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terça-feira, 1 de junho de 2010

«O HOMEM CONTEMPORÂNEO» - Romeu de Melo






«O HOMEM CONTEMPORÂNEO»
          Romeu de Melo

Uma  ´Teorização `baseada em:
Nietzsche, Ingenieros, Karl Jaspers. 
Oetega y Gasset, Ellimere Zolla, 
Fidelino de Figueiredo. Lewis Mumford e 
Aldous Huxley

Capa: A. Dias
Colecção Perspectiva - 10
Editorial Presença - 1965
273 págs.


«O que nenhum homem poderá ignorar é a quem deve, em primeiro lugar, a sua solidariedade. Esta é uma advertência que tem de dirigir-se aos intelectuais, e precisamente aos chamados ´comprometidos`. A cultura não conhece barreiras, a cultura tem todo o ´direito`, e não pode eximir-se ao dever de intervir na ´Civitas Diaboli`.
Antes de mais a cultura tem de lutar pela sua sobrevivência. Não pode portanto ser iludida, nem comprometer-se em sacrifícios que impliquem a recusa da sua essência e o desrespeito dos seus valores cardiais. O intelectual não hipoteca a sua liberdade crítica e criadora, não aceita qualquer forma de dogmatismo, não sacrifica a solidariedade que deve aos valores culturais; em suma, não se amarra, não é domesticável e não pode ser detido na via que espontânea e vocacionalmente escolheu.»

Romeu de Melo, prematuramente desaparecido, foi um dos principais autores da Editorial Presença, tendo escrito ou reunido antologias de textos de autores importantes da primeira metade do século XX, tendo conseguido um numeroso público de leitores fieis. Tal facto deveu-se não só ao profundo interesse e atualidade dos temas sobre que se debruçou, mas também à forma vigorosa e desassombrada como os abordava.

Efetivamente o autor de «A Evolução Humana» revela-nos com rara felicidade uma estrutura de pensador dotado de estilo vivo, direto e brilhante, a servir uma análise dos mais candentes problemas do homem e do mundo. Em «O Homem Contemporâneo», o tema central é uma caracterização, no plano da antropologia filosófica e social, dos homens que constituem a sociedade do seu tempo.

Apoiado numa larga teorização que inclui nomes como os de Jaspers. Ortega y Gasset, Aldous Huxley e outros, Romeu de Melo formula a sua própria posição neste contexto de grandes figuras do pensamento do século XX. Estamos assim, em presença de um livro que remete os jovens hodiernos para a problemática dessa época, ainda próxima, numa obra plena de atualidade para o tempo em que foi publicada, não só pelo nível a que se situa, mas também pela profunda relevância da matéria que trata.

ÍNDICE

Prefácio
I. O Homem Novo
II. Como é que e como foi possível o Homem Novo?
II. O Homem Novo e o Progresso
IV. O Homem Novo e a Cultura
V. O Homem Novo e a Política
VI. O Homem Novo e a Evolução


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