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domingo, 16 de novembro de 2008

«O SILÊNCIO DOS ANIMAIS» - (´LE SILENCE DES BÊTES`) - Elisabeth de Fontenay




                                                   Capa: Marc Chagall, ´L'étable`, 1917



«LE SILENCE DES BÊTES» 
´La philosophie à l´épreuve de l'animalité`
(´O SILÊNCIO DOS ANIMAIS`) 
(´A filosofia posta à prova pela animalidade`)
Elisabeth de Fontenay
Ouvrage publié avec le concours du Centre national du livre
Fayard
Paris, 1998
784 págs.
Depósito legal: janeiro de 1999
Nº de edição: 3362 - Nº de impressão: 1889V
ISBN: 2-213-60045-7
35-26-0245-04/7


Se há «espaços» de elogio mútuo, nos quais os seus detentores se dedicam aos «salamaleques» à destra e à sinistra, outros há cujos autores(as), apesar de nem sempre com eles(as)concordar, me parecem sérios e sinceros! Ora foi precisamente uma entrada sobre as injustiças cometidas contra os animais que me levou a referir um livro que encomendei há uns 7 anos, de Paris.

Vi uma referência a uma obra assinada por uma autora que me era familiar desde a década de 70: Elisabeth de Fontenay, professora de Filosofia na Sorbonne, de quem tinha lido uma obra interessantíssima - «LES FIGURES JUIVES DE MARX»(1973). Essa obra intitula-se:«Le Silence des Bêtes»  (´La philosophie à l'épreuve de l'animalité`).

A autora ao longo de 780 págs., reflecte sobre a «condição animal»; fala do que se pensava sobre essa condição na Antiguidade, do sacrifício oferecido aos deuses mas, de apesar disso, os animais terem um estatuto de seres «Animados»; os animais pensam? são dotados de razão? têm uma sensibilidade semelhante ao homem? deverá poder legislar-se a fim de impedir que sirvam de refeição? mas porque permanecem silenciosos?

Desde que Deus se fez homem, que Cristo se ofereceu em sacrifício qual cordeiro, quer dizer, desde a era cristã, a condição animal mudou radicalmente! Daí em diante os filósofos colocam o acento sobre o homem, chegando os animais a ser tidos como máquinas (Descartes) ou comparados a batatas (Kant).

Houve sem dúvidas excepções; Michelet denunciará profeticamente a injustiça feita aos animais e anunciará que persegui-los é perseguir a democracia.

No século XX, uma certa literatura compara o modo como encaramos os animais, com o modo como os homens se tratam uns aos outros; a desumanização pelo racismo, a doença, a velhice, a perturbação mental...
Este livro expõe com clareza o modo como as diversa tradições filosóficas ocidentais, dos Pré-Socráticos a Derrida, abordaram o enigma da animalidade!...

http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2012/06/as-figuras-judaicas-de-marx-les-figures.html 

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