É forte o homem que dispõe de alguns milhões. Mas é temível o homem que não tem necessidades, que não tem compromissos, que não tem medo, e que mantém o ânimo firme, o pensamento lúcido, o olhar justo e a mão desembaraçada!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
«DICIONÁRIO DO LIVRO»
«DICIONÁRIO DO LIVRO»
´Terminologia relativa ao suporte, ao texto, à edição
e encadernação, ao tratamento técnico, etc.`
MARIA ISABEL FARIA
MARIA DA GRAÇA PERICÃO
Prefácio: JOSÉ V. DE PINA MARTINS
GUIMARÃES EDITORES
LISBOA, 1988
Este dicionário, fruto da ciência e da experiência de duas distintas bibliotecárias da Universidade de Coimbra, vem preencher uma lacuna. Fazia-se há muito sentir, na bibliografia portuguesa, a falta de um ´vade-mecum` terminológico que fosse válido adjutório para todos quantos têm de ocupar-se directa ou indirectamente da disciplinas que se relacionam com o Livro, tanto pelo que diz respeito ao seu conteúdo como à sua forma material.
Neste ´Dicionário`, encontra-se, se não em desenvolvimentos exaustivos, pelo menos em múltiplos sucintos esboços, um elenco opulento de conceitos retóricos e de figuras do estilo, como a sugerir o que é já hoje uma conquista cognitiva reconhecida por todos os investigadores mais informados a linguagem da escrita, como meio de fixar e de comunicar o pensamento, está profundamente conexada à linguagem figurativa. Ambas estas áreas são redutíveis a uma única, através de um tratamento crítico de pesquisa.
É com obras como esta, instrumentos ágeis e modernos de pesquisa, que será possível alcançar um melhor apetrechamento e um mais rigoroso conhecimento metódico das nossas fontes originais do
Saber.
NOTA: Tendo-se esgotado esta edição, as distintas autoras escreveram um ´Dicionário` com o mesmo título, revisto e aumentado (´DICIONÁRIO DO LIVRO`), editado vinte anos após a edição aqui referida (2008), pela ´ALMEDINA` , de COIMBRA!
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quinta-feira, junho 16, 2011
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
«O ASSASSINATO DE TROTSKY» - NICHOLAS MOSLEY
«O ASSASSINATO DE TROTSKY»
NICHOLAS MOSLEY
TRADUÇÃO: FANI BARATZ MOREIRA DA COSTA
DISTRIBUIDORA RECORD
RIO DE JANEIRO - SÃO PAULO, 1972
TÍTULO ORIGINAL: «THE ASSASSINATION OF TROTSKY»
JOSEF SHAFTEL PRODUTIONS, 1972
É hoje ponto assente, o eminente papel de TROTSKY, que o tornou uma figura incontornável do século XX, na História, quer da Revolução Bolchevista Soviética, quer na História Geral! Essa história seria incompleta com a omissão desse seu relevante papel, haja a opinião ideológica que houver...
O que avulta e fica para a posteridade não são só as suas doutrinas, antes a personalidade histórica de um dos dirigentes da Revolução Russa e da espantosa organização militar do regime Bolchevista, na sua qualidade de COMISSÁRIO DO POVO PARA A GUERRA, que em teve como resultado levar à vitória sobre o inimigo Branco e sobre a intervenção estrangeira, na chamada guerra civil.
O seu valor histórico aumenta com o conhecimento das peripécias e agruras por que passou quando se travou na U.R.S.S. uma luta sem quartel pelo poder, que vai levá-lo ao exílio em ALMA-ATA, em 1928 e à expulsão em 1929! Depois de passar por França,... Noruega, (´O PLANETA SEM VISTO`), foi recebido no MÉXICO a convite do Presidente L. CARDENAS, em 1937!
Foi o MÉXICO o único país do mundo a oferecer asilo a L. TROTSKY, perseguido pelo ódio ilimitado do ditador ESTALINE e pelas terríveis maquinações da sua polícia política a ´O.G.P.U.` !
Baseado em fontes até aí inexploradas, este livro conta a extraordinária história dos últimos meses de TROTSKY no subúrbio da Cidade do México, COYACAN. A partir da primeira tentativa de assassinato chefiada pelo pintor mexicano ALFARO SIQUEIROS, esta obra reconstitui todos os sombrios factos, motivos e personagens que levaram ao assassinato de TROTSKY atingido no crâneo por um golpe dado com uma picareta de alpinista de cabo serrado, assassinato levado a cabo por Ramon Mercader, a 21 de Agosto de 1940, tendo a vítima enfrentado o criminoso apesar da massa encefálica que estava a perder!
Esta obra é um relato fidedigno e desapaixonado, que se pode ler como um documento histórico do mais alto valor. Prova disso foi o pedido ao Autor da parte do Realizador JOSEF LOSEY para escrever o ´script` do filme «O ASSASINATO DE TROSTSKY!
RICHARD BURTON NO PAPEL DE TROTSKY E ALAIN DELON NO DE ASSASSINO
SÃO OS PRINCIPAIS ACTORES DA PRODUÇÃO E A. LOSEY, COM ´SCRIPT` DO AUTOR DO LIVRO.
http://skocky-alcyone.blogspot.com/2010/05/da-noruega-ao-mexico-leon-trotsky.html
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quarta-feira, junho 15, 2011
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«A REVOLUÇÃO PSICANALÍTICA» - MARTHE ROBERT
«A REVOLUÇÃO PSICANALÍTICA»
MARTHE ROBERT (1914-1996)
TRADUÇÃO: JOSÉ M. LEBRE DE FREITAS
CAPA: ALDA ROSA e DUARTE NUNO SIMÕES
´PSICOLOGIA E PEDAGOGIA`
MORAES EDITORES
LISBOA, 1968
(410 Págs.)
TÍTULO ORIGINAL: «LA RÉVOLUTION PSYCHANALYTIQUE»
PAYOT
PARIS, 1964
A Autora, MARTHE ROBERT, foi uma consumada e excelente germanista, de quem se publicaram traduções de KLEIST, BÜCHNER, NIETZSCHE, GÖTHE e KAFKA.
Consagrou vários estudos a KAFKA tendo escrito um ensaio sobre LITERATURA, «L'ANCIEN ET LE NOUVEAU», que lhe valeu o prémio ´FÉMINA-VACARESCO`. Colaborou em várias revistas e na RÁDIO-
-TELEVISÃO FRANCESA, para a qual «A REVOLUÇÃO PSICANALÍTICA» foi originariamente concebida para uma série de emissões.
A presente obra é constituída por essa série de emissões radiofónicas que foram difundidas pelo canal nacional (França III) da RADIOTELEVISÃO francesa de 1 de Dezembro de 1962 a 30 de Julho de 1963. A
autora decidiu conservar-lhe a forma de apresentação e desenvolvimento exigida pelo seu destino original, completando-a porém com notas e as indispensáveis referências bibliográficas.
O texto em si não foi alterado, mas umas quantas vezes acrescido de citações. Os textos de FREUD e de certos autores alemães inéditos em FRANÇA foram traduzidos por MARTHE ROBERT.
Por conseguinte no presente livro, aborda a obra de FREUD, menos como especialista e ´técnica` do que com a sensibilidade de escritora e crítica. Consegue deste modo, expor claramente as ideias-
-mestras da teoria psicanalítica, reintegrar o grande sábio no meio intelectual da época e mostrar um novo aspecto da sua obra ao rever as influências literárias que lhe modelaram o estilo e formaram o pensamento.
A obra de FREUD, cujos volumes foram, na expressão do poeta KURT TUCHOLSKY, outros tantos ´dias que abalaram o mundo`, deve ao seu alcance revolucionário e à influência nunca vista que exerceu e exerce ainda hoje nos espíritos o lugar singular que ocupa na ciência.
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quarta-feira, junho 15, 2011
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terça-feira, 14 de junho de 2011
«GRANDES DERIVAS DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA» - MANUEL ANTUNES
«GRANDES DERIVAS DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA»
´LOGOS E PRAXIS`
MANUEL ANTUNES
EDIÇÕES BROTÉRIA
LISBOA, 1972
Esta obra do PROFESSOR MANUEL ANTUNES assinala, já em 1972, o facto de vivermos submersos numa torrente de informação. Em cada dia e mesmo em cada hora os chamados meios de comunicação social vão debitando nessa torrente novos caudais. Canalizar as águas, separá-las segundo os seus diversos graus de pureza e impureza, auscultar, com o ouvido no chão, de onde vem o rio e qual a sua direcção, eis aí tarefas indispensáveis mas nada cómodas de realizar.
Porque - nunca o podemos esquecer - a informação é uma indústria, é um comércio e é uma função social. Condicionada e condicionante, ela é-o sempre mas sobretudo em certos meios. É nestes que o ofício de triagem se torna particularmente árduo e difícil.
Reler aquilo que se leu, escutar aquilo que se ouviu, rever aquilo que se viu são imperativos para quem quiser conservar os seus dois primeiros sentidos acima da linha das águas.
Os ensaios que o Autor reuniu neste livro foram escritos com essa intenção pedagógica. Antes de mais, do autor para com o próprio autor. Depois, do autor para com o seu potencial leitor. Factos, representações, teorias. Eis o que estes ensaios pretendem apresentar, levar à compreensão e, na medida do possível, explicar.
Os materiais aqui coligidos, foram redigidos e publicados ao longo dos dez anos que precedem a data da publicação em livro - 1972; não são nem ´história` nem ´crónica` : o Autor pretende que sejam um pouco menos do que história e um pouco mais do que crónica.
1ª Parte: ´LOGOS`
2ª Parte: ´PRAXIS DOS GRANDES AUTORES`
3ª Parte: ´RETROSPECTIVA E PROSPECTIVA`
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terça-feira, junho 14, 2011
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
«FUTUROLOGIA» - Ciclo de conferências proferidas no Instituto Alemão em Lisboa
«FUTUROLOGIA»
Ciclo de conferências proferidas no
Instituto Alemão de Lisboa
por
GEORG NEES
HARTMUT BOSSEL
WOLFGANG WIESER
ROGÉRIO MARTINS
´EDIÇÃO PATROCINADA PELA SIEMENS`
LISBOA, 1973
ÍNDICE
- EMERGÊNCIA, COMPLEXIDADE TÉCNICA E AS POSSIBILIDADES DA FUTUROLOGIA, por
GEORG NEES
- FUTURO: A ARTE DE NÃO SUCUMBIR, por
HARTMUT BOSSEL
- ESTRATÉGIAS BIOLÓGICAS FRENTE AO FUTURO, por
WOFGANG WIESER
- A NOVA SOCIEDADE, por
ROGÉRIO MARTINS
BIBLIOGRAFIA
GEORG NEES nasceu em 1926. Estudou matemática e física. As suas primeiras obras gráficas datam de 1964 («Gráfica de Computador Generativa»). Seguiram-se esculturas por meio de computador e a película
«Vestígios significativos» . Em 1969 doutorou-se em Filosofia junto do Prof. MAX BENSE. Tornou-se catedrático de Informação sobre a Estruturação de Dados.
HARTMUT BOSSEL nasceu em 1935. De 1955 a 1961 estudou engenharia industrial aeronáutica. De 1961 a 1972 foi engenheiro de ensaios e investigações na indústria aeronáutica e na aeronáutica americana.
Professor em BERKELEY e SANTA BÁRBARA, CALIFÓRNIA.
Trabalhos e publicações científicas sobre: investigação de turbulências, matemática numérica, técnicas de medição por lazer, aproveitamento de detritos, e simulação dinâmica de processos sociais.
WOLFGANG WIESER nasceu em 1924. Estudou zoologia, antropologia e botânica. Douturou-se em 1951; esteve 3 anos na Suécia e 4 nos EUA, fazendo trabalhos sobre ecologia, fisiologia e cibernética.
Desde 1967 é catedrático de zoofisiologia. Ocupa-se da investigação das regulações de metabolismo e temperaturas. Entre outra obras, publicou «ORGANISMOS, ESTRUTURAS, MÁQUINAS» (1959).
«TEIA DA VIDA» (1959), «COSTAS» (1971), etc.
ROGÉRIO MARTINS nasceu em 1928. No IST, formou-se em engenharia electrotécnica. Aí exerceu docência de matemática e electrotécnica. De MARÇO de 1969 a Agosto de 1972 foi Secretário de Estado da Indústria.
Tem publicado vários trabalhos sobre temas de engenharia, administração de empresas e economia. Enquanto membro do Governo compilou em livro, intitulado «CAMINHOS DE UM PAÍS NOVO» , parte dos discursos proferidos.
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segunda-feira, junho 13, 2011
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domingo, 12 de junho de 2011
«HISTÓRIA DA LITERATURA ALEMû - Fritz Martini (2 Vols.)
´Das origens ao Classicismo`
´Do Romantismo à actualidade`
«HISTÓRIA DA LITERATURA ALEMû
Fritz Martini
Tradução e prefácio:
Manuela Pinto dos Santos
Ideias e Formas
Estúdios Cor
Lisboa, 1971
Vol I - (296 págs.)
Vol. II - (327 págs.)
Título original:
«Deutsche Literaturgeschichte`
Ninguém contesta o valor formativo da literatura alemã, tal como a pluralidade dos géneros cultivados pelos seus mais notáveis autores.
A acção orientadora , designadamente a partir da época clássica de Göthe e Schiller, exerceu uma
grande influência sobre a cultura dos outros povos devido à expressão igualmente superior na lírica, na epopeia, no drama e no romance.
Para isso contribuiu a significativa coincidência da sua posição geográfica no centro da Europa e do seu génio centralizador de influências do norte e do sul, do leste e do oeste.
Assim logrou, mercê de uma sábia conjugação de originalidade e de receptividade, realizar a síntese fecunda dos valores culturais e possibilidades expressivas que caracterizam a civilização ocidental!
O autor, ao escrever esta História, teve o propósito de orientar o estudioso a partir de alguns centros temáticos e característicos que vai revelando ao longo da obra. É uma visão de conjunto, mas aprofundada, que propicia a compreensão de directrizes estéticas e estilísticas, procurando condensar o máximo de informação em espaço relativamente pequeno, oferecendo deste modo, com invulgar penetração, uma descrição do fenómeno literário que constitui a língua alemã!...
«HISTÓRIA DA LITERATURA LATINA» - Enzo V. Marmorale (2 Vols.)
´Das origens à época de Augusto`
´Da época de Tibério à literatura Cristã`
«HISTÓRIA DA LITERATURA LATINA»
Enzo V. Marmorale
TRADUÇÃO: João Bartolomeu Júnior
História das Grandes Literaturas (3 e 4)
Estúdios Cor
Lisboa, 1974
Vol. I - (271 págs.)
Vol. II - (195 págs.)
Título original:
«Storia della Letteratura Latina
dalle origini a VI Secolo»
Luigi Loffredo Ed.
Nápoles
A História de Roma é, sem restrições, a história da civilização moderna, que na latina encontra a sua base mais sólida. As experiências das civilizações anteriores, incluindo a grega, teriam soçobrado em grande parte no esquecimento se Roma as não tivesse recolhido, completado e coordenado, fundindo-as ao calor do seu génio próprio.
Poderá de igual modo dizer-se que a história da literatura latina não é apenas a expressão literária dum povo, mas a história da literatura do mundo antigo que encontra nos escritores latinos admiráveis intérpretes e continuadores que imprimem no entanto um cunho específico às obras que produzem.
A querela sobre a originalidade da literatura grega e a falta de originalidade da literatura latina vai perdendo o sentido, na medida em que estudos recentes têm mostrado que também a Grécia, à semelhança dos outros povos, assimilou e aperfeiçoou formas e aquisições anteriores.
Deste modo como as civilizações orientais foram matéria de experiência para a Grécia, assim a Grécia foi matéria de experiência para Roma.
É precisamente o alto valor e as características da literatura latina que Enzo V. Marmorale, põe em relevo, ao estudar circunstaciadamente a sua evolução desde as origens até à época cristã!
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