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domingo, 20 de setembro de 2009

DO I CONGRESO NA LEGALIDADE ( 1974 ) AO CONGRESSO ANTI-TROTSKY ( Capa do nº da «OPÇÃO» que se refere ao acontecimento ) - 1977



Tomamos a liberdade de citar o PROFESSOR ADELINO MALTÊS, pela qualidade e segurança do que nos dá:

Partido Socialista

●A espinha dorsal do PS é constituída pelos marxistas dissidentes do PCP, desde os que vieram dos tempos do MUD, como Mário Soares a outros exilados, como os do grupo de Genebra, com António Barreto.

●O segundo grande núcleo provém dos republicanos históricos, afonsistas ou sergianos, como Henrique de Barros, Vasco da Gama Fernandes e Raúl Rego, quase todos eles próximos da maçonaria clássica do Grande Oriente Lusitano.

●O terceiro vector é o dos católicos dos anos sessenta, provindos da JUC e da JOC, que não começam pelo marxismo, mas pela doutrina social da Igreja Católica.

●Seguem-se alguns revolucionários das intentonas contra o regime, adeptos da acção directa, mas insusceptíveis de enquadramento pela disciplina subversiva dos comunistas, não faltando os exilados estacionados em Argel marcados por um esquerdismo intelectual quase libertário, como Lopes Cardoso e Manuel Alegre.

●Em 1974 o grupo ainda invoca como inspiração teórica predominante o marxismo, saudando a revolução soviética como marco fundamental na história da Humanidade, embora advogue uma via portuguesa para o socialismo, repudiando, nos sociais-democratas, o facto dos mesmos conservaremas estruturas do capitalismo e de servirem os interesses do imperialismo.

●E Soares, face aos comunistas, dirá sucessivamente que não é Marx nem Lenine que nos dividem, invocando a faceta estalinista do movimento cunhalista.

●Este partido, com os ventos de Abril, passa do restrito grupo de amigos de Mário Soares a um dos maiores partidos políticos do regime.

●Um partido que hibridamente procura misturar o método científico de Karl Marx, o sonho de Antero, a pedagogia de António Sérgio e o realismo criador de Mário Soares, como mais tarde sintetizará Manuel Alegre.

●No Congresso do PS dos dias 13 e 14 de Dezembro de 1974, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, Mário Soares é eleito secretário-geral, mas na votação para a comissão nacional, a lista dos históricos apenas obtém mais 94 votos que a de Manuel Serra, que consegue 44%. Ambas as listas tinham Soares como cabeça. Rejeita-se a social-democracia e em vez de uma rosa adoçar um punho, o partido assume como símbolo o agressivo punho erguido, proposto por Manuel Serra.

Republicanos históricos

●Dos republicanos históricos, ligados à maçonaria clássica, resta a Acção Democrato Social que logo anunciou o fim da sua actuação, repartindo-se os seus membros pelo PS e pelo PPD, apesar dalguns deles tentarem a constituição de um frustrado Partido Social Democrata Português, criado em 15 de Julho de 1974.

●Invocam o humanismo racionalista de António Sérgio, Mário Azevedo Gomes e Jaime Cortesão, preconizando a realização do socialismo pela via democrática não marxista. Adelino da Palma Carlos é um dos dirigentes, mas abandona o grupo em 7 de Agosto seguinte.

●Outros nomes são Armando Adão e Silva (aderirá ao PS, entra na dissidência dos Reformadores e será, depois, Grão-mestre do grande Oriente Lusitano), Ângelo Almeida Ribeiro (será bastonário da Ordem dos Advogados e Provedor da Justiça), Norberto Lopes (decano dos jornalistas portugueses e antigo director de A Capital), António Valdemar e Paradela de Abreu, quase todos intimamente ligados a actividades maçónicas. Desaparece depois do 28 de Setembro de 1974.


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Frente Socialista Popular

●Surge em 9 de Janeiro de 1975. Herdeira do Movimento Socialista Popular de Manuel Serra, integrada como grupo autónomo do PS, até Dezembro de 1974.

Liga de Unidade e Acção Revolucionária

●Fundada em Paris em 19 de Junho de 1967, aparecendo aos olhos do público sob a liderança de Palma Inácio, bastante celebrizado depois de ter liderado o assalto ao banco de Portugal na Figueira da Foz. Entre os principais aderentes, Camilo Mortágua e Fernando Pereira Marques, futuro deputado do PS.


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●Mais moderados parecem ser a Frente Popular de Libertação, até então sedeada em Argel, com Manuel Alegre, e o Movimento da Esquerda Socialista (MES), ligado a antigos dirigentes dos movimentos estudantis de esquerda, onde aparecem pessoas como Jorge Sampaio, Eduardo Ferro Rodrigues, Augusto Mateus e César Oliveira.

MES

●Ainda sem este nome, o Movimento da Esquerda Socialista configura-se em Julho de 1970, a partir da acção dos Comités Operários de Base, tendo abandonado o plenário da CDE em Julho de 1973.

●Em finais de 1971, o grupo tem reuniões no seminário de Valadares, dos padres combonianos, onde desempenha importante papel de ligação o padre Soares Martins, sobrinho do bispo da Beira, D. Sebastião Garcia Resende *, e autor de vários trabalhos anticolonias, sob o pseudónimo de José Capela.

●Anunciado com o nome de MES, em 10 de Maio de 1974, tem como formais fundadores Jorge Sampaio, César Oliveira, José Manuel Galvão Teles, João Cravinho, Joaquim Mestre e Vítor Wengorovius, Nuno Teotónio Pereira, João Martins Pereira, Manuel de Lucena, Nuno de Bragança, Eduardo Ferro Rodrigues, Augusto Mateus.

●Ligado ao movimento, funciona o CIDAC, a Comissão para a Independência das Antigas Colónias, dirigida por Luís Moita e Nuno Teotónio Pereira.

●O I Congresso, que decorre em 21 e 22 de Dezembro de 1974, aprova as bases programáticas e leva à cisão do chamado Grupo do Flórida, com Jorge Sampaio, João Cravinho e César Oliveira.

●Depois do 11 de Março de 1975, saem Luís Nunes de Almeida, João Bonifácio Serra e Eduarda Dionísio.

●Só depois abandonam o grupo Manuel Braga da Cruz, Jorge Strecht Ribeiro e Rui Namorado.


( * o nome certo é SEBASTIÃO SOARES DE RESENDE, 1º BISPO DA BEIRA E NATURAL DE MILHEIRÓS DE POIARES COMO D. CARLOS AZEVEDO. )


http://maltez.info/respublica/portugalpolitico/grupospoliticos/1974%20partidos.htm


Emerge no decorrer da Convenção da Esquerda Socialista e Democrática, promovida, em Janeiro de 1978, pela Associação de Cultura Socialista (Fraternidade Operária), MSU e por outros notáveis militantes socialistas sem filiação partidária.
Teve como líder Lopes Cardoso. Em 1979 e em 1980 coligou-se com a Frente Republicana e Socialista para concorrer às eleições legislativas.
Nas eleições de 1983 e 1985 apoiou o PS e integrou os seus elementos, como candidatos independentes, nas listas deste partido.
Nas eleições presidenciais de 1986 os seus membros dividiram-se no apoio a Mário Soares e a Maria de Lurdes Pintassilgo na primeira volta, tendo apoiado Mário Soares na segunda volta.
Dissolvida em Abril de 1986, alguns dos seus mais conhecidos militantes ingressaram no PS.

UEDS

●Convenção Nacional da União de Esquerda Democrática e Socialista (UEDS), em 28 de Janeiro de 1978, com Lopes Cardoso, César Oliveira, António Vitorino, José Manuel Brandão de Brito, Fernando Pereira Marques e Joel Hasse Ferreira. Assistem ao evento, muito paternalmente, figuras como Melo Antunes e Eduardo Lourenço.

●Mobilizam membros da Fraternidade Operária, como António Lopes Cardoso, Fernanda Lopes Cardoso, Brás Pinto, Vital Rodrigues e César Oliveira, surgida em Fevereiro de 1977, antigos militantes da LUAR, como Camilo Mortágua e Fernando pereira Marques, e do Movimento Socialista Unificado, de Joel Hasse Ferreira, José Maria Brandão de Brito, António Vitorino e Rui Namorado que, vindos do MES não é do grupo dos ex-MES, fundador da Intervenção Socialista. Juntam-se também figuras como Jacinto Prado Coelho, Fernando Alves, Américo Ramos dos Santos, Vítor Hugo Sequeira, João Mendes Espada, Vítor Martins, Jofre Justino e Mário Murteira.

●Pouco depois, o remanescente do ex-MES, liderado por Jorge Sampaio, acaba por se integrar no PS, depois de convite de Mário Soares, apesar da oposição de Francisco Salgado Zenha, Jaime Gama e Jorge Campinos.


http://maltez.info/respublica/portugalpolitico/grupospoliticos/uniao_esq_demo_soc.html


Em 30 de Outubro de 1976, o Partido Socialista inicia o seu II Congresso Nacional, marcado pelo apoio que lhe é manifestado pelos partidos socialistas europeus.. Estando o P.S. no Governo, é a recusa de uma política de alianças o tema central do Congresso. Neste sentido vai a moção apresentada por António Reis e Manuel Alegre. A aparente unidade em torno deste texto é quebrada quando Carmelinda Pereira, Aires Rodrigues, José Luís Mendes e José Luís Gaspar se opõem à direcção do partido, apresentando uma lista candidata à Comissão Nacional, que obtém 25% dos votos. Confirmada a sua qualidade de membros de uma organização trostkista, seriam, pouco tempo depois, expulsos do Partido Socialista.

http://www.fundacao-mario-soares.pt/iniciativas/ilustra_iniciativas/1999/000098/tema5.html


AFINAL O PARTIDO SOCIALISTA, CONTRARIAMENTE AO QUE AFIRMA 1ª FEIRA NEM SEMPRE FOI SOLIDÁRO E COESO!...



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