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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

'Citações do Presidente Liou Chao -Chi'


´Le Nouveau Petit Livre Rouge`
´O Novo Pequeno Livro Vermelho`
´le livre interdit du Khrouchtchev chinois`
´o livro interdito do Kruschev chinês`





  «CITATIONS DU PRÉSIDENT
   LIOU CHAO-CHI» (Liu Shaoki)


Prefácio de Maurice Ciantar
Traduzido do chinês 
por Yves Dulaurens
Éditions Pierre Belfond
Paris - 1969
189 págs.
D.L. : 1º Trimestre 1969



«Até à sua eleição à Presidência da República em 1959, pouca gente, quer na China como no estrangeiro, conhecia o nome de Liu Chao-Chi (Liou Chao-shiuan). Foi necessário acontecer o início da Revolução Cultural. a 25 de Maio de 1966, para que a opinião pública mundial se familiarizasse com o seu nome.
Afinal quem é Liu Chao-Chi?

Será o ´Kruschev chinês`, que intentou meter Mao Tse-tung (Mao Zedong) «no caixote do lixo da História»? Na verdade existiram de modo bem acentuado duas Chinas, uma delas anterior  e a outra posterior à Revolução Cultural, porém como diz o próprio Liu Chao-chi: «Ninguém neste mundo pode de facto evitar ser mal compreendido: cedo ou tarde os mal-entendidos se dissiparão».

Este livro constitui o contrabalanço necessário ao «Pequeno Livro Vermelho» de Mao Tsé-tung, foi interditado na China da época. Uma única edição, pirata, viu o dia em Hong Kong e é essa da qual o presente livro constitui uma edição apresentada por Maurice Ciantar».

O fanático e principal dirigente da chamada 'Revolução Cultural Chinesa', Chen B--Da, foi implacável para com todos os dirigentes da velha guarda!

O Governo da República Portuguesa teve de suportar humilhações incalculáveis, quando do momento mais crítico da perseguição dos elementos da famosa 'Guarda Vermelha!





«A Nação Una» - General Norton de Matos (II)






           
  

         «A NAÇÃO UNA»
´Organização Política e Administrativa
                           dos
   Territórios do Ultramar Português`

            Com um Prefácio do
              Prof.
 Egas  Moniz
                Prémio Nobel

Paulino Ferreira, Filhos, Lda
Lisboa - 1953
335 págs.
Impresso pela Editora em Abril de 1953

INDÍCE GERAL DO VOLUME

PRÓLOGO do Prof. Egas Moniz
DISCURSO do Prof. Barbosa Magalhães
DISCURSO do Prof. Egas Moniz
EXPLICAÇÃO do General Norton de Matos

A NAÇÃO UNA
       ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E ADMINISTRATIVA DOS
       TERRITÓRIOS DO ULTRAMAR PORTUGUÊS

EXORTAÇÃO
      AOS NOVOS DE PORTUGAL

DESÍGNIO
EVOCAÇÃO

CAPÍTULO I
      A POSSE

CAPÍTULO II
     A CONSPIRAÇÃO

CAPÍTULO III
     A PRIMEIRA TRANSFORMAÇÃO DE ANGOLA
            Passagem da Organização Administrativa militar para
                a Organização Administrativa civil

CAPÍTULO IV
      A SEGUNDA TRANSFORMAÇÃO DE ANGOLA
              As Estradas

CAPÍTULO V
      A TERCEIRA TRANSFORMAÇÃO DE ANGOLA
           Proibição do comércio de pólvora e armas e o
              desarmamento da Província

CAPÍTULO VI
     A QUARTA TRANSFORMAÇÃO DE ANGOLA
            Assistência médica aos indígenas e melhoria das
                 suas condições de vida

CAPÍTULO VII
    O CONGRESSO DE MEDICINA TROPICAL

CAPÍTULO VIII
      A QUINTA TRANSFORMAÇÃO DE ANGOLA
           Proibição de bebidas alcoólicas

CAPÍTULO IX
      A SEXTA TRANSFORMAÇÃO DE ANGOLA
          O novo indígena: - da condição de trabalhador recrutado para
              a de novo proprietário e cultivador rural. O aumento da
              produção. Os géneros pobres

CAPÍTULO X
      A SÉTIMA TRANSFORMAÇÃO DE ANGOLA
          A Educação e a Instrução

CAPÍTULO XI
      A OITAVA TRANSFORMAÇÃO DE ANGOLA
            A vida de família e conforto dos europeus. Habitações,
             transportes, comunicações, segurança e ordem pública

CAPÍTULO XII
     A ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA
        O pouco que pude fazer como Governador Geral; o que fiz
              como Alto Comissário da República

CAPÍTULO XIII
       ORGANIZAÇÃO E MONTAGEM DAS INSTITUIÇÕES
                 ADMINISTRATIVAS

CAPÍTULO XIV
      CONCESSÕES DE TERRENOS E OUTRAS

CAPÍTULO XV
      A QUESTÃO RACIAL

CAPÍTULO XVI
      EXPLANAÇÃO DO DESÍGNIO - A) UNIDADE NACIONAL
           Números I  a VII do Desígnio

CAPÍTULO XVI (Continuação)
     B) ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
          Outros Nºs. do Desígnio:
        VII e IX: Desenvolvimento do Território Ultramarino. A fase comercial
        X: Regime aduaneiro
        XI: Regime financeiro e tributário
        XII. A moeda da Nação
        XIII: Organização bancária
        XIV: A Balança Comercial
        XV: O Fomento
        XVI: A marinha mercante
        XVII: A Agricultura
        XVII: A Industrialização
        XIX e XX: Os agentes em geral e os agentes técnicos
        XXI a XXVI: Elementos e ações essenciais: a assistência médica; o combate
                              ao alcoolismo; a urbanização; o ensino e a educação;
                              as missões científicas
        XXVII: O combate à emigração dos indígenas
        XXVIII: O estudo e a prospeção exaustiva do Território Nacional
        XXIX e XXX: O estudo dos povos que habitam os territórios de
                               Além-mar. Os bantos
        XXXI e XXXII: Um registo civil obrigatório e Estatísticas
                                  completas e sempre em dia
        XXXIII: A defesa militar e diplomática da Nação e da sua Unidade
        XXXIV: A organização da garantia da ordem interna
        XXXV: As relações exteriores
        XXXVI: E assim a NAÇÃO UNA surgirá

Este ´post`é o complemento do anterior ´post` sobre os Ventos da História, a Conferência de Baku (1955) e o Ato Colonial (1930)!

http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2008/11/s-os-ventos-da-histria-conferncia-de.html
   


domingo, 21 de outubro de 2012

«Maoísmo em Portugal» - José Manuel Jara




«MAOÍSMO EM PORTUGAL»
´Ideologia anarquista
 contra-revolucionária
 e paródia burguesa do marxismo`
Anexo - «Ser ou não ser contra os monopólios»
José Manuel Jara

Textos de intervenção - 7
Edições Sociais
Julho de 1975
Lisboa
79 págs.



O autor na obra de propaganda e informação anterior «A Farsa dos pseudo radicais em Portugal», editada logo após a Revolução dos Cravos e destinada a combater um grupo alargado de movimentos da extrema esquerda, face aos danos que poderiam causar à Aliança com o MFA, dirige-se nesta outra publicação ao Maoísmo, e isto numa data precisa: após as eleições para a Assembleia Constituinte (25 de Abril de 1975) e o assalto do COPCON a locais pertencentes ao MRPP (28 de Maio de 1975), com a prisão de Arnaldo Matos e outros!

Porém, se o MRPP tinha uma atitude um tanto agressiva e provocadora, denunciada pelo saudoso J. L. Saldanha Sanches, ex-Militante da organização e expulso, acusado de pertencer à denominada «Linha Negra», existiam outros movimentos maoístas que não era meros descendentes da Esquerda Democrática Estudantil (EDE). 

Eram grupos que remontavam à cisão do camarada 'Campos`, entenda-se Francisco Martins Rodrigues, que com outros militantes forma uma frente, a «Frente de Ação Popular» (FAP), expressão do «Comité Marxista Leninista Português» (CMLP)!
Dado o prestígio dessas personalidades vindas da força que, formada em 1921, o «Partido Comunista Português (PCP), sempre na vanguarda da luta contra o Regime Corporativo do Estado Novo, de contornos Fascistas, tornava-se necessário travar um combate em duas frentes (daí o Anexo): os Maoístas e os Partidos Democráticos que se opunham às nacionalizações!

Na «Introdução» o autor afirma:
«Vivemos uma Revolução. O processo revolucionário avança na construção de um Estado Democrático ao serviço do povo, avança  na destruição do poder dos monopolistas e dos latifúndios.
A unidade POVO / MFA  é, desde o 25 de Abril, o eixo da Revolução Democrática e Nacional. O movimento popular de massas, organizado pelos Partidos verdadeiramente democráticos e revolucionários e a vanguarda revolucionária das Forças Armadas são as duas componentes que definem a originalidade da Revolução Democrática, rumo ao Socialismo.

Se a aliança tem duas componentes, ambas devem caminhar ombro a ombro na luta diária pelo aprofundamento de uma revolução que encaminha irreversivelmente o País, com salienta a Plataforma (Plataforma de acordo dos Partidos com o MFA).

Fazendo da sua estratégia o anticomunismo e o anti sovietismo, dentro de uma linha na aparência de ´esquerda` e, ainda por cima, ´marxista-leninista`, são um peão da burguesia bastante útil no combate ao PCP e ao processo revolucionário.»

Nesta publicação o autor volta a elencar os movimentos maoístas e dá em organigrama uma explicação muito elucidativa das cisões surgidas após a fundação da FAP / CMLP (quero deixar bem explícito o meu respeito pelo saudoso Francisco Martins Rodrigues!...). 

Dadas as muitas divergências e erros tático-estratégicos vão surgir uma legião de organizações que a par da EDE/MRPP, para quem não viveu a época de forma empenhada e militante se tornam nos dias de hoje um verdadeiro emaranhado de interpretação e descrição que quase roça o ´esotérico` !...
Basta atentar nas frentes eleitorais que vão surgir nas eleições para a Assembleia Constituinte, saídas das vária organizações maoístas, para se perceber que se tinham tornado verdadeiros ´grupúsculos` (além do MRPP, temos: UDP, AOC, PUP, FEC-ml)!




sexta-feira, 19 de outubro de 2012

«A farsa dos pseudo radicais em Portugal»


Do Autor: 
´A TODOS OS VERDADEIROS DEMOCRATAS`

Bruto:
           Conhece-los?
Lúcio:
Não, meu senhor. Trazem os chapéus enterrados
   até às orelhas, e meio rosto ocultam em seus mantos,
de modo que não pode reconhecê-los pelos traços.
                                       Shakespeare (Júlio César)







«A FARSA 
  dos 
  pseudo radicais 
  em Portugal»
´Estudo político e teórico 
 sobre os grupos maoiostas 
 e trotskistas perante a Revolução´
Jodé Manuel Jara

Textos de Intervenção - 1.
Edições Sociais
2ª edição
Maio 1974
Lisboa
53 págs.


«Propomo-nos retratar os pseudo-radicais maoistas e trotskistas de Portugal.
A mistificação que estes grupos fazem em relação ao marxismo leva muito boa gente a, por vezes, com eles simpatizar. Pareceu-nos, pois, indispensável uma demarcação rigorosa entre marxismo e as variantes pseudo-marxistas destes grupos.
Este texto teórico pretende ser um contributo para que todos possamos separar o trigo do joio com clareza, já que a utilização emblemática das «frases marxistas» lança o descrédito no socialismo científico e nos seus verdadeiros defensores.
Pensamos que este breve estudo será, pela sua oportunidade, bem aceite. Os que são visados, prognosticamos, não darão como resposta mais do que um «espernear ideológico», «cheio de som e de fúria, mas significando nada».
Como método achamos melhor começar por análises político-ideológicas concretas, fundamentadas nos primeiros documentos após o 25 de Abril, fazendo de seguida uma síntese teórica. A análise que aqui se faz é válida para a imprensa tipo «Comércio do Funchal», «O Tempo e o Modo» e «O Jornal do Centro». »

Nota: Os referidos jornais pertenciam a grupos «maoistas»

1 - M.R.P.P. - Movimento reorganizativo do partido do proletariado
2 - P.C.P. (M.L.) - Partido comunista de Portugal (marxista-leninista)
3 - O.C.M.L.P. - Organização comunista marxista-leninista portuguesa
4 - C.C.R.M.L. - Comités comunistas revolucionários marxistas-leninistas
5 - L.C.I. - Liga comunista internacionalista
6 - P.R.P. - Partido Revolucionário do Proletariado
7 - U.R.M.L. - União revolucionária marxista-leninista

Outras organizações do mesmo género desapareceram ou mudaram para os nomes referidos: o comité marxista leninista de Portugal (o bolchevista) dissolveu-se; o comité marxita leninista português mudou para o nome de «P.C.P. (M.L.)»; o grupo «O Comunista» mudou de nome e passou a editar o jornal «O Grito do Povo», sendo o O.C.M.L.P.

8 - C.A.R.P. (M.L.) ?

Nota: O autor decerto sabia que a sigla anterior significava para os organizadores: Comités de Apoio à Reconstrução do Partido (Marxista-Leninista) - esta nota é minha e apenas a indico para esclarecimento, pois me limito a transmitir os documentos e não interferir com a minha opinião!...Sem dúvida o autor estava ligado ao Partido Comunista Português e procurava contrariar a chamada esquerda radical que prejudicava a «Aliança Povo-M.F.A.». Essa atitude, é compreensível por questões táctico-estratégicas!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

«O Marxismo-Leninismo» - Jean Roux

«Uma obra que tem como objectivo oferecer uma visão de conjunto sobre os principais autores que escreveram sobre o marxismo (precursores, adeptos, simpatizantes ou adversários...) e sobre o conteúdo, o valor e a importância das sua obras principais.

OS GRANDES TEÓRICOS
Os precursores - O marxismo de Marx e de Engels - O leninismo, ou marxismo da época imperialista - Estaline e a interpretação estalinista do marxismo - Depois de Estaline: Mao Tsé-tung, Fidel Castro...

AS GRANDES TESES
O materialismo dialéctico - O materialismo histórico - Marxismo, religião, moral, família, educação - A estética marxista - O marxismo e o Estado - O marxismo e a questão nacional e colonial - O marxismo e a linguística - Teoria e táctica do movimento comunista internacional


                                                       Versão portuguesa (1973)



   «O MARXISMO-LENINISMO»
´Um compêndio da sua história e teoria`
           Jean Roux
Tradução: José Prizrak
Capa: Sebastião Rodrigues
´O Homem e o Tempo` - 10
Editora Meridiano, Limitada
Lisboa - 1973
457 págs.

Edição original
Robert Laffont - 1969
Especificada abaixo.


Quando o editor decidiu editar esta obra (1973) ainda estávamos antes do 25 de Abril e achou-se necessária e indispensável um livro deste teor, pois que, à parte alguns especialistas ou políticos responsáveis, a imensa maioria da população, incluindo mesmo a camada intelectual, não somente não sabia praticamente nada sobre os principais teóricos do marxismo-leninismo e sobre as suas teses, como se encontrava penetrada de ideias feitas, em regra falsas, a seu respeito.
O propósito da presente obra consistiu em apresentar em duas partes, facilmente assimiláveis, o essencial do marxismo-leninismo considerado no seu aspecto histórico e, depois, sob um ponto de vista doutrinal. 
Não se pode compreender o marxismo no seu conjunto, senão depois de se ter estudado a «génese» das suas teses, isto é, a personalidade dos homens que a pensaram ou criticaram e os problemas que eles tiveram de enfrentar.
Este propósito impôs, em primeiro lugar, um plano fundamental sobre os diversos pensadores que se sucederam historicamente e, para cada um, sobre as obras que têm escritas, na sua ordem cronológica.
A importância de cada estudo biográfico foi função da importância histórica ou doutrinal da personagem que é objecto do mesmo, sem que, sob qual for o pretexto, seja lançado o exclusivo contra tal ou tal autor.
Por se pretender conservar nesta obra o seu carácter enciclopédico e imparcial, todo o autor que tenha contribuído de uma maneira notável, para a formação, desenvolvimento ou crítica do marxismo ortodoxo como das suas heresias, foi objecto de um estudo. 
Por isso que, neste livro, se estuda tanto Marx como Proudhon, Lenine como Bernstein, Estaline como Trotsky, Tito como Djillas, Mao Tsé-tung como Krutchev.
Parte-se da hipótese que o leitor da presente obra procuraria não uma apresentação apologética desta doutrina ou das suas derivantes, mas uma visão de conjunto imparcial e independente de todo o qualificativo sobre a personalidade, a vida, as obras e as teses dos principais pensadores meditaram e escreveram a propósito do marxismo!...

Nota: A tradução portuguesa respeita a versão original. quer do ponto de vista do conteúdo quer da qualidade da tradução. Dado haver quem venda gato por lebre, dei-me ao cuidado de cotejar ambas as versões...que saudade da época em que o fiz!...






                                                               Original francês (1969)


«PRÉCIS HISTORIQUE ET THEORIQUE
      DE MARXISME-LÉNINISME»
                Jean Roux
Robert Laffont
Paris - 1969
399 págs.
Depósito legal: 2º trimestre de 1969
Nº de edição.: 3117
Nº de impressão: 188

terça-feira, 2 de outubro de 2012

«Dicionário Político do Ocidente»

«Estará o povo português preparado para se defender da agressão ideológica? E da linguagem utilizada pelo inimigo? É essencial dominar as palavras políticas. Fundamental aumentar a capacidade dialética. Este dicionário será a sua arma de defesa e de ataque.» 

COLABORAÇÃO DOS REPUTADOS NACIONAIS
Prof. Adriano Moreira
Prof. Borges de Macedo
Dr. Jaime Nogueira Pinto
Dr. José Miguel Júdice







    «DICIONÁRIO POLÍTICO 
            DO OCIDENTE»
              António Marque Bessa
  Prefácio do Professor Adriano Moreira

Editorial Intervenção, Lda.
Braga - Lisboa
Copyright - 1979 - António Marque Bessa
Edição nº 27
333 págs.

O então jovem político, hoje Professor universitário com vastíssima obra publicada, vem a terreiro das ideias e do esclarecimento e combate político, na esteira de obras por si publicadas - tais: «Introdução à Etologia» (1978). «Ensaio sobre o fim da nossa Idade» (1977) e em colaboração com Jaime Nogueira Pinto, «Introdução à Política» (1977) - , publicar uma obra que na altura se revelava de urgente necessidade: pôr ordem nas ideias!

De resto, António Marques Bessa, logo de início, esclarece que já tinha sido editada em Espanha uma obra sua intitulada «Diccionario político para Occidente», em coautoria com J. Vargas publicada em 1978 por Alberto Vassallo de Mumbert! Esta obra apoiada e encorajada por A. Vassallo de Mumbert, foi a primeira versão, em espanhol, da obra aqui referida e serviu de base de trabalho para a presente versão portuguesa!

O autor pretendeu elaborar um dicionário que na época se tornava necessário, como de resto aconteceu com «Introdução à Política», pois o ambiente em que as pessoas estavam mergulhadas era de uma extrema confusão e oportunismo, devidos em grande parte à divulgação de uma certa «Escolástica» que se servia da chamada doutrina democrática para levar a água ao seu moinho.

Das 333 págs. que compõem o livro, o que se deve entender por «Dicionário», isto é, os termos da Ciência Política, elencados por ordem alfabética ocupam a esmagadora maioria do espaço e são quase todas da autoria de A.M.B. Nada mais nada menos que da pág.21 à 333! O Autor teve para alguns termos a colaboração de pessoas  de reconhecida autoridades na matéria!



COLABORAÇÃO ESPECIAL DE:


José Miguel Alarcão Júdice: 
Constituição Portuguesa de 1976; Gonçalvismo.

Jorge Borges de Macedo: 
Conservadorismo, Marcelismo, Salazarismo, Sebastianismo.

Giovanni Davoli: Civilização.

Rafael Gambra Ciudad: Tradição.

O. Junyent :
Hitler, Nacional-socialismo-ideologia, Nacional-socialismo-regime.

Henry Keith: Liberalismo americano.

Padre Manuel Lopez Perez: Doutrina Social da Igreja.

Domingo Manfredi Cano: Brigadas Internacionais, Clientela, Comício.

Jaime Nogueira Pinto: Apartheid, Bonapartismo, Cesarismo, Democracia,  
                   Direita nacional, Eurosocialismo, Legitimidade democrática, 
                  Maquiavelismo, Regime português, Salazar, Teocracia, Tirania.

Isidro Palacios Tapias: Conservador.


O Professor Adriano Moreira afirma logo no início de um ´Prefácio` de grande capacidade de síntese e densidade: «As ciências sociais nunca tiveram vida fácil em Portugal, e uma das pequenas razões conhecidas é que os governantes, sem para tanto necessitarem de se proclamar autoritários, não gostam que se divulguem as técnicas que permitem submeter à análise os mecanismos de funcionamento das sociedades civil e política.»

Ao Prefácio segue-se uma introdução de António Marque Bessa:

«UMA LINGUAGEM, 
   UM DICIONÁRIO»


«As palavras, arbitrariamente manipuladas, em vez de clarificar as questões em debate, ajudam a manter a ambiguidade, que é o objetivo de qualquer classe política bem sucedida.

Ora, o remédio para uma situação como esta parece ser, mais que um dicionário, um guia - um dicionário crítico, para  as pessoas que entendam dever assumir uma atitude crítica perante a linguagem que se utiliza na esfera do poder.


Portanto, este Dicionário também se inscreve numa finalidade didática: pretende desintoxicar, orientar, apresentar factos, ser uma tabela de referência para o desvario que deu nos cérebros orgulhosos do nosso tempo. É então um dicionário ´contracorrente`. (A.M.B.)







sábado, 29 de setembro de 2012

«Capitalismo do Século XX» - Roger Garaudy

Roger Garaudy (1913-2012)
Militante do Partido Comunista Francês de 1933 a 1970.
Director do ´Centre d'Études et de Recherches Marxistes`de Paris.
Membro do ´Bureau` (Comissão) Político/a do PCF (1956-1969)
Expulso do PCF após a sua última intervenção no XIX Congresso em 6/2/1970

As dificuldades iniciaram-se com a sua postura de diálogo, nomeadamente em «Perspectivas do Homem» - 1959 e em «De l'Anathème au Dialogue» - 'Un Marxiste s'adresse au Concile' (1965). 
Acentuaram-se em 1966 com a sua semelhança de posições às alternativas de Lucien Sève, na ´comunicação`deste último na reunião do ´Comité` Central do PCF em Março desse ano. Garaudy publica «Marxisme du XX ieme Siècle» (1966)! Em 1967 acerca do dissídio Sino-Soviético toma posição de contenção que o  aproximam de Palmiro Togliatti e escreve «Le probème chinois» (1967). 
Os acontecimentos de ´Maio de 68`e a ´Primavera de Praga` que se saldou pela invasão das tropas do ´Pacto de Varsóvia`, levaram-no a participar num encontro de estudantes em Novembro 68 e a escrever obras que o vão levar a uma rota de colisão com o ´aparelho`do PCF, tais: «La Liberté en sursis» (1968), «Peut-on être communiste aujourd'hui?» (1968), obra esta que será reeditada no mesmo ano, mas com um Prefácio mais denso, «Pour un modèle français du socialisme» e finalmente em 1969 com o livro «Le grand tournant du socialisme»...
Após a expulsão, Garaudy explica em «Toute la vérité» - Mai 1968/Février 1970 (1970), o modo como decorreram os acontecimentos que o levaram à demissão do Bureau Politique em 1969 , expulsão em 1970!...
Não cabe nesta curta resenha qualquer referência a escritos posteriores, quer numa aproximação ao cristianismo, à lateralização da Europa e finalmente a sua adesão, numa atitude de falta de confiança no homem, ao Islão, (tenha-se presente que declarou na altura ser este a única arma capaz de abater o estalinismo) e à absurda negação do ´holocausto`!...






  «Capitalismo do século XX»
         Roger Garaudy
Tradução de Jurandir Silva
Capa: Patrícia de Aquino
´Ideias e Fatos Contemporâneos`
 Volume 29
Editora Saga S/A - 1970
184 págs.
Direitos em língua portuguesa
Copyright: Éditions Bernard Grasset
(sem referência de data nem de título original)

NOTA IMPORTANTE:

A capa do livro refere com realce: «O livro que provocou a expulsão do autor do Comitê Político do Partido Comunista Francês`!...
Ora para quem conhece em profundidade a obra de Roger Garaudy logo percebe que, de facto não se trata de um livro seu, mas apenas da tradução da terceira parte de «Peut-on être communiste aujourd'hui?», intitulada «Réflexions sur les formes actuelles du capitalisme», que envolve quatro capítulos, reproduzidos na versão brasileira, se bem que por questões provavelmente  de arrumação a primeira parte passe a intitular-se de ´Introdução`, quando no original não há qualquer referência a uma introdução!...Do índice, de resto, consta apenas. em português o elenco do original:

I - O neocolonialismo
II - O Capitalismo monopolista de Estado e as novas contradições económicas
III - As novas alienações políticas
IV - O Capitalismo monopolista de Estado e o homem
        a) Destino da cultura
        b) O tempo dos homens duplos
        c) Michel Foucault e a ´morte do homem`
        d) A propósito do ´anti-humanismo teórico` de Althusser

Na contra capa: 'Garaudy: o herético', são referidas as posições das teses heréticas de Garaudy.






«Peut-on être communiste aujourd'hui?»
  Roger Garaudy
Éditions Bernard Grasset
Paris, 1968
394 págs.
Dépot légal: 2e trimestre 1968
Nº édition: 3035
Nº d'Impression: 4347

A obra contém quatro partes!




´Pour un modèle français du socialisme`
  Roger Garaudy
Éditions Bernard Grasset, 1968
Idées actuelles, nrf - 171
385 págs.
Dépot légal: 4e trim. 1968
Nº déd. : 13769
Nº d'imp. : 2747

A obra é uma reposição da anterior, porém enriquecida por um denso prefácio!

A grosseira resposta de refutação editada na então URSS!...





«El marxismo y el renegado Garaudy»
  J. Momdzhián
Progréso . Teoria y Crítica
Academia das Ciâncias da URSS
Instituto de Filosofia
Editorial Progresso
Moscú - 1974 
243 pgs
Moscovo
245 pgs

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