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terça-feira, 30 de outubro de 2012

«O M. R. P. P. instrumento da contra-revolução» - J. L. Saldanha Sanches

«O Povo Libertará Saldanha Sanches»
(Nos muros de Lisboa, ´antes` do 25 de Abril!)





«O  M. R. P. P.
instrumento da contra-revolução»
J. L.  Saldanha Sanches (1944-2010)
(José Luis Saldanha Sanches)
Cadernos Ulmeiro, nº 6
2ª edição
Lisboa, 1975
140 págs.
Impressão: Fevereiro de 1976


´Em memória` de um homem de grande verticalidade, 
 lucidez de espírito e muita coragem, que se encontrava 
preso em 25 de Abril de 1974, com Processo a correr 
em Tribunal Plenário, por ter lutado pela Liberdade e 
Democracia quando ainda se vivia em Ditadura!...


Tendo a primeira edição deste ´pequeno-grande` livro sido feita em 1975, resultado  do que Saldanha Sanches escrevera e datara de 18 de Novembro desse ano, precisamente uma semana após a declaração da Independência de Angola e uma semana antes do 25 de Novembro, achou o Autor por bem, dados os acontecimentos ocorridos na última data referida e também os de 18 e 19 de Janeiro de 1976, que se procedesse a uma segunda edição com Prefácio datado de 1 de Fevereiro de 1976, acrescentada de uma «Adenda»!...

Trata-se de um livro denso e rico em informação, para se poder entender uma Organização surgida em 1970 a partir da Esquerda Democrática Estudantil, o M. R.P. P. (Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado), e a sua acção anterior e posterior ao 25 de Abril, sabendo-se que o Autor, militante prestigiado do MRPP, estava preso à data de 25 de Abril!...


Do «Prefácio» à 2ª Edição:

«A necessidade de fazer uma segunda edição deste livro, torna possível acrescentar alguma coisa ao que nele se contém. Assim farei, embora, quanto ao essencial, me não pareça necessário ir muito além do que já tinha dito.
Os últimos meses, tornaram apenas mais evidente o que antes já era visível; o crescente isolamento e decadência do MRPP, a crise irreversível que o vai fazendo perder posições, e que já nada pode esconder. Num comício que teve lugar antes da publicação deste livro, o seu secretário-geral foi até ao ponto de falar na «grave crise», que atingira o MRPP. E para quem conheça o habitual e já muito conhecido ultra-triunfalismo, que sempre caracterizou o MRPP, pode avaliar o significado desta confissão. (...) No espaço de tempo imediatamente a seguir ao abandono (com posterior expulsão, acompanhada das mais assustadoras invectivas) do autor deste livro, ainda se procurou levantar o abalado moral dos activistas, explicando que tudo  o que estava errado, era da culpa da «linha negra» (...) E no comício já referido o «grande educador» anunciou que afinal o «partido» não seria «fundado». Desde Janeiro que 75 tinha sido designado «ano da fundação» e tal tinha sido prometido inúmeras vezes. (...) Embora uma das grandes especialidades do MRPP seja comemorar aparatosamente vitórias inexistentes, dir-se-ia que o MRPP cansado das sua próprias comédias, recua perante a maior de todas elas, e que todas as outras se deveriam destinar a preparar.

(...)Mas a questão não é apenas da irresponsabilidade de uma criatura que descobre de repente (já numa idade em que as «loucuras da mocidade» costumam ter fim) que é o «grande dirigente e educador do proletariado português», a ponto de pensar que até 1970 tudo o que houve foi o mais vil revisionismo. É principalmente o carácter profundamente provocatório do MRPP, que em especial desde o 25 de Abril, isto é desde a crise mais acentuada do poder burguês, parece ter um especial condão para ter em cada particular momento, a posição que à burguesia mais lhe convém que ele tenha. O cada vez maior carinho que por exemplo um jornal como «O Dia» (perfeito covil de fascistas que nem se dão ao trabalho de disfarçar) tem pelo MRPP, mostra até que ponto a burguesia vai percebendo tudo.(...)»


-PREFÁCIO À 2º EDIÇÃO (Lisboa, 1 de Fevereiro de 1976)
-NOTA INTRODUTÓRIA
-O MRPP PERANTE O 25 DE ABRIL
-A EVOLUÇÃO DA SITUAÇÃO POLÍTICA
  E AS ANÁLISES DO MRPP
-A «CLANDESTINIDADE» DO MRPP
-A LINHA ESPONTANEISTA E ANARQUISTA
  EM MATÉRIA DE ORGANIZAÇÃO
-LINHA DE MASSAS E MÉTODOS DE TRABALHO
-ERROS POLÍTICOS E DEGENERESCÊNCIA POLÍTICA
-DA TOMADA DO PODER AO APOIO AO VI GOVERNO
(Lisboa, 18 de Novembro de 1975)
«ADENDA»
-SOBRE  OS ACONTECIMENTOS DO 25 
  DE NOVEMBRO E A POSIÇÃO DO MRPP


(Quem, como o detentor deste «espaço», privou com o falecido Aventino Teixeira, e sabe quais os seus «contactos», tudo o que é referido e analisado por Saldanha Sanches corresponde à verdade e denota uma profunda capacidade de análise!...)

Para uma homenagem remeto para:

http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2010/05/14/saldanha-snches-faz-agora-parte-da-historia/#more-11704




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