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terça-feira, 20 de julho de 2010

«O MANIFESTO COMUNISTA DE 1848» - Harold J. Laski - ´Apêndice` de Joseph A. Schumpeter





«O MANIFESTO COMUNISTA DE 1848»
 Harold J. Laski
Tradução: Regina Lúcia F. de Moraes
Em Apêndice
´A Significação do Manifesto Comunista 
 na Sociologia e na Economia`
de Joseph A. Schumpeter
Tradução de Cássio Fonseca
Capa: Érico
Atualidade
Zahar Editores
Rio de Janeiro - 1967
148 págs.
Título original:
«Communist Manifesto - Socialist Landmark»
Traduzido da quinta impressão, publicada em 1961 por
George Allen and Unwin
Londres- Inglaterra


Escrito em 1848, a pedido do ´Comité Central` da ´Liga Comunista` fundada um ano antes, destinava-se o ´Manifesto` a servir como um programa de partido. Marx e Engels, entretanto, preferiram dar ao texto um carácter histórico mais amplo, transformando-o numa análise global da situação operária no mundo. Com isso, produziram um dos documentos políticos mais importantes jamais escritos, no consenso unânime dos historiadores políticos.
Afirma Paul Sweezy que a publicação do ´Manifesto`marca um verdadeiro ponto decisivo na história do Socialismo. Todas as formas de socialismo já haviam, muito antes, desaparecido; a forma marxista , cujas origens podem ser encontradas no ´Manifesto`, gerou um movimento de âmbito mundial, maior e mais poderoso do que nunca. Para ele, a contribuição mais importante do ´Manifesto` foi ter transformado o socialista de pregador em cientista da revolução.
Na ´Introdução`escrita especialmente para esta edição, declara Harold Laski que o ´Manifesto` trouxe á ´Filosofia Social` quatro perspectivas fundamenteis: relacionou a necessidade de uma mudança inevitável com as causas que a provocaram; ligou tal mudança aos estratos da ordem social, cujo antagonismo recíproco é a origem principal do conflito entre os homens; explicou porque era lógico supor que o conflito entre o tipo de vida do capitalismo decadente e o do socialismo nascente seria o último estágio desses conflitos causados por distinções sociais, e porque, com o seu fim, começaria uma relação nova e mais rica de homem a homem, uma vez que haveria, finalmente, a destruição dos grilhões de produção entre a humanidade e o domínio da natureza; por último, mostrou como os homens podem tornar-se conscientes da posição histórica que ocupam, deduzindo a partir daí o necessário conhecimento do próximo passo efectivo na via do seu longo caminho rumo à liberdade.
Além da introdução de Harold Laski, a presente edição do ´Manifesto Comunista` vem acrescida de um trabalho de Joseph Schumpeter sobre o seu significado na sociologia e na economia, permitindo, portanto, uma apreciação a mais completa possível de seu significado histórico, político, filosófico e social.


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