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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

«CARTAS AO PAPA» - ´Sobre alguns Problemas do nosso Tempo Eclesial` -Bispo Resignatário do Porto` - ANTÓNIO FERREIRA GOMES




«CARTAS AO PAPA»
´Sobre alguns Problemas do nosso Tempo Eclesial
pelo Bispo Resignatáro do Porto`
2ª Edição
Editor: MÁRIO FIQUEIRINHAS PINTO
Fotocomposição e Montagem: FOTOMECÂNICA MABREU
Impressão: RAMOS DOS SANTOS, LDA.
Arranjo gráfico: ARMANDO ALVES

FIGUEIRINHAS
Depósito legal: 14253/83
2ª Edição / Jan. 87


D. Anténio Ferreira Gomes, já falecido ( 13 de Abril de 1989 ), bispo resignatário do Porto, nasceu em S. Martinho de Melhundos (Penafiel) a 10 de 1906. Recebeu a ordenação
presbiteral em 22 de Setembro de 1928, após estudos filosófico-teológicos em Roma.

A 15 de Janeiro de 1948 foi nomeado Bispo de Rando e Coadjutor de Portalegre. É Nomeado
para a Diocese do Porto em 13 de Julho de 1952. Forçado a ausentar-se do país, devido à in-
transigente defesa da doutrina social da Igreja, perante o regime do Estado Novo, retomou o
governo da Diocese de que a Santa Sé nunca o exonerara (o Papa era o Corajoso Paulo VI!),
em 2 de Julho de 1969, , permanecendo no trabalho pastoral até atingir o limite de idade (1981).

A sua obra, quase sempre motivada por oportunidades fornecidas pelo governo pastoral da Diocese e pela obrigação de ensino que cabe à função episcopal é constituída por cerca de 400 títulos, entre conferências, homilias ou comunicações mais especializadas.

Visto por alguns como um bispo político, o que cabe pensar é que em todos os escritos de
D. António está sempre e só o homem da Igreja que assumiu a totalidade da sua função de
bispo: mestre, pastor e homem de Deus.

´Cartas ao Papa`, é o título sugestivo, com que D. António Ferreira Gomes, resolve continuar, desde o silêncio da sua residência da Quinta da Mão Poderosa, em Ermezinde, aquele diálogo com a realidade sócio-cultural e eclesial, que constituiu sempre o cerne da sua vida e da
sua doutrinação.

A mesma lucidez e a mesma cultura de sempre, ainda aqui assumida e quase diríamos despoletada pelo estímulo de acontecimentos que vão balizando a história.

Com alguma, discreta, memória dos tempos e dos homens que rodearam a sua passagem pela cena da vida, neste país marcado, em seu tempo e responsabilidade, pelo desmoronar do Corporativismo de Estado, pelo fim da guerra colonial e pelo começo obscuro mas quase conseguido, de uma nova forma de convivência.

Cartas, na temática e estilo está na sequência lógica e quase linear duma reflexão sempre feita do encontro e da discrepância da fé e da Igreja com o mundo. Na fidelidade ao
rosto conciliar da Igreja, cuja missão não se limita a comunicar ao homem a vida divina; mas espalha sobre o mundo o reflexo da sua luz, sobretudo enquanto cura e eleva a dignidade da pessoa humana, consolida a coesão da sociedade e dá sentido mais profundo à quotidiana actividade dos homens (GS, 10).

Na limitação imposta pelo género epistolar que para este livro escolheu, mais se faz ver aquela tensão entre o rastreio da realidade vivida e as suas brechas e a figura do sentido que em tudo
se busca, como luz dessa realidade.

Na memória que traz da coisas e da responsabilidade assumida ou enjeitada. ou no acontecimento que acaba de chegar pela notícia do dia, é sempre a mesma, a intenção de procurar o sentido novo, ou da permanência do entretanto esquecido.



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