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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

«LA DIALECTIQUE SOCIALE» - ANOUAR ABDEL-MALEK



«LA DIALECTIQUE SOCIALE»
ANOUAR  ABDEL-MALEK
ÉDITIONS DU SEUIL
PARIS, 1972
480 págs.


Nascido no CAIRO em 1924 de uma família estreitamente ligada ao renascimento nacional de EGIPTO, Anouar  Abdel.Malek desempenha uma parte central na formação do socialismo marxista, escola de pensamento e de acção inserido no ´coração` do movimento nacional egípcio. 
Doutor em sociologia, de seguida doutor em letras, tendo ascendido ao prestigiado lugar de ´maìtre de recherches` no C.N.R.S. (Centre National de la Recherche Scientifique), foi viver em Paris desde 1959.
Foram publicados numerosos trabalhos seus sobre a questão nacional e o socialismo, a ideologia, a teoria sociológica, poder e revolução nas relações com as culturas e civilizações, dentre mutas: ´Egipto sociedade militar` e ´Ideologia e renascimento nacional: o Egipto moderno`, ´Sociologia do imperialismo` , etc...
Membro destacado do comité executivo da ´Associação internacional de sociologia` (presidindo ao comité de investigação sobre os movimentos nacionais e o imperialismo) e da Associaçãp internacional dos sociólogos de língua francesa.


«A dialéctica, na realidade, é um método de pensamento ou
antes uma sequência coerente de métodos inteligíveis, que
permite dissolver certas concepções rígidas e de conduzir
a política às ideologias dominantes»
                                                   BERTOLD BRECHT.




Pelos seu movimentos de libertação e de revolução, pelo ressurgimento do Oriente, pela mutação científica e  técnica, este tempo é o tempo da ´mundialização` do mundo. Como dar conta e compreender o essencial, o cerne do que é ´a dialéctica social` , num tal quadro?
Ela, a dialéctica, definir-se-á como o estudo da rede das ´interacções` em acção no seio de dois grandes círculos constitutivos: endógeno (classes e grupos sociais) e exógeno (nações; culturas; civilizações). Estas interacções têm todas elas por objectivo a manutenção e a deslocação da ´hegemonia`: no interior das sociedades como do quadro internacional, em função dos diferentes ´projectos` nacionais-culturais em devir. Um tal estudo - conduzido na linha do historicismo crítico, à luz do marxismo - articular-se-á mais precisamente em torno do conceito de ´especificidade` .
Contra o pensamento negativo, sistema ideológico dominante do Ocidente hegemónico em crise, ´A dialéctica social`- da qual este livro pretende constituir a abertura, irradiante - procura contribuir para a reestruturação da teoria social e da filosofia política, em ligação orgânica com a ´praxis` do nosso tempo.


O Autor não podia ser mais explícito saudando (como dedicatória) o grande intelectual italiano marxista da filosofia da ´praxis` e do ´bloco histórico` : ´pour saluer António Gramsci`...


A obra à laia de prefácio inicia-se com a palavra: «ENVIO»...e esse ´envio` termina  com a expressão:
«Point de champ clos; c'est dans l'arène du monde réel que toujours s'est joué et que toujours se jouera le destin de la pensée.»
 (Não existe campo fechado: é na arena do mundo real que sempre se desenrolou e se derenrolará o destino do pensamento.) 

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