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domingo, 6 de fevereiro de 2011

«CRUZ NEGRA» o ´El Sumario de la Conspiración Contra el Libano»




«CRUZ NEGRA»
´OU O RELATO COM NARRAÇÃO E SUMÁRIO DA CONSPIRAÇÃO CONTRA O LÍBANO`
`UNIÃO SOCIALISTA ÁRABE` (FORMAÇÃO NASSERIANA)
Livro traduzido nos seguintes idiomas: 
Frandês, Inglês e Espanhol
Beirute, Julho de 1976
299 págs.


Esta obra repleta de ´informação` e ´pródiga` em imagens, a preto e branco bem como a cor, procura
narrar a ´Guerra Civil` no Líbano, de 1968 a 1975!


Começa em grandes parangonas por afirmar:
´ESTE LIVRO REFECTE:  - AS DIMENSÕES DA CONSPIRAÇAO URDIDA CONTRA A NOSSA NAÇÃO ÁRABE - O SEU IMPACTO E TODO O SEU HORROR. QUEREMOS QUE ESTE LIVRO
SEJA UMA IMAGEM FIEL E COMOVEDORA DE NOSSAS TERRÍVEIS VIVÊNCIAS`


União Socialista Árabe, Formação Nasseriana.


O livro manipula de modo faccioso os acontecimentos decorridos entre 1968 e 1975 no Líbano, país à época de maioria Cristã e por isso a Constituição dispunha que se o Presidente da República fosse cristão, o Primeiro Ministro seria Muçulmano, e vice-versa!
Acontece que tendo já havido grades tensões nesse país, com a intervenção de Nasser, no tempo da famosa ´República árabe Unida` , formada no ano de 1958  entre o Egipto e a Síria, tendo findado em 1961, com o EGIPTO a continuar a usar essa designação até 1971!...
Apesar da enorme cópia de transcrição de ´documentos`, para não falar de imagens (!) , é evidente que é uma obra de propaganda à maneira da ´Agit Prop` Soviética!
Como em 1968 a Organização de Libertação da Palestina (OLP) invadisse o Líbano, aqui na obra entende-se que o Líbano, para além de aceitar o facto com agrado ainda deveria permitir que essa organização fosse quem dirigia o Líbano! Tratava-se de fazer pender o Líbano para o lado que agradava a Nasser e também a Moamar Ghadafi, bem como à OLP, que nesse país encontraria ´santuário` na sua luta contra o Estado de Israel!
Havia dois interesses, acabar com a Constituição, que protegia a maioria relativa Cristã, que é denominada de ´Seita` Maronita (!) e dar à OLP, em tudo obediente a Nasser, um modo de dominar o Líbano...
Além destas intenções haveria a possibilidade de ficar com fronteira com a Síria que Nasser odiava
desde 1961 e ainda mais a partir de 1963 quando o ´Baas` tomou o poder na Síria!
Os Cristãos defenderam-se e por vezes a ´Falange` exagerou... Porém a Síria acabou por intervir tendo havido um cordial encontro entre o Presidente sírio Hafez al-Aassad com o Presidente libanês Suleiman Franjieh, em 1975, facto que vem acabar com a ´esperança` acarinhada por Nasser e a OLP!
O grande dirigente socialista ´Druzo` libanez, Kamal Jumblat é ignorado no corpo da obra, surgindo apenas num fotografia! Infelizmente seria asssacinado em 1977...
Frustradas as intenções de dominar o Líbano, surgem acusações ao ´Sionismo` , refere-se a obra do jornalista indiano R. K. Karanjia, e a sua afirmação do punhal cravado por Israel na Nação Árabe, o que de facto é afirmado numa sua obra ´ISRAEL IS  A DAGGER IN ARABS´ BODY` , porém designando
o livro por «O PUNHAL DE ISRAEL»...
Em suma toda a narrativa, agravada pelo encontro dos dois presidentes, termina com um capitulo, o ´Oitavo`:


«OS NOVOS CRUZADADOS E A PARTILHA»...


Em conclusão e a seguir à fotografias dos líderes egípcio e líbio, afirma-se de novo em parangonas:


AQUI ESTÃO OS SEUS ARGUMENTOS, E AQUI ESTÃO OS NOSSOS, DISSERAM O QUE TINHAM A DIZER. 
SÓ A NAÇÃO ÁRABE, OBJECTO DO COMPLOT, E A CONSCIÊNCIA HUMANA, PODERÃO
ARBITRAR.

União Socialista Árabe, Formação Nasseriana.



sábado, 5 de fevereiro de 2011

AFINAL QUE SE DEVE ENTENDER POR PÁTRIA ÁRABE?



Esta imagem, que é apresentada no Livro atrás referido «LE BA'TH ET LA PATRIE ARABE», do Dr.
KASSIM SALLAM, mostra o que é entendido por ´PÁTRIA ÁRABE` , de facto um ´PAN-ARABISMO`,
uma UNIÃO DOS PAÍSES ÁRABES, de esmagadora maioria de RELIGIÃO ISLÂMICA (excepto o
LÍBANO...até à poucos anos de maioria relativa CRISTÃ)!
De fora fica o ISLÃO não árabe, de origem INDO-EUROPEIA, como a TURQUIA. o IRÃO, etc. ...
ou os países da ÁFRICA SUB-SAHARIANA...
Esse PAN-ARABISMO é encarado e interpretado de modo radicalmente oposto: um laico e mesmo socialista, em que à semelhança da TURQUIA pós- revolução dos JOVENS TURCOS, dirigida  e implantada por MUSTAFA KEMAL ´ATATÜRK` , onde a Religião não pode interferir nos assuntos de
ESTADO ... ou os ISLAMITAS, como a «IRMANDADE MUÇULMANA` que pretende um 
PAN-ARABISMO ISLÂMICO...onde ISLÃO é simultanemente POLÍTCA e RELIGIÃO!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

«LE BA'TH ET LA PATRIE ARABE» - KASSIM SALLAM



«LE BA'TH ET LA PATRIE ARABE»
   KASSIM SALLAM
EMA - ÉDITIONS DU MONDE ARABE
PARIS, Première édition, Août 1982
ISBN 2-86584-006-9
447 págs.


O Doutor KASSIM SALLAM SAÏD, membro do Comando Nacional do Partido Ba'th Árabe Socialista, 
(Partido Baas), nasceu em Taëz, no Yemen, em 1942. Começou por militar no seio do ´Movimento dos Ahrars Yemenitas` e ingressou muito cedo nas fileiras do Ba'th, em Aden, em 1958.
Afastado de Sanaa, devido à sua actividade política, o Doutor SALLAM dirigiu-se para o CAIRO, e de seguida para a ITÁLIA onde prosseguiu os seus estudos universitários. Foi aí, na Universidade de PERUGUA que obteve o seu Doutoramento em CIÊNCIAS POLÍTICAS defendendo a investigação, para a sua Tese, de que é objecto este livro (esta obra constitui o conteúdo integral do deu Doutoramento!).
O Doutor SALLAM representou, no Oitavo Congresso do Partido Ba'th Árabe Socialista reunido em DAMASCO em 1965, a organização do Partido em Itália.
Foi eleito pela primeira vez, membro do Comando Nacional do Partido (a mais alta instância dirigente) a quando do Décimo Congresso Nacional que se realizou em BAGDAD em Março de 1970. De seguida, foi reeleito para O comando Nacional que se desenrolou IGUALMENTE em BAGDAD. Continua a assumir numerosas responsabilidades militantes e nacionais.




O estudo universitário apresentado nesta obra obteve as mais altas distinções científicas. Contudo, distingue-se dos estudos académicos tradicionais. Com efeito o Autor não era à época da redacção da sua Tese um simples estudante. Não redigiu essa tese nos bancos da Universidade nem no quadro de uma investigação científica abstracta. pois era par além de um investigador de qualidades reconhecidas, um militante de grande experiência e investido de importantes responsabilidades no seio da mais alta instância nacional do Partido Ba'th. O Autor preencheu uma importante lacuna para a compreensão do Partido Ba'th Árabe Socialista, a conjugaçao de dois modos de o encarar: um, objectivo e fiel, trazido do exterior; o outro, trazido do interior, vivo, juntando à análise objectiva a riqueza duma demanda motivada e inquieta do saber.
Nesta obra encontra-se uma exposição sedutora, homogénea, rica em elementos explicativos, da evolução histórica árabe. O estudo acompanha a ascenção da luta árabe revolucionária da qual o
BAAS constituiu o núcleo essencial. Analisa o conflito entre árabes e os seus adversários e denuncia
as traições e divisões do movimento político árabe!


http://www.persee.fr/web/revues/home/prescript/article/polit_0032-342x_1982_num_47_4_3275_t1_1075_0000_4







                                                          KASSIM  SALLAM  SAÏD

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

«OS ÁRABES» (´LES ARABES`) - MAXIME RODINSON




«OS ÁRABES»
MAXIME RODINSON (1915-2004)
Tradução de Mariana Quintela
ESTUDOS E DOCUMENTOS 177
PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA, 1980
Título original: ´LES ARABES`
PUF - PRESSES UNIVERSITAIRES DE FRANCE
PARIS, 1979


MAXIME RODINSON, director de estudos da ´École Pratique des Hautes Études, na Sorbonne, dedicou-se durante longos anos sobre um povo que até há relativamente poucos anos era pouco conhecido. Nesta obra, com simpatia, mas sem complacência servil, apresenta-nos um conjunto de informações objectivas sobre os povos árabes: componentes étnicas e culturais, vias de desenvolvimento, análise da ideologia do nacionalismo e das estruturas sociais e políticas. Trata.se de uma obra essencial para compreender de um modo pouco erudito, propositadamente desejado pelo Autor para poder chegar a camadas menos ilustradas.
À semelhança dos outros povos, têm os seus heróis e os seus vilões, os seus sábios e os seus loucos, os
seus erros e os seus crimes, bem como as suas inestimáveis contribuições para o tesouro da humanidade.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Maxime_Rodinson





                                                        «LES ARABES» - PUF - 1979

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

«LA DIALECTIQUE SOCIALE» - ANOUAR ABDEL-MALEK



«LA DIALECTIQUE SOCIALE»
ANOUAR  ABDEL-MALEK
ÉDITIONS DU SEUIL
PARIS, 1972
480 págs.


Nascido no CAIRO em 1924 de uma família estreitamente ligada ao renascimento nacional de EGIPTO, Anouar  Abdel.Malek desempenha uma parte central na formação do socialismo marxista, escola de pensamento e de acção inserido no ´coração` do movimento nacional egípcio. 
Doutor em sociologia, de seguida doutor em letras, tendo ascendido ao prestigiado lugar de ´maìtre de recherches` no C.N.R.S. (Centre National de la Recherche Scientifique), foi viver em Paris desde 1959.
Foram publicados numerosos trabalhos seus sobre a questão nacional e o socialismo, a ideologia, a teoria sociológica, poder e revolução nas relações com as culturas e civilizações, dentre mutas: ´Egipto sociedade militar` e ´Ideologia e renascimento nacional: o Egipto moderno`, ´Sociologia do imperialismo` , etc...
Membro destacado do comité executivo da ´Associação internacional de sociologia` (presidindo ao comité de investigação sobre os movimentos nacionais e o imperialismo) e da Associaçãp internacional dos sociólogos de língua francesa.


«A dialéctica, na realidade, é um método de pensamento ou
antes uma sequência coerente de métodos inteligíveis, que
permite dissolver certas concepções rígidas e de conduzir
a política às ideologias dominantes»
                                                   BERTOLD BRECHT.




Pelos seu movimentos de libertação e de revolução, pelo ressurgimento do Oriente, pela mutação científica e  técnica, este tempo é o tempo da ´mundialização` do mundo. Como dar conta e compreender o essencial, o cerne do que é ´a dialéctica social` , num tal quadro?
Ela, a dialéctica, definir-se-á como o estudo da rede das ´interacções` em acção no seio de dois grandes círculos constitutivos: endógeno (classes e grupos sociais) e exógeno (nações; culturas; civilizações). Estas interacções têm todas elas por objectivo a manutenção e a deslocação da ´hegemonia`: no interior das sociedades como do quadro internacional, em função dos diferentes ´projectos` nacionais-culturais em devir. Um tal estudo - conduzido na linha do historicismo crítico, à luz do marxismo - articular-se-á mais precisamente em torno do conceito de ´especificidade` .
Contra o pensamento negativo, sistema ideológico dominante do Ocidente hegemónico em crise, ´A dialéctica social`- da qual este livro pretende constituir a abertura, irradiante - procura contribuir para a reestruturação da teoria social e da filosofia política, em ligação orgânica com a ´praxis` do nosso tempo.


O Autor não podia ser mais explícito saudando (como dedicatória) o grande intelectual italiano marxista da filosofia da ´praxis` e do ´bloco histórico` : ´pour saluer António Gramsci`...


A obra à laia de prefácio inicia-se com a palavra: «ENVIO»...e esse ´envio` termina  com a expressão:
«Point de champ clos; c'est dans l'arène du monde réel que toujours s'est joué et que toujours se jouera le destin de la pensée.»
 (Não existe campo fechado: é na arena do mundo real que sempre se desenrolou e se derenrolará o destino do pensamento.) 

«DIOS Y EL INCONSCIENTE» - (´God and the Unconscious´) - VICTOR WHITE - Prólogo de C. G. JUNG




«DIOS Y EL INCONSCIENTE»
  VICTOR WHITE
Prólogo de C. G. JUNG
Apêndice de GEBHARD FREI
Versão espanhola de Fr. Acacio Fernandez, O. P.
EDITORIAL GREDOS
MADRID, 1955
Título original: `GOD AND THE UNCONSCIOUS`
HARVILL PRESS
LONDRES, 1952


« ... Há apenas uma diferença essencial entre o funcionamento consciente e o funcionamento inconsciente da
psique: o consciente, a despeito da sua intensidade e da sua concentração, é puramente efémero, acomodado
somente ao presente imediato e à sua própria vizinhança e não dispondo, por natureza, senão dos materiais
da experiência individual, apenas repartidos por alguns decénios. Quanto ao mais, a sua memória é artificial
e composta essencialmente de papel impresso.
Quão diferente é o inconsciente! Nem concentrado, nem intensivo, mas crepuscular até à obscuridade, ele ganha com isso uma extensão imensa e contém, lado a lado, de maneira paradoxal, os elementos mais heterogénios, dispondo, além de uma massa indeterminável de percepções subliminais, do tesouro prodigioso
das estratificações acumuladas no decorrer das vidas dos antepassados, que, só pela sua existência, contribuíram para a diferenciação da espécie.»


                                                                                                          CARL  GUSTAV JUNG






Este livro, notável pela seu interesse teórico e prático, individual e social, psicológico e religioso, difícil
talvez, pelo seu carácter técnico e pela riqueza de conteúdo, requer uma leitura pausada e reflexiva. Uma leitura precipitada ou um exame superficial do mesmo privariam o leitor do seu valor real ou, 
pior ainda, conduziriam a inferências inexactas, a mal-entendidos, mesmo a apelidar o P. White de junguiano incorrigível. 
Talvez a muitos surpreenda a persistência nesta obra duma ideia tão junguiana como a de procurar nas profundidades do inconsciente os restos das verdade espirituais  salvadoras, varridas da consciência do homem ocidental pelo Iluminismo ateu. E por que não na consciência, ou na religião, ou na revelação, poderia perguntar-se? O P. White explica o porquê: porque desapareceram da consciência, porque o homem hodierno não acredita na revelação; e, por outro lado, aquilo que de um modo geral poderíamos chamar processos inconscientes - algo como o ´anima naturaliter christiana` de
Tertuliano, que dava testemunho de Deus de modo espontâneo, contra as negações da alma educada nas academias e na filosofia - foi muitas vezes para o homem moderno uma via para Deus e para a
religião, que tinham sido inconscientemente negados.
Destes factos se fala no livro, sugerindo analogias com doutrinas teológicas, levantando problemas - e
com que engenho e destreza! - a essa mesma teologia, e fazendo avançar a Ciência ( que está reservada a poucos) , Não se trata de fazer uma apologia da psicologia junguiana, da psicologia analítica ou psicologia ´complexa` , ou de ´afundar-se` - como afirmou um ´crítico` - no inconsciente de
JUNG com todos os seus arquétipos.
É, de facto exasperante ler críticas precipitadas e que carecem de objectividade. Mesmo assim e para a época em que foi editado o livro (estava de pé o juramento das 24 teses tomistas impostas pelo
Papa S. PIO X...), A melhor defesa do conteúdo da obra, é a própria obra. Persiste ao longo do
livro toda uma sólida estrutura de distinções tradicionais: facto e valor, imanência e transcendência
de Deus, Deus e imagem de Deus, gnose e fé, etc. !
Porém, poderemos associar Deus de modo absoluto com o inconsciente, pergunta o P. White?! Para alguns, semelhante associação ´parecerá uma tangente ao grotesco e blasfemo`, devido talvez à sua concepção demasiado intelectualista de Deus como o transcendente absoluto que nada tem a ver com este mundo cá de baixo, ou mais provavelmente à divulgação freudiana do próprio inconsciente 
enquanto simples depósito de recalques, ou receptáculo de materiais nocivos e reprimidos. Mas com
JUNG, o inconsciente dilatou-se te tal maneira que chegou a invadir terrenos sagrados e religiosos.
Esta invasão não terá de assustar quem tenha feito a sua formação na escola Tomista, cujos escritos foram condenados logo a seguir à sua morte, porque recorrendo ao naturalismo aristotélico, sabe que as ciências não se distinguem essencialmente pelos objectos materiais, antes por ´rationes cognoscibiles` ; que Deus, objecto da fé, pode ser também objecto de uma investigação racional.
A psicologia profunda de JUNG ensinou-nos mais coisas acerca do homem que acerca de Deus; mas,
ao conseguir que o homem se conheça melhor a si mesmo, facilitou a via para alcançar Deus.
JUNG afirmou que o inconsciente é um ´Grenzbegriff ` (conceito amplo) que abarca todos os processos
psíquicos não-conscientes, isto é, não referidos ao ego.
Numa palavra, qualquer que seja a associação de Deus com o inconsciente, o inconsciente não substitui Deus, antes pelo contrário, veio preencher a substituição de Deus levada a cabo pela
consciência dita ´ilustrada` .


«Quando se exclui o Espírito de Deus da consideração humana, um substituto inconsciente vem ocupar
o seu lugar.» (C. G. JUNG)


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domingo, 30 de janeiro de 2011

«LE SHAH» - 'Exil et mort d'un personnage encombrant` (´O XÁ` - Exílio e morte de uma personagem intrigante) - William Shawcross





«LE SHAH»
´Exil et mort d'un personnage encombrant`
William Shawcross
«O XÁ» - (Exílio e morte de uma personagem intrigante)
Traduzido do inglês por Françoise Adelstain
ÉditionsStok
PARIS, 1989 (510 págs.)
Título original: ´The Shah's Last Ride`
Simon & Schuster Inc.
New York




Mohammad Reza Pahlevi (1919-80), Rei do Irão (1941), nasceu em Teerão em 26 de Outubro de 1919, s
sendo o mais velho filho de Reza Shah. Sucedeu ao pai  em 16 de Setembro de 1941.
Durante a 2ª Guerra Mundial a Grã-Bretanha e a URSS forçaram essa sucessão devido à Germanofilia do Rei.
Em 1951 o Primeiro Minitro, Dr. Mohammad Mossadegh decidiu nacionalizar aquela que hoje se denomina BP, levando a CIA de acordo com REZA a fazer um golpe de Estado que derrubou o homem
de grande inteligência e cultura a ser julgado em 1953. 
Em 1967 Reza Pahlavi coroou-se a si próprio como REI dos REIS (Imperador do Irão). Os EUA da América deram todo o apoio a um homem sedento de poder e convencido de ter um papel histórico
que fizesse regressar o actual Irão à magnificência da antiga Pérsia. O receio dos Islamitas de um regresso ao Zend-Avesta levou os Ayatolla a tomá-lo como inimigo a abater. Criou uma omnipotente polícia secreta, a SAVAK, que reprimia com mão de ferro quem se opunha.
O Ayatolla Komeini teve de refugiar-se em França, de onde regressou em 1979, levando ao levantamento e insurreição do povo iraniano e ao derrube e exílio do ditador. Iniciou-se assim a
República Islãmica do Irão, que cercou, invadiu e aprisionou os funcionários da Embaixada Americana, incluindo o Embaixador...Em suma uma humilhação para os EUA e para o seu presidente
J. CARTER!


O jornalista de investigação William Shawcross do famoso ´Sunday Times` , amplamente conhecido e respeitado, decidiu proceder a uma investigação para o esclarecimento do que esteve na origem do derrube do SHAH e das suas desventura no exílio ( 16 de Janeiro de 1979 a 27 de Julho de
1980), nas 510 págs. desta obra poderemos seguir a par e passo, essa tragédia e com a vantagem de
a investigação nos permitir conhecer perspectivas de reexame retrospectivo de toda uma importante 
era e tema.
Eis o relato desses 18 meses e dum alucinante périplo imposto a um monarca todo-poderoso, mas proscrito


O EGIPTO - o seu grande amigo Sadat acolhe-o, esperando que os EUA o recebam...
MARROCOS- aí faz uma escala acolhido por Hassan II que receando represálias o remete para CARTER, que por sua vez acha melhor que vá para as Bahamas.
BAHAMAS- Kissinger e Rockefeller arranjam-lhe um abrigo.
O MÉXICO- aí terá de partir para NEW YORK onde procurará tratar-se da doença que o mina. O PANAMÁ- daí parte precipitadamente, sob a ameaça de ser extraditado para o Irão
Regresso ao Egipto- Para aí morrer...


Trata-se de um extraordinário documento pleno de estupefactas revelações!
WILLIAM SHAWCROSS narra nomeadamente: Como, entre 1975 e 1979, um professor de medicina francês fez ´incognito` 38 viagens de ida e volta Paris-Teerão.
Qual foi o verdadeiro papel da polícia secreta iraniana, a SAVAK.
Como e porquê, foi um célebre cardiologista americano que procedeu à ablacção do baço de SHAH,
quando não era a sua especialidade.


Em suma, uma  investigação magistral, repleta de quadros inolvidáveis, que permitem compreender a história e as peripécias do caso analisado...


Faço votos que os livros agora postados façam reflectir sobre a história que vivemos, e a consequência
dos erros e deficientes avaliações do concreto vivido na região do Próximo e Médio Oriente!


http://en.wikipedia.org/wiki/Iranian_Revolution
http://www.mohammadmossadegh.com/
http://www.iranchamber.com/history/mohammad_rezashah/mohammad_rezashah.php
http://danielclairvaux.blogs.nouvelobs.com/archive/2010/08/14/mohammad-reza-pahlavi-le-dernier-achemenide-1919-1980-3.html












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