É forte o homem que dispõe de alguns milhões. Mas é temível o homem que não tem necessidades, que não tem compromissos, que não tem medo, e que mantém o ânimo firme, o pensamento lúcido, o olhar justo e a mão desembaraçada!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
«A REVOLUÇÃO PSICANALÍTICA» - MARTHE ROBERT
«A REVOLUÇÃO PSICANALÍTICA»
MARTHE ROBERT (1914-1996)
TRADUÇÃO: JOSÉ M. LEBRE DE FREITAS
CAPA: ALDA ROSA e DUARTE NUNO SIMÕES
´PSICOLOGIA E PEDAGOGIA`
MORAES EDITORES
LISBOA, 1968
(410 Págs.)
TÍTULO ORIGINAL: «LA RÉVOLUTION PSYCHANALYTIQUE»
PAYOT
PARIS, 1964
A Autora, MARTHE ROBERT, foi uma consumada e excelente germanista, de quem se publicaram traduções de KLEIST, BÜCHNER, NIETZSCHE, GÖTHE e KAFKA.
Consagrou vários estudos a KAFKA tendo escrito um ensaio sobre LITERATURA, «L'ANCIEN ET LE NOUVEAU», que lhe valeu o prémio ´FÉMINA-VACARESCO`. Colaborou em várias revistas e na RÁDIO-
-TELEVISÃO FRANCESA, para a qual «A REVOLUÇÃO PSICANALÍTICA» foi originariamente concebida para uma série de emissões.
A presente obra é constituída por essa série de emissões radiofónicas que foram difundidas pelo canal nacional (França III) da RADIOTELEVISÃO francesa de 1 de Dezembro de 1962 a 30 de Julho de 1963. A
autora decidiu conservar-lhe a forma de apresentação e desenvolvimento exigida pelo seu destino original, completando-a porém com notas e as indispensáveis referências bibliográficas.
O texto em si não foi alterado, mas umas quantas vezes acrescido de citações. Os textos de FREUD e de certos autores alemães inéditos em FRANÇA foram traduzidos por MARTHE ROBERT.
Por conseguinte no presente livro, aborda a obra de FREUD, menos como especialista e ´técnica` do que com a sensibilidade de escritora e crítica. Consegue deste modo, expor claramente as ideias-
-mestras da teoria psicanalítica, reintegrar o grande sábio no meio intelectual da época e mostrar um novo aspecto da sua obra ao rever as influências literárias que lhe modelaram o estilo e formaram o pensamento.
A obra de FREUD, cujos volumes foram, na expressão do poeta KURT TUCHOLSKY, outros tantos ´dias que abalaram o mundo`, deve ao seu alcance revolucionário e à influência nunca vista que exerceu e exerce ainda hoje nos espíritos o lugar singular que ocupa na ciência.
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quarta-feira, junho 15, 2011
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terça-feira, 14 de junho de 2011
«GRANDES DERIVAS DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA» - MANUEL ANTUNES
«GRANDES DERIVAS DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA»
´LOGOS E PRAXIS`
MANUEL ANTUNES
EDIÇÕES BROTÉRIA
LISBOA, 1972
Esta obra do PROFESSOR MANUEL ANTUNES assinala, já em 1972, o facto de vivermos submersos numa torrente de informação. Em cada dia e mesmo em cada hora os chamados meios de comunicação social vão debitando nessa torrente novos caudais. Canalizar as águas, separá-las segundo os seus diversos graus de pureza e impureza, auscultar, com o ouvido no chão, de onde vem o rio e qual a sua direcção, eis aí tarefas indispensáveis mas nada cómodas de realizar.
Porque - nunca o podemos esquecer - a informação é uma indústria, é um comércio e é uma função social. Condicionada e condicionante, ela é-o sempre mas sobretudo em certos meios. É nestes que o ofício de triagem se torna particularmente árduo e difícil.
Reler aquilo que se leu, escutar aquilo que se ouviu, rever aquilo que se viu são imperativos para quem quiser conservar os seus dois primeiros sentidos acima da linha das águas.
Os ensaios que o Autor reuniu neste livro foram escritos com essa intenção pedagógica. Antes de mais, do autor para com o próprio autor. Depois, do autor para com o seu potencial leitor. Factos, representações, teorias. Eis o que estes ensaios pretendem apresentar, levar à compreensão e, na medida do possível, explicar.
Os materiais aqui coligidos, foram redigidos e publicados ao longo dos dez anos que precedem a data da publicação em livro - 1972; não são nem ´história` nem ´crónica` : o Autor pretende que sejam um pouco menos do que história e um pouco mais do que crónica.
1ª Parte: ´LOGOS`
2ª Parte: ´PRAXIS DOS GRANDES AUTORES`
3ª Parte: ´RETROSPECTIVA E PROSPECTIVA`
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skocky
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terça-feira, junho 14, 2011
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
«FUTUROLOGIA» - Ciclo de conferências proferidas no Instituto Alemão em Lisboa
«FUTUROLOGIA»
Ciclo de conferências proferidas no
Instituto Alemão de Lisboa
por
GEORG NEES
HARTMUT BOSSEL
WOLFGANG WIESER
ROGÉRIO MARTINS
´EDIÇÃO PATROCINADA PELA SIEMENS`
LISBOA, 1973
ÍNDICE
- EMERGÊNCIA, COMPLEXIDADE TÉCNICA E AS POSSIBILIDADES DA FUTUROLOGIA, por
GEORG NEES
- FUTURO: A ARTE DE NÃO SUCUMBIR, por
HARTMUT BOSSEL
- ESTRATÉGIAS BIOLÓGICAS FRENTE AO FUTURO, por
WOFGANG WIESER
- A NOVA SOCIEDADE, por
ROGÉRIO MARTINS
BIBLIOGRAFIA
GEORG NEES nasceu em 1926. Estudou matemática e física. As suas primeiras obras gráficas datam de 1964 («Gráfica de Computador Generativa»). Seguiram-se esculturas por meio de computador e a película
«Vestígios significativos» . Em 1969 doutorou-se em Filosofia junto do Prof. MAX BENSE. Tornou-se catedrático de Informação sobre a Estruturação de Dados.
HARTMUT BOSSEL nasceu em 1935. De 1955 a 1961 estudou engenharia industrial aeronáutica. De 1961 a 1972 foi engenheiro de ensaios e investigações na indústria aeronáutica e na aeronáutica americana.
Professor em BERKELEY e SANTA BÁRBARA, CALIFÓRNIA.
Trabalhos e publicações científicas sobre: investigação de turbulências, matemática numérica, técnicas de medição por lazer, aproveitamento de detritos, e simulação dinâmica de processos sociais.
WOLFGANG WIESER nasceu em 1924. Estudou zoologia, antropologia e botânica. Douturou-se em 1951; esteve 3 anos na Suécia e 4 nos EUA, fazendo trabalhos sobre ecologia, fisiologia e cibernética.
Desde 1967 é catedrático de zoofisiologia. Ocupa-se da investigação das regulações de metabolismo e temperaturas. Entre outra obras, publicou «ORGANISMOS, ESTRUTURAS, MÁQUINAS» (1959).
«TEIA DA VIDA» (1959), «COSTAS» (1971), etc.
ROGÉRIO MARTINS nasceu em 1928. No IST, formou-se em engenharia electrotécnica. Aí exerceu docência de matemática e electrotécnica. De MARÇO de 1969 a Agosto de 1972 foi Secretário de Estado da Indústria.
Tem publicado vários trabalhos sobre temas de engenharia, administração de empresas e economia. Enquanto membro do Governo compilou em livro, intitulado «CAMINHOS DE UM PAÍS NOVO» , parte dos discursos proferidos.
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segunda-feira, junho 13, 2011
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domingo, 12 de junho de 2011
«HISTÓRIA DA LITERATURA ALEMû - Fritz Martini (2 Vols.)
´Das origens ao Classicismo`
´Do Romantismo à actualidade`
«HISTÓRIA DA LITERATURA ALEMû
Fritz Martini
Tradução e prefácio:
Manuela Pinto dos Santos
Ideias e Formas
Estúdios Cor
Lisboa, 1971
Vol I - (296 págs.)
Vol. II - (327 págs.)
Título original:
«Deutsche Literaturgeschichte`
Ninguém contesta o valor formativo da literatura alemã, tal como a pluralidade dos géneros cultivados pelos seus mais notáveis autores.
A acção orientadora , designadamente a partir da época clássica de Göthe e Schiller, exerceu uma
grande influência sobre a cultura dos outros povos devido à expressão igualmente superior na lírica, na epopeia, no drama e no romance.
Para isso contribuiu a significativa coincidência da sua posição geográfica no centro da Europa e do seu génio centralizador de influências do norte e do sul, do leste e do oeste.
Assim logrou, mercê de uma sábia conjugação de originalidade e de receptividade, realizar a síntese fecunda dos valores culturais e possibilidades expressivas que caracterizam a civilização ocidental!
O autor, ao escrever esta História, teve o propósito de orientar o estudioso a partir de alguns centros temáticos e característicos que vai revelando ao longo da obra. É uma visão de conjunto, mas aprofundada, que propicia a compreensão de directrizes estéticas e estilísticas, procurando condensar o máximo de informação em espaço relativamente pequeno, oferecendo deste modo, com invulgar penetração, uma descrição do fenómeno literário que constitui a língua alemã!...
«HISTÓRIA DA LITERATURA LATINA» - Enzo V. Marmorale (2 Vols.)
´Das origens à época de Augusto`
´Da época de Tibério à literatura Cristã`
«HISTÓRIA DA LITERATURA LATINA»
Enzo V. Marmorale
TRADUÇÃO: João Bartolomeu Júnior
História das Grandes Literaturas (3 e 4)
Estúdios Cor
Lisboa, 1974
Vol. I - (271 págs.)
Vol. II - (195 págs.)
Título original:
«Storia della Letteratura Latina
dalle origini a VI Secolo»
Luigi Loffredo Ed.
Nápoles
A História de Roma é, sem restrições, a história da civilização moderna, que na latina encontra a sua base mais sólida. As experiências das civilizações anteriores, incluindo a grega, teriam soçobrado em grande parte no esquecimento se Roma as não tivesse recolhido, completado e coordenado, fundindo-as ao calor do seu génio próprio.
Poderá de igual modo dizer-se que a história da literatura latina não é apenas a expressão literária dum povo, mas a história da literatura do mundo antigo que encontra nos escritores latinos admiráveis intérpretes e continuadores que imprimem no entanto um cunho específico às obras que produzem.
A querela sobre a originalidade da literatura grega e a falta de originalidade da literatura latina vai perdendo o sentido, na medida em que estudos recentes têm mostrado que também a Grécia, à semelhança dos outros povos, assimilou e aperfeiçoou formas e aquisições anteriores.
Deste modo como as civilizações orientais foram matéria de experiência para a Grécia, assim a Grécia foi matéria de experiência para Roma.
É precisamente o alto valor e as características da literatura latina que Enzo V. Marmorale, põe em relevo, ao estudar circunstaciadamente a sua evolução desde as origens até à época cristã!
sábado, 11 de junho de 2011
«HISTÓRIA DA LITERATURA GREGA» - ´No Pensamento e na Arte` - Augusto Mancini (2 Volumes)
Dos poemas homéricos aos historiadores da idade ática
Dos filósofos da idade ática ao período helenístico
«HISTÓRIA DA LITERATURA GREGA»
´No Pensamento e na Arte`
Augusto Mancini
Versão do Italiano
e Apêndice Bibliográfico do
Professor Dr. Giacinto Manuppella
2 Volumes
Vol I - (261 págs.)
Vol. II - (284 págs.)
História das Grandes Literaturas (1 e 2)
Estúdios Cor
Lisboa1973
Título original:
«Storia della Letteratura Greca
nel Pensiero e nella'Arte»
Soc. Ed. G. C. Sansoni
Florença
Se à literatura grega fornecem o seu contributo as múltiplas populações da Hélada e das colónias disseminadas pelo Mediterrâneo e, a partir de Alexandre Magno, os países helenizados do Oriente, a verdade é que ela constitui o primeiro grande antepassado da literatura moderna do Ocidente.
O ´milagre grego` não significa uma criação a partir do nada, mas uma criação cuja originalidade reside na maneira como a Grécia soube incorporar na sua própria civilização, dando-lhes feição nova, os elementos que as outras lhe forneceram. E é nesta ´originalidade` que a Europa primeiro se reconhece.
O espírito da literatura grega só voltará a revelar-se em pleno Humanismo; e, depois de séculos de um suposto esquecimento, tornará a viver com o livre afirmar-se de um novo humanismo, não apenas literário, e com a renovação da investigação científica em base filológica e histórica.
Esta «História da Literatura Grega» fornece-nos um panorama completo rico e claro das grandes criações do espírito grego, da poesia à oratória, da história à comédia, da filosofia à tragédia!
«HISTÓRIA DA LITERATURA GREGA»
´No Pensamento e na Arte`
Augusto Mancini
Versão do Italiano
e Apêndice Bibliográfico do
Professor Dr. Giacinto Manuppella
2 Volumes
Vol I - (261 págs.)
Vol. II - (284 págs.)
História das Grandes Literaturas (1 e 2)
Estúdios Cor
Lisboa1973
Título original:
«Storia della Letteratura Greca
nel Pensiero e nella'Arte»
Soc. Ed. G. C. Sansoni
Florença
Se à literatura grega fornecem o seu contributo as múltiplas populações da Hélada e das colónias disseminadas pelo Mediterrâneo e, a partir de Alexandre Magno, os países helenizados do Oriente, a verdade é que ela constitui o primeiro grande antepassado da literatura moderna do Ocidente.
O ´milagre grego` não significa uma criação a partir do nada, mas uma criação cuja originalidade reside na maneira como a Grécia soube incorporar na sua própria civilização, dando-lhes feição nova, os elementos que as outras lhe forneceram. E é nesta ´originalidade` que a Europa primeiro se reconhece.
O espírito da literatura grega só voltará a revelar-se em pleno Humanismo; e, depois de séculos de um suposto esquecimento, tornará a viver com o livre afirmar-se de um novo humanismo, não apenas literário, e com a renovação da investigação científica em base filológica e histórica.
Esta «História da Literatura Grega» fornece-nos um panorama completo rico e claro das grandes criações do espírito grego, da poesia à oratória, da história à comédia, da filosofia à tragédia!
«A CIVILIZAÇÃO GREGA» - André Bonnard (3 Volumes)
Vol. 1, ´Da Ilíada ao Pártenon`
Vol. 2 ´De Antígona a Sócrates`
Vol. 3 ´De Eurípedes a Alexandria`
«A CIVILIZAÇÃO GREGA»
André Bonnard
1.º Volume: ´Da Ilíada ao Pártenon` (280 págs.)
2.º Volume: ´De Antígona a Sócrates` (364 págs.)
3.º Volume: ´De Eurípedes a Alexandria` (396 págs.)
Tradução de José Saramago (Prémio Nobel)
Ideias e Formas - 2 - 4 - 7 (Volumes 1 - 2 - 3)
Estúdios Cor
Lisboa - 1968 e 1972
Título original: «Civilisation Grecque»
´De l'Iliade au Parthénon
´D'Antigone à Socrate`
´D'Euripide a Alexandrie`
La Guilde du Livre et Éditions Clairefontaine
Lausanne
Suisse
Uma singular panorâmica dos séculos prodigiosos da vida helénica e uma ´explicação` do nosso tempo. Nesta obra, de um dos maiores helenistas do século XX, temos ocasião de saborear a satisfação intelectual de ver ressuscitar a Grécia antiga diante dos nossos olhos deslumbrados; veremos transformarem-se em homens vivos o que era figuras de museu, veremos ganhar cor e movimento aquilo que parecia ressequido pela fria erudição e, acima de tudo, e por mais inesperado que pareça, iluminados alguns dos mais graves problemas hodiernos.
O autor elabora uma agudíssima análise da tragédia ´Antígona de Sófocles` , e para fechar faz um admirável estudo sobre a vida de Sócrates. Entre uma e outro, André Bonnard traça o quadro fascinante de um esplendoroso período da história grega: os escultores do mármore e do bronze, o nascimento da ciência, com Tales e Demócrito, a luta com o ´destino` , representada por Sófocles em ´Édipo` , a poesia de Píndaro, as viagens de Heródoto, os primeiros passos da Medicina e o grande Hipócrates, o riso ora jovial, ora amargo de Aristófanes.
Entre a ´Medeia`de Eurípedes com que começa a despedir-se o fulgor da tragédia clássica, e ´Dáfnis e Cloe`, anunciador do filão romanesco que chegou aos nossos dias, desenvolve-se o volume final.
Num derradeiro momento, como quem descobre ter ficado por dizer a palavra definitiva, André Bonnard consagra o último capítulo do livro a Epicuro, como homenagem a um grande espírito para quem a salvação terrena dos homens representava a tarefa quotidianamente realizada e começada desses mesmos homens!
Distante no tempo, mas actual no interesse que desperta no homem de hoje, a civilização grega é um dos mais puros ´lugares` de convívio humano...
No melhor e no pior, os GREGOS antigos trazem até nós a sua parte de responsabilidade!...
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