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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

«OS JUDEUS DO DESTERRO DE PORTUGAL», António Carlos de Carvalho


Cecil Roth, na sua «História do Marranos», acusou os portugueses de introduzirem no Judaísmo «o espírito de separatismo e de orgulho de classe, até então desconhecidos»...







«OS JUDEUS DO DESTERRO DE PORTUGAL»
      António Carlos de Carvalho
Capa: Rogério Petinga
Revisão: Luís Antunes
Quetzal Editores
LISBOA, 1999.
Depósito legal nº 138434/99
ISBN 972-564-400-X



«Por todos os lugares onde se instalaram, os portugueses « de nação» tiveram sempre o cuidado de vincar bem a sua separação em relação aos Judeus de outras origens - os que não provinham da Península Ibérica.
Necessariamente associados com os espanhóis, muitas vezes confundindo-se com eles, dadas as relações familiares, culturais, históricas e de vizinhança, que existiam entre uns e outros, mantiveram uma conveniente distância quanto aos alemães e polacos. Alguns chegaram a acrescentar ao nome as iniciais ST, de «Sefarad tahor», «Sefardim puro», para evitar confusões.
Esta atitude firme, repetida até ao final do século XVIII, tem sido muito crticada pelos historiadores de origem Ashkenazim, como seria de esperar, que acusam os Sefardim de terem adoptado o orgulho fidalgo dos seus próprios perseguidores cristãos - dizem que as noções de «fidalguia» e de «grandeza», bem presentes na consciência dos Judeus ibéricos, eram puras imitações dos modelos de comportamento que viam à sua volta, na sociedade espanhola, em especial, e também na portuguesa.»













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