«O
MITO
DO
ESTADO»
ERNST CASSIRER
ERNST CASSIRER
TRADUÇÃO:
DANIEL AUGUSTO GONÇALVES
BIBLIOTECA UNVERSITÁRIA - 1
PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA
LISBOA, 1961
Composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica
Telles da Silva, Lda., em Lisboa, para Publicações
Europa-América, Lda., e concluído em Abril de 1961.
1ª e única edição em Portugal.
Copyright by Toni Cassirer
Todos os direitos estão reservados para língua portuguesa por
Publicações Europa-América, Lda.
BIBLIOTECA UNVERSITÁRIA - 1
PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA
LISBOA, 1961
Composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica
Telles da Silva, Lda., em Lisboa, para Publicações
Europa-América, Lda., e concluído em Abril de 1961.
1ª e única edição em Portugal.
Copyright by Toni Cassirer
Todos os direitos estão reservados para língua portuguesa por
Publicações Europa-América, Lda.
360 páginas
Título original:
Título original:
«The Myth of The State»
Yale University Press
Yale University Press
1946
Nota: Diz-se que a dificuldade em encontrar esta edição de « O Mito do Estado»,
Nota: Diz-se que a dificuldade em encontrar esta edição de « O Mito do Estado»,
se deve a questão de direitos, de que a editora brasileira detentora desses direitos,
se fez prevalecer.
Quanto à tradução, dizer que é péssima é muito pouco! Quem tem a ingrata
experiência de revisor de textos, entende o inferno disso acontecer!!!
«Foi este o último livro escrito pelo Professor Ernst Cassirer. Terminara-o e copiara-o do manuscrito poucos dias antes da sua morte, inesperada e prematura, em 13 de Abril de 1945.
O Professor Ernst Cassirer, homem douto e filósofo distinto, no apogeu da sua carreira, chegou à América na Primavera de 1941, vindo de Göteborg, Suécia.
Era conhecido como um grande intérprete da Filosofia de Kant. Escreveu um monumental tratado sobre «O Problema do Conhecimento» (IV volumes - Fondo de Cultura Económica) e outras obras de vulto!
Em a «Filosofia das Formas Simbólicas», ampliava o conceito kantiano sobre o papel de certas formas de intuição sensorial e categorias lógicas na constituição do mundo exterior. A língua, o mito, a arte, a religião, a história, a ciência, todas juntas, estas formas de expressão cultural, colaboram no conhecimento que o homem tem de si próprio e do mundo que o cerca.
Para tornar mais conhecida dos seus estudantes, começou modestamente, já nos EUA, quase sem falar no assunto, a escrever em inglês um ensaio de ´Antropologia Filosófica`, que seria publicado sob o título «Ensaio sobre o Homem».
Alguns que gozavam o privilégio da sua intimidade atreveram-se a perguntar-lhe: «Porque não nos ensina o significado do que está sucedendo agora, em lugar de escrever sobre factos do passado? Não ignoramos que possui conhecimentos profundos e uma grande sabedoria, mas devia conceder aos outros o benefício de participá-la.» Foi então que Cassirer no Inverno de 1943-1944, esboçou um livro sobre o tema «O Mito do Estado». Em junho de 1944. A revista ´Fortune` publicou uma versão resumida daquilo que já estava escrito. O presente livro, que foi composto durante os anos de 1944-1945, é a realização completa dessa obra de ocasião começada originariamente para satisfazer um pedido dos seus mais íntimos amigos.
´A TÉCNICA DOS MITOS POLÍTICOS MODERNOS`
Se tentarmos decompor os mitos políticos contemporâneos, afirma Cassirer, nos seus elementos descobrimos que eles não contêm qualquer aspeto inteiramente novo. Todos os elementos eram já bem conhecidos.
A teoria de Carlyle do culto do herói e a tese de Gobineau sobre a diversidade fundamental, moral e intelectual das raças humanas tinham sido discutidas frequentemente. Mas todas estas discussões permaneciam num plano meramente académico. Para transformar as velhas ideias em fortes e poderosas armas políticas era necessário qualquer coisa mais. Tinham de acomodar-se ao entendimento de uma audiência diferente.
Para este fim era necessário um novo instrumento - não somente um instrumento do pensamento, mas também da ação. Tinha de desenvolver-se uma nova técnica. Foi este o último e decisivo fator. Para utilizar a linguagem científica, podemos dizer que esta técnica teve um efeito catalítico. Acelerou todas as reações e deu-lhes o seu pleno efeito. Embora o solo viesse sendo preparado desde há muito para o mito do século XX, não teria produzido o seu fruto sem a utilização hábil da nova ferramenta técnica.
A seguir à ´Grande Guerra`, as nações começavam a compreender que, mesmo para as nações vitoriosas a guerra não tinha trazido qualquer solução real. Os dirigentes da República de Weimar envidaram esforços e fizeram o possível por resolver os problemas vindos do irracionalismo mítico. As medidas tomadas foram vãs...Os recursos ´normais` estavam exaustos! Era o terreno natural para o desenvolvimento dos mitos políticos e, para esses o elemento era abundante!»
PREÂMBULO - por Charles W. Hendel
New Haven, Connecticut, 13 de Abril de 1946)
PARTE I - QUE É O MITO (4 Capítulos)
I - A estrutura do pensamento mítico
I I - O mito e a linguagem
III - O mito e a psicologia das emoções
IV - A função do mito na vida social do homem
PARTE II - A LUTA CONTRA O MITO NA
PARTE II - A LUTA CONTRA O MITO NA
HISTÓRIA DAS TEORIAS POLÍTICAS
(10 Capítulos)
V - O 'Logos' e o 'Mythos na filosofia grega pré-socrática
VI - A 'República' de Platão
VII - O fundo religioso e metafísico da teoria medieval do
Estado
VIII - A teoria do Estado Legal na filosofia medieval
IX - Natureza e graça na filosofia medieval
X - A nova ciência política de Maquiavel
A lenda de Maquiavel
XI - O triunfo do maquiavelismo e as suas consequências
Maquiavel e a Renascença
O moderno Estado secular
Religião e política
XII - Consequências da nova teoria do Estado
O isolamento doEstado e os seus perigos
O problema moral em Maquiavel
A técnica na política
O elemento mítico na filosofia de Maquia-
vel: a Fortuna
XIII - O renascimento do Estoicismo e as teorias políticas do
direito natural
XIV - A filosofia do Iluminismo e os seus críticos românticos
PARTE III - O MITO DO SÉCULO XX (4 Capítulos)
XV - A preparação: Carlyle
As conferências de Carlyle sobre o culto do herói
O elemento pessoal na teoria de Carlyle
O fundo metafísico da teoria de Carlyle e a sua
concepção da história
XVI - Do culto do herói ao culto da raça
O 'Essai sur l'ínégalité des races humaines', de
Gobineau
A teoria da 'raça totalitária'
XIII - Hegel
A influência da filosofia de Hegel no desenvolvi-
mento do pensamento político moderno
O fundo metafísico da teoria política de Hegel
A teoria hegeliana do Estado
XVIII - A técnica dos mitos políticos modernos

Sem comentários:
Enviar um comentário