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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A desforra de Deus

A desforra de Deus

Esther Mucznik 03.01.2008, Público


O fenómeno religioso tem vindo a conquistar espaço na vida pública em proporção inversa à prática religiosa dos cidadãos

"A República precisa de crentes", afirmou, no Vaticano, Nicolas Sarkozy. Em visita ao Papa Bento XVI, o Presidente francês acaba de quebrar um tabu que, desde a lei de separação de 1905, relega a religião para a esfera privada dos indivíduos, suprimindo a sua expressão pública. No seu discurso em Roma, Sarkozy foi ainda mais longe, assumindo as raízes cristãs da França, "cimento da identidade nacional", e defendendo uma laicidade positiva que não encare as religiões "como um perigo, mas sim como um trunfo", numa França hoje religiosamente diversa. Como era de esperar, estas considerações tumultuaram a classe política francesa e alguma opinião pública, nomeadamente à esquerda. "Trata-se de uma verdadeira confusão entre o religioso e o político", afirmou François Hollande, dirigente do PS francês.
Dir-se-á que esta é mais uma daquelas polémicas à francesa que não interessam a ninguém, a não ser aos próprios. No entanto, como aqui já tive a ocasião de o dizer, devido precisamente ao radicalismo da sua experiência, a França é frequentemente um laboratório cujos sinais ultrapassam as suas fronteiras e este é um deles. Como doutrina e como prática, a laicidade radical que considera a religião como um factor de atraso e obscurantismo a banir do espaço público, e se possível da estratosfera, está de facto completamente ultrapassada, não só em França, mas onde quer que ela se manifeste. Existe apenas em cabeças dogmáticas que fizeram do laicismo e do anticlericalismo a sua própria religião. Na prática, quer os cidadãos, quer o poder político mantêm com as confissões religiosas uma relação natural e descontraída. Isto é uma realidade no mundo ocidental e também em Portugal, onde partidos políticos, comunicação social, ministros e Presidentes visitam igrejas, sinagogas, mesquitas e mantêm contactos com as lideranças religiosas quando tal é necessário.
A que se deve esta evolução, absolutamente impensável ainda há duas décadas? A uma maior religiosidade dos cidadãos e, em consequência, a um maior respeito pelas suas instituições? A resposta é, claramente, não! Paradoxalmente, e em particular no Ocidente europeu, o fenómeno religioso tem vindo a conquistar espaço na vida pública em proporção inversa à prática religiosa dos cidadãos. O lugar que hoje é dado à expressão pública das confissões religiosas é o resultado, em primeiro lugar, do apaziguamento do trauma da violência inaugural da separação Estado/Igreja; em segundo lugar, do reconhecimento de que num mundo de opressão política e corrupção moral os valores religiosos oferecem um universo moral alternativo às utopias ateístas e seculares. "Se não tiveres Deus", afirma T.S. Eliot, "terás de te prostrar perante Hitler ou Estaline." Certo ou errado, a verdade é que a religião tem sido frequentemente um fermento no combate às ditaduras políticas e militares: contra os regimes comunistas no Leste europeu, contra as próprias ditaduras militares seculares no mundo islâmico, onde as mesquitas são frequentemente, e com os excessos que se conhecem, o único centro de oposição política, ou mais recentemente na resistência dos monges birmaneses a um dos regimes mais opressivos do mundo. Digamos que no último quartel do século XX a história reabilitou a religião, com os seus lados positivos, mas também com os seus excessos brutais. "La revanche de Dieu", como lhe chamou Gilles Kepell.
O terceiro elemento da visibilidade actual do fenómeno religioso é a diversidade religiosa e particularmente a presença maciça do islão na Europa. Contrariamente ao judaísmo, habituado a viver em diáspora durante milénios, conformando-se às leis dos países, segundo a máxima talmúdica "a lei do pais é a nossa lei", o islão não tem experiência histórica da separação entre a vivência cívica e a religiosa. Assim, a presença islâmica é uma presença religiosa visível e culturalmente diversa que mexe com o espaço público e representa um desafio para uma Europa habituada a ver-se como um "clube cristão". A questão que a diversidade religiosa coloca - e que é hoje absolutamente central - é como conviver harmoniosamente entre religiões diferentes e entre religiosos e ateus, respeitando e partilhando o espaço comum. É aqui que a questão da laicidade positiva, ou seja, uma visão liberal da laicidade, feita de negociação permanente e de equilíbrio das liberdades individuais e colectivas, pode dar uma resposta. Só ela permite a plena realização pessoal e cívica que para muitas pessoas passa pela prática de uma religião. Ao estimular uma prática religiosa tolerante e respeitadora das convicções alheias, a laicidade positiva é também um antídoto contra os fundamentalismos religiosos e laicos.
Algo estará a mudar na velha Europa, a que não será estranho o combate intransigente do Papa Bento XVI contra as ideologias seculares e o materialismo "que esqueceu que o homem permanece homem, que a liberdade permanece a liberdade, mesmo para fazer o mal". Algo está a mudar numa Europa em que o Presidente francês vai ao Vaticano afirmar as raízes cristãs da república mais laica do planeta e em que um ex-primeiro ministro britânico assume publicamente a sua apostasia e conversão ao catolicismo....
Em Portugal, onde a convivência inter-religiosa e cultural é hoje pacífica, ainda existem esporadicamente uns laivos de laicismo sectário e absurdo, como a recente medida do Ministério da Educação de retirar os nomes dos santos às escolas públicas. A verificar-se, esta decisão revela uma visão da laicidade completamente deturpada, ignorando a cultura cristã dominante da população portuguesa e encarando a esfera pública secular como um espaço neutro, asséptico e esquizofrénico, em que cada um tem de calar as suas convicções, remetendo-as para uma esfera quase tão tabu e "vergonhosa" como as opções sexuais... Para não referir o absurdo de uma medida que coerentemente teria de se aplicar progressivamente a hospitais, juntas de freguesia, elevadores públicos...
Será necessário repetir que a laicidade positiva contemplada pela Lei de Liberdade Religiosa de 2001 pressupõe, ao invés, a expressão pública, livre e harmoniosa da diversidade cultural e religiosa?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

HOMILIA DO CARDEAL-PATRIARCA na Dedicação da Sé 2009

HOMILIA DO CARDEAL-PATRIARCA na Dedicação da Sé 2009
“A Catedral é sinal visível da Igreja Particular como Povo Sacerdotal”

Homilia na Solenidade da Dedicação da Sé Patriarcal
Sé Patriarcal, 25 de Outubro de 2009

1. Nesta celebração da Dedicação da nossa Catedral, a Palavra de Deus proclamada apresenta-nos a Igreja, na beleza do seu mistério, cidade nova, ou seja, nova experiência de humanidade, fruto fecundo da Páscoa de Jesus. Ela tem a dignidade de Cristo ressuscitado, é apresentada como a “esposa do Cordeiro”, na sua beleza brilha a glória do próprio Deus. A Igreja não é só um Povo que louva o Senhor; na sua realidade humana resplandece a própria glória de Deus.
A Igreja é-nos apresentada como cidade fortificada. Jesus tinha prometido a Pedro: “as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela (Mt. 16,18). A garantia dessa solidez são os seus fundamentos: Cristo como pedra angular, os Apóstolos de Jesus como colunas: “Vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa e quem nela puser a sua confiança não será confundido” (1Pet. 2,6); “A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes e neles doze nomes: os dos doze Apóstolos do Cordeiro” (Apoc. 21,14). Estes dois textos dizem-nos que a solidez da Igreja assenta na perenidade da Páscoa de Cristo e na sucessão apostólica. Aliás, a apostolicidade da Igreja é a primeira expressão de Cristo morto e ressuscitado. É por isso que a verdadeira Igreja de Jesus Cristo será sempre a Igreja apostólica.
A Catedral é um sinal vivo da apostolicidade da Igreja diocesana, assente na solidez do ministério do Bispo, sucessor dos Apóstolos do Cordeiro. Durante este Ano Pastoral, teremos a graça de sentir ao vivo e de um modo mais forte, esta apostolicidade da Igreja com a visita pastoral do Sucessor de Pedro, Sua Santidade Bento XVI, à Igreja de Lisboa. Só na comunhão com Pedro, o vosso Bispo é garantia dessa solidez da Igreja diocesana, que, por isso mesmo se afirma e define como comunhão universal com todas as Igrejas católicas do mundo. O Santo Padre reavivará em nós o que procuramos e desejamos todos os dias: a unidade na verdade, a universalidade da caridade, a urgência da missão. O anúncio do Evangelho aos nossos concidadãos, com o ardor dos apóstolos de Jesus, é uma urgência e uma exigência da missão da Igreja no tempo presente.

2. A Catedral evoca, para nós, o mistério do templo, não apenas, nem sobretudo, do templo material, aliás cheio de história e carregado de mensagem em cada uma das suas pedras, mas do templo como experiência de encontro e de comunhão com Deus, presente no meio do Seu Povo, na pessoa do seu Filho Jesus Cristo, nosso Bom Pastor. A Igreja é o lugar do encontro e da intimidade com Deus, porque é o lugar de encontro com Jesus Cristo, onde, com a força do Espírito, se renasce para a vida. E é essa experiência de encontro que o templo significa e anuncia. Aí se pode encontrar o Senhor, escutar sempre de novo a Sua Palavra, deixar que nos transforme o coração, aprender a desejar a plenitude da comunhão. A fecundidade da Igreja é sacramental. A Catedral é o lugar da afirmação mais pujante da riqueza sacramental da Igreja; evocá-la é escutar o desafio lançado a toda a Igreja, pelo Santo Padre, com o Ano Sacerdotal.
A Igreja é sacerdotal na profundidade do seu existir, da sua vocação e da sua missão. Nela, exprime-se continuamente o amor infinito de Deus pelos homens, manifestado radical e definitivamente em Jesus Cristo. A Igreja é fruto contínuo da fecundidade renovadora da Páscoa de Cristo, através da acção criadora do Espírito Santo. Em toda a fecundidade da sua Palavra e da sua Páscoa, Cristo é Sacerdote, o único sacerdote. Todos os que se unem a Ele na consagração baptismal ou na consagração para o ministério sacerdotal, participam do seu sacerdócio. A igreja é o fruto precioso dessa fecundidade sacerdotal. É bom recordar a maneira como o Concílio define a Diocese ou Igreja Particular (cf. C.D. nº11): é uma porção do Povo de Deus, quer dizer, não é a Igreja toda, mas é o todo da Igreja, pois nela acontece a plenitude da Igreja. E isto porque é confiada a um Bispo, sucessor dos Apóstolos, para que seja o seu Pastor, e que exerce esse sacerdócio apostólico em comunhão com os presbíteros a quem impôs as mãos. São muitos os sacerdotes, mas é só um o ministério pastoral, como sacramento de Cristo Bom Pastor. Pontos centrais desse ministério pastoral são a construção da Igreja comunhão, porque reunida no Espírito Santo, o anúncio do Evangelho e a celebração da Eucaristia. A Catedral é o anúncio e desafio desse ministério pastoral do Bispo, com o seu presbitério, pois ela sublinha a prioridade do Evangelho, a centralidade da Eucaristia, a beleza de uma Igreja unida em comunhão.

3. Cristo exerce continuamente o seu poder sacerdotal através do sacerdócio apostólico, para que toda a Igreja seja Povo Sacerdotal. O Apóstolo Pedro lembra-o aos cristãos da primeira geração: “Aproximai-vos do Senhor, que é a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1Pet. 2,4-5). Jesus já anunciara à samaritana que esse culto espiritual, liturgia discreta nos sinais físicos e densa da atitude interior dos crentes, é o que agrada a Deus e é o culto do futuro (cf. Jo. 4,23-24). Para que toda a Igreja, Povo Sacerdotal, possa oferecer esse culto a Deus, precisa do sacerdócio ministerial, que actualiza, em cada momento, o próprio sacerdócio de Jesus Cristo. Nem o Povo de Deus, Igreja do Senhor, pode oferecer esse culto novo sem a mediação sacramental do sacerdócio apostólico, nem este tem razão de ser, se não for a edificação permanente do Povo Sacerdotal, tornando-o capaz de oferecer a Deus esse culto espiritual. Ao convidar a Igreja para uma descoberta mais profunda do sacerdócio ministerial, o Papa convida a Igreja para uma meditação sobre o seu próprio mistério de identificação total com Jesus Cristo, sacerdote perfeito e pontífice da Nova Aliança.
A Catedral, como Igreja Mãe, sinal visível da comunhão da Igreja diocesana, desafia-nos a todos a encarnar a urgência do anúncio do Evangelho e a fazer da Eucaristia o centro do ser e da missão da Igreja. É nesta Igreja que está a cátedra do Bispo, sucessor dos Apóstolos, e o altar maior, que se prolonga em todos os altares onde as nossas comunidades oferecem a Deus o culto espiritual, que é louvor digno da santidade de Deus e sacrifício redentor para todos nós, peregrinos da Pátria Celeste, que precisamos de merecer a graça da redenção.


† JOSÉ, Cardeal-Patriarca

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

«OS JUDEUS SECRETOS EM PORTUGAL» -Amílcar Paulo- Editorial Labirinto - Colecção ´Documentos e Testemunhos» - Porto - 1985






«OS JUDEUS SECRETOS EM PORTUGAL»
  Amílcar Paulo
Edição póstuma
Coma colaboração da prestigiada
«Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto»
Colecção ´Documentos / Testemunhos`
Editorial Labirinto e representantes do Autor
D. L. : 8962/85
Porto 1985


Trata-se em grande parte da reposição de escritos do Autor, entretanto esgotados!

ÍNDICE

Introdução

I - Os Marranos em Trás-os-Montes e nas Beiras
     1 - Os cristãos-novos
     2 - Os marranos do nosso tempo
     3 - Os marranos de Pinhel, da Covilhã, de Belmonte e do Fundão
     4 - Orações e práticas religiosas
     5 - Caracteres antropológicos

II - Reportagem
      1 -A caminho
      2 - De Bragança a Caçarelhos
      3 - Judia não praticante
      4 - Um sapateiro
      5 - Em Mogadouro
      6 - Em Vilarinho dos Galegos
      7 - Em Belmonte
      8 - Cerimónias
      9 - Kippur
 Conclusão



«Terminadas as perseguições e a intolerância religiosa, parece-nos inverosímil a existência de comunidades judaicas que celebram os seus ritos e os transmitem, como marcas indeléveis de uma cultura, aos seus descendentes, no meio de de um secretismo que se nos afigura inexplicável em pleno século XX.
Quem são os judeus secretos em Portugal?
Porque se ocultam?
Como e onde vivem?
A estas perguntas tenta responder a presente obra. 
Percorrendo Trás-os Montes e Beiras, o autor vai desvendando esta realidade, que coexiste connosco, e tentando encontrar resposta para o temor sempre presente nos diálogos com judeus das comunidades rurais e para a suspeição com que os não judeus ainda os olham.
Um documento da maior actualidade que traz à luz uma realidade do nosso tempo, desconhecida por uns ou deliberadamente ignorada por outros.»                                                              



NOTA DE SAUDADE:

«ESTAVA EU, A.C.F., COM O MEU QUERIDO E SAUDOSO AMÍLCAR PAULO, QUANDO
SOUBEMOS PELA RÁDIO, FAZ  EM NOVEMBRO DESTE ANO DE 2009 TRINTA ANOS DO COBARDE ATENTADO À «EMBAIXADA DE ISRAEL» EM LISBOA... FICAMOS EM ESTADO DE CHOQUE!...

VIVENDO EU JÁ EM LISBOA, DE NOVO NOS FOMOS VENDO...AMILCAR PAULO, PADECIA
HÁ MUITO DE ESPONDILITE ANQUILOSANTE ( VULGO COLUNA EM BAMBU ), MESMO
ASSIM TRABALHAVA E VIAJAVA DE MODO A QUE A SUA SAÚDE FICASSE DEBILITADA!

EM 1982 FOMOS SURPREENDIDOS PELA OPERAÇÃO «PAZ NA GALILEIA»...
SENDO O AMILCAR UM ADEPTO DO «MAPAI», SEMPRE ESPEROU QUE O «TSAHAL»,
DIRIGIDO SEMPRE SUPERIORMENTE PELO GOVERNO DE ISRAEL E CONFIANDO
NO GRANDE DISCERNIMENTO DAQUELE QUE CONSEGUIRA UM ACORDO DA PAZ COM
O EGIPTO: O GRANDE «MENAHEM BEGIN»...DIZIA EU ESPERÁVAMOS UM COMBATE
SEM TRÉGUAS E FOI COM ALEGRIA E ORGULHO QUE VIMOS OS TANQUES SÍRIOS
A RETIRAR DO VALE DE BEKAH, DEPOIS DE MAIS UMA LIÇÃO DA ARTE DE FAZER A
GUERRA...

NEM NÓS E MUITO MENOS O PRIMEIRO MINISTRO MENAHEM BEGIN, ESPERÁVAMOS
O QUE SUCEDEU EM SHATILA E SABRA...

BEGIN DEMITIU-SE, PASSANDO A EXERCER O CARGO SHAMIR...E NUNCA MAIS FEZ
DECLARAÇÕES ATÉ ÀS VÉSPERAS DA SUA MORTE! MENAHEM BEGIN ERA UM HOMEM
DE PALAVRA...QUANDO «BEN GURION» DEIXOU O GOVERNO, FICOU IMPRESSIONADO
COM A PEDIDO DE BEGIN, QUE ELE NÃO CONHECIA PESSOALMENTE, PARA QUE SE
MANTIVESSE EM FUNÇÕES! BEN GURION AFIRMOU QUE SE O TIVESSE CONHECIDO
ANTES TUDO TERIA SIDO DIFERENTE!...

QUANTO A ARIEL SHARON TEMOS DE PERDOAR-LHE, POIS A ELE ´ERETZ ISRAEL` DEVE
O ÊXITO DO «101» E O FACTO DE EM 1973 TER PASSADO O SUEZ ENVOLVENDO PELA
RETAGUARDA AS TROPAS EGÍPCIAS E POR TER TOMADO A INCIATIVA DE AVANÇAR
SOBRE O CAIRO, EXACTAMENTE QUANDO SADAT ANUNCIAVA A VITÓRIA NO SINAI...
SÓ SE DETEVE NO KM. «101»...

FUI AVISADO JÁ SEM POSSIBILIDADES DE ME DESLOCAR AO PORTO, DA MORTE DO
AMICAR PROVOCADA POR AUMENTO SÚBITO DA PRESSÃO INTRA-CRANIANA! ( 1983 ).



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

«A DIPERSÃO DOS SEPHARDIM» (´Judeus Hispano-Portugueses`) - Amílcar Paulo - Biblioteca Nova Crítica




«A DISPERSÃO DOS SEPHARDIM»
      (´Judeus Hispano- Portugueses`)
Amícar Paulo (1929-1983)
Capa: Óscar Carneiro
          sob fotografia representando o toque do Schofar
Biblioteca Nova Crítica (bne) - 10
Editora Nova Crítica
Porto- 1978








«Amílcar Paulo (1929-1983) que foi membro da União Mundial de Estudos Judaicos (World Union of Jewish Studies), tomou parte em vários congressos e realizou inúmeras conferências. O seu interesse  pelo estudo  dos criptojudeus, tema a que dedicou grande parte da sua labuta de investigador, veio-lhe muito cedo, pois já em 1956 publicava o seu primeiro estudo relacionado com este tema - «Os Marranos em Trás-os-Montes - Reminiscências judio-portuguesas», onde apresenta um grande número de orações e práticas religiosas. Foi esse o seu primeiro trabalho de recolha directa, que abrange parte do leste transmontano e revela grande esforço de investigação oral, realizado em ambiente fechado e receoso, em diferentes e distanciadas povoações, que nem sequer possuíam os indispensáveis recursos para regular estadia.
Em 1958 percorreu a Beira Alta, com o propósito de ampliar o seu estudo de 1956. Aí também trabalhou em idêntico ambiente e o resultado dessa digressão foi inserido no seu estudo «Os Marranos nas Beiras».
O conhecimento de todo o material recolhido, orações e práticas religiosas interessa fundamentalmente aos estudiosos etnográficos e folclóricos, constituindo precioso material de difícil aquisição, pela manifesta relutância que os adeptos sentiam em transmiti-las para pública revelação.

O presente estudo, é outro tema a que o etnólogo Amílcar Paulo dispensou grande interesse e que bem merece a atenção pública para que possa narrar-se a verdadeira acção deste povo estranho, sempre malquisto e incompreendido, no seio da colectividade nacional».



                                                                     
  ARCA  SANTA



´Arca` onde de guardam os ´Livros Sagrados` na velha Sinagoga de Livorno (Itália). É tradição local que esta ´Arca` foi levada para ali pelos emigrantes israelitas peninsulares supondo-se originários de Portugal.

Nota: Em Livorno viveu um dos maiores teólogos judeus de sempre: Elie Benomazegh! Autor de uma obra fundamental: «Israel e a Humanidade»... Esta obra é uma surpresa para quem a lê, pois revela a tradição «Noáquida», que considera o Cristianismo muito importante para o futuro do Judaísmo...
SAM LEVY, ´o Bom Samaritano` falou-me desse autor com entusiasmo!






«ISRAËL ET L'HUMANITÉ»
      Élie  Benomazegh
Nova edição inteiramente revista
(é uma condensação em língua
  francesa do original)
Prefácio de Aimé Pallière
Présence du Judaïsme
Éditions Albin Michel
Paris, 1961
Nº de edição: 3145
Depósito legal: 2º trimestre de 1961






terça-feira, 20 de outubro de 2009

«OS CRIPTOJUDEUS» - Amilcar Paulo -Livraria Athena - Porto (1971)





«OS CRIPTOJUDEUS»
AMÍLCAR PAULO (1929-1983)
LIVRARIA ATHENA 
PORTO - 1971


«Quando do aparecimento, no mercado livreiro, do estudo do historiador Dr. António José Saraiva - «Inquisição e Cristãos -Novos» (1969) - logo um grupo de devotados amigos veio até nós, solicitando esclarecimentos acerca do criptojudaismo. Em conversa amena íamos justificando e comprovando, contrariamente à opinião do Dr. António José Saraiva, o acerto da expressão «Criptojudeus» usada por J. S. Révah, Júlio Caro Baroja e muitos outros , que ao estudo do problema têm dedicado a sua experiêcia e saber (...)
Coube ao engenheiro de minas Samuel Schwarz o ensejo de, com o seu trabalho «Os Cristãos-Novos em Portugal no século XX (1925) - estudo esse que foi publicado em várias línguas - chamar a atenção para o fenómeno criptojudeu em Portugal moderno. Escrevia então o autor: «A existência de judeus clandestinos, num país democrático e republicano da Europa, parece, à primeira vista, inverosímíl...
Todavia, existem ainda em Portugal!
São os dignos descendentes dos cristãos-novos, que o decreto de expulsão de 1496 e as brutais e desumanas violências, que se lhe seguiram, forçaram a abjurar a sua fé. (...)»

(do Antelóquio)









Os Criptojudeus, como o seu nome indica, é um estudo do quadro de crenças ocultas dos judeu conversos em que o seu autor analisa, ao mesmo tempo, as origens e raízes ideológicas dos Cistãos-Novos. Nele se faz uma síntese histórica do comportamento sócio-religioso dos ´marranos` e analisa também o paralelismo entre a sua conduta ideológica e a dos judeus ortodoxos, para afirmar que se não pode dixar de identificar o ´cristão-novo` com o judeu. Daí o recusar a tese simplista de autores que vêem na Inquisição ´apenas` uma arma de classe. -Portanto um livro plenamente actual, da maior objectividade, na medida em que traz à luz da realidade certos factos, geralmente objecto de controvérsias.


Amílcar Paulo (1929-1983), de raízes transmontanas, nasceu na cidade do Porto e dedicou-se desde muito novo ao estudo do judaísmo sefardim. Membro da «World Union of Jewish Studies» (União Mundial de Estudos Judaicos) participou e tomou parte em inúmeros colóquios sobre o tema, em Portugal e no estrangeiro, tais os Colóquios Portuenses de Arqueologia promovidos pelo Centro de Estudos Humanísticos (anexo à Universidade do Porto) nos anos de 1962, 1964, 1965 e 1966. Comparticipou também no Congresso Luso-Espanhol de Estudos Medievais com a comunicação: «Os encargos das Comunas Judaicas no Portugal medieval. A sua vasta bibliografia constitui um notável estudo do criptojudaísmo e dela se destacam, entre muitos outros, os seguintes títulos: Os Mogadouros - Argentários Judeus, Romanceiro Criptojudaico, As Judiarias do Burgo Portuense.



                    Cerimónia de «Pesah» (toque de «Shofar» ) na Sinagoga Portuguesa de Amsterdão. 
Primeiro quartel do século XVIII.







terça-feira, 13 de outubro de 2009

«HISTÓRIA DOS JUDEUS EM PORTUGAL» - Meyer Kayserling


Obra publicada com a aprovação da Comissão Editorial da
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO








«HISTÓRIA DOS JUDEUS EM PORTUGAL»
               Meyer Kayserling

Tradução : Gabriele Borchardt Corrêa da Silva e Anita Novinsky
Introdução, atualização e notas : Anita Novinsky
Capa: Mário Tabarim

Livraria Pioneira Editôra
São Paulo (1971)
334 págs.
Título original: «Geschichte der Juden in Portugal» (1867)
Copyright: Istar Leiner (1867)




...Quase como uma força irracional os cristãos-novos buscaram refúgio na essência do judaísmo tradicional, e antepuseram como linha de frente à ideologia própria baseada nas ideias místicas de redenção messiânica e de martírio. Criaram, assim, uma capa de resistência que os fez aceitar o «tribunal da inquisição» e o criptojudaismo como parte do seu destino. Desenvolveram uma mentalidade que não foi nem judaica nem cristã, mas «cristã-nova». ...por razões diversas, uma grande parte, depois de emigrada, retornava continuamente a Portugal. Ligava-os à pátria antiga raízes profundas, e essa ligação quase que indissolúvel com a terra de origem, é um dos aspectos talvez único da história do judeus da «Diáspora». No destêrro, mesmo gozando de liberdades religiosas, os cristãos-novos continuaram a ser judeus-portugueses. Passadas várias gerações, já nascidos no estrangeiro, ainda continuaram na vida quotidiana a manter certos costumes e o idioma da sua sociedade de origem.

AnitaWaingort Novinsky






Em memória do «Bom Samaritano» - ´Sam Levy que regressou de Esmirna à terra dos seus antepassados, trazendo a chave da porta da sua residência dos seus maiores ... mas o Terramoto de 1755 tinha destruido o que a cobiça dos opressores tinha roubado!




segunda-feira, 12 de outubro de 2009

«OS JUDEUS DO DESTERRO DE PORTUGAL», António Carlos de Carvalho


Cecil Roth, na sua «História do Marranos», acusou os portugueses de introduzirem no Judaísmo «o espírito de separatismo e de orgulho de classe, até então desconhecidos»...







«OS JUDEUS DO DESTERRO DE PORTUGAL»
      António Carlos de Carvalho
Capa: Rogério Petinga
Revisão: Luís Antunes
Quetzal Editores
LISBOA, 1999.
Depósito legal nº 138434/99
ISBN 972-564-400-X



«Por todos os lugares onde se instalaram, os portugueses « de nação» tiveram sempre o cuidado de vincar bem a sua separação em relação aos Judeus de outras origens - os que não provinham da Península Ibérica.
Necessariamente associados com os espanhóis, muitas vezes confundindo-se com eles, dadas as relações familiares, culturais, históricas e de vizinhança, que existiam entre uns e outros, mantiveram uma conveniente distância quanto aos alemães e polacos. Alguns chegaram a acrescentar ao nome as iniciais ST, de «Sefarad tahor», «Sefardim puro», para evitar confusões.
Esta atitude firme, repetida até ao final do século XVIII, tem sido muito crticada pelos historiadores de origem Ashkenazim, como seria de esperar, que acusam os Sefardim de terem adoptado o orgulho fidalgo dos seus próprios perseguidores cristãos - dizem que as noções de «fidalguia» e de «grandeza», bem presentes na consciência dos Judeus ibéricos, eram puras imitações dos modelos de comportamento que viam à sua volta, na sociedade espanhola, em especial, e também na portuguesa.»













«HISTÓRIA DOS SEFARDITAS» - ´de Toledo a Salónica` -Esther Benbassa e Aron Rodrigue






«HISTÓRIA DOS SEFARDITAS» 
`de Toledo a Salónica`
Esther Benbassa e Aron Rodrigue

Instituto Piaget, colecção «História e Biografias»
Tradução: Luis Couceiro Feio
Capa: Dorindo Carvalho
Depósito Legal nº: 163 256 / 2001
ISBN: 972-771-386-6
Lisboa - 2001
364 págs.

´Título original: «Histoire des Sepharades de Tolède à Salonique»
Editions duSeuil
Paris, 2000


«Esta obra debruça-se sobre a história dos Judeus na Península Ibérica e segue de perto os cinco séculos do seu itinerário movimentado que, expulsos de Espanha no final do século XV, encontram Portugal, Magreb, Europa do Norte, Sudoeste da França, Itália e o Império Otomano onde, descendentes de Judeus expulsos e de Marranos irão formar um núcleo cultural particular muito vivo. Deste mundo judeo-espanhol, os autores quiseram escrever uma História global que respeita tanto a dinâmica social como a vida intelectual, tanto os processos económicos como os factores políticos. A aposta foi ganha, tendo os autores desenvolvido uma dupla abordagem que trata, ao mesmo tempo, as evoluções internas da sociedade sefardita e as realidades externas que a influenciaram. O quadro do mundo Judeo-Espanhol que surge sob a sua pena é desde logo contrastado: dotado de uma incontestável vitalidade, não está politicamente integrado. Esta situação não era melindrosa no contexto do Império Otomano, mas colocava graves problemas quando as comunidades judaicas eram confrontadas por novos Estados que procuravam reduzir a especificidade dos grupos minoritários. Colocados em perigo pela modernização política dos balcâs, o mundo sefardita será em grande parte aniquilado pelos nazis e despejado das sua zonas pela emigração para Israel. 
Deste Universo desaparecido e plurissecular os autores dão-nos a conhecer, com calor e probidade, a História que evocam com uma grande justeza.»

ESTHER BENBASSA é professora de História Judaica Moderna na École Pratique des Hautes Études, Sorbonne, Paris. É autora, com J-C Attias do «Dicionário Temático Larousse de Civilização Judaica».

ARON RODRIGUE é professor de História na Universidade de Stanford. É especialista em História dos Judeus de origem Ibérica e dos Judeus Franceses.









domingo, 11 de outubro de 2009

( «O NÚMERO 7» )«EL NÚMERO 7» - PENELLA DA SILVA ( 2ª EDICION ) - 1945





EL NÚMERO 7
PENELLA DA SILVA
EDIGE - EDICIONES GENERALES
BARCELONA -1ª EDIÇÃO: OUTUBRO DE 1945
2ª EDIÇÃO: NOVEMBRO DE 1945

«UM LIVRO APAIXONANTE!
«NOS ÚLTIMOS TRINTA ANOS NÃO SE ESCREVIA EM ESPANHA UM LIVRO DE
INFORMAÇÃO POLÍTICA COMO ESTE ...»
( JOSÉ PLA. 1945 )


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

CONFERÊNCIA:The Challenges and Functions of the Supreme Court in Israel

ORADOR:
Salim Joubran
Juiz do Supremo Tribunal de Israel
DATA: 13 de Outubro, 11:00 – 13:00
Auditório 1 Edifício da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa
Entrada livre. Confirmações para: fpaiva@fd.lisboa.ucp.pt

Organização conjunta com a
Embaixada de Israel

Faculdade de Direito, Escola de Lisboa Universidade Católica Portuguesa www.fd.lisboa.ucp.pt Tel. 217 214 179 Palma de Cima – 1649-023 Lisboa

«ISRAËL ET LE GÉNOCIDE INACHEVÉ» ( «ISRAEL E O GENOCÍDIO INACABADO» ) - Jacques Givet - Tribune Libre - Plon





«ISRAËL ET LE GÉNOCIDE INACHEVÉ»
(«Israel e o Genocídio Inacabado»)
Jacques Givet
Tribune Libre
Plon
Paris - 1979
ISBN: 2-259-00433-4

(Outra obra deste actualíssimo autor:
   «La Gauche Contre Israel »
´Essai sur le néo-antisemitisme`
J.-J. Pauvert, 1968)


Panfleto político e ensaio filosófico, este livro apresenta uma análise original da relação frequentemente doentia, porém adquirida há já séculos entre o judeu e o não-judeu. E que o anti-sionismo conseguiu transformar em negação de Israel, seguindo um percurso que reata os nostálgicos do genocídio inacabado, os ´Guetos` , os ´Pogroms`, os campos de extermínio, em suma o passado. Hoje, porém, as cartas foram baralhadas, o uso de invenções falsas e de falsificações mal intencionadas engrossou enormemente, seja ao nível das Nações Unidas, da Unesco...
A ´Judaidade`e a Negritude, Israel e o ´quarto mundo` (esses povos, tais os Kurdos ou Nagas, que não têm direito de cidade no seio das organizações internacionais) partilham o mesmo destino face a uma colonização praticada pelos países mascarados de ´anti-imperialismo`.
Ora se bem que Begin e Sadate tenham desencadeado o processo da paz...Duas vias paralelas se abrem, conduzindo a fins opostos. Nada está jogado definitivamente. Porém, se é bem verdade que o destino humano, e singularmente o do povo judeu, estão marcados pelo sinal da tragédia, conclui-se que nenhum está previamente traçado!...

Jacques Givet, único sobrevivente de uma família votada à câmara de gás, lança, graças à sua experiência vivida e a um estilo muito pessoal, um apelo que abala qualquer um...
Nascido em Moscovo entre a revolução de fevereiro (março) e a de outubro (novembro)!

Nota:

O nome da Terra Santa é Judeia e foi Adriano quem mudou o nome como provocação ao Povo da Aliança...
Quando foi decidido em 1947 a divisão em dois Estados: um Judeu e outro Árabe, o primeiro adoptou o nome de Israel, o segundo o de Palestina...logo pode depreender-se que estavam implicitamente a afirmar que reivindicavam...e reivindicam...todo o território!
É espantoso como muitos cristãos e certa esquerda demonstram evidente má vontade contra o Estado de Israel...e pior: não aprendem que, como disse Pacheco Pereira, a vontade sionista nunca cederá a ameaças e chantagens!...





«IZKOR» - SÃO PAULO, BRASIL - JANEIRO, 1979 - NÚMERO DEDICADO ÀS VÍTIMAS DA «SHOA» - «HOLOCAUSTO»






IZKOR ( LEMBRE-SE )

PARA QUE NÃO RESTEM DÚVIDAS...


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

«DICIONÁRIO DO JUDAÍSMO PORTUGUÊS»







DICIONÁRIO DO JUDAÍSMO PORTUGUÊS
COORDENAÇÃO DE
LÚCIA LIBA MUCCZNIK
JOSÉ ALBERTO RODRIGUES DA SILVA TAVIM
ESTHER MUCZNIK
ELVIRA DE AZEVEDO MEA

EDITORIAL PRESENÇA, 2009
Depósito legal nº 290 138 / 09


OBRA COM 582 PÁGS. , REPLETA DE ERUDIÇÃO, COM ALGUMAS LACUNAS,
TAIS AS RESPEITANTES À EXÍGUA REFERÊNCIA AO «MARRANO» AMILCAR
PAULO, CONFUSÃO DA DESIGNAÇÃO DO NOME DA ASSOCIAÇÃO POR ELE
CRIADA, FALTA TOTAL DE REFERÊNCIA À EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUE-
SA DA REVISTA «ARIEL»...
PARABÉNS AOS QUE TOMARAM A INICIATIVA E QUE O «ALTÍSSIMO» OS AJUDE!

sábado, 3 de outubro de 2009

Em Maio de1936, Calvo Sotelo é assassinado em Madrid - A Revolta encontrou o pretexto esperado e o Mártir de que necessitava


«Antes una España roja que una Espña Rota»

                         Calvo Sotelo





Calvo Sotelo, político espanhol, natural da Galiza dispunha de grande influência. Perito de assuntos económicos e financeiros, foi ministro durante a ditadura de Primo de Rivera. Regressou à actividade política  com a proclamação da República. Deputado em 1935 e 1936, tomou rapidamente uma posição de destaque na oposição aos partidos da Frente Popular.
A 16 de Junho nas ´Cortes`, aquele que se tornara o ´dirigente da direita`, ameaça o Governo: «Contra este Estado estéril, eu proponho o Estado Integral. Muitos o apelidarão de ´Fascista`, porém se ´Fascista` consiste no fim das greves, no fim da desordem, no fim do abuso contra a propriedade, então declaro com orgulho que sou ´Fascista`. Chamo louco a todo o soldado que diante da eternidade não está pronto a erguer-se contra a anarquia se isso for imperativo.»
Três semanas mais tarde, em Julho de 1936, Calvo Sotelo é barbaramente assassinado! A sua morte morte foi o motivo imediato que provocou a Guerra Civil Espanhola: ´A Revolta encontrara o pretexto e o mártir!`



G.I. GURDJIEFF NADA TEM A VER COM A «CONSPIRAÇÃO AQUARIANA» DA ASSIM CHAMADA «NEW AGE».. - Windows Live

G.I. GURDJIEFF NADA TEM A VER COM A «CONSPIRAÇÃO AQUARIANA» DA ASSIM CHAMADA «NEW AGE».. - Windows Live

ESTA É A «MÚSICA» DAS «IMPROVISAÇÕES» - G.I.G. REPRODUZIA DE MEMÓRIA O QUE TINHA ESCUTADO NA SUA INFATIGÁVEL «DEMANDA» - Windows Live

ESTA É A «MÚSICA» DAS «IMPROVISAÇÕES» - G.I.G. REPRODUZIA DE MEMÓRIA O QUE TINHA ESCUTADO NA SUA INFATIGÁVEL «DEMANDA» - Windows Live

G. I. GURDJIEFF ( EM VINIL ) - IMPROVISAÇÕES SÓ CIRCULAVA ENTRE QUEM ESTAVA EM CONTACTO NO «TRBALHO» - Windows Live

G. I. GURDJIEFF ( EM VINIL ) - IMPROVISAÇÕES SÓ CIRCULAVA ENTRE QUEM ESTAVA EM CONTACTO NO «TRBALHO» - Windows Live

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

circulohermetico: CONTRADIÇÃO NOS TERMOS: VIDA «SOCIAL» DOS «OCULTISTAS» ! ...

circulohermetico: CONTRADIÇÃO NOS TERMOS: VIDA «SOCIAL» DOS «OCULTISTAS» ! ...

circulohermetico: Agosto 2009

circulohermetico: Agosto 2009

circulohermetico: «MEETINGS WITH REMARKABLE ME» - ( ENCONTROS COM HOMENS NOTÁVEIS ) - GEORGE IVANOVITCH GURDJIEFF

circulohermetico: «MEETINGS WITH REMARKABLE ME» - ( ENCONTROS COM HOMENS NOTÁVEIS ) - GEORGE IVANOVITCH GURDJIEFF

circulohermetico: JACQUES BERGIER

circulohermetico: JACQUES BERGIER

CONFERENCE ON SCIENCE MATTERS, October 5-7, Estoril‏


The Second International Conference on Science Matters
October 5-7, 2009, Estoril, Portugal

Arts & Science

HUMANITIES AS SCIENCE MATTERS

Science Matters (SciMat) is the new discipline that treats all human-dependent matters as part of science. SciMat includes all the topics covered in humanities and social sciences, arts in particular. This conference features discussions on literature, painting/fine art, music, movie and performing arts from the perspective of SciMat, while contributions on other topics of SciMat are welcome. The conference will bring together experts from the arts and sciences, to find out how each other’s work is performed and to exchange ideas. Hopefully, mutual understanding will be achieved and collaboration across disciplines will result, with the aim to raise the scientific level of all the disciplines.
INVITED SPEAKERS


1. Beltran, Leonor (Portugal) Art, human beings, God and science
2. Burguete, Maria (Portugal) ChemArt: Chemistry and art
3. Curado, Manuel (Portugal) Scientists, our Greek slaves
4. Hogan, Patrick (USA) On the origin of literary narrative and its relation to adaptation
5. Hoppe, Brigitte (Germany) The Latin "artes" and the origin of modern "arts"
6. Liu, Bing (China) Science and art in China
7. Ngai, Linsen (USA) Linsen's art
8. Onians, John (UK) Neuroarthistory: Reuniting ancient traditions in a new scientific approach to the understanding of art
9. Robin, Nicolas (Germany) Drawing from life: knowledge, aesthetic and the discovery of the nature of 18th century cryptogams.
10. Sanitt, Nigel (UK) Objects in science and art.
11. Schneider, Ivo (Germany) The development of science theater
12. Wu, Guo-Sheng (China) Science and art: A philosophical perspective

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

«VIRUS, SIDA E SOCIEDADE HUMANA» - Francisco Corrêa Guedes - UAL (Universidade Autónoma de Lisboa), 1995.

QUANDO LI ESTE AUTOR PELA PRIMEIRA VEZ («O MANTO DO REI») , CONFESSO QUE FIQUEI IMPRESSIONADO PELO RIGOR DA INFORMAÇÃO, PELO ESPANTOSO SENTIDO DE HUMOR QUE DEMONSTRAVA, ACRESCIDO DA FALTA DE PEDANTISMO, O QUE ME
LEVOU A CONJECTURAR ESTAR PERANTE ALGUÉM QUE ALIAVA A UMA IMENSA
ERUDIÇÃO E CULTURA, UMA NECESSÁRIA ASCENDÊNCIA DE ALTO NÍVEL SOCIAL...

AGRADEÇO AO CÓNEGO JOÃO ROCHA, QUE COM F.C.G. CONVIVEU DESDE A INFÂNCIA, BEM COMO AO DIÁCONO DOUTOR TOMÁS LIMA, QUE COM O AUTOR CONVIVEU NA QUALIDADE DE COLEGA NA UAL...AS INFORMAÇÕES PRESTADAS SOBRE O AUTOR!

INFELIZMENTE NÃO ME FOI POSSÍVEL ESTAR PRESENTE NO SEU DOUTORAMENTO...
AMIGOS QUE ASSISTIRAM NARRARAM-ME QUE UMA IMENSA MULTIDÃO SE JUNTOU
E PÔDE CONSTATAR UMA PRESTAÇÃO NOTABILÍSSIMA!...






«VIRUS, SIDA E SOCIEDADE HUMANA»
Francisco Corrêa Guedes
Planeta Editora e UAL, 1995
Depósito Legal nº 89661 / 95
ISBN 972-731-035-4
550 páginas.

O autor nasceu em Lisboa em 1934. Em 1957 terminou o curso de Engenharia Civil (I.S.T.). Embarca para Angola em 1958 onde se dedica a construir pontes e caminhos-de-ferro. 
Em 1961, de novo em Lisboa, exerce actividade liberal. Passa dois anos em Espanha a calcular barragens e isto sem a possibilidade do uso de computadores que executam a tarefa em um décimo do tempo. Volta a Angola em 1969 para construir uma estrada. Por sinal vai ter sentido...por ela fugirão para a Namíbia os que conseguem salvar a pele e o património.
Regressa de vez a Portugal e é admitido na Shell Portuguesa onde trabalha doze, de catorze anos cronológicos. Em 1974 conclui o 5º ano de Economia no I.S.E. (actual I.S.E.G.). Depois passa ´episodicamente por episódicos cargos`, na Administração Pública, nos Estrangeiros e até num Governo Constitucional, o IV. Da experiência, o mais interessante foi um ano e meio de Teerão: apercebe-se do tremendo potencial de fanatismo e de poder que é o Fundamentalismo Islâmico, e do perigo de ser subestimado!
Na década de 70 publica livros e artigos:
- em 1972, o Puzzle Monetário Internacional
- em 1975, a Moeda, dimensão Obscura da Política
- em 1977, o Taras do Sistema Financeiro
- uma dúzia de artigos em jornais diários, semanais e revistas
Em 1985, com uma dezena de outros professores da (ex) Universidade Livre, colabora na fundação da Cooperativa de Ensino Universitário que cria a Universidade Autónoma de Lisboa. Durante quase cinco anos, até 1990, é director executivo da CEU-UAL.
Em 1991 e em 1992 volta a publicar livros «O Manto do Rei» e «Calouste Gulbenkian, Uma Reconstituição».
Dedicou-se posteriormente ao estudo da Economia da Saúde!






http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2009/09/o-manto-do-rei-economistas-politicos-e.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2009/09/calouste-gulbenkian-uma-reconstituicao.html


«CALOUSTE GULBENKIAN» (´Uma Reconstituição`) - Francisco Corrêa Guedes



A Fotografia da capa foi extraída de «Calouste Gulbenkian Coleccionador», 
de Azeredo Perdigão, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1979.





«CALOUSTE GULBENKIAN»
    ´Uma Reconstituição`
Francisco Corrêa Guedes
Capa: Armando Lopes
Gradiva - Publicações, L.da
1ª edição: Novembro de 1992
518 págs.
Depósito legal nº 60 269 / 92

«O leitor aperceber-se-á de que em diferentes momentos desta narrativa alguns nomes de pessoas, topónimos, etc., aparecem transcritos com várias grafias. Deve-se esta circunstância ao facto de em determinados contextos histórico-geográficos existir uma diversidade de povos, com línguas, alfabetos e formas distintas de designar a mesma coisa. A título de exemplo, cita-se o caso de Adianopla (origem grega) e Edine (origem turca). (N. do A.)»








FRANCISCO CORRÊA GUEDES É ENGENHEIRO CIVIL, ECONOMISTA E PROFESSOR.
FOI PRESIDENTE DO FUNDO DE FOMENTO DE EXPORTAÇÃO,
SECRETÁRIO DE ESTADO DO IV GOVERNO CONSTITUCIONAL,
CONSELHEIRO COMERCIAL NO IRÃO, FUNCIONÁRIO DA «SHELL» PORTUGUESA.

PUBLICOU:

* O PUZZLE MONETÁRIO, 1973;
* MOEDA, DIMENSÃO OBSCURA DA POLÍTICA, 1975;
* TARAS DO SISTEMA FINANCEIRO, 1977;
* O MANTO DO REI, 1992.





sábado, 26 de setembro de 2009

«O MANTO DO REI» - ( ECONOMISTAS - POLÍTICOS - E O ESTADO DO MUNDO ) - Francisco Corrêa Guedes

...na minha juventude dizia-se que o que era demasiado
estúpido para ser posto em palavras, deveria ser dito 
 a cantar. Na economia moderna deveria ser dito em
                                                              matemática...»      

                                                     RONALD COASE  
                               Prémio Nobel da Economia - 1991      





  «O MANTO DO REI«
 ´ECONOMISTAS - POLÍTICOS
   E O ESTADO DO MUNDO`

FRANCISCO CORRÊA GUEDES
BERTRAND EDITORA
Depósito legal nº 51581 / 91
ISBN 972-250594-7




                                                               Francisco Corrêa Guedes
                                                                   Engenheiro e Professor      


«As crenças religiosas resistem como sabemos, a todas as evidências que as contradizem porque o próprio do crente é não ter ouvidos para dúvidas. É do foro psicológico e é coisa natural, instintiva nos homens. Se tudo em redor conspira para lhes roubar o sossego, para lhes provocar a ansiedade, se tudo à volta são mistérios, uma ´explicação`mesmo sobrenatural - que importa? - mas que resolve, com um clarão no seu
espírito, um enígma inquietante, vai incrustar-se na alma, apaziguada então.
Quando isso suceder, por mais bizantina que seja a explicação ela passou à categoria de abrigo, de pátria,
de ilha de tranquilidade no tumulto das coisas incompreensíveis e ameaçadoras. Quem entrou na ´posse da
luz` não permitirá que lha apaguem, que lha roubem. Protegerá a sua posse como uma fera protege os filhotes. por ela derramará o seu sangue, se necessário...
Porque sabe, de amarga experiência que, quem lha levar nada deixará senão vazio, nada a não ser conjecturas frias e estéreis: a perda será irreparável. Por isso os quadros teóricos que explicam a vida e o
mundo, a economia ou a sociedade, as ideologias são verdadeiramente ´consoladoras`. Todas elas, em maior ou menor grau, sobre uma ´leitura` sumária e estilizada da História, proporcionam o reconforto da certeza e o caminho da salvação.»






Posso afirmar que este autor tem uma erudição e humor inexcedíveis...
Quem do «jet-set» cultural conhece este portento???!!!...

É um homem independente!...

«PORQUE PINTAM OS GATOS ?» - (´Uma teoria da estética felina`) - Heather Busch e Burton Silver

«Para que algo exista, é preciso que pensemos nisso primeiro»

                                                          Albert Einstein



                                                                           CAPA
                                                Max, Birdies (pormenor), 1991. Pasta acrílica
                                                  sobre parede pintada. Colecção particular.


                                                                   CONTRA -CAPA
                                               Mrs. Broadmoore's Amazing Paint Cat, c. 1887
                                              Litografia - Museum of Animal Acts, Winsconsin




«PORQUE PINTAM OS GATOS?»
     ´Uma teoria da estética felina`
Tradução: Maria José Bellino Machado
Heather Busch
Burton Silver
Livros e Livros
ISBN 972-8138-31-8
Depósito Legal 90060/95

(´Porque Pintam os Gatos`é uma experiência internacional
registada sobre ressonância mórfica entre espécies e está
concebido para testar a hipótese de causalidade formativa)
I.  E. #644-38837-59


«O facto de alguns gatos domésticos serem capazes de fazer marcas com tinta sempre foi explicado como uma forma instintiva de marcação do território. A presente obra, apresenta uma teoria convincentemente estruturada, baseada em indícios recentes que claramente corroboram a perspectiva de que alguns gatos têm uma motivação estética e devem ser consideradas obras de arte genuínas de não primatas.»

«Porque razão ficam os gatos sentados durante períodos tão longos de tempo perfeitamente absortos em reflexão? Por que ronronam? O que se passa quando começam inesperadamente a correr loucamente de um lado para o outro? E porque razão ficam deitados de pernas para o ar? Todas estas perguntas, e muitas mais, podem agora ser respondidas dentro do contexto extremamente compreensível da arte.»

                                                     









http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2009/09/porque-pintam-os-gatos-uma-teoria-da.html


«ULTRA» - ( EDIÇÕES DO REYNO )


                                                                         ULTRA
                                                                   edições do reyno
                                                                    MCMLXXXIII



                                                                edições   do   reyno



                                                   ADVENIAT     REGNUM    TUUM


                           


                                                                     PORTUGAL
                                                 Hoje é a Hora do Fim e Aqui é o Princípio
                                                           Atrás e adiante só o Eterno
                                                                 Nossa Morte é Início
                                                                        Império



FIZERAM

António Emiliano
Paulo Borges

CAPA

Paulo Emiliano

ÍNDICE

PEDRO LEIROA
Missão e Fundamento

PAULO T. PINTO
Animus Culture

JOSÉ LÚCIO
Universitas

PAULO BORGES
Atlântida
Lusitânia
Bardo
Alcácer-Quibir

JOSÉ LÚCIO
Retrato de Grupo com Bandeira

FRANCISCO PALMA DIAS
Treze Castelos da Portuguesia num repente

PAULO ALEXANDRE
22

HENRIQUE D'ALBUQUERQUE
Guerra de Deus Paz do Diabo

PAULO ALEXANDRE
E BORGES
Do Grande Fim e do imenso princípio

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