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domingo, 10 de julho de 2011

«INTRODUÇÃO À POLÍTICA» - ANTÓNIO MARQUES BESSA e JAIME NOGUEIRA PINTO



«INTRODUÇÃO À POLÍTICA»
ANTÓNIO MARQUES BESSA
JAIME NOGUEIRA PINTO
COLECÇÃO ENSINO LIVRE
EDIÇÕES DO TEMPLO
1ª Edição 1977




INTRODUÇÃO


A intenção primeira desta obra foi dar a professores e estudantes da Disciplina de Introdução à Política do 1º ano do Curso Complementar, um instrumento de trabalho acessível e completo. que cumprindo as exigências do Programa Oficial, possa servir também, através da abordagem dalguns temas essenciais da moderna Ciência Política - como as Ideologias e a Classe Dirigente - para dar ao leitor português um panorama mais completo dos problemas respeitantes ao Poder Político.
Deste modo, o presente livro não é um mero texto escolar, mas procura servir a todos aqueles cujo interesse cívico ou curiosidade intelectual solicitam a debruçar-se sobre as questões políticas, na intenção de se estabelecerem sobre as suas linhas fundamentais, terminologia e conceptualização.
A estrutura do volume compreende uma primeira parte histórica, onde ficam registados cronologicamente, o aparecimento e eclosão das doutrinas e instituições que estão na base dos sistemas políticos vigentes no mundo moderno, analisando o seu enquadramento ideológico, económico e social. Atendeu-se particularmente aos fenómenos revolucionários, à sua mecânica, consequências e balanço. Esta matéria, não sendo de estudo obrigatório, constitui entretanto um precioso auxiliar para o entendimento do que se segue, fornecendo muitos elementos complementares para a génese das ideologias e regimes.
A segunda parte - A Ciência do Poder - inclui sucessivamente a análise e estudo da Ciência Política, do Poder Político, do Estado, da Selecção dos Governantes, das Ideologias e da Classe Política, culminando na análise do conceito, descrição e classificação dos Regimes políticos. Aqui de desenvolve mais pormenorizadamente, de acordo com as indicações e alíneas do programa e por ser o sistema presentemente dominante no mundo euroamericano, o estudo dos princípios, instituições e funcionamento do regime democrático.
Na terceira parte, - Sociologia do Poder, - estudam-se as relações do fenómeno político com o quadro social em que se insere, com particular atenção aos fenómenos de conflitualidade e vinculação social. Nestas matérias seguiram-se, praticamente a par e passo, os sumários do Programa Oficial.
Na elaboração e metodologia da obra, os autores encontraram-se perante a alternativa de cumprir à risca o Programa do MEIC, cuja estrutura contém lacunas importantes e é marcada por determinada orientação ideológica, com evidente prejuízo das finalidades didácticas da disciplina, ou optar por uma perspectiva independente, deixando de lado o Programa Oficial. A questão foi resolvida por um critério pragmático, adoptando-se uma estrutura própria de exposição, dentro da qual se incluíram, entretanto. as questões e alíneas do Programa Oficial.
Finalmente, numa matéria tão susceptível de implicações ideológicas, os autores procuraram observar o mais estrito rigor científico, socorrendo-se e apoiando-se nas obras dos especialistas mais autorizados, e tentando respeitar, na exposição de correntes e doutrinas, quer os textos dos seus corifeus, quer um tom de objectividade, no sentido de descrição dos eventos. Não abdicando das suas opiniões ou posições, tiveram o cuidado de que em ponto algum implicassem um obscurecimento ou distorção da exposição da realidade, que deve presidir a todo o trabalho de investigação ou divulgação científica.


                                                                                               António Marques Bessa
                                                                                                  Jaime Nogueira Pinto






ÍNDICE 


I - O PODER NA HISTÓRIA


 - O MUNDO ANTIGO
 - A REPUBICA CHRISTIANA
 - O NOVO PRINCIPE
 - O TEMPO DAS REVOLUÇÕES


II - A CIÊNCIA DO PODER


 - O PODER
 - O ESTADO
 - OS REGIMES POLÍTICOS


III - A SOCIOLOGIA DO PODER





A política é uma ciência, e uma ciência que se aprende. Tem princípios, definições, fundamentos precisos; é contrária ao sectarismo, ao dogmatismo, ao verbalismo sentimentalista e inócuo que abusa da felicidade dos povos e explora a boa vontade dos homens. 
Ciência que é, exige claridade, correcção, objectividade, espírito aberto e despreconceituado; só assim se tornará possível saber das razões que podem levar os homens a procurar alguma felicidade aqui na terra. Tanta quanto se acredite que a política nos pode dar.


http://novadireita.blogspot.com/2006/06/entrevista-antnio-marques-bessa.html

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