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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

«A EUROPÍADA» - ´Poema épico sobre a Grande Guerra` - Artur Botelho (Artur Pereira Botelho de Araújo)

  A EUROPÍADA

CANTO  I

I        

            Eu canto a Grande Guerra que, no mundo,
      Correu como um tufão de fogo  insano, 
Das altas regiões do céu profundo
 Às entranhas da terra e do oceano;
        E os seus chefes de génio mais fecundo,
    Que, vibrando num alto ideal humano,
Tiveram, a sublime e ingente glória
De levar tantos povos à vitória



Antes de referir este maravilhoso livro, com poemas heróicos, que pertenceu a meu pai e que já fazia parte da sua biblioteca antes do meu nascimento gostaria , com a devida vénia e liberdade, usar a notícia de «Notícias do Douro», por sua vez retirada de: «Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses» (III Vol. ), coordenado por Barros da Fonte, 656 págs. ! Se o faço e refiro o seu ´link` é porque se torna importante fornecer alguns elementos que não se encontram na Internet, incluindo imagens e que considero importante disponibilizar ao público interessado:






  «A EUROPÍADA»
´Poema épico sôbre
              A
  Grande  Guerra`
 Artur  Botelho (1883-1940)
(Artur Pereira Botelho 
        de Araújo)
Capa dura
Editor: Alfredo Araújo
Travessa de Miraflor
Porto, Janeiro de 1935
662 págs. 
25 Cantos que perfazem 2.500 Oitavas
(seguidas de uma página de ´ERRATA`)
Obra inicialmente editada em  vinte fascículos,
sendo o primeiro saído em Janeiro de 1935 e
o último em Abril de 1937.
Foi seu Editor Alfredo Pereira Botelho 
de Araújo, irmão do Autor.
Acabou de se imprimir este Poema aos 27 dias
do mês de Abril de 1937 nos grandes Ateliers 
Gráficos «Minerva», de 
Gaspar Pinto de Sousa & Irmão
Vila Nova de Famalicão
NOTA: Artur Botelho é Autor de uma obra polémica,
             intitulada: «Guerra Junqueiro Falso Poeta» 
                                 ´Análise à Velhice`

Artur Botelho, nesta obra em que procura o Espírito de Camões, mostra à saciedade o entusiasmo dos Patriotas Republicanos na participação do nosso Corpo Expedicionário (C.E.P.), na Guerra que se travou entre 1914-1918 - Grande Guerra - contra o militarismo e autoritarismo do Impérios Centrais, lutando pela Liberdade e Democracia!




                                                       
                                                     
       Frontispício com fotografia                                                  Capa do primeiro fascículo
         e autógrafo do Autor                                                                                                                             





 Canto I    (duas primeira oitavas)              
Páginas 564 e 565 (CANTO XXII - 6 oitavas) - narram  combate ao largo dos Açores entre um submarino alemão e um navio de guerra da  Marinha Portuguesa, encarregado de escoltar um comboio de navios que tranportavam material para a Inglaterra; seu Comandante era Carvalho Araújo, natural de Vila Real, Distrito de origem de Artur Botelho!
(«Do qual um homem de alma rebrilhante,
Carvalho de Araújo, é comandante.»)



«nasceu em Aleites, freguesia de Mouçós, concelho de Vila Real, em 1883 e faleceu em 26.1.1940. Edgar Ferreira assinou em A Voz de Trás os Montes de 4 de Abril de 2002, uma nota biográfica sobre esta personalidade que a seguir se reproduz: Aprendeu a ler com sua mãe Maria Adelaide Pereira de Araújo grande admiradora de Camões. Seu pai chamava se António Botelho. Influenciado, profundamente, pela leitura camoniana tornou se um verdadeiro apaixonado da Pátria a ela dedicando seus versos distribuídos em várias obras: Alma Lusitana (primeiro livro escrito em 1914); Mar Tenebroso (drama heróico); Camões; A minha aldeia; Guerra Junqueiro Falso Poeta; etc. Não é fácil narrar todos os passos da sua vida repleta de muitas aventuras, estudo, trabalho e idealismo. Só lhe faltou a cadeira de Matemática para ser formado pelo Instituto de Comércio. Desempenhou várias profissões: carregador de barcaças, no Porto de Lisboa; sargento no exército; mineiro no Alentejo; carregador na CP e chefe de secção dos Serviços de Exploração, na mesma empresa, no Porto. Na estação de S. Bento, são dele as duas oitavas heróicas gravadas numa artística placa de bronze, como homenagem dos ferroviários à grande aventura de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922 primeira travessia aérea do Atlântico Sul, de Lisboa ao Rio de Janeiro. Terminou a sua produção Literária com a publicação, em 1935, de "A Europíada" documento importante para a história de toda a Primeira Grande Guerra, de 1914 a 1918 (vários versos são dedicados ao nosso herói Carvalho de Araújo). A obra está dividida em 25 Cantos que perfazem 2500 oitavas. Com o contínuo crescimento da nossa cidade, não será impossível dentro de vinte a trinta anos que Alvites faça parte integrante do território da "Cidade das Tílias". Artur Botelho, depois de Camões, é considerado o segundo grande poeta épico português; merecia ser, devidamente homenageado no nosso País. O Concelho de Vila Real tem o dever de honrar tão insígne figura da versificação com pequenas mas vibrantes manifestações, tais como: a Câmara Municipal mandar colocar um busto, no centro de Alvites; uma lápide na casa onde nasceu e outra, com o acordo do Pároco se a lei canónica o permitir na Ermida, Capela ou Igreja onde foi baptizado; atribuir o seu nome a uma rua da cidade; o assíduo colaborador do "Nosso Jornal", Agostinho Chaves, quando achar oportuno, referenciá lo na rubrica "Figuras da nossa terra". O Pelouro da Cultura com a colaboração do reconhecido pesquisador e apreciado apresentador, Dr. Elísio Neves dedicar-lhe uma sessão nas "Conversas ao Café".»





In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,

coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura. 

Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt 

http://www.dodouropress.pt/index.asp?idedicao=66&idseccao=553&id=5186&action=noticia

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