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domingo, 9 de janeiro de 2011

«José António Primo de Rivera»




«José António Primo de Rivera»
por José Miguel Alarcão Júdice

Coleção Antologias Cidadela
Coimbra - 1972
271 pags

Direção de Goulart Nogueira 


«Esta coleção publicará trechos de Autores que, ao longo dos tempos e através dos países, exprimiram verdades eternas, combateram o erro, procuraram justeza, ou às vezes tatearam e iniciaram posteriores conquistas e reconquistas acertadas; autores que foram, na sua época, manifestos de uma linha de sentimento e de pensamento que devemos, hoje, restaurar.

Próximo, ainda, palpitante, com uma fala que mais integralmente nos diz coisas, José António insere-se naquela linha. Uma fala de homem de hoje, de poeta, de mártir, de jovem. A morte estancou-o, violentamente, sangrentamente, em plena juventude. E ele, então, esqueceu asas vitoriosas e desenrolou por espaços e planuras as bandeiras da sua voz. Com ele, nele, encontra-se um testemunho exemplar. Viveu e lutou no nosso tempo, repensou verdades eternas a que deu as necessárias formas atuais, recolheu uma validez universal que entendeu na realidade da sua Nação. 

Soube ser um intelectual, sem fugir para o intelectualismo, sem se tornar um ´puro intelectual` , olímpico, um ´literato` de passeio`. Foi um doutrinador, mas a doutrina recebeu-a não só das leituras, sim também da voz do sangue e da História, corrigiu-a e desenvolveu-a ao contacto do real e da ação, autentificou-a com a vivência combativa e com o sacrifício da morte. Foi um poeta, ao sentir a Poesia da ação, da Ordem dinâmica e harmónica, da Pátria, e insuflado tudo isso numa orgânica e numa prosa iluminada de maravilhamento e idealismo.

José António defendeu o Estado como forma total, como forma da Nação, e não como carapaça, como simples aparelho governativo ou administrativo. Elogiou a Ordem, a harmonia real, orgânica, viva e fecunda, não uma estéril e deformadora obediência a qualquer poder. Louvou a disciplina e a hierarquia, mas na indispensável Justiça Social. Aceitou a autêntica fidalguia (não a dos ´señoritos`), a aristocracia, as ´elites`, os escóis, mas com o amor e o valor do povo (não das massas). 

Quiz a tradição, mas não o conservadorismo. Foi revolucionário, mas não partidário da sedição egoísta, ambiciosa, libertária, do negativismo ou da anarquia. Exaltou a sua Nação, mas considerou que a Nação é ´uma comunidade de destino no universal`, e, portanto, igualmente, nisso, as outras nações se legitimam. 

José António - eis um pensador e um guerreiro do seu país e deste século. Deu este século ao seu país e o seu país a este século. 
Bem está por conseguinte, que esta coleção comece por José António.»

G. N.



'Não podemos referir José António sem mencionar o seu companheiro de luta, Onésimo Redondo Ortega, fundador da Falange Espanhola e das Juntas Ofensivas Nacional Sindicalistas (J.O.N.S.) , caído no Alto de Leon, a 26 de junho de 1936.
Quanto a José António Primo de Rivera, doze balas lhe trespassaram o corpo em Alicante.



José Miguel Alarcão Júdice, faz uma enorme introdução à antologia de textos de José António!




José Miguel Alarcão Júdice, autor do estudo antológico inaugural da Coleção Antologias «Cidadela», é um estudioso de problemas políticos e sociais, tendo-se dedicado desde há algum tempo ao estudo do enquadramento histórico sociológico de que arrancou a Falange e particularmente do pensamento e da ação de José António. Com 23 anos, é assistente do grupo de Ciências Políticas da faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.




«...Um Estado só pode ser forte, sem ser ditatorial, se for nacional; o nacionalismo só sendo revolucionário deixa de ser uma arma classista; uma revolução só pode ser criadora e libertadora se for nacional e não de classe; um sistema socialmente avançado precisa de uma temperatura espiritual elevada que só uma tarefa de construção nacional pode outorgar: o projeto nacional exige a reformulação das relações entre grupos sociais de acordo com a justiça. Estas implicações sucessivas pressentidas por José António - e que deveriam ser defendidas pela Falange, movimento dinamizador de um Estado revolucionário - são hoje ainda mais necessárias ».

Nota: Este projeto de cariz fascista, não teve continuação após o 25 de Abril de 1974!

INDICE

Introdução 7
Textos de Fundamentação 55
Textos programáticos 95
Intelectuais e Política 135
Tipos Político-Sociais 151
Estado 159
Nação 177
Revolução 193
Reforma Agrária 217
Cartas aos Militares 229
A morte 249
Últimos textos de José António 259



http://forumpatria.com/debate-politico-e-ideologico/um-nacional-revolucionario-esquecido-jose-miguel-judice/



sábado, 8 de janeiro de 2011

«A Sabedoria da China e da Índia» - Lin Yutang



«A Sabedoria da Índia e da China»
Uma antologia dos tesouros das duas grandes literaturas 
orientais, coligida, anotada e prefaciada por

        Lin Yutang



TRADUTORES:
ARY DE MESQUITA, BEATA VETTORI, 
BEZERRA DE FREITAS, CARLOS DOMINGUES,
FRANCISCA DE BASTO CORDEIRO, HAYDÉE NICOLUSSI, 
MARINA GUASPARI, MARQUES REBELO, NIZE DA SILVEIRA, 
SHEILA IVERT, SODRE VIANNA, THOMAS NEWLANDS NETO


Irmãos Pongetti - Editores
Rio de Janeiro- 1945



Título original: 
´The Wisdom of China and India`
 Random House - 1942




O mistério da Ásia, ´o mistério dos cem milhões de deuses monstruosos` ao qual se refere Paul de Saint Victor, só existe na nossa imaginação de ocidentais, porque desconhecemos o Oriente!
A civilização que nasceu às margens do Eufrates, floresceu sob as umbrosas florestas do Ganges e se espraiou até à China, tem a harmonia e a consistência das raízes que se entrelaçam no subsolo e o sabor generoso dos vinhos velhos. Povos de muitas raças e muitos idiomas, os asiáticos identificam-se na força do seu misticismo, na sua imaginação ilimitada e na sabedoria que vem do princípio dos séculos.
Os seus poetas, encantam-nos, porque nós os lemos e os sentimos. Mas, o espírito da Ásia, a sabedoria dos seus pensadores, dos seus profetas e guerreiros, que nós conhecemos, dão-nos a impressão de uma noite fria e perigosa. Os gregos penetraram nessa noite, e da desordem do inesgotável tesouro asiático de pensamentos, epopeias, orações e hinos sagrados, cantochão, parábolas, epigramas, provérbios e teorias religiosas, construíram a ordenada filosofia que admiramos.

Lin Yutang oferece ao Ocidente, o que os gregos foram buscar no Oriente.
´A Sabedoria da China e da índia`, que à época era a mais completa antologia da literatura e das teorias filosóficas, dos moralistas e escritores que anteciparam as doutrinas de Sócrates e Aristóteles, aqui se encontram traduzidas, por Lin Yutang,  que por amabilidade e gentileza ofereceu à Cultura Indiana o 1º volume!

Quem ler a tradução para português, logo se aperceberá da limitação que consiste  em traduzir a partir de traduções!...
Porém coube ao Brasil adiantar-se ao nosso país e permitir ao público de língua portuguesa saborear a Sabedoria do Oriente: mais abstrata na Índia e mais concreta e prática na China!

Parabéns ao Brasil !!!




                                                    Volume I -  'A SABEDORIA DA ÍNDIA'
                                                                                (577 págs.)



PRIMEIRA PARTE:   
Volume I
A SABEDORIA DA ÍNDIA    
Introdução

«Piedade Indiana» 

Hinos do ´Rigveda`
Os Hupanishads
O Canto do Senhor (O Bhagavad-Gita)
A ´Yoga` nos aforismos de Patanjali


«Imaginação Indiana» 

O Ramayana


«Humor indiano» 

As Fábulas de Panchatantra
O Papagaio Encantado



BUDISMO

O Dhammapada
Três Sermões de Buda
Algumas parábolas e lendas budistas
A Luz da Ásia
O Surangama sutra
Que é o Nirvana?


GLOSSÁRIO DAS PALAVRAS HINDUS

https://pt.wikipedia.org/wiki/Darmapada


                                                           Volume II - A SABEDORIA DA CHINA
                                                                                      (564 págs.)



SEGUNDA PARTE:
Volume II
A SABEDORIA DA CHINA

Introdução

´Misticismo Chinês` 


Laotse, o Livro de Tao
Chuangtse, místico e humorista


´Democracia Chinesa` 

O Livro da História - Documentos da Democracia Chinesa
Mencius, Filósofo Democrático
Motse, o Doutrinador Religioso


´O Caminho do Meio` 


Os Aforismos de Confúcio
O Meio Dourado de Tsesze


´Esboços da vida Chinesa` 

Contos chineses
Seis Capítulos de Uma Vida Errante


´O Espírito e a Sabedoria Chinesas`

Introdução

Parábolas de Filósofos Antigos
Cartas de Família de um poeta chinês 
Os Epigramas de Luzin 
Cem Provérbios (c/introdução)



«Considerações sobre Frederico Nietzsche»





«CONSIDERAÇÕES 
  SOBRE 
  FREDERICO 
  NIETZSCHE»
     ROMEU  DE  MELO
COIMBRA EDITORA, Lda
1ª Edição - 1961
133 pags.




Em toda a obra que não seja uma mera recompilação de dados ou manta de retalhos laboriosamente cosidos, isto é, em toda a obra verdadeiramente original, encontramos sempre um ponto nuclear, um tema à roda do qual se agrupam, subsidiariamente, todos os restantes elementos que agem então como sub-estrutura, fundamentação ou emolduramento dessa temática predominante. 
Em Romeu de Melo, esse ponto nuclear, essa temática central e centralizadora, consiste no conceito-base ´Homem Superior`. Este conceito age no pensamento do Autor qual ponto alfa de Neumann, referência de que se parte e a que sempre se volta, prisma para ver e compreender o Mundo de cujo reflexo se extrai a explicação de si próprio, sua razão e finalidade. 
Porque é no ´Homem Superior` que se realiza o surto do conhecimento, é no seu ser que a espécie realiza o seu ponto mais alto e se marca o maior distanciamento do animal, porque é nele que se estriba toda a qualidade de Progresso e Civilização, poderemos reivindicar para ele o que possuímos de Conhecimento e ao que assistimos como Realização. E é esse conhecimento laboriosamente acumulado, é a compreensão do Mundo e dos seus fenómenos que, por ele realizados, nele se reflectem, explicando-o e definindo-o em sua natureza, numa interacção fértil de virtualidades. À luz deste conceito, se devidamente esclarecido, tudo o que poderemos abranger pela designação genérica de Ciência da Cultura se clarifica e se revela em novas formas mais exactas de significado.
O conceito tem os seus precursores que têm vindo a marcar os séculos desde a mais remota antiguidade até à contemporaneidade. O mais próximo de nós, e aquele que maior influência teve na nossa Cultura, foi Nietzsche! Por isso o Autor dele se aproveitou para empreender a génese de tal conceito. Assim, Nietzsche surge especialmente perspectivado na sua característica de teorizador do ´Super-Homem`, como aquele que sonda as profundidades da psique humana tão heterogénea e compósita. Porém Romeu de Melo efectua uma observação subtil sobre um aspecto que atinge o que em Nietzsche é mais geral do ponto de vista filosófico, capaz de justificar e clarificar certos erros, contrasensos e arriscadas conclusões e ilações baseadas em princípios válidos: Nietzsche é profundo quando intui, e aí toca o cerne de verdades ignoradas  pela maioria (´dichter`); porém, quando especula, distorce e trai relações evidentes, opõe ´negações` às conclusões tiradas de premissas que, no seu justo desenvolvimento necessitariam ´afirmações` (denker). 
Desse facto já em 1953 Álvaro Ribeiro se apercebera de um modo diferente e mais profundo, na sua introdução à ´Origem da Tragédia`. Também na sua teorização do ´Homem Superior`se relecte este preconceito genérico.
Romeu de Melo procura corrigir incongruências observadas na obra de F.N., as tais ilações tiradas das finas e subtis críticas, das intuições do génio nietzschiano.
Este o principal interesse desta obra, o toque de originalidade que o estudioso procura, o aspecto inédito detectado e carente de registo.
Trata-se de um valioso contributo, tanto para uma melhor compreensão de Nietzshe e do seu pensamento como para a diluidação do tema «Homem Superior», ainda tão pouco tratado com o desenvolvimento que merece, e que a nossa crítica época exige.


                                                          Índice Geral


           Introdução

I Frederico Nietzshe

      A.    O Filósofo e o Poeta
      B.   A Imagem e o Símbolo



II.  A Filosofia dos valores

      
       A.  Nietzshe e os filósofos
       B.  Genealogia Científica do Pensamento
                 Nietzshiano
       C. Diónisos e Apolo
       D. Valores Nobres e Moral do Rebanho


III. A Filosofia do Super-Homem

          A.     Anti-Darwin
          B.     O Eterno Retorno e o Homem-Superior

IV.  Conclusão
       
       Índices




                                                                   2 ª Edição



https://skocky-alcyone.blogspot.com/2018/12/origem-da-tragedia-frederico-nietzsche.html?m=0

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

«EMINÊNCIA PARDA» -- ALDOUS HUXLEY







  «EMINÊNCIA 
       PARDA»

A História de Père Joseph
O conselheiro de Richelieu
 Aldous Huxley

TRADUÇÃO: 
PAULO MOREIRA DA SILVA
EDIÇÃO DA LIVRARIA DO GLOBO
PORTO ALEGRE - 1943
EDIÇÃO Nº 1379 A


TÍTULO ORIGINAL: 
´GREY EMINENCE`:
'A Study in Religion and Politics'
1941



A PRIMEIRA OBRA BIOGRÁFICA DE 
ALDOUS HUXLEY


Depois de cultivar, com extraordinário sucesso o romance, a novela, o ensaio e o drama, Aldous Huxley lança-se à biografia, para produzir em ´Eminência Parda` a sua obra mais profunda e decisiva. 
Frei José é um frade capuchinho que ´parece bastante afastado das nossas preocupações contemporâneas`. No entanto, olhando mais de perto a sua biografia, verificaremos que os seus sentimentos, pensamentos e desejos estão entre as condições determinantes do universo em que temos vivido. 
A rota palmilhada por aqueles pés calejados e descalços levava...a Agosto de 1914 e a Setembro de 1939, bem como a mais recentes aberrações. Na longa cadeia de crimes e loucuras que liga o mundo atual ao seu passado, um dos elos de mais fatídica importância foi a Guerra dos Trinta Anos. 
Muitos foram os que contribuíram para forjar este elo; mas nenhum mais decisivo que o colaborador de Richelieu, François Leclerc de Tremblay, conhecido na vida religiosa como Frei José de Paris e na história anedótica como ´Eminence Grise`. 

«Mas é este em absoluto o único pormenor que merece a nossa atenção. Se Frei José tivesse sido apenas um dos parceiros do jogo da política internacional, razão alguma nos compeliria a destacá-lo da vultuosa multidão de concorrentes. ´Mas o reino deste frade não era - como o dos políticos comuns - exclusivamente deste mundo. Não apenas intelectualmente, mas por intuição direta, efetiva, este homem conhecia algo do outro mundo da eternidade, e almejava apaixonadamente tornar-se cidadão do Reino dos Céus`.»
Eis em que consiste a importância, o mistério do personagem que Huxley retrata nesta biografia magnífica. 
Porém, o seu livro não é apenas um retrato. Jamais um ser humano foi, ao mesmo tempo, tão profundamente compreendido como Frei José perante o verdadeiro tribunal a que preside Huxley, A existência criminosa deste monge bem intencionado e sinistro, teve apenas uma virtude: a de constituir uma lição.
Em que consiste o misticismo? Será um embuste ou um fenómeno patológico? Ilusão subjetiva ou visão sobrenatural? Porque motivo, sendo, como é, elemento de todas as grandes religiões, se recusa a servilmente estar ao dispor de qualquer uma em particular, e se abstém a reconhecer qualquer dos deuses personificados? Com a gravidade e a honestidade intelectual que  caracterizam o espírito poderoso, Huxley responde cuidadosamente a cada uma dessas perguntas e mostra como Frei José foi vítima inconsciente dos teólogos que procuraram introduzir à viva força os seus deuses incarnados nas visões sobrenaturais.
Porque a Guerra do Trinta Anos durou 30 longos anos? Como lograram a Eminência Parda e seu diabólico senhor, Richelieu, alimentar um conflito generalizado durante um prazo tão extenso? Qual a origem da habilidade e da energia espantosa de Frei José? De que modo conseguia conciliar o maquiavelismo da sua conduta política com a perfeição da sua vida religiosa? Quais as possibilidades sociais dos místicos? Restará alguma esperança para a humanidade, a braços com tantos conflitos?...
Mais admiráveis que estas perguntas, só as respostas exatas e prudentes que recebemos da inteligência magistral que as formulou e converteu a biografia de um monge numa das obras mais profundas e decisivas do século XX!




quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

«Vence a tua angústia com a Laya-Yoga»





«Vence a tua Angústia 
         com a 
    Laya-Yoga»
Caio Miranda                     

Edições de Ouro
Rio de Janeiro 
1969
162 pgs


A difusão do Yoga no Brasil pode dividir-se em duas épocas bem distintas: ´antes e depois das obras de Caio Miranda'. Quando os livros de sua autoria ainda não haviam aparecido, a milenar doutrina indiana era quase completamente desconhecida no Brasil e muito vagamente cultivada na América do Norte e na Europa, graças a uns poucos dedicados estudiosos do assunto em causa, embora o fizessem superficialmente, louvados em obras de curiosos ou traduções de livros hindus prenhes de fantasias e lendas inverosímeis.
Salvo alguns aventureiros que tentaram a sua oportunidade, organizando cursos clandestinos de Hatha Yoga, acobertados pela liberalidade das leis e pela fraca fiscalização desta matéria, somente na ´Sociedade Teosófica Brasileira´?  Hoje, ´Sociedade Brasileira de Eubiose`, onde Caio Miranda era instrutor desde a década de quarenta (cf. ´Assim ouvi do Mestre`), foram ministrados cursos regulares de Yoga, naturalmente destinados ao reduzido número de membros daquele Colégio Iniciático (cf. ´O Verdadeiro Caminho da Iniciação` - JHS). O grande público desconhecia completamente a disciplina de Patânjali e os poucos que, desejosos de aprender, caíam nas mãos dos mistificadores de barbas grandes e penduricalhos ao pescoço, logo se desiludiam, tais os ´mistérios` , e altos preços que lhes eram impostos. 
Em 1949 começou Caio Miranda a ministrar aulas de Yoga na sua própria residência, e desde então as notas mimeografadas que ali se distribuíam começou a interessar a classe culta do Brasil, nomeadamente da classe médica. De modo geral, todos os atuais professores de Hatha-Yoga passaram pelos cursos gratuitos de Caio Miranda, embora alguns deles viessem a servir-se das notas, diagramas e quadros lá fornecidos, distribuindo-os nas sua ´aulas` como procedentes da Índia, de cujas universidades 'yoguis` suas ´academias` seriam sucursais.
Quando em 1960, Caio Miranda apresentou a primeira edição do ´A Libertação pelo Yoga` a fez-se definitivamente a luz sobre o problema. O livro difundiu-se rapidamente por todo o mundo e o seu autor passou a ser apontado como a maior autoridade no assunto, neste lugar do planeta. O Yoga deixou de ser nebuloso e complexo para se tornar diafanamente claro e acessível, apaixonando então todas as classes sociais. Com a publicação de ´Hatha-Yoga', a ciência da Saúde Perfeita`, os cursos multiplicaram-se pelo Brasil e na América do Sul, pois o referido compêndio elucida de maneira definitiva como organizar  e ministrar sessões completas e perfeitas de Hatha-Yoga, apresentando o método que finalmente, se estabelecerá como o melhor e mais científico, superior, sem dúvida alguma aos importados sem adaptações do Oriente. Caio Miranda, explica de um modo sucinto e seguro o que são Tatwas, Tan-Matras, pois aprendeu que ´Spes Messis in Semine` e também que estávamos a entrar na inversão de ´Ex Oriente Lux` para  ´Ex Occidente Lux`.
Caio Miranda avançou e com outros companheiros fundou o «Instituto de Yoga do Rio de Janeiro  e  o ´Ashram do Vale`. 
Porém é com a Laya yoga que os resultados se têm mostrado mais surpreendentes. Consiste numa técnica de sedação da emotividade e cessação da atividade mental, visando alcançar altos graus de consciência!




«Oito Catequeses Baptismais» - S. João Crisóstomo





A colecção ´Origens do Cristianismo` apresenta os textos dos primeiros séculos cristãos, enriquecendo-os com um mínimo de aparato crítico necessário a uma melhor leitura ou estudo.
Estas obras interessarão ao historiadores em muitos campos: história das civilizações ou das ´culturas`, das instituições; história das literaturas e das línguas grega e latina; história das ideias, da filosofia e da religião, e são indispensáveis a todos os que se debruçam sobre os problemas da apologética cristã, da teologia na sua formação e na sua continuidade, da filosofia religiosa e da espiritualidade, da exegese, da moral e da ascese.
Os textos, publicados na íntegra, são na sua maior parte traduzidos dos originais fixados pelos maiores especialistas da primeira literatura cristã, na colecção bilingue ´Sources Chrétiennes` , fundada por Daniélou e Lubac.
O critério que presidiu aos trabalhos de tradução foi o de elevar ao mesmo nível de exigência o rigor científico e a qualidade literária.
O formato e a apresentação gráfica foram estudados para servir não só os estudiosos, tantas vezes impedidos do recurso a edições raras ou dificilmente acessíveis, mas também os mais exigentes organizadores da sua biblioteca pessoal.


A Colecção ´Origens do Cristianismo` dirigida por António Montes Moreira da O.F.M. e Professor da Universidade Católica, iniciou-se com a presente obra. Infelizmente a iniciativa apenas deu origem à publicação de sete volumes! Há que compreender a dificuldade levantada pela mudança radical da sociedade após o 25 de Abril! A Editorial Verbo achou por bem não arriscar a possibilidade de insucesso futuro!


«Oito Catequess Baptismais » 
              de
 S, João Crisótomo»
Traduzidas do Grego, pelo 
Pe Virgílio Madureira
a partir da versão original publicada 
em Paris pelas Éditions du Cerf com o título
´Huits Cathéchéses Baptismales`
Jean Chrysostome - Sources Chrétienns
Nº 50 BIS
Fixação do texto e notas de Antoine Wenger, A.A.
Verbo
Lisboa - São Paulo  
Fevereiro de 1974
Nº ED.- 977


João Crisóstomo (Boca de Ouro) nasceu em Antioquia entre 344 e 354. Na sua cidade natal, teve por mestre de retórica o famoso sofista pagão Libânio  e aprendeu filosofia ouvindo as lições de Andrágate.
Conhecido e estimado pelo bispo de Antioquia, Melécio, foi por este baptizado (372) e elevado à ordem de leitor. Entretanto, dedicou-se ao estudo da teologia sob a orientação do mestre antioqueno  Diodoro de Tarso. Mais tarde, retirou-se para as montanhas vizinhas de Antioquia, onde viveu como eremita durante quatro anos. De regresso a Antioquia recebeu o diaconado das mãos de Melécio em 381.
Em 386, Flaviano, sucessor de Melécio, ordenou-o Presbítero e confiou-lhe o encarco de pregar na igreja principal da cidade. João exerceu este ofício durante doze anos. (cf. «Juliano» - Gore Vidal). Datam deste período as suas melhores homilias, panegíricos e sermões onde se patenteiam as suas grandes qualidades pastorais e humanas, como a grandeza e delicadeza de sentimentos para com os pobres e a solicitude apostólica.
Em 398, foi eleito bispo de Constantinopla! Fontes históricas dão-nos conta de grandes dissidências na igreja de Constantinopla e, em geral, em todo o Oriente, motivadas por tal eleição.
É importante ter presente que este Patriarcado era recente e só foi proclamado, em importância, a seguir a Roma (Patriarcado do Ocidente), colocando-se à frente de Antioquia, Alexandria e Jerusalém, no IV Concílio Ecuménico, reunido em 451 em Calcedónia, após a excomunhão (´anátema`) do Nestorianismo e do Monofisismo.
Além das peripécias dramáticas que vão rodear João Crisóstomo, é de realçar que a perseguição e prepotência de Constantinopla em relação aos Patriarcado orientais acima referidos, vão preparar o ambiente de hostilidade de nestorianos e monofisitas (cristãos herético) que será propício ao avanço rápido do Islão...
Quanto às relíquias de S. João Crisóstomo é preciso ser isento na informação dada! As relíquias foram trazidas do exílio para Constantinopla...e lá permaneceram até à chamada IV Cruzada (1204)!!! ... a tal que em vez de se dirigir para a Terra Santa, decidiu aportar a Constantinopla, cercando a cidade e nela entrando à força da espada! Na  Sexta-Feira Santa de 1204, os Cruzados saquearam, violaram e acabaram por entrar a cavalo na Basílica de Santa Sofia ... inaugurando o Império Latinodo Oriente, de curta duração (1204-1258), mostrando assim aos turcos otomanos como entrar na 2ª Roma! Foi então que as relíquias foram levadas para Roma, juntando-se às de Gregório Nazianzeno levadas para Roma quando da crise Iconoclasta!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

«As Fronteiras do Possível» - Jacques Bergier





«As Fronteiras 
  do Possível»
 Jacque Bergier

Tradução de
António Pinto
Livros RTP
Biblioteca Básica Verbo
                            57
Editorial Verbo
Lisboa - s/d
Título original:
«Les Frontières 
   du Possible»
Casterman
Paris - 1971 
117 pags.




Jacques Bergier, fundador da revista ´Planète` , conquistou a celebridade como coautor de «O Despertar dos Mágicos» (´Le Matin des Magiciens` - 1960), que escreveu em colaboração com Louis Pawels. 

Unanimemente considerado um dos melhores especialistas da ficção científica e da literatura fantástica, Jacques Bergier distinguiu-se como cientista pela descoberta dos efeitos da água pesada na técnica dos reatores atómicos e pela aplicação do arrefecimento eletrónico às pilhas nucleares. 

Membro da ´Academia das Ciências de Nova Iorque`, publicou numerosos trabalhos, dirigindo à data da publicação deste livro a revista ´Espionnage`. 

Durante a segunda guerra  mundial, Jacques Bergier participou na destruição da base de ´Pennemunde` . onde os alemães fabricavam os célebres V1, V2 e V3.


Desde o fim da 2ª Guerra aos nossos dias, muitos recuaram as fronteiras do possível, o que naturalmente nos obriga a rever a nossa posição frente ao Universo. Com efeito, é doravante possível garantir, sem perigo de errar que a síntese da vida será possível, que os vírus artificiais se tornarão na arma absoluta das guerras, serão fabricados facilmente, quanto a memória como a sabedoria poderão ser injetadas. Talvez se torne possível criar uma vida não biológica, superior à nossa; talvez se torne possível viajar no passado, sem possibilidade de regresso, porém, para além de apontar a provável efetivação de todas estas realidades, Jacques Bergier define também as fronteiras que nunca o homem poderá ultrapassar!...

                                                            ÍNDICE
I  -É possível criar a vida
II - É possível viajar no passado
III - É possível comunicar com as estrelas
IV - É possível ir às estrelas
V - É possivel transmitir a energia elétrica por T.S.F.
VI - Onde estão as novas fronteiras do possível


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