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terça-feira, 22 de junho de 2010

«O GÓTICO - ´NO SEU APOGEU`» - Marcel Aubert, com a colaboração de Dr. J.A. Shmoll gen. Eisenwerth e Dr. Hans H. Hofstättertätter



«O GÓTICO» - ´NO SEU APOGEU`
Marcel Aubert (falecido antes de a acabada a obra)
com a colaboração de
Dr. J. A.  Schmoll gen. Eisenworth
Dr. Hans H. Hofstätter
Tradução: Franco de Sousa
Para a Série ´Movimentos e Escolas`
Dirigida pelo Dr. João Manuel Bairrão Oleiro
Ars Mundi  - Movimentos e Escolas
Verbo - 1983
(Ano Jubilar da Editorial Verbo)
Nº Ed. - 1460
Título original: ´Hochgothik`
Holle Verlag, 1979


Entre o período Românico  e o Renascimento floresceu por toda a Europa um estilo que veio a ser conhecido  por ´Gótico`. Assim lhe chamaram os italianos ironicamente, porque, para eles, todos os povos transalpinos eram descendentes dos Godos e todas as suas obras anteriores ao Renascimento eram mais ou menos bárbaras.

A arte gótica desabrochou na arquitectura religiosa de França a partir da segunda metade do século XII. Mais precisamente, o seu berço foi a ´Ilha de França`. Mas dali expandiu-se com prodigiosa vitalidade para os países vizinhos e mesmo para outros mais distantes, aonde chegaram influências culturais. As ordens religiosas, nomeadamente os Cistersiences, que chegaram a ser chamados ´Missionários do Gótico`, tiveram uma acção decisiva, levando o novo estilo a toda a Europa cristã.

Os construtores das catedrais, imbuídos do misticismo tão característico dessa época, visaram erguer abóbadas cada vez mais altas, sobre paredes bem rasgadas por vãos preenchidos por vitrais, de modo que resultasse o efeito de um autêntico santuário de vidro. A escultura das fachadas e do interior libertou-os das tradições antigas e tornou-se mais leve e natural.

Também noutros campos se reflectiu o impulso desta evolução: nos frescos e nas tapeçarias que decoravam as paredes; nas iluminuras dos livros de devoção; e ainda nos objectos do culto, que eram obras-primas de ourivesaria e de arte do esmalte.


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