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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Concepções Helénicas de Felicidade no Além


 

                                   A MEUS PAIS

Maria Helena Monteiro da Rocha Pereira


            CONCEPÇÕES  HELÉNICAS

            DE  FELICIDADE  NO ALÉM


                  DE HOMERO A PLATÃO

  

           DISSERTAÇÃO DE DOUTORAMENTO

               EM   FILOLOGIA   CLÁSSICA  

            NA  UNIVERSSIDADE  DE COIMBRA


                               COIMBRA

                               M C M L V

                                 240 pgs


Composto e Impresso na 

Empresa Industrial Gráfica do Porto, Limitada

Edições Marânos, 178


   PUBLICAÇÃO SUSIDIADA PELO 

    INSTITUTO DE ALTA CULTURA


              

                                                                    Da Nota Preliminar


É sabido que os helenos nunca tiveram um corpo de doutrina estabelecida acerca do destino das almas e do modo da sua sobrevivência. Este mesmo facto fez que diversos mitos se formassem e coexistissem durante séculos, e por vezes o mesmo autor se tornasse intérprete de mais do que uma tradição escatológica.

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Foi sobretudo a literatura que nos preservou os documentos que permitem reconstruir estes mitos. O elemento emocional que entra nestas concepções - o poeta tornava-se arauto da esperança humana - e o aspecto puramente estético de que facilmente se revestia - concretizando-se em visões deleitosas - faziam delas um tema de eleição, que quse todos os escritores aproveitaram. Deste modo, um estudo desta feição da religião grega facilmente se volve em ensaio de estética literária.

Porém a anásise de uma obra de arte deve compreender todos os aspectos, desde o problema das fontes ideológicas às minucias da crítica textual. Só depois de conhecer o fundo comum da tradição, é possível apreciar o aproveitamento que dela fizeram os autores, assim como é necessário estabelecer um texto, sobre o qual se baseie a consideração do seu estilo.

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Antes de concluir esta breve nota, não quero deixar de agradecer a todas aquelas entidades ou pessoas que tornaram possível este trabalho, em especial às Universidades de Coimbra e de Oxford, a quem devo a minha preparação. através dos seus mestres ilustres, dos quais é justo que saliente, pelo papel que desempenharam na minha formação clássica, o Prof. Doutor Carlos Ventura e o Prof. E. R. Dodds, D. Litt., a cujo vasto saber e nunca desmentida afabilidade não recorri nunca em vão; e ao Instituto de Alta Cultura, que, concedendo-me bolsas de estudo e outras facilidades, por duas vezes me proporcionou longas e proveitosas estadias na mais antiga universidade britânica.


Coimbra, Janeiro de 1955.


                   MARIA HELENA MONTEIRO DA ROCHA PEREIRA.


https://www.e-cultura.pt/artigo/22038

https://imprensanacional.pt/in-memoriam-maria-helena-da-rocha-pereira/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Helena_da_Rocha_Pereira


      «A concessão de subsídios por parte do Instituto de Alta Cultura

não envolve juízos de valor sobre a doutrina contida nas publicações

subsidiadas nem aprovação da forma por que essa doutrina é exposta».


                                                                        




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