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quarta-feira, 3 de junho de 2009

DE FUNÇÃO ADUANEIRA A «FANTASMA DO UMBRAL»


No protesto anterior, um olvido importante houve!...

O truque aduaneiro e.g. «FILTRO DE SEGURANÇA FAMILIAR» é também aquilo que em «CIÊNCIAS OCULTAS» se denomina de «FANTASMA DO UMBRAL»!

Só que contrariamente aos «MISTÉRIOS: MENORES E MAIORES», veja-se a «FLAUTA MÁGICA» de W.A. MOZART ou leia-se o ZANONI» de BULLWER LYTTON, no vertente caso
se desejarmos apenas fazer um scanner com os dispositivos que adquirimos para segurança, não conseguiremos actualização pois os «APODERADOS» não o permitem levados quiçá por uma paranóia que os induz a pensar que os ANTI-VIRUS e outros mecanismos protectores possam
induzir a família e a sua costituição «moral» a perigosos e maléficos comportamentos que seriam
incompatíveis com os costumes puritanos dos fugitivos do «MAY FLOWER»...ou será que o «ID»
e o «SUPER-EGO» do «FANTASMA-ADUANEIRO» nos quer fazer crer usando o velho «MARKETING» - «A I D A », que são detentores dos melhores e insuperáveis sistemas de
segurança?!...

Como português, cuja bandeira nacional tem um simbólica riquíssima: «ESFERA ARMILAR», as
«CINCO CHAGAS DE CRISTO» e os « SETE CASTELOS» ou seja os «SETE PERANTE O TRONO», resta-me recordar aos da «SÍNTES BASTARDIA DA BAIXA EUROPA» - ÁLVARO DE CAMPOS - «ULTIMATUM»:

DE A «MENSAGEM» de FERNANDO PESSOA QUE MORREU NO HOSPITAL DE SÃO LUIS DOS FRANCESES, E NÃO TEVE DE PASSAR PELOS TRATOS A QUE FORAM SUBMETIDOS
EZRA POUND E WILHELM REICH:


O MOSTRENGO

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

Fernando Pessoa in Mensagem

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