Conteúdos do inconsciente, as imagens originais dos sexos opostos, aquela imagem da 'alma' que Jung denomina 'anima' nos homens e 'animus' nas mulheres, é a imagem do outro sexo que trazemos em nós. Quer como indivíduos quer como representantes da espécie.
A 'anima', tal como o 'animus', têm sempre uma função complementar ou compensatória. Significa isto que, quando a consciência propende para uma direcção particular, em contrapartida o inconsciente propende para a direcção oposta, equilibrando-se deste modo as forças interiores. Assim, por exemplo, a 'anima' de um homem intelectual tende amiúde para o sentimentalismo!
Quem quer que tenha reconhecido a imagem do sexo oposto na sua própria alma assegurou dessa forma um considerável grau de domínio sobre as suas emoções e paixões. Significa isto a aquisição de uma independência real, mas também da solidão.
O isolamento do homem interiormente livre, que aqui não mais é possível prender às cadeias de uma aventura amorosa ou de uma camaradagem, trrata-se de alguém para quem o sexo oposto perdeu todo o mistério, porque descobriu dentro da sua alma os seus aspectos essenciais!
A totalidade formada pelo 'animus' e pela 'anima', que segundo Jung constitui uma das fases do caminho interior, da 'individuação', apresenta um nexo evidente com o ideal do 'andrógino', um ideal que é provavelmente tão velho como a própria humanidade!
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