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domingo, 17 de junho de 2012

«Escritos sobre a Guerra de Espanha» - Leon Trotski


                                                                              CAPA


                                                                         ROSTO








«Escritos sobre 
      a Espanha»
´A Revolução Espanhola` (1931-1939)
  Leon Trotsky
Introdução: 
Pierre Frank

Seleção e revisão de textos: J. Cabral Fernandes
Tradução: P. Mendes
Capa e plano gráfico:~
Luíz Duran, Manuel Dias / Atelier Arcádia
1ª edição em português - Fevereiro de 1976
Edição nº 660
Documento e Ensaio
Editorial Arcádia
Lisboa
321 págs.
Marguerite Bonnet (Copyright)

Versão francesa:
«Sur la Deuxième
 Guerre Mondiale»
Leon Trotsky
Editions du Seuil
Paris
1974
218 pgs 
      




Logo no início, João Cabral Fernandes, encarregado da seleção e revisão dos textos contidos neste livro adverte (Lisboa, 20 de Outubro de 1975):


«Os textos que hoje se reúnem em volume sob o título de ´Escritos sobre Espanha` , foram redigidos por Trotski entre 1930 e 1940, já no exílio. Uns foram publicados já no tempo de Trotski, sob a forma de artigos, em jornais trotskistas ou coligidos em brochuras. Outros ainda, escritos sob pseudónimo e com circulação muito restrita, principalmente em cartas ou boletins internos das organizações da Oposição Internacional de Esquerda e IV Internacional.
À exceção de um livro publicado em 1931, em S. Paulo, Brasil (Ed. Unitas), esta é a primeira obra em português com os principais textos consagrados por Trotski à Revolução Espanhola de 1931-1939.
Esta seleção não é de modo nenhum completa nem teve a preocupação de o ser, pois reúne apenas os textos que nos parecem mais importantes para a compreensão da Revolução Espanhola, as suas lições, o seu significado histórico e político.
A tradução dos textos foi feita a partir da edição americana com o título 'Spanish Revolution' 1931-1939, publicada em Nova Iorque pela ´Pathfinder Press` em 1973.


«A Revolução Espanhola foi a grande esperança não só da classe operária espanhola como de todos os trabalhadores europeus. Viram a possibilidade concreta de por em xeque o «fascismo» e até de o obrigar a recuar...Alguns comunistas soviéticos e outros bateram-se em Espanha por não saberem como combater o «estalinismo»  na União Soviética...»


Índice

Nota acerca desta edição
Cronologia
Introdução por Pierre Frank

I PARTE - DA MONARQUIA À REPÚBLICA

II PARTE - DA REPÚBLICA 
                     À GUERRA CIVIL

II PARTE - A GUERRA CIVIL

ANEXOS



http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/01/lespagne-libre-espanha-livre-actualite.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2009/08/mourir-madrid-lhisroire-vecue-de-la.html


sábado, 16 de junho de 2012

«Ironias da História» - Isaac Deutscher



         
        «IRONIAS DA HISTÓRIA»
´Ensaios sobre o comunismo contemporâneo` 
(até 1966)
    Isaac Deutscher
Tradução de Álavaro Cabral
Perspectivas do Homem
Volume 43
Série História
Direcção Moacyr Felix
Editora Civilizalão Brasileira -  1968
329 págs.




NOTA DO AUTOR:


«A parte principal deste livro consiste de artigos e ensaios analisando as tendências sociais e políticas da URSS, da China e da Europa Oriental. Na realidade, trata.se de uma seleção feita de um número muito maior de trabalhos que devotei a esses assuntos nos últimos dez anos, aproximadamente. (Os primeiros ensaios desta série apareceram em meu «Hereticos and Renegades», do qual foi publicada uma edição inglesa em 1955, e em «Russia in Transition», aparecido nos EUA em 1957). 
«Ironias da História» abrange um período significativo dos assuntos soviéticos e comunistas: a primeira parte deste volume, ´Revisões e Divisões`, começa por um exame do ´discurso secreto` de Kruschev no Vigésimo Congresso e por uma exposição das inconsistências da sua ´destalinização`; termina por  um ´post-mortem` sobre o kruschevismo. O ensaio aparece aqui na sua forma original, com as datas em que foi escrito e de sua primeira publicação claramente indicadas. Os leitores que possam sentir-se confusos pelas veementes controvérsias despertadas por algumas das minhas opiniões acharão essa indicações úteis. Não reivindico a infalibilidade para os meus comentários ou para as predições que ocasionalmente fiz, mas tenho o direito de ser julgado pela opiniões que expressei, não pelas que outros me atribuíram. 
Incluo na segunda parte uma retrospetiva sobre ´Vinte Anos de Guerra Fria`. Esse foi o tema de discursos que fiz recentemente nos EUA, em colóquios sobre a guerra do Vietnam. Tive a honra de ser o único não-americano convidado pela Comissão Interuniversitária Americana para falar, como crítico da Administração do Presidente Johnson, no grande Colóquio Nacional de Washington, em Maio de 1965. Essas reuniões e debates foram repetidamente transmitidos na íntegra pela rádio e televisão e deram origem a um amplo movimento de protesto contra a guerra do Vietnam e a uma demonstração inteiramente sem precedentes de não-conformismo político nos EUA.

A terceira e a quarta partes contêm ensaios históricos, literários e biográficos direta ou indiretamente relacionados com o meu tema político principal. (Londres, 1966 - I.D.)

Em a «Revolução Inacabada», Isaac Deutscher procurou esclarecer o rumo dos acontecimentos sociais e políticos na União Soviética, que vai de 1917 a 1967. São cinquenta anos de revolução e de ação construtora do que foi o mundo socialista.
Isaac Deutscher foi, sem dúvida um dos maiores conhecedores da história da revolução de Outubro.
Conheceu também os homens que a conduziram à vitória e consolidaram o poder soviético. Gozando de absoluta independência, sem se sujeitar a nenhuma organização partidária, Isaac Deutscher foi um historiador que não se contentava com a narrativa dos factos. Procura examiná-los e interpretá-los à luz da dialética materialista. Pode entregar-se a um longo e paciente trabalho de pesquisa, de exame e de análise das obras históricas mais importantes da nossa época, podendo ser considerado, à época em que viveu e não só, o mais completo historiador da revolução russa.
A sua monumental trilogia sobre Trotsky, acompanhada da biografia sobre Estaline e de vários outros trabalhos, constituem uma obra de dimensões gigantescas.

IsaacDeutscher , manteve-se fiel à interpretação materialista da história. Àqueles que o acusavam de ´marxista impenitente`, respondeu: «Sou marxista, decerto. O marxismo, para mim, não é uma teoria infalível...As pessoas que falam hoje sobre ´marxismo anacrónico` ainda não nos ofereceram nada que lhe seja intelectual e politicamente superior».
Grande parte da obra é dedicada a Kruschev, desde a ascensão ao poder até ser substituído pela  «Troika» - Brejhnev, Kossigin e Podgorny. No campo da vida literária, Isaac Deutscher examina obras de Paternak, de Ehrenburg e de Evtuchenko.
A morte súbita de I.D. surgiu quando escrevia a vida de Lenine, que desejava formasse uma trilogia
com as de Trotsky e Estaline.

Nota: A minha geração está profundamente grata ao Brasil, pois o seu fundo editorial foi um precioso ponto de referência cultural!


http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2012/05/revolucao-inacabada-cinquenta-anos-de.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/01/trotski-trotsky-o-profeta-armado-vol-i.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/01/trotski-trotsky-o-profeta-desarmado-vol.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/01/trotski-trotsky-o-profeta-banido-vol.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2010/09/o-kremiln-sem-stalin-wofgang-leonahrd.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2011/05/relatorio-khruschtchev-krustvhev-dirige.html
https://esperandopaulo.blogspot.com/2013/10/as-ironias-da-historia-isaac-deutscher.html

´A História do movimento macnovista´ - P. Archinoff





«A HISTÓRIA DO MOVI-
  MENTO MACNOVISTA»
                              (1918-1921)
P. (PIERRE) ARCHINOFF
Tradução: Campos Lima (?)
EDIÇÕES SPARTACUS
LISBOA, 1925
294 págs.





NOTA: Para aprofundar o tema, época e vicissitudes implicadas na narração que o Autor nos oferece nesta obra, é imperativo conhecer a obra de Voline: 
              
«LA RÉVOLUTION INCONNUE» - Russie 1917-1921 !




A ´macnovstchina`, repetidamente aqui referida é um movimento que tem origem em NESTOR
IVANOVITCH MAKHNOV (1889-1934)..

Nota: 'macnovstchina' em analogia com  'opritchina' 

http://skocky-alcyone.blogspot.com/2008/11/quatro-sculos-de-polcia-secreta-russa.html


Existe uma nova edição em língua francesa, com prefácio de Voline!



DO PREFÁCIO DO AUTOR

A macnovstchina (movimento macnovista) é um facto colossal da atualidade russa. Pela profundidade e alcance das suas ideias. ela ultrapassa todos os movimentos naturais, espontâneos, das massas trabalhadoras até ao presente. O vasto campo de factos de que se compõe este movimento é enorme. Infelizmente, nas condições da atualidade «comunista», não se pode pensar em recolher tudo o que poderia fazê-lo destacar à luz. Será isso a obra do futuro.
Quatro vezes comecei a história do movimento macnovista. Quatro vezes o trabalho foi destruído.

Foi principalmente em Janeiro de 1921, em Kharkow (Carcóvia-Ucrânia), que uma documentação muitíssimo abundante e preciosa teve de ser destruída. Tudo o que se tinha podido encontrar na frente, no campo e nos arquivos pessoais de Macno: as suas memórias, assinalando uma grande quantidade de factos, a maior parte das publicações e documentos relativos ao movimento, a coleção completa do «Putek Svobodê» (O Caminho para a Liberdade), notas biográficas minuciosas sobre os participantes do movimento, tudo isso ali se encontrava....Teve esta obra de ser escrita entre combates...foi-me necessário, para a poder realizar, empregar os mesmos processos dos prisioneiros  das cadeias czaristas quando se escreviam, escondendo-se nos cantos por detrás duma mesa, com o receio constante de que o guarda de vigia os surpreendesse. 

Esta obra não é definitiva. Ela não esgota o assunto, não é senão o início dum trabalho que virá a ter a sua ampliação.

Algumas palavras aos camaradas operários dos outros países: muitos deles, vindo à Rússia para assistir a qualquer congresso, só veem a atualidade russa nos quadros oficiais. Visitam as oficinas 
de Petrogrado, de Moscóvia e outras grandes cidades, ficam a conhecer a situação segundo os dados do partido governamental ou dos grupos políticos da mesma tendência.

Para esclarecer e atingir a realidade russa, é indispensável ir ao campo na qualidade de operário agrícola, ou à oficina como simples trabalhador, Tem de receber o «piok» (ração) económico e político atribuído ao povo pelo poder comunista. Tem de exigir os direitos sagrados dos trabalha-
dores, lutar para os obter quando lhos recusam, lutar revolucionariamente, porque a revolução é o direito supremo dos trabalhadores. Só então a realidade efetiva, verdadeira e não fictícia e simuada, se revelará luminosamente a esse audacioso.

E então não o surpreenderá a história contada neste livro. Com horror e indignação verá que atualmente na Rússia, como em toda a parte, a verdade dos trabalhadores é crucificada. Compreenderá e admitirá o heroísmo dos macnovistas defendendo essa verdade.

  Rússia
                                                                                          Janeiro-Junho de 1921




CAPÍTULOS:

  I-  A democracia e as massas trabalhadoras na Revolução russa
 II-  A Revolução de Outubro na Grande Rússia e na Ucrânia
III -A insurreição revolucionária na Ucrãnia
IV-  A queda do hetman. - A petliurovstchina. - O bolchevismo
 V-   A macnovstchina
VI-   A macnovstchina (continuação), - A revolta de Grigorieff. Primeira agressão dos     bolcheviques contra Gulaï-Polé (na Ucrânia - vide mapa «Google)
VII- A grande retirada do macnovistas e a sua vitória. - Execução de Grigorieff. - A    batalha de Peregonovka. - Derrota de Denikine. - Era da liberdade
VIII- Os erros dos macnovistas. - Segunda agressão dos bolcheviques contra a região insurgida
  IX- Acordo entre os macnovistas e o governo dos sovietes. - Terceira agressão dos bolcheviques
   X- O problema nacional na macnovstchina. - A questão judaica 
 XI- A personalidade de Macno. - Notas biográficas de alguns macnovistas
XII- A macnovstchina e o anarquismo


A MACNOVSTCHINA É CONSTANTE E IMORTAL!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

«A verdade sobre as relações Germano-Soviéticas»


«THE DEPARTMENT OF STATE»



    
   


«LA VÉRITÉ SUR LES RAPPORTS 
              GERMANO-SOVIÉTIQUES 
                                       de 1939 à 1941»

Tradução de Jean Sendy
ÉDITIONS FRANCE-EMPIRE
PARIS, 1948
255 págs.

ORIGINAL:
«NAZI-SOVIET RELATIONS. 1939-1941»
Documents from the Archives of German Foreign Office
Edited by Raymond James Sontag and James Stuart Beddie







PREFÁCIO DA EDIÇÃO AMERICANA


Em 1945, os exércitos americano e britânico apoderaram-se dos Arquivos do Ministério alemão dos Negócios dos Estrangeiros, em razão de os alemães os terem retirado de Berlim em direção à frente ocidental. A exploração e investigação destes Arquivos pelos Serviços do 2º Gabinete começou desde logo! 

Tornou-se imediatamente evidente que os documentos relativos aos objetivos e aos métodos da política estrangeira da Alemanha deveriam ser objeto de publicação a fim de prestar esclarecimentos à opinião mundial, incluindo a opinião alemã!

No mês de Junho de 1946, o Departamento de Estado e o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânicos acordaram em patrocinar conjuntamente a publicação de cerca de vinte volumes de documentos suscetíveis de ilustrar a política estrangeira da Alemanha de 1918 a 1945. 
O Governo francês tornou-se parte deste Acordo. Os documentos deviam ser publicados no texto alemão original e os mais importantes seriam publicados igualmente em tradução inglesa. 

Convencionou-se que a seleção e a edição deveriam ser efetuadas com a maior objetividade científica e que, com o objetivo de obter anais da política estrangeira alemã que apresentassem um carácter autêntico e científico, seria feito um apelo simultâneo ao concurso de sábios independentes e de sábios ao serviço do Governo. 

Cada Governo reservou-se o direito de publicar separadamente qualquer parte dos documentos. 

O Departamento de Estado decidiu publicar separadamente os documentos mais significativos respeitantes ás relações germano-soviéticas durante o período de 1939 a 1941. Esta seleção foi efetuada pelos editores dos documentos em Washington, Raymond Sontag e James Stuart Beddie, com a colaboração de Jean Brownell Dulaney.


ADVERTÊNCIA DOS EDITORES AMERICANOS

Os editores escolheram, tendo em vista a presente publicação, todos os documentos essenciais à compreensão das relações políticas entre a Alemanha nazi e a União Soviética, desde os primeiros esforços tentados para alcançar um acordo, na primavera do ano 1939, até à abertura das hostilidades, no mês de Junho de 1941. 

A publicação completa que será levada a cabo sob o patrocínio do Governo americano, britânico e francês terá na devida conta os pormenores complementares e os documentos que colocam de modo acessório à luz do público as relações germano-russas, porém o seu interesse principal terá na devida consideração outros problemas. 

Os fastidiosos acordos relativos à delimitação das fronteiras e o volumoso pormenor das relações económicas ficaram reservados para uma pão mais completa. Todavia, certos documentos que resumem determinadas negociações económicas foram incluídos na presente obra. Todos os documentos foram integralmente publicados, sem cortes, nem alterações.

As traduções, salvo aquelas que são da responsabilidade do cuidado dos editores, foram efetuadas pelo «Serviço Central das Traduções do 'Departamento de Estado'» e revistos pelos editores. Os editores operaram com total independência e assumem a responsabilidade da escolha dos documentos apresentados.

                                                       
PREFÁCIO À EDIÇÃO FRANCESA


O prefácio e o antelóquio da edição americana explicam amplamente o sentido e a finalidade da publicação dos documentos retirados dos arquivos secretos da Wilhelmstrasse.  O editor francês, decidiu deixar-se guiar pela única preocupação de apresentar rapidamente ao público francês uma tradução destes textos inéditos e necessários à compreensão da história contemporânea. Com esse cuidado de informação imparcial, não admitiu qualquer corte nos documentos publicados.
O tradutor, por seu lado, não hesitou em sacrificar por vezes a elegância do estilo à fidelidade do texto em inglês!  

                                                                                                                   Jean SENDY
                                                  e
                                                        Editions France-Empire
                                                        


                                                 ASSINATURA EM MOSCOVO DO ACORDO GERMANO-SOVIÉTICO




http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2008/11/homenagem-ao-espio-do-sculo-sorge.html

A «Pequena Entente» e as consequências políticas do «Eixo Roma-Berlim» (25 de Outubro de 1936)







A reconstituição política, iniciada pela assinatura, entre a Itália fascista e a Alemanha nazi, do Eixo Roma-Berlim a 25 de Outubro de 1936, determinou, logo de seguida, reacções divergentes e independentes nos três Estados da «Pequena Entente» (Checoslováquia, Jugoslávia e Roménia).
O lema de Mussolini e Hitler consistia em «dividir para reinar», tendo produzido, como era de esperar os primeiros resultados de dissociação.

Há que assegurar que tudo está pronto!... Assim a Itália e a Alemanha repartiam a influência na Europa central, a Alemanha encarregava-se da Checoslováquia e da Roménia, e a Itália da Austria, da Hungria e da Jugoslávia. Em Viena tudo foi preparado! A Itália prepararia Belgrado, que faria a paz com Budapeste. A Alemanha trabalharia de seguida, para abrir um corredor que lhe iria permitir, no caso de um ataque à Rússia, uma via de acesso fácil!... Essa operação foi de imediato ´baptizada` pelas ´chancelarias`: intitularam-na de «pequena revisão». 
Um pedaço de território era retirado à Checoslováquia e à Roménia com a finalidade do estabelecimento do ´corredor` desejado.
Para além dessas ´manipulações`, um acordo económico faria circular na Europa central todo o trigo da bacia do Danúbio, sendo que os acordos militares protegeriam os mais fracos e não teria de voltar a pensar-se na restauração dos Habsburgos!

https://skocky-alcyone.blogspot.com/2012/06/os-meus-ultimos-dias-em-berlim-sir.html
http://fr.wikipedia.org/wiki/Petite_Entente
http://www.dw.de/dw/article/0,,310513,00.html
http://hemeroteca.abc.es/nav/Navigate.exe/hemeroteca/madrid/abc/1936/04/05/039.html
http://skocky-alcyone.blogspot.pt/2012/06/b-mussolini-edition-definitive-des_09.html

terça-feira, 12 de junho de 2012

Obras e Discursos de Benito Mussolini -10

Édition Définitive des Oeuvres et Discours
de
Benito Mussolini





Edição definitiva das Obras e Discursos 
       de Benito Mussolini 10

Tradução de Maria Croci

A questão da Austria
O acordo franco-italiano
Preparativos e o início da guerra 
da Etiópia

FLAMMARION, ÉDITEUR
PARIS, 1938
214 págs.

Nota: Se o tão elogiado fascista, Valentino Piccoli, mereceu de Mussolini rasgado elogio explícíto 
e aqui realçado no volume IX, neste número X a tarefa de realçar os escritos do Duce com extensão
de texto que muitas vezes excede o texto do próprio Mussolini, é gritante! É sem dúvida uma obra 
de propaganda política esta edição, e mostra à saciedade, quanto a França estava minada por um 
modo de pensar e ver o mundo que pode em parte explicar o «derrotismo» de certas «elites» que 
vai conduzir a França a uma derrota fácil e rápida, a um «armistício» de desonra e ao ver-
gonhoso Processo de Riom´!...


ANO  1934


- 1934 (artigo no ´Popolo d'Italia` de 2 janeiro 1934: Mussolini diz que o mundo, 
            dentro de dez anos, será fascista ou fasticizado...e declara a reforçar: 1934 
            marcará uma etapa definitiva nesta fasticização do mundo...)
- DISCURSO DO XIII JANEIRO PARA O ESTADO CORPORATIVO 
  (14 novembro 1934)
- SÍNTESE DO REGIME (18 março 1934)
- BOLIVAR (21 abril 1934, inauguração de um monumento comemorativo a 
  Simão Bolivar, em resposta ao ministro Parra Perez, representante das 
  repúblicas sul-americanas)
- CAMINHO PARA O REARMAMENTO (escrito para o ´Universal Service` - 
  18 maio 1934)
- EM MEMÓRIA DE ´DOLLFUSS» (entre junho e julho de 1934 dois acontecimen-
  tos perturbaram a  opinião pública: a «Noite das Facas Longas» e o assassi-
  nato de «DOLFUSS», Chanceler do Estado Austríaco; Mussolini ciente do risco 
 que corria a independência da Itália envia ao  Vice-Chanceler uma mensagem - 
 (26 julho 1934)
- QUE PRETENDE A AMÉRICA? - (artigo escrito para o ´Universal Service` e publicado 
   a 17 agosto em o ´Popolo d'Italia` , a propósito da obra «Para onde vai a América» - 
   panfleto «America must  choose», obra curta, porém acrescida de um longo prefácio 
   do senador Einaudi)
- AO NOVO CHANCELER AUSTRÍACO (após o assassinato de DOLFUSS, 
      Mussolini propôs-se como garante da independência da AUSTRIA e recebe 
      o novo Chanceler, Schushnigg em Roma - discurso a 17 novembro 1934)


ANO 1935



- ITÁLIA E FRANÇA (conversações Mussolini-Laval - 5 janeiro 1935)
- ANO CRUCIAL (reaproximação franco-italiana, assinatura do acordo - 
  7 janeiro 1935)
- A MISSÃO HISTÓRICA DA AUSTRIA (´Popolo d'Italia` , 13 fevereiro 1935)
- O DIFERENDO ITALO-ETÍOPE E A POLÍTICA ESTRANGEIRA NA CÂMARA 
  DOS DEPUTADOS (discurso pronunciado na Câmara dos Deputados (na sessão 
   de 25 de maio 1935)
- O ARGUMENTO IRREFUTÁVEL (com Genebra, sem Genebra, contra Genebra - 
 ´Popolo d'Italia` 31 julho 1935 - faz referência ao barbudo de ´Trêves`- Karl Marx)
- AOS CAMISAS NEGRAS DE «XXVIII De Outubro» (saudação aos Camisas Negras 
  da legião «XXVIII outubro, pronunciado a 20 agosto 1935)
- DECLARAÇÃO SOBRE O DIFERENDO ITALO-ETÍOPE AO CONSELHO DE 
  MINISTROS EM BOLZANO (em agosto 1935 desenrolaram-se importantes manobras 
  militares em Bolzano - convocação do Conselho de Ministros e alocução a 28 agosto 1935)
- O DISCURSO AOS CEM MIL SOLDADOS (31 agosto 1935)
- AS TRÊS PALAVRAS («Marcharemos -sempre- em frente» - esta curta consigna merece 
  da parte de Valentino Piccoli uma enorme anotação e elogio que impressiona pela sua vacuidade! (
  8 dezembro)
- O DISCURSO DA MOBILIZAÇÃO (já que a Sociedade das Nações não valoriza o 
  esforço de guerra da Itália na Grande Guerra, então assiste-lhe o direito de avançar para 
  a construção de um «Império» - 2 outubro 1935)
- MENSAGEM POR OCASIÃO DO XIII ANIVERSÁRIO DA MARCHA SOBRE ROMA 
  (na véspera da solenidade)
- STUDIUM URBIS (a 31 outubro 1935 inauguração solene da nova «Cidade Universitária»)
- 4 NOVEMBRO (comemoração da Vitória e apelo à expedição militar em África)



NOTA: Como já afirmei não possuo o XI e último volume desta «Edição Definitiva» que trata de
           - A VITÓRIA NA ETIÓPIA
           - A FUNDAÇÃO DO NOVO IMPÉRIO ROMANO




                                             Aviões italianos atacam povoações etíopes



                                   HAÏLÊ  SÊLASSIÊ dirige apelo na SOCIEDADE DA NAÇÕES



https://www.dw.com/pt-br/1934-nazistas-assassinam-ditador-da-%C3%A1ustria/a-597804

segunda-feira, 11 de junho de 2012

«CRER - OBEDECER - COMBATER»




BENITO  MUSSOLINI




«CRER - OBEDECER - COMBATER»


«Enquadrado por uma biblioteca universitária, o ditador fascista
da Itália Mussolini saúda, enquanto estudantes recentemente
 recrutados para o seu exército juram obediência. O seu 
juramento, estampado com letras gigantescas no livro
aberto, diz: «Crer - Obedecer - Combater».
´Pensar` ficava a cargo de Mussolini!...


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