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domingo, 19 de setembro de 2010

«SÃO JOSÉ» - ´A Personificação do Pai` - Leonardo Boff





«SÃO JOSÉ»
´A PERSONIFICAÇÃO DO PAI`

LEONARDO BOFF
Prefácio de PAULO COELHO
´Buscas Espirituais`
EDITORA PERGAMINHO, LDA
CASCAIS - PORTUGAL, 2006
Adaptação da edição brasileira:
´SÃO JOSÉ` - ´A Personificação do Pai`
CAMPINAS, VERUS EDITORA, 2005
ANIMUS / ANIMA PRODIÇÕES. LDA, 2005


Disse JESUS:

´Quando fordes revestidos da minha força e receberdes
o Sopro de meu PAI, isto é, o ESPÍRITO PARÁCLITO, e
quando fores enviados a pregar o EVANGELHO, pregai
também a respeito de meu querido pai José.`

( Do evangelho apócrifo ´História de José, o carpinteiro,
capítulo XXX, nº 3, entre os séculos IV e V, no Egipto )

Tomamos a liberdade de transcrever o magnífico Prefácio de
PAULO COELHO:

«Das cinco vezes que a palavra ´sonho`aparece no NOVO TESTAMENTO, quatro referem-se a
José - sempre a ser convencido por um anjo a fazer exactamente o contrário do que estava
planeado.
Não abandones a tua mulher. ´Sim ele podia dizer coisas como: ´O que vão os vizinhos pen-
sar?`»
Vai para o Egipto, ´Mas eu já estou aqui estabelecido, tenho a minha clientela, não posso deixar tudo para trás agora!`
Volta do Egipto. São José podia ter pensado novamente: ´Mas agora que consegui estabilizar outra vez a minha vida e tenho una família para sustentar?`
Mas ao contrário do que dita o senso comum, José segue os seus sonhos. Sabe que tem um destino a cumprir: proteger e sustentar a sua família. Como milhões de josés anónimos, ele procura dar conta da tarefa, mesmo tendo de seguir sonhos que estão. eventualmente, para além da sua compreensão. Mais tarde, tanto a mulher como os filhos vêm a transformar-se nas grandes referências do Cristianismo. O terceiro pilar da família. o operário, é apenas relembrado nos presépios do Natal, ou por aqueles que têm uma devoção especial por ele, como é o meu caso e como é o caso de Leonardo Boff.
Portanto, um livro sobre José é uma benção, porque mostra o operário, o pai, o homem que segue os sonhos, a pessoa que provê o pão para que o seu filho possa consagrá-lo. O revolucionário que aceita ser guiado pelo mundo invisível. O protector e o mestre - porque, sem os valores familiares por inculcados, a história podia ter sido bem diferente.
Leio muitas vezes algumas aberrações do tipo: ´Jesus foi para a Índia aprender com os Mestres do Himalaia.` Para mim, qualquer homem aprende com a tarefa que lhe é dada pela vida, e Jesus aprendeu com a tarefa que lhe é dada pela vida, e Jesus aprendeu enquanto fazia as mesas, as cadeiras, as camas. No caminho das pessoas comuns estão todas as lições que Deus nos dá todos os dias, e basta incluir a palavra amor na luta diária para ela se transformar num ofício sagrado.
No meu imaginário, gosto de pensar que a mesa onde Cristo consagrou o pão e o vinho teria sido feita por José - porque nela estava a mão de um carpinteiro anónimo, que ganhava a vida com o suor do seu rosto e, justamente por causa disso, permitia que os milagres se manifestassem.´ P.C.

NOTA PESSOAL: Tendo o administrador deste espaço formação teológica, latina e bizantina,
confesso que estas palavra de PAULO COELHO caíram fundo no meu coração!

As notas da ´badanas`do livro podem ser encontradas em:




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