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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

«Os Árabes» - Maxime Rodinson





  «Os Árabes»
  Maxime Rodinson
(1915-2004)
Tradução de 
Mariana Quintela
Estudos e Documents - 177
Publicações Europa-América 
1980
Edição nº 4177/3883
149 páginas
Título original: 
Pode encontrar-se
abaixo onde se vê
a capa da edição
original.


Maxime Rodinson, diretor de estudos da ´École Pratique des Hautes Études', na Sorbonne (IVe Section), dedicou longos anos ao estudo sobre um povo que até há relativamente poucos anos era pouco conhecido. Nesta obra, com simpatia, mas sem complacência servil, apresenta-nos um conjunto de informações objetivas sobre os povos árabes: componentes étnicas e culturais, vias de desenvolvimento e análise da ideologia do nacionalismo e das sias estruturas sociais e políticas. 
As imagens variadas sobre esse povo,  na visão  dos leigos, sucedem-se e fazem-no  parecer alternar, entre guerreiros valorosos, beduínos, povos de rapina, potentados milionários, proletários de baixo nível, miseráveis, devotos e místicos de um Islão fanático, políticos subtis, terroristas, implacáveis, etc.

Trata.se de uma obra essencial para compreender de um modo de divulgação, propositadamente desejado pelo Autor para poder chegar a camadas menos ilustradas. Não hesita, assim, em abalar muitas das ideias tanto entre árabes, tal como entre não árabes!
À semelhança dos outros povos, têm os seus heróis e os seus vilões, os seus sábios e os seus loucos, os seus erros e os seus crimes, bem como as suas inestimáveis contribuições para o tesouro da humanidade.


ÍNDICE

Prefácio

Capítulo I - Quem são os Árabes?

      Primeia abordagem: a zona árabe
      Os critérios
      Os falsos critérios
      Conclusão: a etnia áabe

Capítulo II - Formação e elementos de arabismo
                      

       O mundo árabe
       A franja e os ilhéus de influência árabe
       A diáspora
       Dimensõs da etnia árabe

Capítulo III - O arabismo

Capítulo IV - Venturas e e desventuras do mundo árabe

Capítulo V - Será possível um retrato global dos Árabes?

Conclusão

'Biblografia sumária'


http://pt.wikipedia.org/wiki/Maxime_Rodinson
https://skocky-alcyone.blogspot.com/2011/02/le-bath-et-la-patrie-arabe-kassim.html
https://skocky-alcyone.blogspot.com/2011/02/la-dialectique-sociale-anouar-abdel.html




                                                     

   «Les Arabes» 
Maxime Rodinson

ISBN: 2 13 044053 3
Dêpot légal - 1er édition - 1979
Pesses Universitaires de France
PUF -  Paris1979
            4ªedição -1991


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

«A Dialética Social» - Anouar Abdel-Malek

«A dialética, na realidade, é um método de pensamento ou
antes uma sequência coerente de métodos inteligíveis, que
permite dissolver certas conceções rígidas e de conduzir
a prática às ideologias dominantes»
    BERTOLD BRECHT.







«LA DIALECTIQUE SOCIALE»
ANOUAR  ABDEL-MALEK
ÉDITIONS DU SEUIL
PARIS, 1972
480 págs.


A obra à laia de prefácio inicia-se com a palavra: 
                                                                «ENVIO»
e esse ´envio` termina  com a expressão:

«Point de champ clos; c'est dans l'arène du monde réel que toujours s'est joué et que toujours se jouera le destin de la pensée.»
 (Não existe campo fechado: é na arena do mundo real que sempre se desenrolou e se desenrolará o destino do pensamento.) 
        Karl Marx


Nascido no Cairo em 1924 de uma família estreitamente ligada ao renascimento nacional de Egipto, Anouar  Abdel.Malek desempenha um papel central na formação do socialismo marxista, escola de pensamento e de ação inserido no ´coração` do movimento nacional egípcio. 
Doutor em sociologia, de seguida doutor em letras, tendo ascendido ao prestigiado lugar de ´maître de recherches` no C.N.R.S. (Centre National de la Recherche Scientifique), foi viver em Paris desde 1959.
Foram publicados numerosos trabalhos seus sobre a questão nacional e o socialismo, a ideologia, a teoria sociológica, poder e revolução nas relações com as culturas e civilizações, de entre muitas: ´Egipto sociedade militar` e ´Ideologia e renascimento nacional: o Egipto moderno`, ´Sociologia do imperialismo` , etc...
Membro destacado do comité executivo da ´Associação internacional de sociologia` (presidindo ao comité de investigação sobre os movimentos nacionais e o imperialismo) e da Associação internacional dos sociólogos de língua francesa.

Pelos seu movimentos de libertação e de revolução, pelo ressurgimento do Oriente, pela mutação científica e técnica, este tempo é o tempo da ´mundialização` do mundo. Num tal quadro, como dar conta e compreender o essencial, o cerne do que é ´a dialética social` 

Ela, a dialética, definir-se-á como o estudo da rede das ´interações` operando no seio de dois grandes círculos constitutivos: endógeno (classes e grupos sociais) e exógeno (nações; culturas; civilizações). Estas interações têm todas elas por objetivo a manutenção e a deslocação da ´hegemonia`: no interior das sociedades como do quadro internacional, em função dos diferentes ´projetos` nacionais-culturais em devir. Um tal estudo - conduzido na linha do historicismo crítico, à luz do marxismo - articular-se-á mais precisamente em torno do conceito de ´especificidade` .
Contra o pensamento negativo, sistema ideológico dominante do Ocidente hegemónico em crise, ´A dialética social`- da qual este livro pretende constituir a abertura, de maneira irradiante - procura contribuir para a reestruturação da teoria social e da filosofia política, em ligação orgânica com a ´praxis` do nosso tempo.


O Autor não podia ser mais explícito saudando (como dedicatória) o grande intelectual italiano marxista da filosofia da ´praxis` e do ´bloco histórico` : 

´pour saluer António Gramsci`...




«Deus e o Inconsciente» - Prólogo de C. G. Jung





  

          «DIOS Y EL 
      INCONSCIENTE»
                  Victor White
      Prologo de C. G. Jung

Apêndice de GEBHARD FREI
Versão espanhola de Fr. Acacio Fernandez, O. P.

EDITORIAL GREDOS
MADRID, 1955
Título original: 
`GOD AND THE UNCONSCIOUS`
HARVILL PRESS
LONDRES, 1952


«Há apenas uma diferença essencial entre o funcionamento consciente e o funcionamento inconsciente da psique: o consciente, a despeito da sua intensidade e da sua concentração, é puramente efémero, acomodado somente ao presente imediato e à sua própria vizinhança e não dispondo, por natureza, senão dos materiais da experiência individual, apenas repartidos por alguns decénios. Quanto ao mais, a sua memória é artificial e composta essencialmente de papel impresso.
Quão diferente é o inconsciente! Nem concentrado, nem intensivo, mas crepuscular até à obscuridade, ganha com isso uma extensão imensa e contém, lado a lado, de maneira paradoxal, os elementos mais heterogénios, dispondo, além de uma massa indeterminável de perceções subliminais, do tesouro prodigioso das estratificações acumuladas no decorrer das vidas dos antepassados, que, só pela sua existência, contribuíram para a diferenciação da espécie.»

Carl Gustav Jung



Este livro, notável pela seu interesse teórico e prático, individual e social, psicológico e religioso, difícil talvez, pelo seu carácter técnico e pela riqueza de conteúdo, requer uma leitura pausada e reflexiva. Uma leitura precipitada ou um exame superficial do mesmo privariam o leitor do seu valor real ou, pior ainda, conduziriam a inferências inexatas, a mal-entendidos, mesmo a apelidar o Padre White de junguiano incorrigível. 

Talvez a muitos surpreenda a persistência nesta obra duma ideia tão junguiana como a de procurar nas profundidades do inconsciente os restos das verdade espirituais salvadoras, varridas da consciência do homem ocidental pelo 'iluminismo' ateu. E por que não na consciência, ou na religião, ou na revelação, poderia perguntar-se? O P. White explica o porquê: porque desapareceram da consciência, porque o homem hodierno não acredita na revelação; e, por outro lado, aquilo que de um modo geral poderíamos chamar processos inconscientes - algo como o ´anima naturaliter christiana` de Tertuliano, que dava testemunho de Deus de modo espontâneo, contra as negações da alma educada nas academias e na filosofia - foi muitas vezes para o homem moderno uma via para Deus e para a religião, que tinham sido inconscientemente negados.

Destes factos se fala no livro, sugerindo analogias com doutrinas teológicas, levantando problemas - e com que engenho e destreza! - a essa mesma teologia, e fazendo avançar a Ciência, que está reservada a poucos. Não se trata de fazer uma apologia da psicologia junguiana, da psicologia analítica ou psicologia ´complexa` , ou de ´afundar-se` - como afirmou um ´crítico` - no inconsciente de Jung com todos os seus arquétipos.
É, de facto exasperante ler críticas precipitadas e que carecem de objetividade. Mesmo assim e para a época em que foi editado o livro, pois ainda estava de pé o juramento das 24 teses tomistas impostas pelo Papa S. Pio X ! A melhor defesa do conteúdo da obra, é a própria obra. Persiste ao longo do livro toda uma sólida estrutura de distinções tradicionais: facto e valor, imanência e transcendência de Deus, Deus e imagem de Deus, gnose e fé, etc. !

Porém, poderemos associar Deus de modo absoluto com o inconsciente, pergunta o P. White?! Para alguns, semelhante associação ´parecerá uma tangente ao grotesco e blasfemo`, devido talvez à sua conceção demasiado intelectualista de Deus como o transcendente absoluto que nada tem a ver com este mundo cá de baixo, ou mais provavelmente à divulgação freudiana do próprio inconsciente enquanto simples depósito de recalques, ou recetáculo de materiais nocivos e reprimidos. Mas com Jung, o inconsciente dilatou-se te tal maneira que chegou a invadir terrenos sagrados e religiosos.

Esta invasão não terá de assustar quem tenha feito a sua formação na escola tomista, cujos escritos foram condenados logo a seguir à sua morte, porque recorrendo ao naturalismo aristotélico, sabe que as ciências não se distinguem essencialmente pelos objetos materiais, antes por ´rationes cognoscibiles`; que Deus, objeto da fé, pode ser também objeto de uma investigação racional.

A psicologia profunda de Jung ensinou-nos mais coisas acerca do homem que acerca de Deus; mas, ao conseguir que o homem se conheça melhor a si mesmo, facilitou a via para alcançar Deus.
Jung afirmou que o inconsciente é um ´Grenzbegriff ` , i.e. conceito amplo, que abarca todos os processos psíquicos não-conscientes, isto é, não referidos ao ego.

Numa palavra, qualquer que seja a associação de Deus com o inconsciente, o inconsciente não substitui Deus, antes pelo contrário, veio preencher a substituição de Deus levada a cabo pela
consciência dita ´ilustrada` .

«Quando se exclui o Espírito de Deus da consideração humana, um substituto inconsciente vem ocupar o seu lugar.» - C. G. Jung.


http://skocky-alcyone.blogspot.com/2010/12/uniao-conjugal-lunion-des-epoux-marc.html

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

«Deus e a Psicanálise» - Victor White




          «DEUS 
  E A PSICANÁLISE»
     Victor White, O. P. 
 Prólogo de C. G.  Jung
 Prefácio do autor

Apêndice de Gebhard Frei
Tradução de Belmiro Narino Figueira
Livraria Moraes Editora
LISBOA, 1964
408 pags.
Título Original: ´God and the uncoscious´´
Harvill Press, Londres

´Freud, Jung e Deus` - ´Demónios e Complexos`, eis nada mais, nada menos, três dos apaixonantes temas tratados neste livro. 

A necessidade de diálogo entre a nova psicologia do inconsciente, a sabedoria e a fé tradicionais do mundo ocidental reconhecida por todos, porém até à data da publicação desta obra nada nem ninguém se tinha atrevido a um empreendimento desta natureza com tão sólido conhecimento de ambos os campos. 

Circunstâncias de índole pessoal introduziram o Padre Victor White no mundo da psicologia profunda, e o autor escrevem com una experiência que não se pode aprender com a simples leitura de livros. O P. White comprovou que este encontro do antigo com o novo, apresenta exigências consideráveis aos que cultivam ambos os lados dessa temática. Contudo o Autor convence-nos de que o empreendimento vale a pena e de que pode trazer contributos da maior importância para remediar os males que afligem o homem moderno. Esta tarefa corresponde de um modo especial ao pastor de almas e ao psicólogo, mas não pode ser indiferente a ninguém.

Este livro é o fruto de estudos do P. White sobre a matéria ao longo de doze anos. Os resultados são com frequência radicalmente originais e constituem um desafio a opiniões em regra aceites. Foram amplamente comparados com os avanços e teorias da escola de Munique, e  C. G.  Jung, no seu prefácio, concede ´um valor particularmente alto à efectiva compreensão`, da sua obra, que mostra o Autor e rende ´rasgados elogios` à sua ´extraordinária imparcialidade` . Mas o P. White demonstra-nos que não é um junguiano incondicional, de estrita observância, nem insensível à importância do trabalho realizado por outros no mesmo  terreno. 
Já bem conhecido como ardoroso cultor da ´philosophia perennis` , especialmente a representada por Aristóteles e São Tomás de Aquino, e também como sugestivo expositor da Teologia Católica, o autor mostra o que esta pode oferecer à nova psicologia e o que dela deve aprender.
O livro dirige-se ao leitor em geral mais que ao especialista.!

Prefácio do Autor
Prólogo de C. G. Jung

I - O Crepúsculo dos Deuses
II - Os Deuses Mendigos
III - O Inconsciente e Deus
IV - Freud, Jung e Deus
V - A Froneiras da Teologia e da Psi-
      cologia
VI - Aristóteles, S. Tomás de Aquino e o Homem
VII - A Revelação e o Inconsciente
VIII - Psicoterapia e Ética
IX - O Analista e o Inconsciente
X - Demónios e Complexos
XI - Gnose, Gnosticismo e Fé
XII - O Deus que Morre

Apêndice: Da Psicologia Analítica - O Método e o 
                  ensino de C. G. Jung, por Geghard Frei

Glossário

Recomendado:
Del Mito a la Religión´´
R. Hostie
Amarrortu editores
Buenos Aires

http://skocky-alcyone.blogspot.com/2011/02/dios-y-el-inconsciente-god-and.html

domingo, 30 de janeiro de 2011

«O XÁ» - 'Exílio e morte de uma personagem intrigante'







      «LE SHAH»
   ´Exil et mort d'un 
personnage encombrant`

  William Shawcross

             «O XÁ» 
    'Exílio e morte de 
uma personagem intrigante'
Traduzido do inglês por 
Françoise Adelstain
Éditions Stock
Paris, 1989 
510 págs.
Título original: 
´The Shah's Last Ride`
Simon & Schuster Inc.
New York - 1988




Mohammad Reza Pahlevi (1919-80), Rei do Irão (1941), nasceu em Teerão em 26 de Outubro de 1919, sendo o mais velho filho de Reza Shah. Sucedeu ao pai  em 16 de Setembro de 1941.
Durante a 2ª Guerra Mundial a Grã-Bretanha e a URSS forçaram essa sucessão devido à Germanofilia do Rei.
Em 1951 o Primeiro Ministro, Dr. Mohammad Mossadegh decidiu nacionalizar aquela que hoje se denomina BP, levando a CIA de acordo com Reza a fazer um golpe de Estado que derrubou o homem de grande inteligência e cultura a ser julgado em 1953. 
Em 1967 Reza Pahlavi coroou-se a si próprio como Rei dos Reis (Imperador do Irão). Os EUA da América deram todo o apoio a um homem sedento de poder e convencido de ter um papel histórico que fizesse regressar o atual Irão à magnificência da antiga Pérsia. O receio dos Islamitas de um regresso ao Zend-Avesta levou os Ayatolla a tomá-lo como inimigo a abater. Criou uma omnipotente polícia secreta, a Savak, que reprimia com mão de ferro quem se opunha.
O Ayatolla Komeini teve de refugiar-se em França, de onde regressou em 1979, levando ao levantamento e insurreição do povo iraniano e ao derrube e exílio do ditador. Iniciou-se assim a República Islâmica do Irão, que cercou, invadiu e aprisionou os funcionários da Embaixada Americana, incluindo o Embaixador...

Em suma uma humilhação para os EUA e para o seu presidente James Carter!

O jornalista de investigação William Shawcross do famoso ´Sunday Times`, amplamente conhecido e respeitado, decidiu proceder a uma investigação para o esclarecimento do que esteve na origem do derrube do Shah e das suas desventura no exílio (16 de Janeiro de 1979 a 27 de Julho de 1980), nas 510 págs. desta obra poderemos seguir a par e passo, essa tragédia e com a vantagem de a investigação nos permitir conhecer perspetivas de reexame retrospetivo de toda uma importante era e tema. 
Eis o relato desses 18 meses e dum alucinante périplo imposto a um monarca todo-poderoso, mas proscrito

O Egipto- o seu grande amigo Sadat acolhe-o, esperando que os EUA o recebam.
Marrocos- aí faz uma escala acolhido por Hassan II que receando represálias o remete para Carter, que por sua vez acha melhor que vá para as Bahamas.
Bahamas- Kissinger e Rockefeller, seus amigos, arranjam-lhe um abrigo.
O México- daí terá de partir para New York onde procurará tratar-se da doença que o mina. 
O Panamá- daí parte precipitadamente, sob a ameaça de ser extraditado para o Irão
Regresso ao Egipto- Para aí morrer.

Trata-se de um extraordinário documento pleno de espantosas revelações!

William Shawcross narra nomeadamente: 
Como, entre 1975 e 1979, um professor de medicina francês fez ´incógnito` 38 viagens de ida e volta Paris-Teerão.
Qual foi o verdadeiro papel da polícia secreta iraniana, a Savak.

Como e qual a causa que levou um célebre cardiologista americano proceder à ablação do baço de Shah, quando não era essa a sua especialidade.

Eis uma investigação magistral, repleta de quadros inolvidáveis, que permitem compreender a história e as peripécias do caso analisado.

http://en.wikipedia.org/wiki/Iranian_Revolution
http://www.mohammadmossadegh.com/
http://www.iranchamber.com/history/mohammad_rezashah/mohammad_rezashah.php
http://danielclairvaux.blogs.nouvelobs.com/archive/2010/08/14/mohammad-reza-pahlavi-le-dernier-achemenide-1919-1980-3.html



´Alah é Grande` - 'Encontros com a revolução islâmica'




     
      «Alá es grande» 
'Encuentros con la revolución islámica'
       Peter Scholl-Latour

Tradução do alemão por 
Alfonsina Janés Nadal
Coleção: ´Al filo del tiempo`
Dirigida por José Pardo
Procedência das ilustrações: 
Horst W. Auricht, Estugarda
Editorial Planeta S. A. 1984
Primeira edição: Maio de 1984
Depósito legal: B. 15.988-1984
ISBN 3-320-4745-7
464 págs.
Título original: ´Allah ist mit den Standhaften`
Deutsche Verlag-Anstalt , Stuttgart, 1983
ISBN 3-421-061138-6


Ilustração da capa: 
O Ayatollah Komeini e o autor

Prosseguindo o notável êxito da crítica na Alemanha da ´Morte no arrozal` (300.000 exemplares) sem contar as edições de bolso e as edições ´club`, Peter Scholl-Latour oferece-nos nesta obra de grandes proporções, uma reportagem modelo! Uma reportagem apenas possível de escrever a um homem da sua cultura e experiência orientalistas, da sua capacidade como jornalista e repórter e do seu brilhante estilo!

Scholl-Latour aprendeu a língua árabe na pequena aldeia donde era oriundo Amin Gemayel, que foi chefe de Estado do Líbano. O conhecimento da língua árabe abriu-lhe muitas portas e facilitou-lhe muitos contactos. Se a tudo isto acrescentarmos os seus agudos dotes de observador e o seu profundo conhecimento e compreensão da idiossincrasia dos crentes islâmicos, teremos  a explicação para o facto pouco frequente dos seus sucessivos livros terem estado no topo da lista de best-sellers ´non fiction` da ´Der Spiegel`.

Neste seu livro de vulto, Scholl-Latour apresenta um riquíssimo, vivo e apaixonante panorama do importante movimento islâmico. Precisamente por o ter vivido ao longo de três décadas, e por conseguinte ser um excelente conhecedor das causas históricas deste fenómeno.
Esta obra aborda nada mais, nada menos que vinte cenários: Irão, Afeganistão, Israel, Síria, Jordânia, Egipto, Arábia Saudita, Yemen, Iraque, Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbia, Sinkião, Indonésia, repúblicas islâmicas da ex-URSS e Turquia. 

Scholl-Latour põe em evidência ao longo desta sua obra o que realmente constitui a chave que permite a compreensão de quanto acontece no mundo islâmico: o ressurgir da doutrina de Maomé, não apenas como inspiradora de uma religião, mas também de certas formas de vida. O autor deixa bem claro que no Islão não pode nem deve separar-se a política da religião e que a revolução islâmica está ligada e religada ao passado!

Trata-se, em suma, do facto de que o fundamentalismo islâmico propugna pelo retorno ao passado, ao retorno à sua própria cultura, frente ao ocidentalismo e ao laicismo.

Peter Scholl-Latour, nasceu em Bochum em 1924: foi aluno do Colégio St. Michel de Friburgo - Suiça e de Wilhems-Gymnasium em Kessel. Estudou nas Universidades de Mogúncia, Paris e Beirute, tendo praticado na última, disciplinas árabes. Doutorado em Filosofia e Letras, iniciou a profissão de jornalista em 1959.


http://es.wikipedia.org/wiki/Peter_Scholl-Latour
http://www.webislam.com/?idt=16413
http://emboscado.blog.com/page/2/
http://skocky-alcyone.blogspot.com/2008/11/ontem-portugal-e-tragdia-do-kosovo-hoje.html

«O Febril Mundo Muçulmano»





«LA GRANDE FIÈVRE 
               DU 
MONDE MUSULMAN»
      Philippe Rochot

Depósito legal: 1º trimestre 1981
ISBN: : 2-86262-099.8
Le Sycomore
Paris, 1981
215 páginas


O mundo muçulmano constitui a grande surpresa de estar na linha da frente do mundo atual. E isso deve-se, não só ao acontecimento de enormes proporções e consequências da revolução islâmica no Irão e das mutações políticas que provocou, mas também pela força que representa.
Em nome do Islão, erguem-se homens para lutar contra  poderes que não correspondem às suas aspirações e à sua identidade profunda!...

A expansão do mundo muçulmano inquieta as grades potências e os seus interesses económicos e estratégicos. Na China as minorias islâmicas tentam emergir de uma longa noite. Na África, as conversões multiplicam-se e levam a pensar que o futuro do continente negro pertence ao Islão.

No Próximo e Médio Oriente as surpresas sucedem-se de dia para dia, à revelia das previsões dos´mandarins` que governam o chamado mundo ocidental e Rússia!... Nestes últimos anos e dias foi
possível assistir em direto pelos ´media` a atitudes inviáveis no nosso ´mundo` secularizado!

Contudo, esta expansão acontece frequentemente no ´delírio` do excesso, na violência e paixão, conduzidas por dirigentes que a si mesmos se consideram como os novos profetas do mundo islâmico ou que por vezes se servem do Islão para melhor impor o seu poder.

Por caminhos de uma crise profunda de identidade, o Islão conhece um progresso incontestável e nos tempos acuais provoca inquietação a milhões de homens.


Philippe Rochot, grande repórter da France Inter e de seguida da Antenne 2 fez a cobertura da maioria dos acontecimentos que sacudiram o mundo muçulmano. Nomeadamente viveu mais de  um ano nas próprias raízes do Islão, quer dizer, na Arábia Saudita em 1970, numa época em que poucos estrangeiros eram autorizados a penetrar nesse país. Aí voltou para a sucessão do rei Faiçal e após os trágicos acontecimentos ocorridos da mesquita da Meca. 

O seu testemunho é por isso um experiência viva e vivida!


http://www.persee.fr/web/revues/home/prescript/article/polit_0032-342x_1981_num_46_3_3077_t1_0744_0000_2


http://fr.wikipedia.org/wiki/Philippe_Rochot

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