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domingo, 10 de outubro de 2010

«A REVOLUÇÃO FRANCESA» - PIERRE GAXOTTE (´LA REVOLUTION FRANÇAISE`)



«A REVOLUÇÃO FRANCESA»
      PIERRE GAXOTTE
     da Academia Francesa
Tradução do professor
EDUARDO PINHEIRO

2ª  EDIÇÃO
Revista e acrescencentada segundo
a mais recente edição francesa
LIVRARIA TAVARES MARTINS







«A REVOLUÇÃO FRANCESA»
      PIERRE GAXOTTE
     da Academia Francesa
Tradução do professor
EDUARDO PINHEIRO

2ª  EDIÇÃO
Revista e acrescencentada segundo
a mais recente edição francesa
LIVRARIA TAVARES MARTINS
PORTO  /  1962

TÍTULO ORIGINAL:
´LA REVOLUTION FRANÇAISE`
FAYARD

O livro de Pierre Gaxotte sobre a revolução francesa, embora escrito na juventude, testemunhou imediatamente, na altura da sua publicação, uma maturidade de espírito capaz de fazer inveja a muitos consagrados,
Trata-se de um dos melhores trabalhos de síntese até agora elaborados acerca dos trágicos acontecimentos
iniciados em 1789 e que ainda hoje se repercutem pelas suas consequências na atmosfera política contemporânea.
Lê-se com facilidade e o interesse com que se percorre um romance. Como um romance possui os seus episódios dramáticos, as análises psicológicas, a descrição ao vivo das personagens, o movimento e o ritmo.
Simplesmente é um romance verdadeiro e entre os seus protagonistas contam-se, também,  as ideologias. Gaxotte sem conformismos hipócritas analisa-os com implacável lucidez numa demonstração de aguda inteligência crítica.
O quadro da situação da França antes da revolução - florescente no geral - , a penetração das doutrinas dos enciclopedistas e depois a torrente avassaladora dos eventos gerados pela fraqueza bondosa dos representantes da monarquia, pelo fanatismo dos Marrat e Robespierre, pela venalidade dos Mirabeau e
dos Danton, pelo pavor e cólera das massas, pela propaganda do clube e das sociedades secretas, e por último o irromper da anarquia, da fome, dos massacres sem freio - tudo nos descreve Pierre Gaxotte, clara e penetrantemente com um ´brio`e um colorido impressionante mas desprovidos de exageros retóricos.
É justo realçar as páginas em que se traça o perfil de Brissot, esse girondino moderado, intrigista e manobrador que lançou a Europa numa das suas primeiras guerras ´democráticas` nascidas de baixos interesses e necessidades de partido. Desfazendo uma série de lugares comuns ainda em voga em determinados manuais de ´pseudo-história` «A Revolução Francesa» de PIERRE GAXOTTE é de imprescindível leitura para as pessoas cultas e esclarecidas.

NOTA: A presente edição (2ª) contém as alterações e as passagens que o autor introduziu na última edição em língua francesa.

«Não se fazem revoluções com chá. Os princípios de justiça e humanidade são bons em teoria e nos livros  dos filósofos, na prática, porém, são preciosos outros meios para operar, e é preciso ter bandidos a soldo»
 Danton - na Bélgica
( pág. 214, da  1ª edição : 1945 )








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