Os meus blogues
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«LE SHAH»
´Exil et mort d'un personnage encombrant`
William Shawcross
«O XÁ» - (Exílio e morte de uma personagem intrigante)
Traduzido do inglês por Françoise Adelstain
ÉditionsStok
PARIS, 1989 (510 págs.)
Título original: ´The Shah's Last Ride`
Simon & Schuster Inc.
New York
Mohammad Reza Pahlevi (1919-80), Rei do Irão (1941), nasceu em Teerão em 26 de Outubro de 1919, s
sendo o mais velho filho de Reza Shah. Sucedeu ao pai em 16 de Setembro de 1941.
Durante a 2ª Guerra Mundial a Grã-Bretanha e a URSS forçaram essa sucessão devido à Germanofilia do Rei.
Em 1951 o Primeiro Minitro, Dr. Mohammad Mossadegh decidiu nacionalizar aquela que hoje se denomina BP, levando a CIA de acordo com REZA a fazer um golpe de Estado que derrubou o homem
de grande inteligência e cultura a ser julgado em 1953.
Em 1967 Reza Pahlavi coroou-se a si próprio como REI dos REIS (Imperador do Irão). Os EUA da América deram todo o apoio a um homem sedento de poder e convencido de ter um papel histórico
que fizesse regressar o actual Irão à magnificência da antiga Pérsia. O receio dos Islamitas de um regresso ao Zend-Avesta levou os Ayatolla a tomá-lo como inimigo a abater. Criou uma omnipotente polícia secreta, a SAVAK, que reprimia com mão de ferro quem se opunha.
O Ayatolla Komeini teve de refugiar-se em França, de onde regressou em 1979, levando ao levantamento e insurreição do povo iraniano e ao derrube e exílio do ditador. Iniciou-se assim a
República Islãmica do Irão, que cercou, invadiu e aprisionou os funcionários da Embaixada Americana, incluindo o Embaixador...Em suma uma humilhação para os EUA e para o seu presidente
J. CARTER!
O jornalista de investigação William Shawcross do famoso ´Sunday Times` , amplamente conhecido e respeitado, decidiu proceder a uma investigação para o esclarecimento do que esteve na origem do derrube do SHAH e das suas desventura no exílio ( 16 de Janeiro de 1979 a 27 de Julho de
1980), nas 510 págs. desta obra poderemos seguir a par e passo, essa tragédia e com a vantagem de
a investigação nos permitir conhecer perspectivas de reexame retrospectivo de toda uma importante
era e tema.
Eis o relato desses 18 meses e dum alucinante périplo imposto a um monarca todo-poderoso, mas proscrito
O EGIPTO - o seu grande amigo Sadat acolhe-o, esperando que os EUA o recebam...
MARROCOS- aí faz uma escala acolhido por Hassan II que receando represálias o remete para CARTER, que por sua vez acha melhor que vá para as Bahamas.
BAHAMAS- Kissinger e Rockefeller arranjam-lhe um abrigo.
O MÉXICO- aí terá de partir para NEW YORK onde procurará tratar-se da doença que o mina. O PANAMÁ- daí parte precipitadamente, sob a ameaça de ser extraditado para o Irão
Regresso ao Egipto- Para aí morrer...
Trata-se de um extraordinário documento pleno de estupefactas revelações!
WILLIAM SHAWCROSS narra nomeadamente: Como, entre 1975 e 1979, um professor de medicina francês fez ´incognito` 38 viagens de ida e volta Paris-Teerão.
Qual foi o verdadeiro papel da polícia secreta iraniana, a SAVAK.
Como e porquê, foi um célebre cardiologista americano que procedeu à ablacção do baço de SHAH,
quando não era a sua especialidade.
Em suma, uma investigação magistral, repleta de quadros inolvidáveis, que permitem compreender a história e as peripécias do caso analisado...
Faço votos que os livros agora postados façam reflectir sobre a história que vivemos, e a consequência
dos erros e deficientes avaliações do concreto vivido na região do Próximo e Médio Oriente!
http://en.wikipedia.org/wiki/Iranian_Revolution
http://www.mohammadmossadegh.com/
http://www.iranchamber.com/history/mohammad_rezashah/mohammad_rezashah.php
http://danielclairvaux.blogs.nouvelobs.com/archive/2010/08/14/mohammad-reza-pahlavi-le-dernier-achemenide-1919-1980-3.html
«ALÁ ES GRANDE»
´ENCUENTROS CON LA REVOLUCIÓN ISLÁMICA`
Tradução do alemão por Alfonsina Janés Nadal
Colecção: ´Al filo del tiempo`
Dirigida por José Pardo
Procedência das ilustrações: Horst W. Auricht, Estugarda
Editorial Planeta S. A. 1984
Primeira edição: Maio de 1984
Depósito legal: B. 15.988_1984
ISBN 3-320_4745-7
464 págs.
Título original: ´Allah ist mit den Standhaften`
Deutsche Verlag-Anstalt , Stuttgart, 1983
ISBN 3-421-061138_6
Ilustração da capa: O Ayatollah Komeini e o Autor
Prosseguindo o notável êxito da crítica na Alemanha da ´MORTE NO ARROZAL` (300.000 exemplares
sem contar as edições de bolso e as edições ´club`), PETER SCHOLL-LATOUR oferece-nos com esta sua
obra de grandes proporções, uma reportagem modelo! Uma reportagem apenas possível de escrever a um homem da sua cultura e experiência orientalistas, da sua capacidade como jornalista e repórter e do seu brilhante estilo!
Scholl-Latour aprendeu a língua árabe na pequena aldeia donde era oriundo Amin Gemayel, que foi
chefe de Estado do Líbano. O conhecimento da língua árabe abriu-lhe muitas portas e facilitou-lhe
muitos contactos. Se a tudo isto acrescentarmos os seu agudos dotes de observador e o seu profundo
conhecimento e compreensão da idiossincrasia dos crentes islâmicos, teremos a explicação para o facto pouco frequente dos seus sucessivos livros terem estado no topo da lista de best-sellers ´non fiction` da ´Der Spiegel`.
Neste seu livro de vulto, Scholl-Latour apresenta um riquíssimo, vivo e apaixonante panorama do importante movimento islâmico. Precisamente por o ter vivido ao longo de três décadas, e por conseguinte ser um excelente conhecedor das causas históricas deste fenómeno.
Esta obra aborda nada mais, nada menos que vinte cenários: Irão, Afeganistão, Israel, Síria, Jordânia,
Egipto, Arábia Saudita, Yemen, Iraque, Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbia, Sinkião, Indonésia, repúblicas
islâmicas da ex-URSS e Turquia. Scholl-Latour põe em evidência ao longo desta sua obra o que realmente constitui a chave que permite a compreensão de quanto acontece no mundo islâmico: o
ressurgir da doutrina de MAOMÉ não apenas como inspiradora de uma religião, mas também de certas formas de vida. O Autor deixa bem claro que no Islão não pode nem deve separar-se a política da religião e que a revolução islâmica está ligada e religada ao passado!
Trata-se, em suma, do facto do fundamentalismo islâmico propugna pelo retorno ao passado, ao retorno à sua própria cultura, frente ao ocidentalismo e ao laicismo.
Peter Scholl-Latour, nasceu em Bochum em 1924: foi aluno do Colégio St. Michel de Friburgo
(Suissa) e de Wilhems-Gymnasium em Kessel. Estudou nas Universidades de Mogúncia, Paris e Beirute,
tendo praticado na última disciplinas árabes. Douturado em Filosofia e Letras, iniciou a profissão de jornalista em 1959.
http://es.wikipedia.org/wiki/Peter_Scholl-Latour
http://www.webislam.com/?idt=16413
http://emboscado.blog.com/page/2/
http://skocky-alcyone.blogspot.com/2008/11/ontem-portugal-e-tragdia-do-kosovo-hoje.html
«LA GRANDE FIÈVRE DU MONDE MUSULMAN»
Philippe Rochot
Le Sycomore
Paris, 1981
O mundo muçulmano constitui a grande surpresa de estar na linha da frente do mundo actual. E isso
deve-se, não só ao acontecimento de enormes proporções e consequências da revolução islâmica no Irão e das mutações políticas que provocou, mas também pela força que representa.
Em nome do Islão, erguem-se homens para lutar contra poderes que não correspondem às suas aspirações e à sua identidade profunda!...
A expansão do mundo muçulmano inquieta as grades potências e os seus interesses económicos e estratégicos. Na China as minorias islâmicas tentam emergir de uma longa noite. Na África, as conversões multiplicam-se e levam a pensar que o futuro do continente negro pertence ao Islão.
No Próximo e Médio Oriente as surpresas sucedem-se de dia para dia, à revelia das previsões dos
´mandarins` que governam o chamado mundo ocidental e Rússia!... Nestes últimos anos e dias foi
possível assistir em directo pelos ´media` a atitudes inviáveis no nosso ´mundo` secularizado!
Contudo, esta expansão acontece frequentemente na ´febre`do excesso, na violência e paixão,
conduzidas por dirigentes que a si mesmos se consideram como os novos profetas do mundo islâmico
ou que por vezes se servem do Islão para melhor impor o seu poder...
Por mediação de uma crise profunda de identidade, o Islão conhece um progresso incontestável e
nos tempos actuais provoca inquietação a milhões de homens.
Philippe Rochot, grande repórter da France Inter e de seguida da Antenne 2 fez a cobertura da maioria dos acontecimentos que sacudiram o mundo muçulmano. Nomeadamente viveu mais de
um ano nas próprias raízes do Islão, quer dizer, na Arábia Saudita em 1970, numa época em que poucos estrangeiros eram autorizados a penetrar nesse país. Aí voltou para a sucessão do rei Faiçal
e após os trágicos acontecimentos ocorridos da mesquita da Meca. O seu testemunho é por isso
um testemunho vivo!
http://www.persee.fr/web/revues/home/prescript/article/polit_0032-342x_1981_num_46_3_3077_t1_0744_0000_2
http://fr.wikipedia.org/wiki/Philippe_Rochot
«IRÃO: A REVOLUÇÃO EM NOME DE DEUS»
Claire Brière e Pierre Blanchet
Seguido de uma entrevista feita pelos Autores a Michel Foucault:
´O Espírito num mundo sem espírito`
Tradução: Paula Reis
Colecção ´Mundo Imediato`- 5
1ª Edição, Março de 1980
nº de edição 910
Moraes Editores
Título original: ´Iran: La Révolutionau Nom de Dieu`
Éditions du Seuil, 1979
Um povo inteiro que, de mãos nuas, frente às metralhadoras de um exército super-equipado, consegue após um ano de manifestações a deposição e partida do mais sólido dos ditadores, é um acontecimento que se não vê todos os dias.
No momento em que os esquemas clássicos e tradicionais da luta armada são postos em causa, há que perguntar os motivos.
Que força impeliu o povo iraniano de modo a conseguir destronar o Xá sem dar um tiro?
Terá sido a força de uma espiritualidade reencontrada através duma religião, islamismo chiita?
Esta fusão de um povo inteiro com a tradição islâmica inicia uma revolução ou um regresso ao passado?
A interferência da espiritualidade na política não virá sobrecarregada de uma nova intolerância?
Neste livro podemos talvez encontrar algumas respostas chaves para interpretar esse abalo que sacudiu todo o Irão e se arrisca a abalar o equilíbrio mundial!...
«TROTSKI - O PROFETA BANIDO» (1929-1940)
ISAAC DEUTSCHER
Tradução de VALTENSIR DUTRA
Edição ilustrada
Desenho de capa: Marius Lauritzen Bern
DOCUMENTOS DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
Volume 41b (561 págs.)
EDITORA CIVILIZAÇÃO BRASILERA
RIO DE JANEIRO, 1968
Título original: ´THE PROPHET OUTCAST`
TROTSKY: 1929-1940
OXFORD UNIVERSITY PRESS, 1963
«SOMOS SEMELHANTES A HOMENS QUE TENTARIAM ESCALAR UMA MONTANHA E SOBRE OS QUAIS DESABARIAM SEM CESSAR AVALANCHES DE PEDRAS E DE NEVE»
LEÃO TROTSKY. 1939
De facto, Trotsky quando no exílio, teve a notícia da capitulação dos seus companheiros de luta,
especialmente os da ´OPOSIÇÃO DE ESQUERDA` , na luta contra J. Estaline escreveu no seu diário:
´Eu creio que neste momento, apesar de extremamente insuficiente e fragmentário, exerço a tarefa
mais importante da minha vida; ainda mais do que em 1917 e na guerra civil`.
Esta nota é a afirmação peremptória de que jamais capitularia! Não abandonaria o terreno do combate. Caminharia até ao termo dando a sua vida, como de facto aconteceu...
O maior elogio que lhe poderia ser feito veio da boca de um adversário, BUKHARINE, sentenciado à
morte no Processo ´PÚBLICO` DE 1938; depois de uma altercação com o Procurador-Geral, Vichinsky,
a propósito da Lógica de Hegel, proclamou com desassombro: ´É preciso ser TROTSKY para não desistir!`
Este terceiro volume - ´O Profeta Banido` , compreende o período de 1929 a 1940, isto é, desde a sua
chegada à Turquia (Ilha de Prinkipo) até ao seu assassinato em COYACAN, MÉXICO, pais cujo presidente, LAZARO CARDENAS, teve a generosidade de receber o ´homem sem passaporte`! São os mais árduos, difíceis e heróicos da vida de L. TROTSKY. Não se trata de um qualquer revolucionário
banido do seu país. Trata-se daquele que dirigiu a revolução russa e levou os bolchevistas ao poder.
Não é coisa do acaso que o jornal da ´ACTION FRANÇAISE` se tenha regozijado com a sua morte e
tenha elogiado Estaline por ter eliminado ´esse hebreu`...
Exilado, mantém-se fiel à União Soviética e apoia a defesa incondicional da União Soviética. É o
bastante para se unirem contra ele a burguesia das nações de democracia liberal, os fascistas e a
Rússia de Estaline!
Trotsky não se deixa silenciar, apesar da pressão que vem de todos os lados. A acção de esclarecimento sobre os crimes de Estaline antecipa-se em muitos anos as denúncias de Kruschev e de
Chelepine, respectivamente nos XX e XXII Congressos do PCUS (1956 e 1961).
Forma-se a ´COMISSÃO DEWEY` que prova as falsificações e embustes dos processos de Moscovo. É a
partir dos EUA da AMÉRICA que será mais apoiado, pois o país de JOHN REED tem uma esquerda de
número reduzido, mas muito esclarecida e é nessa democrática nação que se formou o maior partido
da ´linha` política de Trotsky, aderente à IV INTERNACIONAL e seguindo o documento guia dessa
organização, o ´PROGRAMA DE TRANSIÇÃO` : o ´SOCIALIST WORKERS PARTY` !
Trotsky será assassinado na sua residência de COYACAN por RAMON MERCADER, aliás FRANK
JACKSON ou ainda Jacques Monard...
Da Rússia à Turquia, à França e à Noruega...morre no acolhedor México em AGOSTO DE 1940. O
assassino, libertado em 1960, partiu em direcção à URSS, com escala em CUBA, sendo condecorado
como herói da URSS!
«TROTSKI - O PROFETA DESARMADO» (1921-1929)
ISAAC DEUTSCHER
Tradução de VALTENSIR DUTRA
Montagem de capa: Marius Lauritzen Bern
DOCUMENTOS DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
Volume 41a (520 págs.)
EDITORA CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA
RIO DE JANEIRO, 1968
Título original: ´THE PROPHET UNARMED»
TROTSKY: 1921-1929
OXFORD UNIVERSITY PRESS, 1959
´O Profeta Desarmado` abrange toda a luta e conflitos internos no Partido Comunista da União Soviética (b), após a grave doença e morte de LENINE. O abalo e confronto entre Trotsky e Zinoviev, Kamenev e Estaline, volta à tona de um modo claro e seguro nas páginas de Isaac Deutscher, pormenorizada e minuciosamente é narrado o drama de uma luta sem tréguas, de forma viva e palpitante de emoção política! Neste volume pode apreciar-se à lupa o drama-trágico de uma luta sem tréguas nem quartel que culmina com a queda e o exílio de Leão Trotsky.
Uma interrogação se levanta a todos os que acompanharam e estudaram o desenrolar da Revolução
russa: Qual o motivo e razão que levaram Trotsky a ser afastado e perder o poder? À primeira vista,
e numa abordagem imediata da situação L. T. parecia ter todos os trunfos para vencer: prestígio
popular, o papel desempenhado como comissário da guerra e a sua dedicação aos problemas da
economia...Aquele que dirigira a insurreição de Outubro e organizara de modo brilhante o Exército
Vermelho, andando de um lado para o outro, num frenesim, no seu famoso comboio, definido por
Lenine como o mais capaz do Comité Central e o mais indicado para lhe suceder, não como burocrata,
antes como o teórico da Revolução...então qual a razão da vitória de Estaline?!...
Quem ler a carta que Joffé escreveu a Trotsky, antes de se suicidar e ler atentamente a crítica de
Lenine...acusando L. T. de se ter deixado encantar pelo ´lado administrativo das coisas` , bem como
a conhecida sobranceria e dificuldade em se integrar em trabalho de grupo, talvez encontre algumas
razões...
Trotsky procura explicar o problema da seguinte forma: «Em 1924. Estaline era desconhecido e não gozava de popularidade mesmo nas fileiras da burocracia. A nova casta dirigente (´NOMENKLATURA`)
tinha a esperança de que eu tomasse a defesa dos seus privilégios. Neste sentido não foram poucos os esforços que se fizeram. A burocracia inclinou-se decididamente para o lado de Estaline quando compreendeu que eu não tinha a intenção de defender os seus interesses contra o operariado. Pelo contrário: estava disposto a defender os interesses dos operários contra a burocracia. Então fui declarado ´traidor` . Esta denominação vinda da voz da casta privilegiada é um testemunho da minha lealdade à causa da classe operária.»
Esta explicação de Trotsky é puramente interpretativa, de natureza teórica. Na sua autobiografia,
´A MINHA VIDA`, descreve a luta contra Estaline de forma sucinta e superficial. Não entra em pormenores. Fala como parte, dizendo apenas o que lhe convém. Isaac Deutscher que estava numa posição privilegiada, pois tinha acesso ao imenso arquivo de Trotsky, descreve de maneira pormenorizada e real a luta interna entre Totsky e outros, que não só Estaline. Dá-nos a conhecer os erros e falhas de Trotsky num conflito de grandes proporções. Revela os momentos de indecisão e de omissão. Mesmo de subordinação aos adversários. Sabe-se já há muitos anos que escrevia contra as acusações quando a publicação era livre para os membros da direcção do Partido, e acabava poa
não os entregar para publicação...na autobiografia afirmava ter sido impossibilitado por doença...
Deutscher aponta as oportunidades perdidas como a aliança que Lenine lhe propôs no caso da Geórgia. Quando finalmente se decidiu lutar a sério...era tarde!
Neste volume surgem estupendos perfis de Kmenev, Zinoviev, Bukharine, Rdek, Rikov, Molotov e
demais dirigentes, Realça as mais destacadas figuras do mundo intelectual, como Maiakovsky e
Alexandre Block.
´O Profeta Desarmado` abrange um período que vai dos primeiros anos da Nova Política Económica
(NEP) até à deportação para ALMA-ATA, no CASAQUISTÃO, em 1928 e finalmente a expulsão para a
ilha de PRINKIPO no mar da Mámara, em 1929. De aí em diante começa o longo exílio do Homem que
esccreveu ´O Planeta sem passaporte (visto)` !...
«TROTSKI - O PROFETA ARMADO» (1879-1921)
ISAAC DEUTSCHER
Tradução de VALTENSIR DUTRA
Desenho de capa: Marius Lauritzen Bern
DOCUMENTOS DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
Volume 41 (581 págs.)
EDITORA CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA
RIO DE JANEIRO, 1968
Título original: ´THE PROPHET ARMED`
TROTSKY: 1879-1921
OXFORD UNIVERSITY PRESS, 1954
Poucas personagens históricas foram tão ampla e amargamente discutidas como LEÃO TROTSKY (LEV
DAVIDOVITCH BRONSTEIN). Foi quase apagado, riscado, ignorado, durante trinta anos da história oficial da Revolução russa. Ainda hoje, após a chamada (de)stalinização, ainda não é encarado pela
maioria das pessoas como pede e obriga o seu enorme, gigante papel na História!
A finalidade do malogrado e muito querido ISAAC DEUTSCHER, falecido inesperadamente em 1967,
quando estava a preparar a Biografia de LENINE foi, sem dúvida a de restabelecer. no que estava ao seu alcance, a verdade! Tarefa imensa essa, só possível pela amizade crítica que o ligou ao organizador do EXÉRCITO VERMELHO, como o recurso de que dispôs, por autorização de NATALIA
SEDOVA, viúva de TROTSKY, em consultar as fontes de documentos disponíveis, nomeadamente o acesso aos arquivos pessoais de TROTSKY, na ´Houghton Library` da Universidade de Harvard. Foi
uma autorização única, excepcional, pois L. T. deixou explícito só poderem os arquivos ser consultados cinquenta anos após a sua morte (de facto, o seu assassinato!) , a fim de evitar a perseguição e puniçao dos que com ele se relacinaram clandestinamente!
I. DEUTSCHER teve de consultar os ´dossiers`da polícia tzatita (OKHRANA), passando pela colecções de jornais revolucionários clandestinos anteriores a 1917. Deste modo e pela primeira vez, a fisionomia do companheiro de LENINE, do primeiro diplomata da Revolução, do fundador do EXÉRCITO VERMELHO,
surgem na ´trilogia` de que a presente obra é o primeiro volume, em toda a autenticidade.
Um dos aspectos fundamentais da vida de LEÃO TROTSKY por ISAAC DEUTSCHER é a imparcialidade
do biógrafo. I.D. não é dado a romantismos, nem a panegírios do homem que admirava, mas que também criticava (especialmente ao desaconselhar a formação da IV INTERNACIONAL). Por conseguinte a admiração por Trotsky não beliscou a faceta crítica da gigantesca obra.
A obra de Deutscher divide-se em três partes - ´O PROFETA ARMADO` , ´O PROFETA DESARMADO` e o
´PROFETA BANIDO`
´O PROFETA ARMADO`, vai de 1879 a 1921, isto é, do nascimento de Trotsky à guerra civil, na Rússia,
após a tomada do poder pelos bolcheviques. No apêndice, encontram-se algumas notas preciosas sobre os escritos militares de Trotsky na guerra civil e na organização do exército vermelho onde se vê que o estratega e o táctico, no campo militar, têm a mesma grandeza do teórico marxista e do activo dirigente da revolução de 1905 e de 1917. Abrange a formação dos partidos revolucionários, as grandes polémicas, Neste volume, encontram-se a revolução de 1905, a revolução de fevereiro e a revolução de outubro de 1917. A teoria da ´REVOLUÇÃO PERMANENTE` é posta em prática com a transformação histórica da revolução burguesa em revolução proletária.
Disse ESTALINE: «Todo o trabalho para a organização da insurreiçao foi realizada sob a direcção imediata de Trotsky, Presidente do Soviete de Petrogrado. Pode afirmar-se, com toda a certeza, que a rápida passagem da guarnição para o lado do Soviete e a hábil organizaçaõ do Comité de Guerra revolucionário, o Partido o deve antes de tudo ao camarada Trotsky.»
http://skocky-alcyone.blogspot.com/2008/11/tctica-estratgia-espao-tempo-guerrilha.html
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