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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

«O REINO CADAVEROSO» - INVARIANTE - INVARIÂNCIA»

Que importa, oh Sanches, que hajas escrutado ´Do Numen de Epidauro` altos segredos Se hás-de tocar (um pouco mais tardîo) a meta inevitável?
Em vão, co'a luz do Hypocrates moderno No sanctuario entraste da Natura; A segadoura foice não se embota Com morredoras hervas.

Filinto Elísio
Ode ao Senhor Doutor António Ribeiro Sanches

E que reino é este? O reino cadaveroso, que denunciou Ribeiro Sanches - e re-denunciou António Sérgio? O reino da estupidez, ridicularizado por Jorge de Sena? Provavelmente as tais publicações que se vendem como pãezinhos exalam um estúpido fedor a defunto। Dura-lhes pouco a vida mas o bastante para embrutecer (e infectar) o mundo. Passará, com o tempo. Questão de paciência. E de optimismo, claro. Outro "anacrónico", José Agostinho de Macedo, escrevia: "Fatal século de Seiscentos, em que parece que neste reino houve a invasão da estupidez"; e Antero de Quental: "A uma geração de filósofos, de sábios e de artistas criadores sucede a tribo dos imitadores"; e Manuel da Fonseca punha o dedo na ferida: "O homem é a publicidade". Do século XVIII ao XX, repetiram-se as crises culturais. E tudo se recompôs. Esta, que, nos albores do XXI, enche de garrafinhas de mau cheiro as livrarias, há-de superar-se.

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