É forte o homem que dispõe de alguns milhões. Mas é temível o homem que não tem necessidades, que não tem compromissos, que não tem medo, e que mantém o ânimo firme, o pensamento lúcido, o olhar justo e a mão desembaraçada!
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
«UM COMUNISMO DIFERENTE?» - ANNIE KRIEGEL (1926-1995)
Na capa fotos de Enrico Berlinguer (Compromisso histórico), Santiago Carrillo (Eurocomunismo) e Georges Marchais (União da Esquerda).
Os comunistas mudaram? O Partido reputado de secreto, intransigente, exilado do interior, reveste-se agora de novos atractivos. Em Roma, Madrid e Paris, comunistas sorridentes estendem a mão a quem a quiser apertar. Estaline foi enterrado. a ditadura do proletariado está morta, a estrela do Kremlin empalideceu. Viva o eurocomunismo! Mas não representará o eurocomunismo simplesmente o preço que os Partidos Comunistas terão de pagar para continuarem a merecer credibilidade?
Segundo Annie Kriegel, à pergunta: «Que farão os partidos comunistas se...», não corremos qualquer risco em responder: «o que sempre fizeram...»
«UM COMUNISMO DIFERENTE?»
ANNIE KRIEGEL (1926-1995)
Tradução de António Mega Ferreira
Capa de José Cândido
Colecção ´ARQUIVOS DE SEMPRE`
EDIÇÕES ANTÓNIO RAMOS
LISBOA-1978
Título da edição original: «Un autre communisme?»
Librairie Hachette, 1977
(Prefácio da Autora à edição portuguesa)
Reconhecida especialista da história do socialismo e do movimento operário, assuntos a que dedicou várias obras, Annie Kriegel debruça-se nesta obra sobre o tema. à época, perturbante que consistia no que é o eurocomunismo. Desse ´comunismo diferente`, a antiga militante do Partido Comunista Francês tenta três definições:
Será o eurocomunismo uma variedade nova da família comunista, tendo como preocupação maior reconciliar socialismo com liberdade? Será uma estratégia revolucionária de conquista do poder, à escala regional? Ou representará uma tentação comum - tentação de rever o conceito de ´internacionalismo proletário`, a caminho do ´nacional-comunismo`?
Com a mordacidade que lhe é particular, mas sobretudo como profunda conhecedora de toda a organização de um partido em que militou até 1956, Kriegel analisa cada uma destas três possíveis vias do eurocomunismo. Examina em seguida os seus obstáculos e as suas ameaças para, numa atitude lucidamente céptica, concluir que o «eurocomunismo é. por enquanto, um processo de diferenciação no seio do movimento comunista internacional, que, por si próprio, não modifica ainda o dispositivo das forças à escala internacional».
Concorde-se ou não com as teses então defendidas por Annie Kriegel, condenemos ou não a sua manifesta intolerância, «UM COMUNISMO DIFERENTE?» impõe-se como ensaio metódico e exaustivo que era um dos mais controversos temas dessa época. Recorde-se que no seu IX Congresso de Abril de 1978 - o primeiro na legalidade desde 1932 ., o Partido Comunista Espanhol renuncia ao ´leninismo`, declarando-se simplesmente ´marxista, democrático e revolucionário`.
Lembremos ainda que os dois outros grandes partidos comunistas da Europa Ocidental - o PCI e o PCF - acompanhavam atentamente essa ´oficialização do eurocomunismo`.
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quarta-feira, outubro 12, 2011
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sábado, 30 de julho de 2011
«CIENCIA Y GOBIERNO» - ´CIÊNCIA E GOVERNO` - C. P. SNOW
«CIENCIA Y GOBIERNO»
(´CIÊNCIA E GOVERNO`)
C. P. SNOW
TRADUÇÃO: MANUEL ESCALERA
BIBLIOTECA BREVE
EDITORIAL SEIX BARRAL, S. A.
BARCELONA - 1963
TÍTULO ORIGINAL: «SCIENCE AND GOVERNMENT»
HARVARD UNIVERSITY PRESS
CAMBRIDGE, MASS. , 1961
SIR CHARLES P. SNOW foi um novelista de reputação. Em «THE AFFAIR» (1960), as suas personagens são convincentes académicos, burocratas, políticos e homens de ciência.
Pelas sua actividades profissionais que abrangem a ciência e o governo, foi encarregado durante a II Guerra Mundial de seleccionar as pessoas para as investigações científicas britânicas com fins militares, ´Civil Service Comissioner`, director da ´English Electric Company`, etc. - e pela sua habilidade em fazer chegar aos seus concidadãos profanos os problemas do homens de ciência, era o mais indicado para abordar em público a candente questão das relações entre ciência e política nas sociedades avançadas, tema do presente ensaio.
Com esse fim escolheu o trágico exemplo das diferenças surgidas nos anos da guerra entre Sir Henry Tizard, incumbido oficialmente para que a Inglaterra conseguisse estar na linha dianteira do desenvolvimento do ´radar` e F. A. Lindemann (Lord Cherwell), assessor científico de Churchill, que provocaram erros, tais os bombardeamentos estratégicos da Alemanha. A história narrada neste livro é uma chamada de atenção sobre o facto de que decisões capitais tenham de ser tomadas por ´homens que não possuem um conhecimento em primeira mão daquilo em que estribam essas decisões ou de quais podem ser as suas consequências`.
NOTA: O Autor estudou pormenorizadamente o ´arquivo` TIZARD, que constituiu a sua principal fonte escrita de referência!
http://books.google.pt/books?id=XAgAAAAAMBAJ&pg=PA39&lpg=PA39&dq=tizard+c+p+snow&source=bl&ots=1MBT00J5Wn&sig=pXHkpHT9Q8YxyzfWg8Y8PeJ5J1M&hl=pt-PT&ei=s-kzTrvbG4S3hQfkisHeCg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&sqi=2&ved=0CBcQ6AEwAA#v=onepage&q=tizard%20c%20p%20snow&f=false
quinta-feira, 28 de julho de 2011
«EM DEFESA DO PENSAMENTO CIENTÍFICO» - ´UM INCIDENTE / OS CONDICIONALISMOS DO ENSINO SUPERIOR` - ARMANDO CASTRO
«EM DEFESA DO PENSAMENTO CIENTÍFICO»
´UM INCIDENTE / OS CONDICIONALISMOS DO ENSINO SUPERIOR`
ARMANDO DE CASTRO
Revisão tipográfica: JAIME MENDES
Capa e direcção gráfica: ARMANDO ALVES
COLECÇÃO SITUAÇÕES - 2
EDITORIAL INOVA
PORTO - 1973
«Se é impossível encontrar em cada homem uma essência universal que seria a natureza
humana, existe contudo uma universalidade humana de condição.
Não é por acaso que os pensadores de hoje falam mais facilmente da condição do homem
do que da sua natureza. Por condição entendem mais ou menos distintamente o conjunto dos
limites ´a priori` que esboçam a sua situação fundamental no universo.
As situações históricas variam: o homem pode nascer escravo numa sociedade pagã ou senhor
feudal ou proletário. Mas o que não varia é a necessidade para ele de estar no mundo, de lutar,
de viver com os outros e de ser mortal.»
JEAN-PAUL SARTRE
Impossibilitado por despacho procedente do Ministério da Educação Nacional de leccionar no ensino superior, no ano lectivo de 1973-74, quando já leccionava ininterruptamente desde 1970-71, Armando Castro (Armando Fernandes de Morais e Castro), neste livro, entrega a público as peças fundamentais do respectivo «processo». É não só para uma avaliação do aspecto mais genérico que a decisão assume, pois o livro visa também chamar a atenção para a importância dos ramos disciplinares que essa mesma acção impede, Efectivamente, era a primeira tentativa sistemática efectuada em Portugal tanto no domínio do ensino da Gnoseologia, ciência que estuda as leis da ciência e de desenvolvimento do conhecimento humano em geral, como em particular da Epistemologia, ciência que estuda o conhecimento científico.
Ora, como o próprio autor argumenta na exposição dirigida ao ministro da Educação Nacional, constante deste volume, a não se tratar de proibir de facto uma ciência determinada por um determinado professor, que restará senão pensar que o impedimento é motivado ou pela inércia derivada característica das estruturas dominantes nos meios universitários, ou, mais do que a simples inércia derivada da incompreensão, dada a novidade teórica da ciência ensinada, pela intenção de obstar ao ensino da Epistemologia?
Mas o livro, além de ser a perspicaz discussão do despacho de indeferimento, é também uma introdução, ainda que sintética à disciplina que o Autor ministrava. Nele se aborda, entre outras, a questão da importância que assume a luta epistemológica nas ciências do homem, as razões da actual ´explosão` na atenção dispensada ao conjunto de disciplinas que estudam os problemas humanos, o atraso epistémico destas ciências em relação às ciências da natureza, qual a via para a conquista de critérios de cientificidade no próprio estabelecimento de escalões que regulem o recrutamento de professores do ensino superior oficial...
E, além disso, oferece ao leitor a visão do que é um curso de Epistemologia, quer pela bibliografia aconselhada nos cursos que deu, e aqui referida, quer pelos sumários das lições e dos pontos de exame que aplicou.
ÍNDICE
1. EXPOSIÇÃO ENVIADA A SUA EXCELÊNCIA O SENHOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO NACIONAL EM 25 DE SETEMBRO DE 1973
2. DOCUMENTOS QUE ACOMPANHAM ESSA EXPOSIÇÃO
3. CÓPIA DO REQUERIMENTO DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO CONTENCIOSO NO SUPREMO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO, CONTRA O DESPACHO DE S. EXA. O SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR
4. RESPOSTA AO NOVO FUNDAMENTO INVOCADO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA QUANTO A DECISÃO DE 6 DE JULHO, SEGUNDO OFÍCIO DA INSPECÇÃO DO ENSINO PARTICULAR DE 5 DE NOVEMBRO DE 1973
ARMANDO DE CASTRO
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quinta-feira, julho 28, 2011
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domingo, 24 de julho de 2011
«PENSAR A CIÊNCIA» - ´Colóquio para professores de Filosofia`
«PENSAR A CIÊNCIA»
´Colóquio para professores de Filosofia realizado na
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade
Nova de Lisboa em Setembro de 1984`
Manuel da C. Leite, A. M. Nunes dos Santos, Manuel Esquível,
Fernando Mouro, Luis J. Archer, Luis Fraser Monteiro, A. César
de Freitas, José Carlos T. de Oliveira, Joaquim von Haffe Peres,
Luís Moniz Pereira
Revisão do texto: José Manuel Soares
Capa: Armando Lopes
GRADIVA -PUBLICAÇÕES Lda. - 1988
Depósito Legal nº 19550 /88
O inegável crescimento do peso da ciência e da tecnologia no mundo contemporâneo coloca novos desafios em praticamente todos os domínios com especial destaque para o filosófico.
Tendo em atenção a responsabilidade específica do ensino filosófico no sistema educativo português, na altura em que foram produzidas estas comunicações, os problemas decorrentes daquele crescimento científico e tecnológico são particularmente importantes.
PENSAR A CIÊNCIA é o resultado de um colóquio levado a cabo no sentido de reflectir, em Portugal e em português, sobre este tema. O facto de o colóquio se centrar sobre o conhecimento científico e, de modo privilegiado, sobre as relações entre ciência e filosofia é, obviamente, intencional. Desde há muito se entende que o acréscimo do peso da ciência e da tecnologia no mundo contemporâneo transporta desafios que, para além dos pertencentes ao próprio domínio (os problemas internos à ciência), se prolongam para domínios diversos, designadamente o filosófico.
Se adicionalmente se levar em consideração a importância (com a inerente responsabilidade) do ensino da filosofia, no sistema de ensino português, sobretudo pela expressão que alcançava no ensino secundário (1984), um colóquio deste tipo ver-se-à desde logo, independentemente da inevitável heterogeneidade no tratamento dos temas, suficientemente justificado.
Assim, contando com a presença de importantes personalidades nacionais, o colóquio desenvolveu uma problemática que está longe de interessar apenas a professores de Filosofia a quem se dirigia originalmente. As intervenções foram recolhidas e reescritas neste volume que se afigura de grande importância para aferir a situação da cultura portuguesa.
ÍNDICE
Apresentação
Até que ponto uma ciência poética
Análise matemática - Itinerários
Sobre a física de Aristóteles
A genética e o futuro - Pressupostos para a sua inteligibilidade
Física e filosofia - Princípios e perspectivas
O método axiomático em matemática
O infinito na matemática e na física
Teoria das catástrofes e lógica da percepção
Máquinas humanas
sexta-feira, 22 de julho de 2011
«AS DUAS CULTURAS» - C. P. SNOW (Em Apêndice: «CIÊNCIA E GOVERNO»)
«AS DUAS CULTURAS»
C. P. SNOW
TRADUÇÃO: Dr.ª IDALINA PINA AMARO
CAPA: HOMERO AMARO
Em Apêndice: «Ciência e Governo»
COLECÇÃO VECTOR - V 01
PUBLICAÇÕES DOM QUIXOTE
TÍTULOS ORIGINAIS:
«THE TWO CULTURES: and A SECOND LOOK»
CAMBRIDGE UNIVERSITY PRESS
1959, 1963, C. U. P.
CDU - 501
«SCIENCE AND GOVERNMENT»
HARVARD UNIVERSITY PRESS
1960, 1961 - Presidente e ´Fellows`do Harvard College
CDU - 623.73.
A expressão «as duas culturas» - usada originalmente por C. P. SNOW em 1959 - em breve passou a fazer parte das muitas línguas europeias em que a obra foi traduzida e discutida.
A análise do abismo que separa a «cultura» dos cientistas da «cultura» literária de inspiração clássica, e o seu diagnóstico dos perigos decorrentes da ausência de comunicação entre as duas, tornou-se um dos temas mais discutidos de todo o mundo culto. A tal ponto que alguém chamou a As Duas Culturas «o trampolim necessário para que se repensem com frescura e sentido de urgência os problemas educacionais e a sua importância para o futuro da nossa sociedade». Concorde-se ou não com Snow, é impossível ignorá-lo, pois, como ele próprio escreve, «a inocência é o pior dos crimes».
No ensaio que completa este volume, Snow analisa os perigos que advêm, no mundo moderno, do facto de os homens que presidem aos destinos dos povos raramente compreenderem as consequências das suas decisões mais importantes, isto é, daquelas que pressupõem a utilização das grandes conquistas da ciência. De aí a necessidade, cada vez mais premente, de reformar profundamente os nossos conceitos educativos, de forma a vir a dar aos homens de ciência um maior sentido das suas responsabilidades humanas e aos homens de formação «clássica» - que ainda constituem a a maioria dos quadros de administração pública - uma compreensão mais exacta dos caminhos que tecnologia moderna vai abrindo ao mundo.
NOTA: Existe uma nova Edição/reimpressão datada de 1996, Editorial Presença - Pontos de Referência.
Em memória de SNU ABECASSIS!
http://divulgarciencia.com/categoria/c-p-snow/
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sexta-feira, julho 22, 2011
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
«FACTORES DE EFICIÊNCIA EM INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA» - JAIME PINTO
«FACTORES DE EFICIÊNCIA EM
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA»
JAIME PINTO
EDIÇÕES COSMOS
LISBOA - 1969
Pequeno livro - na sua extensão de páginas. Livro grande - julgado quanto à oportunidade e relevância do assunto tratado. Grande livro, se meditarmos acerca dos períodos e das páginas de densa, constante e judiciosas críticas e se nos debruçarmos sobra a sua formulação doutrinária, esta concernente a uma actuante e operante investigação científica em nosso país, na altura em que foi editado. Deste passo, livro de crítica e doutrina.
Pequeno livro, ele continua na editora «EDIÇÕES COSMOS», embora num ângulo mais especializado, o pensamento de uma outra grada figura de Cidadão. de Homem de Pensamento e de Ciência: o Professor Bento de Jesus Caraça. Relembremos o que o Mestre escreveu, em Maio de 1941, no prefácio de apresentação de «Biblioteca Cosmos»:
...«É toda uma vida nova a construir, dominada por um humanismo novo» ...«quando falamos de humanismo novo, entendemos como um dos constituintes essenciais este elemento de valorização - que o homem, sentindo que a cultura é de todos, participe, por ela, no conjunto de valores colectivos que há-de levar à criação da Cidade Nova.»
Naquela época, se em Portugal os círculos científicos, os estudantes, as revistas de ideias, a imprensa diária estivessem atentos aos problemas nacionais, na sua mais alta expressão, o aparecimento deste livro poderia vir a ser o cerne para a discussão dos problemas do ensino da Ciência e da Investigação Científica em nosso país. A isto válida objecção poderia ser feita: em termos sociológicos, o facto de os projectores da informação serem quase sempre apontados para um desafio de futebol, um campeonato de canções, deixando na penumbra, quando não na escuridão, os fundamentais problemas nacionais, nada mais é do que uma das facetas do nosso subdesenvolvimento - os subdesenvolvimento cultural.
Reconheçamos a pertinência desta objecção, mas acreditamos, também, que começavam então a a aparecer, com uma nova tomada de posição na panorâmica nacional (necessidade de se passar a um tipo de economia industrial) , solicitações para a consciencialização dos nossos problemas de base.
No prefácio de um velho livro do «Século das Luzes» deparamos com uma síntese admirável acerca da missão criadora do livro:
«Vai livro, segue estradas e caminhos; continua por meses, anos, séculos.
Provoca a discussão, a crítica. Incendeia o debate - para além da nossa
curta vida. Dá vida à Vida:»
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quinta-feira, julho 21, 2011
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«A FILOSOFIA NO SÉCULO DA CIÊNCIA» - FERNANDO PINHO DE ALMEIDA
«A FILOSOFIA NO SÉCULO DA CIÊNCIA»
FERNANDO PINHO DE ALMEIDA
ATLÂNTIDA EDITORA, S. A. R. L.
COIMBRA - 1970
Pretende o autor acentuar neste ensaio o desinteresse que a filosofia manteve durante o século XX, duma maneira geral, pela ciência e pelas suas surpreendentes e desconcertantes revelações. Estas têm servido para um desenvolvimento extraordinário da técnica, do aspecto material da civilização, mas não têm contribuido, de maneira apreciável, para uma autêntica compreensão do mundo e portanto para uma ética dela resultante, - e isto certamente por carência da filosofia.
Na análise que neste livro é feita aos existencialismos, subjectivos, emotivos e portanto indiferentes à mensagem objectiva da ciência, e também ao materialismo dialéctico que em princípio a procura e enaltece, mas que muitas vezes um dogmatismo extrínseco, pragmático e de origem político-social desvirtua - tenta o autor vincar o seu ponto de vista.
Acredita ele que nessa altura do século (1970) já se torna possível um certo filosofar sobre os dados das ciências, que se estão nitidamente interpretando, filosofar esse que se inspirará nos métodos científicos e por eles de disciplinará. E como aplicação e concretização das suas ideias julga encontrar no universo uma força criadora, uma capacidade de resolver problemas, enfim, aquilo a que, se quisermos, poderemos chamar um fundo mental.
ÍNDICE
I - Metafísica no Século XX?
II - O Existencialismo Sartreano e a Ciência
III - O Existencialismo Sartreano e a Metafísica
IV - Comentários sobre «Que é a Metafísica?» de Heidegger
V - Os dados subjectivos na construção metafísica
VI - Um grande pensador português (´Fidelino de Figueiredo`)
VII - A Dialéctica da Natureza
VIII - Reflexões sobre a Lei da transformação da quantidade em qualidade
IX - Análise crítica da Lei da interpenetração dos contrários
X - Reflexões sobre a Lei da negação da negação
XI - O Realismo, o Idealismo e a sua síntese
XII - O Princípio da Causalidade
XII - Racionalismo e Indeterminismo
XIV - Uma nova concepção racionalista do Universo
XV - A Metaciência
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skocky
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quinta-feira, julho 21, 2011
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