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quarta-feira, 29 de junho de 2011

«A CONTRA-REFORMA» - e a Reforma Católica nos Princípios da Idade Moderna Europeia - MICHAEL MULLET




«A CONTRA-REFORMA»
´E a Reforma Católica nos Princípios da
Idade Moderna Europeia`
MICHAEL MULLET
TRADUÇÃO: J. SANTOS TAVARES
REVISÃO DE TEXTO: MANUEL JOAQUIM VIEIRA
Panfletos Gradiva
GRADIVA
LISBOA, 1985
TÍTULO ORIGINAL: 
«THE COUNTER-REFORMATION»
MICHAEL MULLET, 1984


A maior parte dos ensaios tradicionais sobre a Contra-Reforma aceitam conclusões que este caderno vai pôr em causa. Os historiadores costumavam partir do princípio de que a Contra-Reforma teve origem mais ou menos na mesma altura em que a Reforma Protestante - isto é cerca de 1517, quando o reformador protestante Martinho Lutero iniciou a sua separação da igreja católica romana -  e terminou entre 1600 e 1650. 
Um outro aspecto do tratamento antigo do assunto consistia em acentuar o papel na Contra-Reforma dos seguintes factores: uma série de papas reformadores; o Concílio de Trento; os Jesuítas; a Inquisiçao e o ´´Index` dos livros proibidos. Contudo, nos últimos anos notou-se a emergência de uma nova maneira de ver a Contra-Reforma. O propósito deste caderno é apresentar essa nova visão do assunto.
Este caderno adopta uma visão diferente. Em primeiro lugar, as origens da Contra-Reforma são situadas aquém do século XVI, ainda na Idade Média. Em segundo lugar, a Contra-Reforma é apresentada como um processo de longa duração que não estaria terminado, decerto, por volta de 1600 ou 1650. A vitalidade da Contra-Reforma sobreviveu a uma série de papas reformistas. O Concílio de Trento foi indispensável para a Contra-Reforma, embora a maior parte das pessoas não conseguissem compreender as suas extensas resoluções acerca da doutrina; mas a sua legislação necessitava de implementação, o que levou longo tempo, por vezes mais de um século, nas diversas regiões da Europa católica.
Quanto a outros aspectos da Contra-Reforma que receberam um extenso tratamento na maior parte dos livros escolares, o ´Index` dos livros proibidos não deverá merecer grande importância; foi composto, muitas vezes desajeitadamente, por censores intelectuais e compunha-se de um grande número de obras que a maioria dos católicos europeus não podiam ou não deveriam ler. Um outro subtópico favorito e tradicional da Contra-Reforma, a Inquisição, também não merece grande atenção; a sua autoridade era reconhecidamente aterrorizadora nos domínios espanhóis e papais, mas foi, no máximo, um instrumento negativo da Contra-Reforma.


http://skocky-alcyone.blogspot.com/2008/12/martinho-lutero-e-as-95-teses-de_07.html


http://skocky-alcyone.blogspot.com/2010/09/martinho-lutero-um-destino-lucien.html


segunda-feira, 27 de junho de 2011

«DOSSIER COIMBRA 1969» - António da Cruz Rodrigues, José Maria Marques e Joaquim Maria Marques



«DOSSIER COIMBRA - 1969»
´A crise de Coimbra vista por observadores
 estranhos aos acontecimentos`
´2ªEdição`
ANTÓNIO DA CRUZ RODRIGUES
JOSÉ MARIA MARQUES
JOAQUIM MARIA MARQUES
COLECÇÃO FACTOS E DOCUMENTOS
LIVRARIA SAMPEDRO EDITORA
LISBOA, 1969




Que levou os autores a fazerem o presente inquérito aos acontecimentos académicos de Abril-Julho de 1969 em Coimbra? 
Confessam os autores que, em primeiro lugar, os moveu uma sentimento de curiosidade e o desejo, mais, a necessidade de compreender.
Querem perceber precisamente o que aconteceu? E como? E porquê?
Dizia-se, confessam, que um ´processo` contestativo tivera curso em Coimbra segundo os princípios, o método e as regras internacionalmente experimentadas.
Acrescentam saber-se como a ideia espalhada por toda a parte, relativamente aos movimentos estudantis estrangeiros dos últimos anos, é de que se trata de movimentos subversivos, de contestação geral da sociedade e não apenas académica - aproveitando a «nova classe» dos estudantes como plataforma revolucionária, esgotadas que estariam as possibilidades subversivas do proletariado.
Seria assim em Coimbra, perguntam?!
Acreditam que dos factos apurados sobressaem as regras da estratégia e da táctica reivindicativas ali aplicadas, aliás com talento acrescentam... Talvez não seja possível de ora em diante ignorar o que apuraram, como após outras crises (1962?: ...)
Isso impressionava-os: que só a memória efémera dalguns registasse idênticos acontecimentos de 1962 e 1965, para não falar de outras crises. Estão seguros de que, por não haver sido estudada sistematicamente, as lições possíveis se tivessem perdido completamente ou quase, e, dos mais ou menos interessados em estar prevenidos com o conhecimento rigoroso das leis que eventualmente presidam a este tipo de acontecimentos, poucos fossem capazes de pronunciar-se sobre os últimos, desde o princípio, com alguma segurança e aquela independência que uma informação adequada sempre permite. Sabem, aliás, que talvez por isso a desorientação de muitos, dos mais responsáveis até, foi nessa altura impressionante.
Do que estão convencidos é de que os mais surpreendidos com a profunda unidade e coerência da crise revelada, qualquer que tenha sido o seu lado na barricada, hão-de ser muitos dos que participaram ou estiveram presentes nos acontecimentos - mas por isso mesmo, mergulhados na sua rápida sucessão, não chegaram a ter notícias completas nem uma visão de conjunto dos mesmos.
Reconhecem não supor ter feito o melhor que era possível e que o seu trabalho esteja isento de lacunas. 
Formaram equipa, para que o risco da visão unilateral fosse menor fosse menor e menor também fosse a probabilidade de lhes escaparem aspectos importantes dos acontecimentos.
Estão certos de não terem forçado as conclusões, Apesar de os documentos publicados pelos dirigentes associativos, muito abundantes, eram quase os únicos conhecidos e a dificuldade principal do inquérito terá estado, por isso, em conseguir completar a visão que esses documentos atestam com outras perspectivas e diferentes ângulos de análise, com outros testemunhos, em suma.
Dirigem-se agradecidos a todos quantos, autoridades, professores e alunos de todas as tendências,
facilitaram à equipa, esses testemunhos e não regatearam a sua contribuição ao esclarecimento; o menor ou maior mérito do trabalho em muito lhes é devido!
Tendo-se esgotado  a 1ª edição deste livro em menos de dois meses, os autores procuraram alguns aperfeiçoamentos, não muito numerosos mas de certa importância, e novos documentos em apêndice, além das abundantes correcções gráficas.
A crítica à 1º edição visou o facto de a equipa não ter feito o estudo sociológico e exaustivo de todas as causas da crise universitária Quer dizer, foram criticados por não terem sabido manter-se limitados ao tema a que se propuseram - que era o exame do «processo» utilizado, da mecânica montada para fazer funcionar a contestação. 


CAPÍTULO I - ECLODIR DOS ACONTECIMENTOS: A inauguração do edifício das Matemáticas.
CAPÍTULO II - DESENROLAR DA CONTESTAÇÃO: O boicote das aulas.
CAPÍTULO III - NOVA FASE DA CONTESTAÇÃO: O boicote dos exames.
CAPÍTULO IV - A EVOLUÇÃO DO BOICOTE DOS EXAMES


APÊNDICE: 11 Documentos




NOTA: Esta obra foi feita por opositores de direita ao Governo do Professor Macello Caetano e estão na origem da EDITORIAL RESTAURAÇÃO e da publicação da revista ´RESISTÊNCIA` .









sábado, 25 de junho de 2011

«PASCAL » - ´FILÓSOFO CRISTÃO` - EDUARDO ABRANCHES DE SOVERAL



  «PASCAL»
´FILÓSOFO CRISTÃO»
PROFESSOR DOUTOR
EDUARDO ABRANCHES DE SOVERAL
da Faculdade de Letras do Porto
LIVRARIA TAVARES MARTINS
PORTO, 1968
Na sobrecapa (frente): Máscara mortuária de Pascal


Em «PASCAL, FILÓSOFO CRISTÃO» é feita uma exposição crítica da filosofia pascaliana, considerando quer a sua gnosiologia, quer os elementos mais importantes que ele oferece para uma antropologia e uma ontologia culturais.
Para o efeito o Autor seguiu o método mais adequado à natureza do tema: utilizou o conhecimento objectivo e seguro, que era possível ter sobre a vida e a personalidade de PASCAL, como um meio auxiliar, mas de muito interesse, para a interpretação da sua obra.
Ao mesmo tempo procedeu à inventariação e crítica de todos os textos com carácter filosófico nela contidos.
Isto permitiu chegar a algumas conclusões novas, designadamente no que se refere à dialéctica pascaliana; ao seu bi-substancialismo mecanicista; ao valor cognitivo e apologético do argumento da ´Aposta` ; e ao plano e significado dos ´Pensamentos` .
No respeitante à biografia de BLAISE PASCAL, tiveram-se em conta os resultados das mais reentes investigações que lançaram uma nova luz sobre o teor das relações do filósofo com ´Port-Royal` e sobre os últimos tempos da sua vida breve mas intensa.
Também neste campo se propõe algo de novo: uma diversa interpretação do ´Memorial` e do testemunho do Padre Beurrier.
Deverá anotar-se ainda a forma como as ´Cartas Provinciais` são interpretadas e criticadas, designadamente quanto às críticas que nelas se fazem à ´Companhia de Jesus`.

NOTA: Existe uma 2ª edição, datada de 1995, da Editora Elcla (Portugal).


                                                  Assinatura de Pascal no seu Testamento

«SITUAÇÃO DA ARTE MODERNA» - JEAN CASSOU




«A SITUAÇÃO DA ARTE MODERNA»
  JEAN CASSOU
TRDUÇÃO: MARIA VIRGÍNIA DE AGUIAR
CAPA: DORINDO CARVALHO
COLECÇÃO ´ESTUDOS E DOCUMENTOS`
PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA, 1965
Edição n.º 4/30/1218
TÍTULO ORIGINAL: «SITUATION DE L'ART MODERNE»
COLECÇÃO «L'HOMME ET LA MACHINE»
LES EDITIONS DE MINUIT




Vivemos num mundo novo: que mudança produz tal facto nas vontades da criação artística e na inteligência e prática das coisas da arte?
À nossa época coube o privilégio de ver as formas e os estilos sucederem-se com rapidez e violência tão nítidas que se podem discernir no seu seguimento uma necessidade e uma lógica internas, como se se tratasse de um único e mesmo criador que. ultrapassando a longevidade outorgada às gerações, tivesse sucessivamente proposto e utilizado todos os meios possíveis oferecidos à arte da pintura, da escultura, da música, da poesia. Estes meios, estas hipóteses de trabalho, estes sucessivos princípios e sistemas estéticos, numa palavra, estas formas e estes estilos, ligam-se, quer por via de exaustivas consequências, quer por via de contrastes, bem como a par de fugas e contrafugas.
O actual triunfo do maquinismo e o nascimento de uma civilização técnica é um dado essencial. Dado, esse, que nos obriga a examinar  a condição da evolução das formas num ambiente que muda, numa sociedade que se revoluciona. 
Este exame é de enorme importância para o artista, obstinado em métodos de uma simplicidade imemorial, quando se encontra em presença de uma sociedade doravante munida de uma aparelho industrial cada vez mais complicado. A máquina introduz-se em certos domínios da arte, chegando mesmo a criar outros novos domínios!
No entanto,  a arte continua sendo arte e o artista permanece artista. Difícil é, por conseguinte, não abordar o problema da situação da arte na nossa época de um ponto de vista o mais largo possível...
Necessário é, registar constante e atentamente o carácter específico da arte, carácter que foi incompreendido e desconhecido ao ponto de se apresentar a arte moderna como um ´monstro` !...


JEAN CASSOU, arguto estudioso dos problemas estéticos contribui de maneira decisiva para esclarecer, neste seu brilhante ensaio, a pergunta que apaixona o homem culto hodierno!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

«O PAPA» - PAUL POUPARD



«O PAPA»
PAUL POUPARD
(Presidente emérito do Conselho Pontifício para a Cultura e
 do Conselho Pontifício para o Dálogo Inter-Religioso)
´Criado` Cardeal em 1985
TRADUÇÃO: MARIA CREMILDE AMARAL
CAPA: A. PEDRO
COLECÇÃO VIDA E CULTURA
EDIÇÕES ´LIVROS DO BRASIL`
LISBOA, 1990
TÍTULO ORIGINAL: «LE PAPE»
PRESSES UNIVERSITAIRES DE FRANCE
PARIS, 1980




O Autor defende nesta obra que o poder do Papa é um poder singular e misterioso que lhe vem de fonte divina!
Como é do conhecimento geral, a história do Papado está intimamente ligada à história da Civilização Ocidental, desde as primeiras comunidades cristãs até à sociedade contemporânea.
O prestígio do Papado ao longo da sua história bimilenária é, na opinião do Autor, fruto de uma continuidade espiritual que vence os obstáculos levantados pela vida terrena e política.
Como se constituiu a Igreja, como são eleitos os Papas, quais os limites do poder espiritual do Papa, qual a definição de infalibilidade pontifícia; qual o papel do ministério pastoral, do governo do papado. da diplomacia do Vaticano; qual o significado do apostolado do Papa peregrino, João Paulo II nos longos anos do seu pontificado?
A estas questões procura responder com clareza e coerência o Cardeal Paul Poupard!


NOTA:
As fronteiras confessionais de comunhão das Igrejas que se reclamam de JESUS CRISTO, a luta pela dignidade humana e libertação de regimes opressivos, a batalha por um planeta limpo onde se possa viver em paz, são um imperativo do nosso tempo. Para que esses fins sejam atingidos é essencial o Diálogo Ecuménico humilde e sincero!

terça-feira, 21 de junho de 2011

«HISTÓRIA DAS IDEIAS SOCIAIS» - KURT SCHILLING





«HISTÓRIA DAS IDEIAS SOCIAIS»
  KURT SCHILLING
TRADUÇÃO: FAUSTO GUIMARÃES
398 Págs.
ZAHAR EDITORES
RIO DE JANEIRO, 1966
TÍTULO ORIGINAL: «GESCHICHTE DER SOZIALEN IDEEN»
ALFRED KRÖNER VERLAG
STUTTGART, 1957
República Federal da Alemanha




A civilização e a técnica humana desenvolvem-se constantemente desde a utilização do primeiro instrumento pelo homem de Neandertal até à época da Máquina.
Os problemas da formação das comunidades ajustam-se a essa evolução à medida que se modificam as tarefas a ser executadas. A passagem da caça e simples colheita de frutos à agricultura e à pecuária transforma radicalmente o carácter do homem, estabelecendo definitivamente a diferença entre o grupo humano e a horda animal. O homem transforma-se também no plano intelectual, desejoso que está de conservar e proteger, de dominar e apropriar-se da natureza.
Quase toda a história humana é ocupada pelas grandes civilizações: egípcia, babilónica, chinesa, indiana, grega, latina, árabe e ´ocidental` , cujas premissas espirituais SPENGLER e depois TOYNBEE, descreveram morfologicamente nas suas origens, prosperidade e decadência... Na última dessas civilizações a ´ocidental` surge na Europa, a era industrial na qual vivemos (até à edição da presente obra) cujos problemas sociais apareceram pela primeira vez há mais de duzentos anos!
Este livro não se limita ao relato dos acontecimentos ocorridos ao longo do tempo ou das concepções que floresceram nas diferentes épocas. A ´história` a que se refere o título deste livro é vista dentro do fluxo do acontecer, do fluxo no tempo, procurando sempre voltar à origem real dos factos e das ideias, examinando e descrevendo a problemática que está na origem desse desenvolvimento!
Para analisar os contextos históricos concretos, KURT SCHILLING, autor desta obra e à época professor da matéria na Universidade de Munique, edificou um esquema conceptual para permitir, num primeiro momento, a clara compreensão dos factos e das ideias, para de seguida, serem definidos em função da problemática em que se originaram.
A edição brasileira é mais completa que a original alemã ou a tradução francesa, acrescida que foi de um capítulo ´inédito` sobre a integração política das massas, no qual o Autor analisa o fascismo italiano, o nazismo alemão, o comunismo russo-chinês e o industrialismo americano.


INTRODUÇÃO


1ª PARTE - A ANTIGUIDADE
                  A Formação dos Primeiros Grupos Humanos
                  Os Gregos
                  Primeiras reflexões dobre a Sobre a SOCIEDADE
                  Definição de Comunidade e Sociedade
                  SÓCRATES
                  PLATÃO - ´A REPÚBLICA` e ´AS LEIS`
                  ARISTÓTELES
                  Fim da Antiguidade
2ª PARTE - CRISTIANISMO E IDADE MÉDIA
                  Origem da Ideia Social Cristã
                  SANTO AGOSTINHO
                  Os Germanos
                  SANTO TOMÁS DE AQUINO
                  Decadência da Ideia do Cristo- Rei (Luta entre o IMPÉRIO e o PAPADO - 
                 -GIBELINOS contra GÜELFOS)
3ª - PARTE - OS TEMPOS MODERNOS
                  Premissas
                  Prelúdio Utópico: A ´UTOPIA` , ´A CIDADE DO SOL` . ´A NOVA ATLÂNTIDA`
                  MAQUIAVEL e BODIN
                  ALTHUSEN e GROTIUS
                  HOBBES e ESPINOSA
                  A Comunidade Religiosa: MILTON
                  LOCKE e MONTESQUIEU
                  ROUSSEAU
                  Visão Retrospectiva e Perspectivas
                  KANT, FICHTE e HEGEL
4ª - PARTE - A ERA INDUSTRIAL
                   Premissas
                   SCHOPENHAUER
                   A ´ECONOMIA POLÍTICA` INGLESA
                   O SOCIALISMO PRÉ.MARXISTA (UTÓPICO)
                   KARL MARX
                   NIETZSCHE
                   A Integração Política das Massas no Século XX : FASCISMO - NACIONAL-SOCIALISMO - 
                   - COMUNISMO RUSSO-CHINÊS  -  INDUSTRIALISMO AMERICANO.


                  
                   
                  

sábado, 18 de junho de 2011

«A CULTURA DO CAPITALISMO» - ALAN MACFARLANE




«A CULTURA DO CAPITALISMO»
  ALAN MACFARLANE
TRADUÇÃO: IVO KORYTOWSKI
JORGE ZAHAR EDIROR LTDA
RIO DE JANEIRO, 1989
ISBN: 85-7110-064-0 (JZE, RJ)
TÍTULO ORIGINAL: «THE CULTURE OF CAPITALISM»
BASIL BLACKWELL LTD
OXFORD, 1987
INGLATERRA
ISBN: 0-631-13626-6




O capitalismo é mais que um sistema económico: é uma cultura que afecta as bases não apenas económicas, mas também sociais, familiares e até mesmo espirituais da existência. Esta é a essência do que discorre neste livro ALAN MACFARLANE, eminente historiador inglês, autor de ´FAMÍLIA, PROPRIEDADE E TRANSIÇÃO SOCIAL` (A ORIGEM DO INDIVIDUALISMO INGLÊS). 
Este livro acima indicado, causou grande polémica, logo foi lançado, principalmente na INGLATERRA e no meio historiográfico em geral. Defendia, na história inglesa, uma visão de continuidade, em oposição à visão revolucionária que atingira o seu ápice, de modo sintomático, nos anos 60. Além desta apreciação sustentava a ideia de que nunca houve, propriamente, um ´campesinato`na INGLATERRA!
As implicações de tais afirmações eram contundentes: demonstravam que o ´rei , ou antes, uma enorme quantidade destes reis vão nus`, entre os quais TOQUEVILLE, DURKHEIM, TONNIES e - por último, mas não menos importantes - MAX WEBER e KARL MARX. É de calcular que o efeito da obra tenha sido o de uma bomba. Por um lado suscitou resenhas e comentários dos mais elogiosos e entusiásticos, por outro lado deu lugar ao levantamento de iras tremendas e ataques violentos através da imprensa.
Aprofundando ainda mais as suas pesquisas, com a finalidade de ripostar aos ataques mais relevantes, MACFARLANE deu início a uma série de artigos que, no decorrer de dez anos, iriam resultar neste livro, «A CULTURA DO CAPITALISMO», obra que responde a questões sobre a natureza e origem da primeira sociedade plenamente industrial e capitalista - a inglesa - e os ensaios que compõem este livro mostram alguns dos resultados desse empreendimento.
Quer como historiador, quer como antropólogo, o autor  tem oportunidade de analisar a sociedade capitalista a partir de um grande número de perspectivas originais. Considera, por exemplo, a natureza do mal, as atitudes em relação ao amor e à família, o fenómeno da violência, as mudanças na população e a revolução. Ora estas sua investigações conduziram-no a respostas a duas questões cruciais e torturantes: De onde vem o capitalismo e qual a sua causa?!
Baseado em novos dados de pesquisa, gerados por estudos pormenorizados das comunidades
históricas e da literatura sobre as sociedades não-ocidentais, este livro oferece-nos uma visão nova sobre as origens da civilização moderna. Informado por grande erudição, espirituoso e de deliciosa leitura, «A CULTURA DO CAPITALISMO» reforça certamente a reputação do seu autor como um dos mais estimulantes e consistentes historiadores ingleses!

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