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domingo, 5 de junho de 2011

ESTALINISMO - «LES STALINIENS» - `UNE EXPERIENCE POLITIQUE` (1944-1956) - DOMINIQUE DESANTI - «OS ESTALINISTAS»

         DESILUDIDA PELO ESMAGAMENTO DE BUDAPESTE, ESTA EX-MILITANTE COMUNISTA, 
        DEDICA A SUA OBRA «AOS QUE ACREDITARAM QUE: ´OS ESTALINISTAS SÃO HOMENS 
          DE TIPO NOVO EM TODO O ESPLENDOR DA SUA DIGNIDADE HUMANA` (Malenkov)»






       «LES STALINIENS»
´UNE EXPERIENCE POLITIQUE`
            1944 / 1956
   DOMINIQUE DESANTI
LIBRAIRIE ARTHÈME FAYARD, 1975.
       («OS ESTALINISTAS»)




Esta experiência, é o romance vivido da guerra fria.
Experiência de um tempo no qual, centenas de milhar de franceses viram no comunismo «os amanhãs que cantam».
A autora, jornalista comunista, viveu esta época na qualidade de militante e de testemunha. Assistiu aos primeiros grandes processos nas democracias populares. Conversou com TITO e DIMITROV !
Qual a causa que a levou a si e aos seus camaradas a aprovar os veredictos e justificado até aos menores pormenores a ´linha`do seu Partido?
Por que, como, quando MOSCOVO denunciou os crimes de ESTALINE enviou os seus tanques contra as multidões de BUDAPESTE?...
Qual a razão de muitos militantes franceses  terem rompido com aquilo que era a sua razão de viver e a sua esperança?
Escrita com 18 anos de recuo, esta auto-crítica traça sem azedume a experiência ´vivida`de uma geração!

sábado, 4 de junho de 2011

UTOPIA - «LOS SOCIALISTAS UTÓPICOS» - (`OS SOCIALISTAS UTÓPICOS`) - DOMINIQUE DESANTI



«LOS SOCIALISTAS UTÓPICOS»
  DOMINIQUE DESANTI
TRADUÇÃO: IGNACIO VIDAL
CAPA: «ILHA DA UTOPIA» segundo THOMAS MORUS
EDITORIAL ANAGRAMA
BARCELONA, 1973
ISBN: 84-339-0112-5
Depósito Legal: B. 22554 - 1973
TÍTULO ORIGINAL: «LES SOCIALISTES DE L'UTOPIE»
PAYOT
PARIS, 1970




UTOPIA: não há lugar, sem lugar, traduz QUEVEDO no prólogo à versão, já então expurgada pelo SANTO OFÍCIO, que em 1627 fez Don Jerónimo António de Medina y Porres da obra de THOMAS MORUS.
«Ver-se-à que desde há muito tempo o mundo possui o sonho de uma coisa da qual só lhe falta ter a consciência para realmente a possuir», escreveu, em Setembro de 1843 KARL MARX a RUGE.
Porém este facto não o impediu de qualificar de ´UTOPISTAS` os homens que desde finais do século XVIII até meados do XIX, procuravam achar um lugar, tanto na Terra como na consciência dos homens, para este sonho irrealizado, e ergueu-lhes uma barreira face aos socialistas que seguiam a sua teoria, únicos classificados como científicos. dialécticos e materialistas.
Durante muito tempo o anátema produziu efeito e relegou a sua obra apenas à atenção de especialistas, eruditos e curiosos.; porém desde a explosão do MAIO de 68 em França e do movimento ´HIPPY` o interesse em relação ao ´SOCIALISMO UTÓPICO` é cada vez maior, como o demonstra a profusa literatura e prática sobre novos projectos e realizações de comunas e falanstérios.
DOMINIQUE DESANTI, autora também de um interessante livro sobre a ´INTERNACIONAL COMUNISTA`,
estuda com minúcia e simpatia a vida e a obra dos homens que desde BABEUF até OWEN, passaram por FOURIER, SAIN-SIMON, CABET e outros, que assinalaram as diferentes etapas e evoluções do ´SOCIALISMO UTÓPICO` , incluindo também nesta obra, no final de enorme valor, uma antologia dos seus textos, na maioria inéditos ou publicados em antigas edições de encontro difícil!...

«A NOVA HISTÓRIA» (´DICIONÁRIO`) - DIRECÇÃO: JACQUES LE GOFF, ROGER CHARTIER e JACQUES REVEL




«A NOVA HISTÓRIA»
DIRIGIDA POR

JACQUES LE GOFF
ROGER CHARTIER
JACQUES REVEL

PHILLIPE ARIÈS, GUY BOIS, ANDRÉ BURGUIÈRE, JEAN LACOUTURE
JEAN-MARIE PESEZ, EVELYNE PATLAGEAN, KRZYSZTOF POMIAN,
JEAN CLAUDE-SCHMITT, MICHEL VOVELLE

TRADUÇÃO: MARIA HELENA ARINTO e ROSA ESTEVES
LIVRARIA ALMEDINA
COIMBRA, 1990
Depósito legal N.º 34855/90
591 Páginas
TÍTULO ORIGINAL: «LA NOUVELLE HISTOIRE»
RETZ - C.E.P.L.
PARIS, 1978

Constituem este dicionário de nova história:
10 artigos essenciais e
120 vocábulos ordenados por ordem alfabética!

OS 10 ARTIGOS ESSENCIAIS:

1. A ANTROPOLOGIA HISTÓRICA por ANDRÉ BURGUIÈRE
2. A HISTÓRIA DA CULTURA MATERIAL por JEAN-MARIE PESEZ
3. A HISTÓRIA DAS ESTRUTURAS por KRZYSZTOF POMIAM
4. A HISTÓRIA NOVA por JACQUES LE GOFF
5. A HISTÓRIA DO IMAGINÁRIO por EVELYN PATLAGEAN
6. A HISTÓRIA IMEDIATA por JEAN LACOUTURE
7. A HISTÓRIA E A LONGA DURAÇÃO por MICHEL VOVELLE
8. A HISTÓRIA DOS MARGINAIS por JEAN-CLAUDE SCHMITT
9. MARXISMO E HISTÓRIA NOVA por GUY BOIS
10. A HISTÓRIA DAS MENTALIDADES por PHILIPPE ARIÈS

«INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO NOSSO TEMPO» -(´DO ANTIGO REGIME AOS NOSSOS DIAS`) - RENÉ RÉMOND





«INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO NOSSO TEMPO»
` ´DO ANTIGO REGIME AOS NOSSOS DIAS`
TRADUÇÃO: TERESA LOUREIRO
REVISÃO CIENTÍFICA DE:
JORGE MIGUEL PEDREIRA (DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS DA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA)
CAPA: ARMANDO LOPES
GRADIVA - PUBLICAÇÕES, LDA
1ª EDIÇÃO: Setembro de 1994
Depósito legal n.º 79545/94
TÍTULO ORIGINAL: «INTRODUCTION À L'HISTOIRE DE NOTRE TEMPS»
ÉDITIONS DU SEUIL, 1974 e 1989


O estudo do passado encontra a sua razão de ser na contribuição que traz à compreensão das situações e das questões , das forças e das mentalidades que compõem o mundo de hoje. Sendo assim conviria recuar até aos primeiros frémitos que anunciam a convulsão revolucionária do século XVIII.
A REVOLUÇÃO FRANCESA de 1789 certamente, mas também a vaga revolucionária que assola o mundo Ocidental no último quartel do século e que tem origem na Declaração de Independência dos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, em 1776.
Porém, como o significado de uma mudança só pode apreciar-se pela referência ao estado precedente e a apreciação do efeito de uma revolução está subordinada à comparação com o regime que derruba, é forçoso recordar os traços essenciais da sociedade do ANTIGO REGIME. Aqui reside a razão pela qual esta obra tem aproximadamente como ponto de partida, os meados do século XVII.
São então um pouco mais de duzentos anos, ou seja, a duração de seis ou sete gerações, que constituem a matéria e medem a extensão desta síntese. Dois séculos ao longo dos quais o rosto do mundo, a composição das sociedades, as condições de vida e talvez mesmo as mentalidades e as sensibilidades mudaram mais que durante os milénios anteriores!...

O objectivo deste livro é precisamente, estudar o passado em função do presente - e mesmo do futuro 
- , oferecendo uma síntese dos principais factos históricos dos dois últimos dois séculos e meio! :

Quais as causas da REVOLUÇÃO FRANCESA e de que forma mudou esta o resto do mundo? Que é o liberalismo? Qual a melhor definição de democracia? Por que surgiu o Socialismo? E o nacionalismo?
Que aconteceu para que quase todos os países da Europa se tenham envolvido na GRANDE GUERRA (1914-1918), denominada PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL? Quais as características do FASCISMO e do COMUNISMO? Como se tornou o JAPÃO a importante potência económica que é hoje? O mundo Árabe constituirá realmente uma ameaça? Como será a Europa do século XXI?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

REICH e FREUD - «REICH PARLE DE FREUD» - (´REICH FALA DE FREUD`)

«Deixei para trás uma época que apenas assimilou uma pequena parte do sistema de pensamento de FREUD, tendo lançado pela borda fora a sua coragem ao defender o seu ponto de vista, a sua ligação a verdades de base, o seu profundo sentido da justiça - noutras palavras, renunciando ao estudo fundamental das emoções humanas em proveito de considerações mesquinhas tais a ´carreira` , lucros fáceis, reconhecimento pelas instituições que ficam a dever a sua existência ao temor em abordar de frente os factos da vida que de um modo errado pretendem revelar»
                                                                                                       WILHELM REICH, 1954




 «REICH PARLE DE FREUD»
´WILHEM REICH DISCUTE DE SON OEUVRE ET
DE SES RELATIONS AVEC FREUD`
(«REICH FALA DE FREUD»)
( ´WILHEM REICH DISCUTE ACERCA SA SUA OBRA
E DAS SUAS RELAÇÕES COM FREUD`)
EDITADO POR MARY HIGGINS
ET CHESTER M. RAPHAEL, M.D.
TRADUZIDO DO AMERICANO POR PIERRE KAMNITZER
PAYOT
PARIS, 1972
TÍTULO ORIGINAL: « REICH SPEAKS OF FREUD»
MARY BODY HIGGINS AS TRUSTEE OF THE WILHELM REICH INFANT




Esta obra singular consiste essencialmente numa longa entrevista de WILHELM REICH a um representante dos ´ARQUIVOS SIGMUND FREUD` (Dr. E.) que teve lugar a 18 e 19 de Outubro de 1952 na ´villa` «ORGONON» , em RANGERY, MAINE (EUA). 
Publicada aqui pela primeira vez, este documento sincero e profundamente humano, dá a conhecer aos leitores a explicação esperada há muito tempo acerca das relações entre REICH e FREUD!


REICH, expõe de um modo simultaneamente simples e conciso quais as consequências das relações que para REICH foram sem dúvida dramáticas no plano pessoal, porém incontestavelmente proveitosas sob o ponto de vista científico. O leitor fica deste modo na posse de dados que lhe permitem tomar posição quanto ao desfecho do conflito.


REICH explica como cunhou uma expressão para exprimir de modo sucinto o seu conceito de ´peste emocional` ou ´carácter pestífero` , que refere em «ESCUTA, ZÉ NINGUÉM! » : «MODJU» !...
«MODJU» é sinónimo de ´PESTE EMOCONAL` OU ´CARÁCTER PESTÍFERO` que se serve da ´calúnia`e da ´insinuação pérfida` para combater a vida e a verdade. REICH afirma que este nome de «MODJU» ficará para o fim do século e até pata além!
Mas afinal o que significa a escolha desse conjunto de letras? Deriva de «MOCENIGO», personagem desprezível que, no século XVI, entregou um grande sábio aos INQUISIDORES. Esse sábio chamava-se GIORDANO BRUNO! Temos assim «MO-cenigo»! Quanto a «DJU» é «DJUGACHVILI», é ESTALINE! De aí a expressão: «MODJU» !!!...



«ESCUTA, ZÉ NINGUÉM ! » - WILHELM REICH

                   AMOR, TRABALHO E SABEDORIA SÃO AS FONTES DA NOSSA VIDA.
                                                   DEVIAM TAMBÉM GOVERNÁ-LA



«ESCUTA,  ZÉ NINGUÉM ! »
 WILHEM REICH
TRADUÇÃO: MARIA DE FÁTIMA BIVAR
CAPA: FERNADO FELGUEIRAS
1ª edição, Maio de 1972
2ª edição, Março de 1974
3ª edição, Maio de 1974
4^edição. Abril de 1975
5ª edição, Dezembro de 1975
VIRAGEM 1
PUBLICAÇÕES DOM QUIXOTE
TÍTULO ORIGINAL: «Rede an den kleinen Mann»
Mary Boyd Higgins, administradora do WILHELM REICH INFANT TRUST
EDITOR ORIGINAL: ´The Noonday Press` , Nova Iorque




´ESCUTA, ZÉ NINGUÉM!` não é um documento científico, mas humano. Foi escrito no Verão de 1946, para os arquivos do ´INSTITUTO ORGONE` , sem que se pensasse, então, em publicá-lo. Resultou da luta interior de um cientista e médico que, durante décadas, passou pela experiência, a princípio ingénua, depois cheia de espanto e, finalmente, de horror, do que o ZÉ NINGUÉM, o homem comum, é capaz de fazer de si próprio, de como sofre e se revolta, das honras que tributa aos seus inimigos e do modo como assassina os seus amigos. Sempre que chega ao poder como «representante do povo» , aplica-o mal e transforma-o em qualquer coisa ainda mais cruel do que o sadismo que outrora suportava por parte dos elementos das classes anteriormente dominantes.
´ESCUTA, ZÉ NINGUÉM!? representa uma resposta silenciosa à intriga e à difamação. Ao ser escrito, ninguém podia compreender que certas entidades governamentais com missão de proteger a saúde pública fossem capazes em conluio com politiqueiros, de atacar o trabalho de investigação do INSTITUTO ORGONE. a tentativa no ambiente de peste emocional de 1947, de destruir o INSTITUTO (não com provas de erro ou crime, mas atacando a sua honra) levou a publicar, como documento histórico, ´ESCUTA, ZÉ NINGUÉM!`.
As circunstâncias mostravam ser necessário, ao homem comum, saber o que se passa nos bastidores de um laboratório científico e , ao mesmo tempo, verificar o que pensa a seu respeito um psiquiatra experiente. Que conheça a realidade, único modo de vencer a desastrosa paixão pelo poder que tanto o obceca. Que lhe seja dito, sem rebuço, que responsabilidade assume, quando trabalha, ama, odeia ou difama. Que entenda como se chega ao fascismo, negro ou vermelho, ambos igualmente perigosos para a segurança dos vivos e para a protecção dos nossos filhos. Isso, não apenas porque tais ideologias vermelhas ou negras, são intrinsecamente assassinas, mas também por transformarem crianças saudáveis em adulto mutilados, autómatos e moralmente dementes.
Pois dão preferência ao Estado sobre a justiça, à mentira sobre a verdade, à guerra sobre a vida. Para o educador, para o médico, existe apenas uma fidelidade: ao que há de vivo na criança e no doente. Se esta fidelidade for estritamente respeitada, até os grandes problemas da «política» externa encontram uma solução simples.
Esta «conversa» não pretende apresentar receitas existenciais. Simplesmente, descreve as tempestades emocionais por que passa um homem produtivo e satisfeito, Não visa convencer, aliciar ou conquistar ninguém. Visa, sim, retratar a experiência, como um guache pinta uma tempestade. O leitor não é chamado a testemunhar-lhe simpatia. Pode ler ou não ler. Não encerra quaisquer intenções ou programas. Visa unicamente facultar ao pesquisador e ao pensador o direito ao sentimento e à reacção pessoal, nunca disputado ao poeta e ao filósofo. É um protesto contra os desígnios secretos e ignotos da peste emocional que, bem entricheirada e em segurança, vem capciosamente envenenando o investigador honesto e estrénuo com as suas setas ervadas. Mostra como é a peste emocional (o carácter pestífero), como funciona e entrava o progresso. Testemunha ainda a confiança na inexplorada riqueza que se oculta na «natureza humana». pronta a servir as esperanças do homem!...



quinta-feira, 2 de junho de 2011

«A BOA SOCIEDADE» - ´Sobre a Reconstrução da Filosifia Política` - Vittorio Possenti




             «A BOA SOCIEDADE»
´Sobre a Reconstrução da Filosofia Política`
Tradução: Natércia Maria Mendonça
Capa: Paula Calheiros e José Soalheiro
Fotografia da Capa: Augusto da Conceição Silva
Revisão: Manuel Maria Rosa
Colecção Estudos e Ensaios
IDL - Instituto Amaro da Costa
311 Págs.
LISBOA, 1986
Depósito legal: Nº 12935/86
Título original:
«La Buona Società» - ´Sulla 
Riconstruzione della Filosofia Politica`
Vita e Pensiero
Publicazioni dell'Università 
Cattolica del Sacro Cuore 
Milão, 1983




«Há muito tempo que a filosofia política se debate com graves dificuldades, pelo que cada vez mais, se põe em dúvida a sua existência. Seria pagar tributo à melancolia alinhar ordenadamente citações extraídas de escritos de numerosos autores contemporâneos, todos concordantes em afirmar o desaparecimento, por agora, da filosofia política, uma das mais nobres e antigas disciplinas que, nos universos filosóficos clássico e moderno, brilhou sempre pela sua vigorosa presença.
A filosofia política vive hoje na cultura numa condição paradoxal que se diria criada expressamente para intensificar, para além de toda a opinião, a investigação e a inquietação do pensamento e não para o conservar numa condição subliminar.

A crise da filosofia política é um aspecto importante da mais geral e já não nova crise do Ocidente. As dificuldades do Ocidente encontram inequívoca expressão na sua cultura, que vai perdendo as sua qualidades próprias, a consciência da sua própria missão e aquela abertura universal que a tornou, durante muitos séculos, um coeficiente fundamental da aceleração da história. A vocação específica da cultura ocidental era a de se estender a si mesma e ao seu próprio futuro não como algo de particular e de ´idiomático` , mas como morada universal, onde o futuro se projectava como futuro de toda a humanidade. O Ocidente está habituado a compreender-se como portador de valores e fins para todos e, por isso, como promotor de civilização; acreditava no progresso para uma prosperidade sempre maior que, por sua vez, tornaria possível a obtenção da liberdade e da justiça numa sociedade alargada cada vez mais a todos os seres humanos, onde cada um é livre e igual aos outros.

O objectivo da presente obra é o de desenvolver algumas problemáticas consideradas essenciais num processo de reabilitação  e de reconstrução científica da filosofia política: a crise da filosofia política não é secundária e periférica, inverte mesmo, completamente, os seus fundamentos, suprimidos os quais desaparece a possibilidade de um conhecimento filosófico do facto político. É pois natural, e até necessário, que as tentativas de recuperação da filosofia política se concentrem nos conceitos e categorias, sobre os quais se ergue o seu edifício cognoscitivo.

Um livro de filosofia nasce para expor o que atormenta intelectualmente pessoas tais o autor deste livro, que escreve sobretudo para se esclarecer e porque confessa estar insatisfeito com as soluções correntemente apresentadas. Legitimamente tem o desejo de persuadir quem o ler; este objectivo, contudo, apesar de importante, seria secundário, isto é, consecutivo à exigência imperiosa da busca e da conquista de um satisfatório consenso!


INDICE

I. A CRISE DA FILOSOFIA POLÍTICA
II. POLÍTICA E FILOSOFIA POLÍTICA
III. CIÊNCIA E FILOSOFIA NA POLÍTICA
IV. RACIONALIDADE DO POLÍTICO, BEM E VALOR
V. VICISSITUDES DA FILOSOFIA POLÍTICA
VI. CRISTIANISMO E POLÍTICA
VII. FORMA E CATEGORIAS POLÍTICAS


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