.S. (Escola de Direito, Universidade de Sydney)
THE EXPANSION OF PORTUGUESE IN THE OVERSEAS IN THE LIGHT OF MODERN
ANTHROPOLOGY: pelo Professor Jorge Dias (Instituto Superior de Estudos Ultramarinos - Lisboa)
UNIVERSAL AND REGIONAL ORGANIZATIONS IN AFRICA: pelo Professor Joaquim
                     Moreira da Silva Cunha (Instituto Superior de Estudos Ultramarinos - Lisboa)
THE SOUTH PACIFICA AND AUSTRALIA: pelo Professor A. P. ELKIN (Universidade de Sidney)
L'EVOLUTION POLITIQUE DES ANCIENS TERRITOIRES COLONIAUX
NEERLANDAIS:     pelo Dr. Van Helsdingen (Agregado do Ministério do Ultramar - Países Baixos)
CAUSES OF THE MOVEMENTS FOR AUTONOMY AND OF INDEPENDENCE
OF BRASIL:  por Hélio Vianna (Professor de História do Brasil da Faculdade de Filosofia da
                      Universidade do Brasil)
ANTI-COLONIALISM IN THE UNO, pelo PROFESSOR ADRIANO MOREIRA
                                                               (Instituto Superior de Estudos Ultramarinos de Lisboa)

«CRUZ NEGRA» o ´El Sumario de la Conspiración Contra el Libano»




«CRUZ NEGRA»
´OU O RELATO COM NARRAÇÃO E SUMÁRIO DA CONSPIRAÇÃO CONTRA O LÍBANO`
`UNIÃO SOCIALISTA ÁRABE` (FORMAÇÃO NASSERIANA)
Livro traduzido nos seguintes idiomas: 
Frandês, Inglês e Espanhol
Beirute, Julho de 1976
299 págs.


Esta obra repleta de ´informação` e ´pródiga` em imagens, a preto e branco bem como a cor, procura
narrar a ´Guerra Civil` no Líbano, de 1968 a 1975!


Começa em grandes parangonas por afirmar:
´ESTE LIVRO REFECTE:  - AS DIMENSÕES DA CONSPIRAÇAO URDIDA CONTRA A NOSSA NAÇÃO ÁRABE - O SEU IMPACTO E TODO O SEU HORROR. QUEREMOS QUE ESTE LIVRO
SEJA UMA IMAGEM FIEL E COMOVEDORA DE NOSSAS TERRÍVEIS VIVÊNCIAS`


União Socialista Árabe, Formação Nasseriana.


O livro manipula de modo faccioso os acontecimentos decorridos entre 1968 e 1975 no Líbano, país à época de maioria Cristã e por isso a Constituição dispunha que se o Presidente da República fosse cristão, o Primeiro Ministro seria Muçulmano, e vice-versa!
Acontece que tendo já havido grades tensões nesse país, com a intervenção de Nasser, no tempo da famosa ´República árabe Unida` , formada no ano de 1958  entre o Egipto e a Síria, tendo findado em 1961, com o EGIPTO a continuar a usar essa designação até 1971!...
Apesar da enorme cópia de transcrição de ´documentos`, para não falar de imagens (!) , é evidente que é uma obra de propaganda à maneira da ´Agit Prop` Soviética!
Como em 1968 a Organização de Libertação da Palestina (OLP) invadisse o Líbano, aqui na obra entende-se que o Líbano, para além de aceitar o facto com agrado ainda deveria permitir que essa organização fosse quem dirigia o Líbano! Tratava-se de fazer pender o Líbano para o lado que agradava a Nasser e também a Moamar Ghadafi, bem como à OLP, que nesse país encontraria ´santuário` na sua luta contra o Estado de Israel!
Havia dois interesses, acabar com a Constituição, que protegia a maioria relativa Cristã, que é denominada de ´Seita` Maronita (!) e dar à OLP, em tudo obediente a Nasser, um modo de dominar o Líbano...
Além destas intenções haveria a possibilidade de ficar com fronteira com a Síria que Nasser odiava
desde 1961 e ainda mais a partir de 1963 quando o ´Baas` tomou o poder na Síria!
Os Cristãos defenderam-se e por vezes a ´Falange` exagerou... Porém a Síria acabou por intervir tendo havido um cordial encontro entre o Presidente sírio Hafez al-Aassad com o Presidente libanês Suleiman Franjieh, em 1975, facto que vem acabar com a ´esperança` acarinhada por Nasser e a OLP!
O grande dirigente socialista ´Druzo` libanez, Kamal Jumblat é ignorado no corpo da obra, surgindo apenas num fotografia! Infelizmente seria asssacinado em 1977...
Frustradas as intenções de dominar o Líbano, surgem acusações ao ´Sionismo` , refere-se a obra do jornalista indiano R. K. Karanjia, e a sua afirmação do punhal cravado por Israel na Nação Árabe, o que de facto é afirmado numa sua obra ´ISRAEL IS  A DAGGER IN ARABS´ BODY` , porém designando
o livro por «O PUNHAL DE ISRAEL»...
Em suma toda a narrativa, agravada pelo encontro dos dois presidentes, termina com um capitulo, o ´Oitavo`:


«OS NOVOS CRUZADADOS E A PARTILHA»...


Em conclusão e a seguir à fotografias dos líderes egípcio e líbio, afirma-se de novo em parangonas:


AQUI ESTÃO OS SEUS ARGUMENTOS, E AQUI ESTÃO OS NOSSOS, DISSERAM O QUE TINHAM A DIZER. 
SÓ A NAÇÃO ÁRABE, OBJECTO DO COMPLOT, E A CONSCIÊNCIA HUMANA, PODERÃO
ARBITRAR.

União Socialista Árabe, Formação Nasseriana.



sábado, 5 de fevereiro de 2011

AFINAL QUE SE DEVE ENTENDER POR PÁTRIA ÁRABE?



Esta imagem, que é apresentada no Livro atrás referido «LE BA'TH ET LA PATRIE ARABE», do Dr.
KASSIM SALLAM, mostra o que é entendido por ´PÁTRIA ÁRABE` , de facto um ´PAN-ARABISMO`,
uma UNIÃO DOS PAÍSES ÁRABES, de esmagadora maioria de RELIGIÃO ISLÂMICA (excepto o
LÍBANO...até à poucos anos de maioria relativa CRISTÃ)!
De fora fica o ISLÃO não árabe, de origem INDO-EUROPEIA, como a TURQUIA. o IRÃO, etc. ...
ou os países da ÁFRICA SUB-SAHARIANA...
Esse PAN-ARABISMO é encarado e interpretado de modo radicalmente oposto: um laico e mesmo socialista, em que à semelhança da TURQUIA pós- revolução dos JOVENS TURCOS, dirigida  e implantada por MUSTAFA KEMAL ´ATATÜRK` , onde a Religião não pode interferir nos assuntos de
ESTADO ... ou os ISLAMITAS, como a «IRMANDADE MUÇULMANA` que pretende um 
PAN-ARABISMO ISLÂMICO...onde ISLÃO é simultanemente POLÍTCA e RELIGIÃO!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

«LE BA'TH ET LA PATRIE ARABE» - KASSIM SALLAM



«LE BA'TH ET LA PATRIE ARABE»
   KASSIM SALLAM
EMA - ÉDITIONS DU MONDE ARABE
PARIS, Première édition, Août 1982
ISBN 2-86584-006-9
447 págs.


O Doutor KASSIM SALLAM SAÏD, membro do Comando Nacional do Partido Ba'th Árabe Socialista, 
(Partido Baas), nasceu em Taëz, no Yemen, em 1942. Começou por militar no seio do ´Movimento dos Ahrars Yemenitas` e ingressou muito cedo nas fileiras do Ba'th, em Aden, em 1958.
Afastado de Sanaa, devido à sua actividade política, o Doutor SALLAM dirigiu-se para o CAIRO, e de seguida para a ITÁLIA onde prosseguiu os seus estudos universitários. Foi aí, na Universidade de PERUGUA que obteve o seu Doutoramento em CIÊNCIAS POLÍTICAS defendendo a investigação, para a sua Tese, de que é objecto este livro (esta obra constitui o conteúdo integral do deu Doutoramento!).
O Doutor SALLAM representou, no Oitavo Congresso do Partido Ba'th Árabe Socialista reunido em DAMASCO em 1965, a organização do Partido em Itália.
Foi eleito pela primeira vez, membro do Comando Nacional do Partido (a mais alta instância dirigente) a quando do Décimo Congresso Nacional que se realizou em BAGDAD em Março de 1970. De seguida, foi reeleito para O comando Nacional que se desenrolou IGUALMENTE em BAGDAD. Continua a assumir numerosas responsabilidades militantes e nacionais.




O estudo universitário apresentado nesta obra obteve as mais altas distinções científicas. Contudo, distingue-se dos estudos académicos tradicionais. Com efeito o Autor não era à época da redacção da sua Tese um simples estudante. Não redigiu essa tese nos bancos da Universidade nem no quadro de uma investigação científica abstracta. pois era par além de um investigador de qualidades reconhecidas, um militante de grande experiência e investido de importantes responsabilidades no seio da mais alta instância nacional do Partido Ba'th. O Autor preencheu uma importante lacuna para a compreensão do Partido Ba'th Árabe Socialista, a conjugaçao de dois modos de o encarar: um, objectivo e fiel, trazido do exterior; o outro, trazido do interior, vivo, juntando à análise objectiva a riqueza duma demanda motivada e inquieta do saber.
Nesta obra encontra-se uma exposição sedutora, homogénea, rica em elementos explicativos, da evolução histórica árabe. O estudo acompanha a ascenção da luta árabe revolucionária da qual o
BAAS constituiu o núcleo essencial. Analisa o conflito entre árabes e os seus adversários e denuncia
as traições e divisões do movimento político árabe!


http://www.persee.fr/web/revues/home/prescript/article/polit_0032-342x_1982_num_47_4_3275_t1_1075_0000_4







                                                          KASSIM  SALLAM  SAÏD

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

«OS ÁRABES» (´LES ARABES`) - MAXIME RODINSON




«OS ÁRABES»
MAXIME RODINSON (1915-2004)
Tradução de Mariana Quintela
ESTUDOS E DOCUMENTOS 177
PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA, 1980
Título original: ´LES ARABES`
PUF - PRESSES UNIVERSITAIRES DE FRANCE
PARIS, 1979


MAXIME RODINSON, director de estudos da ´École Pratique des Hautes Études, na Sorbonne, dedicou-se durante longos anos sobre um povo que até há relativamente poucos anos era pouco conhecido. Nesta obra, com simpatia, mas sem complacência servil, apresenta-nos um conjunto de informações objectivas sobre os povos árabes: componentes étnicas e culturais, vias de desenvolvimento, análise da ideologia do nacionalismo e das estruturas sociais e políticas. Trata.se de uma obra essencial para compreender de um modo pouco erudito, propositadamente desejado pelo Autor para poder chegar a camadas menos ilustradas.
À semelhança dos outros povos, têm os seus heróis e os seus vilões, os seus sábios e os seus loucos, os
seus erros e os seus crimes, bem como as suas inestimáveis contribuições para o tesouro da humanidade.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Maxime_Rodinson





                                                        «LES ARABES» - PUF - 1979

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

«LA DIALECTIQUE SOCIALE» - ANOUAR ABDEL-MALEK



«LA DIALECTIQUE SOCIALE»
ANOUAR  ABDEL-MALEK
ÉDITIONS DU SEUIL
PARIS, 1972
480 págs.


Nascido no CAIRO em 1924 de uma família estreitamente ligada ao renascimento nacional de EGIPTO, Anouar  Abdel.Malek desempenha uma parte central na formação do socialismo marxista, escola de pensamento e de acção inserido no ´coração` do movimento nacional egípcio. 
Doutor em sociologia, de seguida doutor em letras, tendo ascendido ao prestigiado lugar de ´maìtre de recherches` no C.N.R.S. (Centre National de la Recherche Scientifique), foi viver em Paris desde 1959.
Foram publicados numerosos trabalhos seus sobre a questão nacional e o socialismo, a ideologia, a teoria sociológica, poder e revolução nas relações com as culturas e civilizações, dentre mutas: ´Egipto sociedade militar` e ´Ideologia e renascimento nacional: o Egipto moderno`, ´Sociologia do imperialismo` , etc...
Membro destacado do comité executivo da ´Associação internacional de sociologia` (presidindo ao comité de investigação sobre os movimentos nacionais e o imperialismo) e da Associaçãp internacional dos sociólogos de língua francesa.


«A dialéctica, na realidade, é um método de pensamento ou
antes uma sequência coerente de métodos inteligíveis, que
permite dissolver certas concepções rígidas e de conduzir
a política às ideologias dominantes»
                                                   BERTOLD BRECHT.




Pelos seu movimentos de libertação e de revolução, pelo ressurgimento do Oriente, pela mutação científica e  técnica, este tempo é o tempo da ´mundialização` do mundo. Como dar conta e compreender o essencial, o cerne do que é ´a dialéctica social` , num tal quadro?
Ela, a dialéctica, definir-se-á como o estudo da rede das ´interacções` em acção no seio de dois grandes círculos constitutivos: endógeno (classes e grupos sociais) e exógeno (nações; culturas; civilizações). Estas interacções têm todas elas por objectivo a manutenção e a deslocação da ´hegemonia`: no interior das sociedades como do quadro internacional, em função dos diferentes ´projectos` nacionais-culturais em devir. Um tal estudo - conduzido na linha do historicismo crítico, à luz do marxismo - articular-se-á mais precisamente em torno do conceito de ´especificidade` .
Contra o pensamento negativo, sistema ideológico dominante do Ocidente hegemónico em crise, ´A dialéctica social`- da qual este livro pretende constituir a abertura, irradiante - procura contribuir para a reestruturação da teoria social e da filosofia política, em ligação orgânica com a ´praxis` do nosso tempo.


O Autor não podia ser mais explícito saudando (como dedicatória) o grande intelectual italiano marxista da filosofia da ´praxis` e do ´bloco histórico` : ´pour saluer António Gramsci`...


A obra à laia de prefácio inicia-se com a palavra: «ENVIO»...e esse ´envio` termina  com a expressão:
«Point de champ clos; c'est dans l'arène du monde réel que toujours s'est joué et que toujours se jouera le destin de la pensée.»
 (Não existe campo fechado: é na arena do mundo real que sempre se desenrolou e se derenrolará o destino do pensamento.) 

«DIOS Y EL INCONSCIENTE» - (´God and the Unconscious´) - VICTOR WHITE - Prólogo de C. G. JUNG




«DIOS Y EL INCONSCIENTE»
  VICTOR WHITE
Prólogo de C. G. JUNG
Apêndice de GEBHARD FREI
Versão espanhola de Fr. Acacio Fernandez, O. P.
EDITORIAL GREDOS
MADRID, 1955
Título original: `GOD AND THE UNCONSCIOUS`
HARVILL PRESS
LONDRES, 1952


« ... Há apenas uma diferença essencial entre o funcionamento consciente e o funcionamento inconsciente da
psique: o consciente, a despeito da sua intensidade e da sua concentração, é puramente efémero, acomodado
somente ao presente imediato e à sua própria vizinhança e não dispondo, por natureza, senão dos materiais
da experiência individual, apenas repartidos por alguns decénios. Quanto ao mais, a sua memória é artificial
e composta essencialmente de papel impresso.
Quão diferente é o inconsciente! Nem concentrado, nem intensivo, mas crepuscular até à obscuridade, ele ganha com isso uma extensão imensa e contém, lado a lado, de maneira paradoxal, os elementos mais heterogénios, dispondo, além de uma massa indeterminável de percepções subliminais, do tesouro prodigioso
das estratificações acumuladas no decorrer das vidas dos antepassados, que, só pela sua existência, contribuíram para a diferenciação da espécie.»


                                                                                                          CARL  GUSTAV JUNG






Este livro, notável pela seu interesse teórico e prático, individual e social, psicológico e religioso, difícil
talvez, pelo seu carácter técnico e pela riqueza de conteúdo, requer uma leitura pausada e reflexiva. Uma leitura precipitada ou um exame superficial do mesmo privariam o leitor do seu valor real ou, 
pior ainda, conduziriam a inferências inexactas, a mal-entendidos, mesmo a apelidar o P. White de junguiano incorrigível. 
Talvez a muitos surpreenda a persistência nesta obra duma ideia tão junguiana como a de procurar nas profundidades do inconsciente os restos das verdade espirituais  salvadoras, varridas da consciência do homem ocidental pelo Iluminismo ateu. E por que não na consciência, ou na religião, ou na revelação, poderia perguntar-se? O P. White explica o porquê: porque desapareceram da consciência, porque o homem hodierno não acredita na revelação; e, por outro lado, aquilo que de um modo geral poderíamos chamar processos inconscientes - algo como o ´anima naturaliter christiana` de
Tertuliano, que dava testemunho de Deus de modo espontâneo, contra as negações da alma educada nas academias e na filosofia - foi muitas vezes para o homem moderno uma via para Deus e para a
religião, que tinham sido inconscientemente negados.
Destes factos se fala no livro, sugerindo analogias com doutrinas teológicas, levantando problemas - e
com que engenho e destreza! - a essa mesma teologia, e fazendo avançar a Ciência ( que está reservada a poucos) , Não se trata de fazer uma apologia da psicologia junguiana, da psicologia analítica ou psicologia ´complexa` , ou de ´afundar-se` - como afirmou um ´crítico` - no inconsciente de
JUNG com todos os seus arquétipos.
É, de facto exasperante ler críticas precipitadas e que carecem de objectividade. Mesmo assim e para a época em que foi editado o livro (estava de pé o juramento das 24 teses tomistas impostas pelo
Papa S. PIO X...), A melhor defesa do conteúdo da obra, é a própria obra. Persiste ao longo do
livro toda uma sólida estrutura de distinções tradicionais: facto e valor, imanência e transcendência
de Deus, Deus e imagem de Deus, gnose e fé, etc. !
Porém, poderemos associar Deus de modo absoluto com o inconsciente, pergunta o P. White?! Para alguns, semelhante associação ´parecerá uma tangente ao grotesco e blasfemo`, devido talvez à sua concepção demasiado intelectualista de Deus como o transcendente absoluto que nada tem a ver com este mundo cá de baixo, ou mais provavelmente à divulgação freudiana do próprio inconsciente 
enquanto simples depósito de recalques, ou receptáculo de materiais nocivos e reprimidos. Mas com
JUNG, o inconsciente dilatou-se te tal maneira que chegou a invadir terrenos sagrados e religiosos.
Esta invasão não terá de assustar quem tenha feito a sua formação na escola Tomista, cujos escritos foram condenados logo a seguir à sua morte, porque recorrendo ao naturalismo aristotélico, sabe que as ciências não se distinguem essencialmente pelos objectos materiais, antes por ´rationes cognoscibiles` ; que Deus, objecto da fé, pode ser também objecto de uma investigação racional.
A psicologia profunda de JUNG ensinou-nos mais coisas acerca do homem que acerca de Deus; mas,
ao conseguir que o homem se conheça melhor a si mesmo, facilitou a via para alcançar Deus.
JUNG afirmou que o inconsciente é um ´Grenzbegriff ` (conceito amplo) que abarca todos os processos
psíquicos não-conscientes, isto é, não referidos ao ego.
Numa palavra, qualquer que seja a associação de Deus com o inconsciente, o inconsciente não substitui Deus, antes pelo contrário, veio preencher a substituição de Deus levada a cabo pela
consciência dita ´ilustrada` .


«Quando se exclui o Espírito de Deus da consideração humana, um substituto inconsciente vem ocupar
o seu lugar.» (C. G. JUNG)


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