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sábado, 28 de agosto de 2010

«Dicionário do Esoterismo» - Pierre Riffard






   «D I C I O N Á R I O 
     DO ESOTERISMO»
                      PIERRE RIFFARD

TRADUÇÃO: MARIA JOÃO FREIRE
CAPA: FERNANDO MATEUS
ILUSTRAÇÃO DA CAPA: 
´O ENFORCADO`, carta do TAROT
Obra publicada com o apoio do Ministério francês da Cultura
                                    e da Comunicação
DICIONÁRIOS 'TEOREMA'
EDITORIAL TEOREMA, LDA  
LISBOA - 1994

ISBN: 972-695-219-0
Depósito legal nº 74153/94
403 páginas

TÍTULO ORIGINAL: 
«DICTIONNAIRE DE L´'ÉSOTERISME»
ÉDITIONS PAYOT & RIVAGES, 1983


                                                              Dedicado a Rejval




  Obra original:

  «DICTIONNAIRE 
              DE 
    L'ÉSOTERISME»
     PIERRE RIFFARD

BIBLIOTHÈQUE SCIENTIFIQUE

PAYOT, PARIS 
        1983
387 páginas
ISBN 2-228-13270-5


Este ´Dicionário de Esoterismo`, vem preencher uma lacuna, desde há muito sentida por aqueles que se dedicam a estas matérias.

Efetivamente apesar da proliferação de dicionários sobre os mais diversos temas, não se tinha
até agora publicado um 'Dicionário de Esoterismo'. Porquê?

Por um lado, porque o interesse do grande público pelo estudo do esoterismo é um fenómeno relativamente recente.

Por outro lado, tal lacuna poder-se-ia explicar. talvez, por uma das características próprias de qualquer dicionário. Em princípio, um dicionário apresenta elementos que se opõem à própria ideia do esoterismo: segue uma ordem convencional, alfabética, enquanto o esoterismo se baseia em analogias e relações de identidade simbólica. Um dicionário procura fornecer esclarecimentos acessíveis a todos e dirige-se aos que não sabem, enquanto o esoterismo apenas parece interessar a um pequeno número, àqueles que já ´conhecem`.

No entanto essa aparente contradição não encontra grande justificação. Nem nos factos. porque alguns esoteristas escreveram listas de termos e de definições relacionados com a sua doutrina,
nem na teoria, porque as ideias esotéricas, mais do que as palavras convencionais e melhor do que as definições, aspiram à luz.

Para aqueles que pretendem encontrar o símbolo por trás do signo, o esoterismo constitui verdadeiramente uma chave.
O problema foi brilhantemente resolvido por Pierre Riffard, com este Dicionário que é já um clássico.

https://skocky-alcyone.blogspot.com/2010/06/a-golden-dawn-francis-king-um-dos.html



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

«A Filosofia da Liberdade» - Rudolf Steiner




Esta obra é uma alternativa à perspectiva oferecida aos que seguem a via indicada na obra 'A Iniciação ou o conhecimento dos mundos superiores'

   «The Philosophy 
     of Freedom»
(The philosophy of 
  Spiritual Activity)

The basis 
for a modern world conception

Some results of introspective observation 
following the methods of Natural Science
Rudolf Steiner

Translated from the German, and with an Introduction
                              by Michael Wilson

Rudolf Steiner Press
London - 1964
234 páginas

Título original: 
 «Die Philosophie der Freiheit»








                                «LA 
               PHILOSOPHIE 
                     DE LA 
                  LIBERTÉ»
     ´Observations de l'âme conduites selon 
      la méthode scientifique`
              Rudolf  Steiner

Traduit de l'allemand par
Georges  Ducommun
Doutor em Filosofia

LIBRAIRIE FISCHBACHER - PARIS - 1974
257 páginas


Quando o nome Rudolf Steiner é referido, logo se pensa em 'teosofismo', 'ocultismo', 'visão' de realidades só acessível a 'iniciados'!
De facto, foi com espanto que muitos souberam da sua conferência sobre Giordano Bruno (1902), numa perspetiva que já o aproximava do 'teosofismo' da »Sociedade Teosófica», fundada em 1875 por Blavatsky (HPB) e Olcott. 
Não levavam em conta o facto da carreira académica percorrida por Steiner, nomeadamente os profundos estudos sobre o 'naturalismo' de Goethe, isto é sobre as imensas páginas escritas pelo famoso poeta, que se debruçam sobre as «Ciências da Natureza», nomeadamente a «Teoria das Cores» e da »Metamorfose». Tenha-se em vista o seu pedido de colaboração a Lavater, que não teve a devida adesão deste último!
O estudo profundo sobre a Filosofia do Idealismo alemão, particularmente Fichte, que lhe abre perspetivas sobre a força e importância da Razão!
A partir do encontro de teósofos da Sociedade Teosófica, levado a cabo em Munique em 1907 e organizado pela Secção alemã, logo transpareceu a diferença entre a visão estética do mundo de Steiner e o grupo dirigido por Annie Besannt.
A questão 'Alcyone' e o 'avatar' Maytreia, ligado a Jiddu Krishnamurti e à «Ordem da Estrela do Oriente», leva-o a romper com a Teosofia e a fundar a «Antroposofia», mais centrada no Homem e suas capacidades!
Com «Iniciação ou como adquirir conhecimentos sobre os Mundos Superiores», abre caminho ao «Edifício Central da Antroposofia», assente numa visão 'mistérica' e seu desenvolvimento!
Para os que não estavam interessados nessa via, propôs a «Filosofia da Liberdade». Esta baseava-se na força da razão e de como a orientar num sentido de harmonia e controlo, para que esta de modo ativo o levasse a uma realização e libertação!


                                                               ÍNDICE

Apresentação
Prefácio à nova edição

A CIÊNCIA DA LIBERDADE

A REALIDADE DA LIBERDADE

PROBLEMAS FINAIS








«A FILOSOFIA DA LIBERDADE»
´FUNDAMENTOS PARA UMA FILOSOFIA MODERNA
(Versão Basileira)


'O LIVRO COR DE ROSA DO HIPPY' - PAUL MULLER

         
        «As traduções dos textos são muito livres no conjunto das edições, 
     de onde foram recolhidos. Procurei dar  ao todo, um estilo relativamente 
       coerente, respeitando escrupulosamente o espírito da cada texto. Deste 
      modo poupei o 'jargão' por vezes pouco entendido pelo vulgo, de certos 
       'pensadores ilustres. Espero, assim, que os leitores me fiquem gratos»  

                     
                                                                                                                          P.M



                                                                         Capa



                                                                     Contra capa



                                                                         Rosto




       «Le 
   livre rose 
        du 
     HIPPY»
   Paul Muller

Traduções em colaboração
  com Michael Wernham

Union Génerale d'Éditions 
           Paris, 1968 
A obra, primorosamente ilustrada
  não tem paginação numerada!

Livro da geração dos anos 60: 
Beat Generation, Hippies,
Contra-Cultura, ´Happenning`,..

Ilustração de tipo Psicadélico e antologia de textos recolhida por:
Paul Muller
Páginas não numeradas!

Nota: Dado esta bela obra não ter índice, vi-me na necessidade de página a página, ver as imagens e nelas as citações e nomes dos autores. Esses nomes podem ser visto abaixo!!!


LIZA WILLIAMS, SADE, ALAN WATTS, MARIO SAVIO, JOHN HENRY MOORE, HENRY DAVID THOREAU, GARY SNYDER, JIM MORRISON, PHILIP WHALEN, ALLEN COHEN, BOB DYLAN, FRANK LLOYD WRIGHT, JACK GILBERT, ALLEN KATZMAN, BILL GRAHAM, NORMAN MAILER, MICHAEL Mc CLURE, JACK  TATARSKY, WILLIAM SHAKESPEARE, GEORGE HARRISON, MALAY ROY CHOUDBOURY, JOAN, CHANG-TZE, ALAIN DISTER, THE DOORS, RAVI SHANKAR, LEONORE KANDELL, ALLEN GINSBERG, TIMOTHY LEARY, ATAVAR MEHER BABA, JOYCE ANN FRANCISCO, SIDNEY COHEN, Dr. OSCAR JANIGER, JACK MARGOLIS, LAWRENCE LIPTON, MARVIN GARSON, ANNE BRADEN, ROBERT SCHEER, KEN KESES, GABRIEL POMERAND, JAMES BROUGHTON, CHIEF SEATTLE, CHIEF ROLLING THUNDER, R.P. WILLIAM GREENWELL, MICHAEL BOWER...






'Os pressupostos do Socialismo e as tarefas da Social-Democracia' - Eduard Bernstein

                                             ' O movimento é tudo; a meta final, nada'

                                                               Eduard Bernstein





«OS PRESSUPOSTOS 
  DO SOCIALISMO 
E AS TAREFAS 
DA SOCIAL-DEMOCRACIA»
EDUARD BERNSTEIN

TRADUÇÃO:
ÁLVARO DE FIGUEIREDO e 
MARIA CECÍLIA COLAÇO
UNIVERSIDADE MODERNA
PUBLICAÇÕES DOM QUIXOTE
LISBOA - 1976

TÍTULO ORIGINAL:
´Die Voraussetzungen des Socialismus und die 
 Aufgaben der Sozialdemokratie`
Verlag J. H. W. Dietz Nachfolger GmbH 
Berlin - 1976
Éditions du Seuil - 1976
PREFÁCIO DE DIETER SCHUSTER
PREFÁCIOS DO AUTOR:
PRIMEIRA EDIÇÃO: 1899
SEGUNDA EDIÇÃO: 1902
TERCEIRA EDIÇÃO: 1908
EDIÇÃO DE 1920

Discípulo preferido e executor testamentário de Engles, Eduard Bernstein ( 1850-1932 ) começa, logo a seguir à morte do seu mestre, a pôr em causa um certo número de teorias de Marx, dando início ao intitulado 'Revisionismo'! 

No plano filosófico, dirige os seus ataques contra o método dialético e torna-se o principal defensor de um regresso a Kant, regresso este que encontrará a sua expressão no ´Neokantismo` de todo um sector da ´Inteligentzia` social-democrata. À luz dos mais recentes desenvolvimentos do capitalismo na sua época, Bernstein contesta as teorias do valor, da mais-valia e da pauperização. 

Finalmente, no plano político, apoiando-se na prática real do partido alemão, o 'Reformismo', convida os social-democratas a «emanciparem-se de uma fraseologia ultrapassada pelos factos e a apresentarem-se como aquilo que na realidade são: um partido de reformas socialistas e democráticas.

Condenado por 'Revisionismo' pela social-democracia internacional, Bernstein tinha todavia interpretado pertinentemente uma corrente muito profunda existente no movimento socialista. 

Proclamando-se oficialmente marxista, esta corrente vai dominar os partidos da II Internacional combinando um certo marxismo teórico com uma prática política essencialmente parlamentar em que os objetivos revolucionários estão longínquos ou mesmo ausentes.

´Os pressupostos do Socialismo e as tarefas da Social-Democracia` reúne precisamente os artigos de Bernstein que estão na origem da 'crise' aberta pelo 'Revisionismo na 'Social-Democracia' de Engels, Bebel, W. Libkenecht e Kautsky!

«TRÊS TÁTICAS MARXISTAS» - Stanley Moore




«TRÊS TÁTICAS MARXISTAS»
    STANLEY MOORE

TRADUÇÃO: WALTENSIR DUTRA
DIVULGAÇÃO CULTURAL - POLÍTICA
ZAHAR EDIRÔRES
RIO DE JANEIRO - 1964

TÍTULO ORIGINAL:
«THREE TACTICS - THE BACKGROUND IN MARX»
MONTHLY REVIEW PRESS
NOVA YORK - EUA - 1963

Esta obra é uma análise em profundidade das dissensões sobre tática que têm dividido o movimento socialista, desde a sua fundação por Marx e Engels, e que se refletiu na disputa entre os comunistas russos, chineses e jugoslavos. Trata-se, portanto, de um estudo sobre o problema do revisionismo.

Mostra o autor que existem em Marx três modelos alternativos, ou contrastantes, para a transição do capitalismo ao socialismo: o da revolução permanente, o da miséria crescente e o da competição entre sistemas. 

Depois de caracterizar e comparar esses modelos, o Autor estabelece relação entre eles a as lutas táticas que dividem os marxistas, focalizando de passagem vários outros temas de interesse, como, por exemplo, a posição dos socialistas frente à hipótese de guerra nuclear.

Stanley Moore, teórico marxista e professor universitário nos EUA, foi o autor do mais completo e minucioso estudo que se conhece sobre a ´Teoria do Estado` em Marx e Engels.

                                                     ÍNDICE

Prefácio

Marx e a Revolução da Minoria

Marx e a Revolução da Maioria

Marx e o Reformismo



quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ricardo Paseyro e o tema ´Da Alfabetização à Incultura Letrada`



´Ninguém se preocupou em que as pedras se
transformassem em seres pensantes, mas
muitos tiveram interesse em que os homens
se transformassem em pedras.`
Chestov


Ricardo Paseyro foi viver em Parias desde 1953. Foi o representante diplomático do Uruguay em França de 1960 a 1974, antes de ter sido destituído desse cargo pelo regime saído do golpe de Estado militar. Nessa altura, nacionalizou-se cidadão francês.

A sua obra consta de vários livros de poesia em espanhol, de ensaios «Le Mythe Neruda, «L'Espagne sur le fil», de poemas e artigos publicados na ´Nouvelle Revue Française' (NRF), «Les Temps-Modernes', 'Les Nouvelles', etc.

«Elogio do Analfabetismo», deve ser vista como uma obra na sequência de outras aqui
postadas:


«ELOGIO DO ANALFABETISMO»

´                                               'Nem todas as pessoas são violentas por sensibilidade às ideias'

                                                                                  Julien Benda





«ELOGIO DO 
  ANALFABETISMO»
´ENSAIO SOBRE A 
INCULTURA LETRADA 
ou de como foi usurpado 
o lugar dos depositários de verdadeiro saber
RICARDO PASEYRO

TRADUÇÃO de PAULO RAMOS
ESTUDOS E DOCUMENTOS
PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA
Edição nº 104257/5264
Depósito legal nº 42459/90

TÍTULO ORIGINAL:
«ÉLOGE DE L'ANALPHABÉTISME À L'USAGE DES FAUX LETTRÉS»
ÉDITIONS ROBERT LAFFONT, S.A.
PARIS - 1989


´O que opino é também para declarar a medida da minha visão
e não a medida das coisas`
Montaigne

Por todo o lado aumenta, cada vez mais, o número de pessoas alfabetizadas, mas quantas serão as realmente cultas?
Para que serve saber ler e escrever se a leitura e a escrita já não têm por base qualquer espírito crítico, qualquer rigor nem qualquer gosto pelo autêntico? Além disso, o grau de cultura de uma sociedade não se mede pelo número dos seus leitores-escritores mas sim pela grandeza do seu génio.
Numa obra polémica que é simultaneamente um grito de revolta contra a massificação que se abate sobre todas as modernas sociedades, Ricardo Paseyro afirma que os atuais detentores da incultura letrada usurparam o lugar dos artífices, dos contadores de histórias e dos artistas, que eram outrora os depositários do verdadeiro saber.

´No fim, a verdade desaparecerá do mundo ( pois a verdade é uma personalidade ) e a única coisa que se poderá ouvir será a ventriloquia da espécie humana`
Kierkegaard

Do Prólogo:

A biblioteca sem livros é o símbolo ideal de um mundo sonâmbulo. Nunca se editaram tantos livros e talvez nunca tenham sido tão mal lidos. ´O processo de educação do género humano é um processo de individualização`, escreveu Kierkegaard. 
Os órgãos de informação e ensino já não se dirigem à pessoa , ao indivíduo: visam as Grandes Impersonalidades  - o sedimento fisiológico e psicológico da espécie humana.
Aldous Huxley

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