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sexta-feira, 3 de junho de 2011

«ESCUTA, ZÉ NINGUÉM ! » - WILHELM REICH

                   AMOR, TRABALHO E SABEDORIA SÃO AS FONTES DA NOSSA VIDA.
                                                   DEVIAM TAMBÉM GOVERNÁ-LA



«ESCUTA,  ZÉ NINGUÉM ! »
 WILHEM REICH
TRADUÇÃO: MARIA DE FÁTIMA BIVAR
CAPA: FERNADO FELGUEIRAS
1ª edição, Maio de 1972
2ª edição, Março de 1974
3ª edição, Maio de 1974
4^edição. Abril de 1975
5ª edição, Dezembro de 1975
VIRAGEM 1
PUBLICAÇÕES DOM QUIXOTE
TÍTULO ORIGINAL: «Rede an den kleinen Mann»
Mary Boyd Higgins, administradora do WILHELM REICH INFANT TRUST
EDITOR ORIGINAL: ´The Noonday Press` , Nova Iorque




´ESCUTA, ZÉ NINGUÉM!` não é um documento científico, mas humano. Foi escrito no Verão de 1946, para os arquivos do ´INSTITUTO ORGONE` , sem que se pensasse, então, em publicá-lo. Resultou da luta interior de um cientista e médico que, durante décadas, passou pela experiência, a princípio ingénua, depois cheia de espanto e, finalmente, de horror, do que o ZÉ NINGUÉM, o homem comum, é capaz de fazer de si próprio, de como sofre e se revolta, das honras que tributa aos seus inimigos e do modo como assassina os seus amigos. Sempre que chega ao poder como «representante do povo» , aplica-o mal e transforma-o em qualquer coisa ainda mais cruel do que o sadismo que outrora suportava por parte dos elementos das classes anteriormente dominantes.
´ESCUTA, ZÉ NINGUÉM!? representa uma resposta silenciosa à intriga e à difamação. Ao ser escrito, ninguém podia compreender que certas entidades governamentais com missão de proteger a saúde pública fossem capazes em conluio com politiqueiros, de atacar o trabalho de investigação do INSTITUTO ORGONE. a tentativa no ambiente de peste emocional de 1947, de destruir o INSTITUTO (não com provas de erro ou crime, mas atacando a sua honra) levou a publicar, como documento histórico, ´ESCUTA, ZÉ NINGUÉM!`.
As circunstâncias mostravam ser necessário, ao homem comum, saber o que se passa nos bastidores de um laboratório científico e , ao mesmo tempo, verificar o que pensa a seu respeito um psiquiatra experiente. Que conheça a realidade, único modo de vencer a desastrosa paixão pelo poder que tanto o obceca. Que lhe seja dito, sem rebuço, que responsabilidade assume, quando trabalha, ama, odeia ou difama. Que entenda como se chega ao fascismo, negro ou vermelho, ambos igualmente perigosos para a segurança dos vivos e para a protecção dos nossos filhos. Isso, não apenas porque tais ideologias vermelhas ou negras, são intrinsecamente assassinas, mas também por transformarem crianças saudáveis em adulto mutilados, autómatos e moralmente dementes.
Pois dão preferência ao Estado sobre a justiça, à mentira sobre a verdade, à guerra sobre a vida. Para o educador, para o médico, existe apenas uma fidelidade: ao que há de vivo na criança e no doente. Se esta fidelidade for estritamente respeitada, até os grandes problemas da «política» externa encontram uma solução simples.
Esta «conversa» não pretende apresentar receitas existenciais. Simplesmente, descreve as tempestades emocionais por que passa um homem produtivo e satisfeito, Não visa convencer, aliciar ou conquistar ninguém. Visa, sim, retratar a experiência, como um guache pinta uma tempestade. O leitor não é chamado a testemunhar-lhe simpatia. Pode ler ou não ler. Não encerra quaisquer intenções ou programas. Visa unicamente facultar ao pesquisador e ao pensador o direito ao sentimento e à reacção pessoal, nunca disputado ao poeta e ao filósofo. É um protesto contra os desígnios secretos e ignotos da peste emocional que, bem entricheirada e em segurança, vem capciosamente envenenando o investigador honesto e estrénuo com as suas setas ervadas. Mostra como é a peste emocional (o carácter pestífero), como funciona e entrava o progresso. Testemunha ainda a confiança na inexplorada riqueza que se oculta na «natureza humana». pronta a servir as esperanças do homem!...



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